domingo, novembro 30, 2003

Rui "Saddam" Rio


Na entrevista que deu a Margarida Marante, publicada no JN, Luís Filpe Menezes assume as suas conhecidas diferenças face a Rui Rio. As imagens que usa para as justificar é que são novidade. Ou não? "Qual é o drama em haver divergências pessoais e políticas entre mim e Rui Rio? É normal num partido plural como o PSD, onde há visões distintas. Ele foi a favor do movimento que defendia a alteração da lei em relação à interrupção voluntária da gravidez; eu estava do outro lado da barricada. Defendi a posição do Governo a favor dos Estados Unidos e da guerra no Iraque; ele pareceu-me mais próximo de Saddam do que dos EUA".
Finalmente, alguém que dá sentido à expressão "terrorismo político"...
Dupont

Novidades nos media regionais

Segundo o Diário Digital, a NTV vai fechar, substituída por um canal das regiões. Por outro lado, a imprensa regional irá ser regida por novas leis.
Dupont

Suplementos de fim de semana


Os dois principais diários portugueses, Público e Diário de Notícias, recheiam as suas edições de sexta a domingo com suplementos sobre os mais variados temas. Assim, à sexta, o Público propõe o ‘Y’ sobre o mundo do espectáculo e o DN responde, agora, com o generalista DNa, o pop DNmais e o DNviagens. No sábado, o Público oferece o cultural ‘Mil Folhas’, o turístico ‘Fugas’ e a inclassificável ‘xis’, enquanto o DN contra-ataca com a ‘Grande Reportagem’ (pagando uns extras 50 cts) e o automobilístico ‘DNmotores’. Ao domingo, temos a ‘Pública’ e a ‘Notícias Magazine’, agora com um aspecto gráfico muito melhorado. Não se pense que isto acontece só por cá. Em Espanha acontece o mesmo. Aliás, há uma certa tendência para o que acontece lá ser repetido cá, uns meses depois, mas isso agora não interessa…
O que me parece relevante é que isto é literatura a mais. Com a concorrência da leitura dos semanários e de outros diários, é humanamente impossível conseguir-se ler isto tudo! Bem sei que certos suplementos são dirigidos a públicos específicos mas, mesmo assim, ainda é muito papel para digerir. E nem todos são fáceis: o ‘Mil Folhas’ exige uma leitura atenta, a 'Grande Reportagem' também e ainda temos de lutar contra os sonhos que o ‘Fugas’ e o ‘DNviagens’ nos propõe…
Ora, isto está a causar-me stress… Compro, mas não leio. Vou guardando... Para quê? Porque tenho a certeza que, um dia, quando fôr velhinho, vou ter tempo para ler o que foi publicado no fim de semana de 28 a 30 de Novembro de 2003. E no seguinte…no seguinte…no seguinte…
Dupont

Grande Reportagem


No início da semana passada recebi uma carta do BCP, contendo um cheque de 10 €. Habituado a receber, dos bancos, generosos cheques e livranças por preencher, vouchers para descontar na aquisição de produtos que não me interessam, entre outras proezas do marketing contemporâneo, estive a um passo de rasgar o dito. Mas, de relance, li: ‘Pressmundo’. Uma rápida leitura informou-me de que se tratava da devolução da diferença entre o que paguei e o que faltava receber da minha assinatura da ‘Grande Reportagem’. Num mundo de esquemas e golpes, aqui fica um exemplo de honra. Das dezenas de publicações que já assinei ao longo dos anos, muitas foram tombando, mas apenas uma havia honrado os seus compromissos: a ‘VOX’, uma revista britânica mensal, sobre música, pertencente ao grupo do ‘New Musical Express’.
E o que dizer da ‘nova’ Grande Reportagem? Sinceramente, fiquei desiludido. E reporto-me apenas às diferenças formais, já que a nível de conteúdos me parece idêntica. Desde logo, já não a vou receber em casa – não é preguiça, é comodismo... Depois, o tamanho, reduzido em um quarto. Pode parecer secundário, mas a dimensão das páginas é importantíssima, quando a publicação tem grande apoio na imagem, como é o caso. Já é a segunda vez que me acontece. A primeira foi quando a saudosa LIFE resolveu encolher. E encolheu tanto que acabou…Esperemos que a história não se repita...
O terceiro aspecto prende-se com a periodicidade. Nos tempos que correm, o tempo é um dos maiores luxos. Um mês dava tempo para pensar, para reflectir, para ler com calma e reler com diferentes disposições. Depois, havia aquele acumular de ansiedade, aguardando a próxima edição. Assim que as tínhamos na mão, era rasgar o plástico com sofreguidão, folheando-a rapidamente, para desfrutar desse monumento ao humor que é “as coisas que se dizem”.
Porventura, até poderei vir a gostar mais desta versão. Mas vai demorar. Que querem? Sou conservador por natureza…
Dupont

