Construção em altura
O Passarola chama à discussão o tema da estratégia de desenvolvimento urbanístico no espaço rural do nosso concelho. O Dupont já se referiu ao assunto, lembrando um aspecto fundamental - a questão das receitas directas que imediatamente entram nos cofres municipais por cada novo loteamento e/ou licenciamento.
À parte disso, é importante ir um pouco mais longe. Um concelho tem que possuir, no seu território, polos de expansão urbana que permitam fixar as suas gentes e alojar aqueles que lá se pretendem instalar. O que não é paisagisticamente defensável é aquilo a que temos assistido, ou seja, a implantação de uns poucos de "cogumelos" em cada freguesia, dispersos, desembocando numa descaracterização global. O desenvolvimento e o progresso podem e devem ser conduzidos em favor do bem colectivo e não ser consequência do empreendedorismo espontâneo, sob pena deste tipo de riscos.
Sabe-se que Vila do Conde, pela sua priveligiada localização, é um concelho cada vez mais atractivo. Mas não será que, por exemplo, a zona de Mindelo seria muito mais apreciada se tivessem sido salvaguardadas as zonas dunares da invasão de prédios? Não seria muito mais bonita se tivessem mantido um tipo de construção enquadrada com os vastos "pinheirais" que tanto inspiraram Régio (... do pinheiral de Mindelo/que é um belo pinheiral...)?
O caso de Touguinha é também sintomático, como começa a ser também a Junqueira, não esquecendo Macieira, literalmente invadidas por prédios sem nenhuma coerência urbanística.
Nesse aspecto, em Vila do Conde, caminha-se ao sabor do vento que sopra... A Câmara Municipal, à boleia de imagem de preservação da cidade contra arranha-céus, em contraponto com a Póvoa do Varzim, tem conseguido fazer-nos esquecer do que se tem passado com o resto do concelho. Cabe-nos a nós, Vilacondenses, alimentar este debate e ganhar a opinião pública para esta causa.
Dupond

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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