Eduardo PC e Vargas Llosa

O guru da esquerda intelectual e progressista, Eduardo PC, ressuscita no Público de hoje a finada luta de classes. Tudo porque, durante o inquérito, Rui Teixeira tratou Paulo Pedroso apenas por 'sr.". É que "O juiz Rui Teixeira pretende dizer que os políticos não têm prerrogativas, mas que a justiça tem prerrogativas em relação aos políticos. Porque a regra é simples: sempre que numa conversa existe uma assimetria nas formas de tratamento, existe de algum modo uma relação de ascendência ou poder".
Eduardo PC nem lhe passou pela cabeça que as posições ali, eram simplesmente processuais: juiz e testemunha. E que, no final, passariam até a ser a de juiz e arguido. Parece é que o nosso Eduardo PC está mas é com medo de, um dia, ser tratado de forma análoga por esses seres intelectualmente inferiores, os juizes, pelo que vai prevenindo, "a quem de direito"...
Daí que a leitura da entrevista a Mario Vargas Llosa, umas páginas à frente, lhe faça bem. Comenta o autor peruano: "Utopias levaram Humanidade à beira do precipício", pois "a felicidade nunca se pode encontrar num projecto colectivo". Seria um bom tónico, embora Eduardo PC há muito saiba disto, mais precisamente desde que nasceu e lhe disseram que "havia uns mais iguais do que outros...".
Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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