Álvaro Costa


Vem na Notícias-Magazine, sobre a inauguração do Estádio do Dragão: “O melhor foi poder ver reportagens da TV Dragão, um circuito interno de televisão com boas ideias (feliz a aposta nos comediantes Marco Horácio, Manuel Marques e Bruno Nogueira) mas nem sempre eficaz na comunicação com o espectáculo. É estranho um dos grandes comunicadores portistas, Álvaro Costa, não estar envolvido neste projecto. No futuro é bom que esta mecânica de show não seja descurada…
O reparo da NM é perfeitamente justificado. Álvaro Costa é, provavelmente, um dos maiores comunicadores nacionais. Mas, num País devotado à mediocridade e à parvoíce mediática, alguém com as suas qualidades tem óbvias dificuldades em aparecer. Recordo uma das frases com que o caseiro ‘Terras do Ave’ o intitulou: “guru da cultura pop”. Nem mais. Este país não sabe o que perde em não te ouvir, Álvaro. Nós, aqui do Vilacondense, mandamos-te aquele abraço ‘bileiro’.
Dupond & Dupont
PS- Para quem o quiser ler, basta seguir pela Via Rápida.

Honni soit qui mal y pense...


Cartão jovem, já!
(in Público-Local Porto-2003/11/28)
Dupont

sábado, novembro 29, 2003

Azia ou azar?


O Besugo veio com uma posta, farta em qualidade e em falta de razão. Mas compreende-se. É sportinguista e isso causa azia – basta olhar para o Fernando Santos…
Ora vamos lá despachar isto, o mais rapidamente possível:
Não engano nº 1 do Dupont - Diz o besugo "Seja como for, ou por desatenção, ou por excelente filtragem, você não reparou (.)eu lá respondi ao seu amigo". Meu caro, claro que reparei. E foi por reparar que escrevi que você ficou sem fala. É que não basta abrir a boca e saírem palavras. É preciso que o que se responda esteja à altura do que se pergunta. No que disse não conseguiu, minimamente, desmontar a argumentação do Dupond.
1-0 para o Dupont (Jorge Costa…)
Não engano nº2 do Dupont - Diz o besugo, quanto ao ser esquerda "não estou a insinuar-lhe que anda longe da verdade. Talvez ande perto.". Ou seja, acertei em cheio. Idealismos? São óptimos, mas sempre admirei os que encaram a vida com realismo.
2-0 para o Dupont (golo na própria baliza - Beto…)
Não engano nº3 do Dupont - Diz o besugo "eu disse que nada me movia contra os genéricos". Pois disse. Mas no post que estamos a tratar não foi isso que saiu: "Eu, que já tratei muitos edemas agudos do pulmão (.) com "Lasix" (.) e - por falta de alternativa - com variados genéricos do mesmo princípio activo, garanto-vos o seguinte: não sabeis do que falais.". Efectivamente, está visto que não... E também li que: "Juro que nem me lembro (.)do infame laboratório que produz a marca "Lasix"". Caro besugo, nem preciso de lhe recordar: receitam-se medicamentos e não laboratórios. Certamente não os chamou à questão por peso de consciência, mas se houver bio-equivalência cientificamente comprovada entre os medicamentos, não acaba por ser essa - o laboratório - a única diferença?
3-0 (Ricardo Carvalho…)
Notas finais:
- Diz o besugo: "Agora, se tiver paciência, leia estas linhas". Tenho toda a
paciência do Mundo. E para lê-lo, creia-me, não é necessária nenhuma.
- Diz o besugo: "Mas quero ser eu a assumir a responsabilidade da minha
prescrição, por cujas consequências estarei na disposição de responder sempre, em qualquer caso
". Mas os genéricos são, ou não, equivalentes? Se o besugo tem dúvidas na avaliação científica efectuada pelo INFARMED aos medicamentos introduzidos no mercado, assuma-o. Se não o fizer, não tem a mínima razão para obrigar o consumo de determinada marca quando tem um genérico do mesmo princípio activo.
4-0 (Nuno Valente...)
- Diz o besugo: "não o vi, sequer, questionar-se sobre a imunidade desse
respeitável grupo profissional
[os farmacêuticos] às tentações da carne".
Ai não? Recorde a sua prelecção sobre ‘desatenção’ e veja o que está aqui. Até fui ressuscitar o 'sistema', esse fantasma que assusta o Dias da Cunha...
(5-0 – Beto a bisar…)
- Por último: fiz-lhe uma pergunta no post a que a sua resposta se refere. Nada disse. Arrisco prescrição de leigo: 'Sargenor' ou genérico!
Com ainda mais consideração (a imagem é só para provocar...)
Dupont

