quarta-feira, outubro 29, 2003

Educação parental


O seu filho é daqueles que diz preto só porque você disse branco? A sua filha gosta de atirar o gelado ao chão só para reclamar outro, aos berros, no meio do café? O seu miúdo ouve 'senta-te' e volta-se para trás com a língua de fora? Pois é, a paciência tem limites, especialmente quando você, dedicado pai ou mãe, chega à conclusão que a fronteira entre irreverência e má-educação deixou de existir e avança para o desejado e relaxante correctivo.
Pois se estiver na Áustria, na Croácia, em Chipre, na Dinamarca, na Finlandia, na Alemanha, em Israel, na Islânida, na Letónia, na Noruega ou na Suécia, pense duas vezes antes de disparar a sua mão à cara do seu filho, a velocidade tal que ele não consiga desviar-se...
É que, estes países, punem o castigo físico de menores com multa ou até com prisão. Não acredita? Então dê um saltinho à TIME e veja como os activistas do bem-estar da criança e uma Comissão da Nações Unidas, com fim semelhante, estão a trabalhar para que esta proibição seja global.
Não sou psicoólogo, nem pedopsiquiatra, mas a minha geração levou tabefes e puxões de orelha do pai e da mãe. Todos nós reconhecíamos autoridade na figura paterna ou materna e ninguém ficou "afectado psicologicamente" com isso...
Enjoa-me esta sociedade que tudo quer regular, que acha que a criança deve ser hiper-protegida, que se preocupa mais em se imiscuir na vida privada das pessoas do que em educr as crianças para se tornarem adultos responsáveis. Porque é isso que temo: uma geração de pessoas que não sabe agir por si e, pior, que não sabe pensar por si.
Dupont