O problema formal
A chegada de novos escribas ao panorama jornalístico local é reveladora da enorme vontade que existe em muitos vilacondenses de expressarem as opiniões que fazem sobre a sua cidade, o seu concelho, quem os governa ou sobre acontecimentos de âmbito local.
No entanto, há algo de elementar que não podem esquecer: o saber escrever. As ideias vislumbram-se, mas a sua transposição para o papel demonstra uma mau domínio do português escrito. Há, até, quem pareça escrever da mesma maneira que fala...
Veja-se o caso da coluna hoje assinada por António José Gonçalves, no suplemento de Vila do Conde do PJ - um verdadeiro tratado de asneiras: pontuação errada ("o que vale hoje, na minha modesta opinião, é acima de tudo, o conhecimento"), uma frase sem verbo ("O consumismo fácil, o culto do dinheiro, o egoísmo sem princípios, a violência, a pedofilia...") e incoerência ("A informação é instantânea, rápida...").
Não conheço o autor e nem sequer me estou a debruçar sobre o conteúdo da sua crónica, que subscrevo na íntegra. É algo que me irrita, o maltratar a escrita da língua-mãe. E não é caso único: outro exemplo poderia ser o do ‘Lápis de Côr’, embora aqui se notem evidentes melhorias.
É pena que tal aconteça, porque uma boa mensagem fica prejudicada pela forma deficiente de a transmitir.
Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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