Popcorn Movies


Em pouco menos de um mês, digeri três filmes de acção. Infelizmente, nenhum valeu o preço do bilhete.
Começando pelo que fui ver ontem à noite, “Era uma vez no México”, trata-se da terceira aparição de El Mariachi, depois do filme homónimo e de ‘Desperado’, sempre orquestrados por Robert Rodriguez. O elenco tem algumas pérolas, como Willem Dafoe, Johnny Depp e Selma Hayek, mas a presença desse péssimo actor que dá pelo nome de António Banderas estraga tudo. Completamente preso a personagens ‘latinas’ o actor malaguenho não consegue transmitir uma única emoção, sempre com aquela cara granítica e a voz sussurrada. Pior ‘latino’ só mesmo o Joaquim de Almeida. Ah! E se ainda tivéssemos dúvida sobre o carácter ‘pop’ desta opus de Rodriguez, ainda foram convocar Enrique Iglesias, que parece ter saído do teledisco em que contracena com Mickey Rourke... que também entra (acaso?)!
Quanto ao filme, é um delírio visual de tiros e fogo de artifício, onde são disparadas balas inteligentes que só acertam nos 'maus'. O argumento é patético, recorrendo a tudo o que é cliché ‘latin america’. A encenação dos tiroteios recorda Sam Peckinpah, a acção reproduz os comics de banda desenhada e o título evoca Sérgio Leone e Clint Eastwood, o que, dada a comparação, é descaramento...


Matrix é outra tragédia, esta em três actos. Uma ideia engenhosa deu um filme primordial fantástico, a que se seguiu uma continuação sofrível e um ‘closing’ lamentável. Os irmãos Wachowski não conseguiram resolver aquilo que, à primeira vista, nunca seria um problema: os efeitos especiais. Em vez de os remeter para o seu devido lugar – serem suporte da narrativa – deixaram-nos conquistar o ‘leading role’. Até ao nível da construção do argumento, as imensas referências religioso-filosóficas acabam por dar uma ideia de novo-riquismo cultural confrangedor.


Finalmente, o menos-mau do trio, ‘Kill Bill’. Quentin Tarantino, o menino rebelde da “nouvelle vague” hollywwodesca e amigo de Robert Rodriguez (até chegou a interpretar um personagem em ‘Desperado’) apresenta-nos o seu mergulho no mundo dos filmes de artes marciais. O realizador é uma verdadeira enciclopédia cinéfila e isso transparece nas suas obras, sempre recheadas de citações de obras marcantes do género que tenta homenagear. Veja-se o anterior, 'Jackie Brown', onde foi beber inspiração aos 'blackxploitation movies' dos anos 70. Violência não falta, como não falta a presença dessa fantástica actriz que é Uma Thurman, já imortalizada no celulóide por Tarantino em ‘Pulp Fiction’. O filme está dotado do mesmo tipo de humor, negríssimo, dos anteriores. A frase chave, desta vez, será, certamente, a apresentação de Bill: “Well I'm from Tennessee Texas... My name is Buck and I'm here to fuck”.


