terça-feira, outubro 28, 2003

Julgamentos

Começa hoje o julgamento do Sr. Bibi. De acordo com o take da Lusa, ficamos a saber que o colectivo de juizes que irá decidir o futuro do arguido é composto por Paulo Pinto de Albuquerque (presidente), Ricardo Cardoso e João Bartolo (auxiliares).
Confesso que este tipo de informação me irrita solenemente. Aliás, é um tipo de irritação semelhante aquela que me acontece todas as quartas ou quintas feiras, quando leio a notícia da nomeação de árbitros para os jogos de futebol. O conceito que tenho de juiz, de árbitro, ou de qualquer entidade independente que julga, leva-me a tornar a sua indicação como factor de relevância nula. O que interessa são os factos. O que interessa é saber que crimes cometeu o arguido, que prova deles é feita e que tipo de sanção lhe é aplicada. Da mesma forma, o que interessa é saber que táctica apresentam as equipas de futebol, que níveis de técnica detêm os executantes e que eficácia demonstram.
Os juizes, ou os arbitros, não fazem os acontecimentos. Quando as partes pretendem dar-lhes relevância, mais não fazem do que introduzir elementos perturbadores na análise, com o objectivo de expiar falhas ou deficiências próprias.


Depois, chega-se ao cúmulo de apresentar reportagens televisivas, com a do juiz Rui Teixeira a passear de jipe na Serra da Estrela, ao fim de semana, cuja importância é completamente nula para qualquer pessoa esclarecida. A não ser que haja intenções de promover turisticamente os passeios todo-o-terreno na Serra da Estrela, sendo que neste caso, a minha experiência me leva à absoluta concordância com a prática de tão retemperante actividade lúdico/desportiva.
Haja juízo e concentremo-nos no essencial!
Dupond