terça-feira, outubro 28, 2003

Gays


Os gays e lésbicas estão indignados. Segundo o 'Público', a razão de tanta indignação prende-se com os termos de um acordão saído do Supremo Tribunal de Justiça. Passo a citar aquele diário: "Na decisão, os conselheiros consideram que os actos homossexuais entre adultos e menores são "objectivamente mais graves" porque "são substancialmente mais traumatizantes por representarem um uso anormal do sexo, condutas altamente desviantes, contrárias à ordem natural da coisas, comprometendo ou podendo comprometer a formação da personalidade e o equilíbrio mental, intelectual e social futuro da vítima".
Percebo porque é que a paróquia gay e lésbica mandou tocar sinos a rebate. É que, finalmente, houve alguém que resolveu acabar com essa palhaçada que é ver estes senhores e senhores proclamarem aos sete ventos que o seu comportamento sexual é normal. O tanas, é que é! O dizer que esse comportamento é normal implicava uma de duas coisas: que eu era anormal, por gostar de mulheres; ou também era gay, porque eramos todos normais.
Estes homens efeminados e mulheres masculinizadas ainda não perceberam que o seu comportamento é desviante, pela simples razão que a sociedade não se rege por tais padrões.
Direito à diferença? Subscrevo inteiramente. Discriminação? Jamais! Todos normais? Nunca!
O acordão do STJ é notável e faz recordar o tempo em que eram os bons-homens quem discutia as questões últimas a resolver. É preciso estar atento - como escreveu o João Pereira Coutinho, "os gays são uma minoria, mas são a maioria no país que conta". Há que os colocar no seu devido lugar.
Dupont