Resolvi reunir estes três filmes num único post por uma razão. Quando apareceram as primeiras obras de Robert Rodriguez, dos Irmãos Wachowski e de Quentin Tarantino, os seus realizadores/autores foram rotulados e saudados como 'nova geração de cineastas'. Recordo o nome desses filmes primordiais: ‘El Mariachi’, ‘Bound’ e ‘Reservoir Dogs’. O que há aqui em comum é que foram todos realizados com custos reduzidíssimos e obtiveram boas receitas e melhores críticas. Outras características que os identificam relacionam-se com o facto de todos serem cinéfilos antes de serem cineastas, de gostarem de trabalhar com um grupo constante de actores e de evitarem publicidade. Mas o que funcionou ‘à primeira’, não voltou a acontecer. Porquê? Por um lado, porque todos tinham algo a provar. Por outro, não tinham dinheiro para gastar em takes supérfluos. Era a velha história de “a necessidade aguça o engenho”. A prova de que isso era verdade é que, agora, fazem sempre o mesmo filme. O que podia ser bom, parafraseando Hitchcock. No caso, é perigosamente mau.
Dupont

Narciso Miranda e os ciganos


O Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos anunciou uma medida polémica: instalar os ciganos em pequenos bairros mono-etnicos, em habitações de modelo pré-fabricado. Para justificar tal ideia, o autarca refere a dificuldade de integração dos ciganos nos bairros sociais, considerando mesmo que estão na origem de focos de instabilidade onde habitam.
No contexto políticamente correcto em que vivemos, esta medida é já considerada como sendo "grotesca, xonófoba e racista" (Amílca Correia - Subdirector do Público). Pessoalmente, não gosto de embarcar de forma tão simples na adjectivação.
Conheço alguns ciganos. Há-os de todos os géneros: boas pessoas e más pessoas. Por isso mesmo, as afirmações de Narciso parecem-me infelizes, na medida em que tomam a núvem por juno, lançando, indistintamente, um estigma sobre um conjunto muito vasto de pessoas.
Por isso mesmo, julgo que deveria ser assumida outra posição. Narciso deveria actuar no sentido de detectar quem são, efectivamente, os responsáveis pela instabilidade nos bairros de Matosinhos. Acredito que muitos desses focos estejam ligados a atitudes menos correctas de muitos ciganos. Mas não em exclusivo, razão pela qual a forma como a proposta foi transmitida é incorrecta.
Seria interessante que Narciso explicasse, ou que pelo menos informasse sobre o que foi efectuado pela Câmara para promover a integração dos ciganos. Sem saber isso, seremos levados a pensar que a própria Câmara terá responsabilidades.
Quanto ao facto de Narciso pretender criar pequenos bairros exclusivamente habitados por ciganos, não me parece que a ideia seja completamente errada. Afinal, não há uma tendência para as comunidades se juntarem em função das respectivas afinidades culturais? Se fosse apresentada a um cigano a possibilidade de instalação num complexo habitacional só para ciganos e noutro com pessoas de outras etnias, sobre qual das alternativas caberia a sua escolha?
Naturalmente que me parece que esses bairros não deveriam ter uma dimensão muito elevada, sob pena de se transformarem em ghetos. Mas se tivessem uma dimensão controlada, não vejo qual seria o problema?
Para finalizar, deixo apenas duas reflexões.
Uma caracter político - Narciso está mesmo perto do fim. Qual seria o político experimentado que se lembraria de anunciar uma proposta destas a menos de dois anos das próximas eleições autárquicas? Só mesmo um Narciso em fim de festa, que não cuida das consequências do que diz.
Outra de caracter individual - Você que lê este post, gostaria de viver num prédio com ciganos por vizinhos?
Dupond

sexta-feira, novembro 28, 2003

Negócio à vista?

Acabo de ver ao almoço no Restaurante Pateo, na Póvoa de Varzim, os homens fortes do Terras do Ave (Pedro Bras Marques e Albano Loureiro) num animado almoço. A curiosidade sobre a conversa é óbvia: será que estarão a arquitectar um eventual negócio de concentração entre o Terras do Ave e o Voz da Póvoa, que segundo consta, está no mercado?
Dupond

Paga o justo...

