Ainda a greve do superior
Agradeço a menção dos colegas do Mata Mouros, bem como os comentários do Vareta Funda. Quanto ao que disse este último, esclareço:
1.- Foi dito que "Geralmente, aqueles que chegam à Universidade são os jovens mais protegidos (pela familia e pela sociedade)". Sei bem da existência de casos como o que menciona, que justificam ter utilizado a expressão "geralmente". Ao concordar com aquilo que diz, pergunto então: Por não fazem os estudantes propostas para que a acção social escolar seja efectiva na resolução de casos desses, em vez de lutarem para isentar do pagamento dos €800,00 todos, incluíndo os que vão diariamente de automóvel e gastam esse valor em festas e afins?
2.- Quando falei da protecção da família e da sociedade aos jovens que frequentam o superior, fiz uma constatação. A grande maioria dos estudantes que conseguem chegar ao superior provêm de famílias estruturadas, e que, muitas vezes com grandes sacríficios, conseguem proporcionar esse bem aos seus filhos. É excelente que assim seja, só sendo pena que tal não aconteça sempre.
3.- Infelizmente, a marginalidade é uma consequência de muita coisa, mas quanto a isso, já vi que concordamos.
4.- Comunismo ou fascismo são duas faces de um sistema de organização totalitarista. É por isso pouco importante se estão num ou noutro extremo.
Aquilo que vemos na atitude dos alunos, mas também dos Reitores, é que a autonomia universitária é boa, mas só para efeitos de alocação das verbas recebidas a seu bel prazer. O que não lhes convém, é a responsabilidade inerente, nomeadamente a busca da excelência ou, por exemplo, a diversificação das fontes de financiamento. É que isso obrigaria as Universidades a conseguir aumentar o peso da receita proveniente dos serviços prestados à sociedade (empresas e/ou estado), o que exige imaginação e muito trabalho. À boa maneira portuguesa, sempre é melhor continuar a sugar a "teta" do estado...
Dupond

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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