... pelo pecador. O novo regime de atribuição de subsídios de doença prevê que qualquer trabalhador receba apenas 55% do seu salário nos primeiros 30 dias de incapacidade para o trabalho, 60% quando a incapacidade se prolongar entre 30 a 90 dias, 70% a partir dos 90 dias de inactividade e 75% a partir de um ano.
À primeira vista, esta medida parece-nos injusta. As pessoas já estão doentes e ainda por cima só recebem pouco mais de metado do salário? A verdade, é que se pensarmos um pouco, chegamos à conlcusão que há razões para isso. Todos sabemos que o recurso às "baixas" é uma autêntica vergonha nacional. Por isso mesmo, tentando introduzir moralidade no sistema, o Governo avança com esta medida injusta para quem está realmente doente.
Por isso mesmo, sugere-se que a medida tomada por Bagão Félix seja lida assim:
- 45% das "baixas" inferiores a 30 dias são falsas
- 40% das "baixas" entre 30 e 60 dias são falsas
- 30% das "baixas" entre entre 90 dias e um ano são falsas
- 25% das "baixas" superiores a um ano são falsas
Dupond

Marretas

Acreditem que não estou satisfeito com o que aconteceu esta noite. Acreditem que não estou a relembrar a frase dita por Pinto da Costa quando o Sporting anunciou Fernando Santos como treinador desta época: "Só lhe desejo que nos suceda na Taça UEFA, conseguindo a vitória na próxima edição".
Mais do que Portista, nestas noites sou Português. Por isso, também eu me sinto um bocadinho envergonhado com aquilo que aconteceu. Não é o facto de ser eliminado, porque isso pode acontecer a qualquer um. Agora, ser eliminado na 2ª ronda da Taça UEFA (ainda faltam para aí umas 10 eliminatórias até à final...), ainda para mais por uma equipa que um tipo nunca ouviu falar, nem sequer consegue dizer o nome...
E depois nós, Portistas, somos chamados de arrogantes...
Dupond

Empregos para os amigos

Sensível aos problemas de emprego que o país enfrenta, a nossa Câmara Municipal parece estar a dar um contributo no combate e este flagelo, abrindo as suas portas a alguns concidadãos.
Segundo consta, foram recentemente admitidos ao serviço da autarquia um grupo de fados (a fadista e o guitarra), a jovem Presidente de uma Associação Recreativa de um lugar da cidade de Vila do Conde (fronteiro à Póvoa de Varzim) e o filho de um Presidente de Junta de Freguesia.
Já diz o povo na sua eterna sabedoria que é nos momentos dificeis que se conhecem os amigos...
Dupond

Afonso Ferreira


O líder do CDS-PP, numa crónica-retrospectiva no Primeiro de Janeiro-Vila do Conde, faz uma pergunta inteligente, carregada de ironia: "Acabo de ler que em Amares um construtor civil local ao ver-se preterido num concurso para a construção de um centro de saúde, decidiu cortar os apoios ao clube de futebol da terra! Se a moda pega! Será que isto só pode acontecer em Amares?"
Em Vila do Conde, temos um exercício de transparência: o presidente da Câmara e o Presidente da Assembleia Geral do Rio Ave ( e verdadeiro presidente...) são a mesma pessoa. Logo, o pobre do construtor civil nunca mais recuperava a saúde...
Dupont

Imprensa regional...

... continua a ser uma voz importantíssima na divulgação dos problemas locais, alguns com reflexos em mais do que um concelho. Escolhemos duas colunas de opinião que abordam questões sensíveis a Vila do Conde: as pescas e o IC1.


O primeiro artigo está no 'Matosinhos Hoje', e recorda uma das artes ligadas ao sector: a carpintaria. Da autoria de José Pereira Americano, vale a leitura e a recordação dos estaleiros de madeira, ali, junto à Alfândega Régia.


Um outro, publicado no 'Falcão do Minho', vem apresentar argumentos contra a colocação de portagens no IC1, entre o Porto e Viana do Castelo. Euclides Rios elenca uma série de argumentos, mas o mais importante parece-me ser "o pagamento de portagens no IC 1, mesmo que não houvesse compromissos assumidos, só seria tolerável se houvesse uma boa alternativa viária. Ora a EN 13, onde durante tantos anos sofremos inclemências para chegar ou vir do Porto, não é alternativa aceitável, pois além dos inconvenientes antigos, está hoje cheia de semáforos, de rotundas, de bandas sonoras e de passadeiras. Por outro lado, em Esposende, na Póvoa, Vila do Conde, na Maia e noutras povoações, está transformada em vias urbanas extremamente perigosas para os veículos e para os peões".
A CDU de Vila do Conde manifestou, recentemente, o seu desagrado, tendo a Assembleia Municipal vilacondende, há uns meses, se bem me recordo, votado uma proposta lamentando semelhante opção para o IC1.
Dupont

Genéricos, generalistas e afins...



Depois de o Dupond ter deixado sem fala o besugo, este vira-se agora para mim. Tudo por causa do post sobre medicamentos genéricos que, por acaso, era endossado do Trenguices.
"Assuntos sérios
Devem ser tratados seriamente. Os outros é conforme. O "pragmatismo" é excelente virtude, a menos que a experiência nos aconselhasse outra modéstia. E a ignorância (mesmo que ignorada, exactamente) leva o pragmatismo ao atrevimento paroxístico, diletante, chocarreiro, simplista. Nesse caso, o "pragmatismo" é, apenas, impúdica e atrevida jactância.
O vilacondense, por interposto farmacêutico, veio aí com regras gerais simples para genéricos. Pelos vistos, infalíveis. Como todas as regras gerais feitas por generalistas.
Eu, que já tratei muitos edemas agudos do pulmão (é um quadro clínico espectacular: morre-se mesmo!) com "Lasix" (é um diurético de ansa, antigo como as verdades, cujo princípio activo é a furosemida) e - por falta de alternativa - com variados genéricos do mesmo princípio activo, garanto-vos o seguinte: não sabeis do que falais.
Mas falai para aí. Que também não quero estragar-vos o sonho da direita pujante e da esquerda envergonhada (com raras excepções, dizeis vosotros). Muito menos com genéricas questiúnculas...
"
Ora aqui está, em todo o seu esplendor, o idealismo com que a esquerda sempre atirou para a valeta tudo quanto era sociedade que se atravessou no seu caminho. Porquê? Porque os idealismos não foram feitos para mundos imperfeitos como os nossos. O que o besugo devia saber é que a "regra" do Trenguices, e por mim subscrita, não pretende dar a fórmula mágica para o problema. Pela minha parte, pretende é que se acabe de vez com a pouca vergonha que grassa na classe médica, dos compadrios revelados, e por revelar, entre empresas farmacêuticas e médicos e que levam, quase sempre, a que a escolha acertada coincida, como que por artes mágicas, com a mais cara.
É que o cambão, caro besugo, existe em todas as profissões. Até no sacrossanto exercício da medicina.
Por outro lado, se por acaso os medicamentos genéricos não são tão eficazes quanto os seus parceiros 'de marca', das duas uma: ou o Governo mente ou as empresas que os fabricam mentem. Em que ficamos, besugo? Seja qual fôr a resposta, depreendo que já terão havido queixas ao mais alto nível...
Dupont

quinta-feira, novembro 27, 2003

Tavares Moreira


Vem no Público: "O PSD mantém a confiança em Tavares Moreira, deputado e vice-presidente do partido, e considera que ele "tem todas as condições para continuar a fazer política como tem feito", disse ontem ao PÚBLICO o porta-voz social-democrata, Pedro Duarte. Tavares Moreira é um dos oito ex-administradores do Central Banco de Investimento (CBI) proibidos, pelo Banco de Portugal, de exercer funções de gestão em instituições bancárias nos próximos sete anos".
Qual é a razão? "Esta pena, assim como uma multa de cem mil euros, foi decretada pelo Banco de Portugal na sequência de um processo contra-ordenacional por suspeita de infracções graves na gestão do CBI"
Mais um tiro no pé dos sociais-democratas. O poveiro Tavares Moreira, irmão do Presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, Álvaro Moreira, deveria ser o primeiro a suspender todos os seus cargos até a verdade estar esclarecida. Mas não o fez. O seu partido acha, até, que a proibição é coisa de lana caprina, pelo que reforça a confiança no seu vice-presidente - ele deve e pode continuar a fazer política como tem feito. Quer isto dizer que se pode candidatar a uma proibição de 14 anos?
Não sei se Tavares Moreira é culpado, até porque ainda não há decisão definitiva sobre o assunto. Mas, com atitudes destas, depois queixem-se de o povo andar a dizer que quem anda dentro da lei não vai a lado nenhum, enraizando a ideia que "o bom é irmão do tolo".
Assim, Portugal não pula, nem avança.
Dupont

Pinochet


Augusto Pinochet deu uma entrevista ao Canal 22 WDLP, de Miami. Até aqui tudo bem. Acontece que o ditador chileno não esteve com comiserações de última hora: nada de pedir perdão a quem quer que seja! "Esqueceram-se de que são eles que têm de pedir-me perdão a mim, pelos atentados que sofri". A jornalista ainda insistiu sobre quem seria 'eles'. "Esses marxistas e comunistas!" O Vilacondense presume que não são estes...
E para que, depois da sua morte, não fique alguém vivo com dúvidas sobre o regime que vigorou no Chile entre 1973 e 1990, Pinochet explica que "quero que saibam o que realmente aconteceu, pois sempre actuei segundo princípios democráticos".
Ficamos, assim, a saber que, afinal, a justiça chilena tinha razão quando disse que ele já não possuía discernimento para ser julgado...
Dupont

quarta-feira, novembro 26, 2003

Os terrenos do Dr. Cardoso

Enquanto Presidente da Câmara Municipal do Porto, Nuno Cardoso tratou os terrenos do Parque da Cidade como se os mesmo lhe pertencessem. Senão, como compreender que tenha sido uma decisão sua, poucos dias antes de sair da Câmara, que permite à IMOLOC estar agora a tentar fazer um "negócio da china", ganhando largos milhões de euros com o prejuízo da cidade.
Neste caso, Rui Rio tem razão. Mais do que isso, revela uma coragem difícil de encontrar paralelo no rol dos nossos autarcas, que preferem viver em jantaradas com os empreiteiros em vez de enfrentar a sua voracidade construtiva.
Não estaremos, neste caso, perante uma daquelas situações em que a responsabilidade pessoal dos políticos (neste caso, a de Cardoso) deveria ser aplicada?
Dupond

O défice dos outros

O perdão da União Europeia à Alemanha e à França, pela ultrapassagem, por parte destes países, dos mágicos 3% de défice das contas públicas, constitui um rude golpe na política do nosso Governo.
Os portugueses tem mantido alguma compreensão para com as medidas do Governo, porque, no seu íntimo, percebem que há a necessidade de fazer alguns sacrifícios e que era imperioso frear o impulso consumista que lhes levava o dinheiro - o que tinham e o que pediam emprestado.
O que os portugueses não conseguem compreender é que esses sacrifícios que lhes estão a ser pedidos, não se estendam aos restantes países europeus. Os porugueses não percebem que o nosso Governo aprove essa discriminação, tornando-se cúmplice do desleixo orçamental da França e da Alemanha.
Infelizmente, há valores mais altos em jogo. A "realpolitik" obriga os pequenos e pobres a agacharem-se perante os grandes e ricos. Afinal, o que é que pode dizer alguém que tem passado os últimos 16 anos a ser alimentado pelos fundos comunitários provenientes dos cofres dos países hoje prevaricadores?
Se ainda estivesse cá, Guterres diria: "É a vida..."
Dupond

Esquerda, unida, jamais será vencida!


Pelo Glosas ficamos a saber que uma verdadeira selecção de notáveis de Esquerda se uniu em esforço blogueiro, tentando mostrar uma causa nossa. Deles, evidentemente... Está lá de tudo, desde o Eduardo PC à Ana Gomes, do Vicente Jorge Silva ao Luís Osório.
Na verdade, a discussão sobre a presença, arrasadora, da Direita na blogosfera, já não é de hoje. E a qualidade dos textos apresentados, por mero exemplo, no Mata-Mouros ou no Dicionário do Diabo, para além de muitos outros, veio demonstrar que a Direita está viva, sabe o que quer e, melhor, sabe escrever o que quer.
A Esquerda, desatinada, uma desde a queda do Muro, outra desde a queda do engenheiro, lá vai acenando a sua presença, discreta e envergonhada, com honrosas excepções, como o Barnabé ou o Blog de Esquerda.
Agora, pelos vistos, para contrariar o que lhes deve parecer um crescendo neo-fascista da blogosfera, surgiu uma task-force que fez work-out no Maio de 68, com as respectivas revoltas estudantis históricas (ou serão pré-históricas?...), com o Daniel Cohn-Bendit, o Zé Mário Branco, a Seara Nova, o Godard, o L'Humanité, o Diário e com tantos outros símbolos folclóricos de certa esquerda vermelha que nunca digeriu muito bem os blocos de cimento que lhe tombaram em cima, naquela noite em Berlim. Alguns, com a saudade, até fizeram germinar outros blocos, denominados de Esquerda, naturalmente...
O Glosas ficou expectante. Vamos lá ver se não ficamos todos expectorantes...
Dupont

terça-feira, novembro 25, 2003

Medicamentos genéricos


O Ministro da Saúde revelou que apenas 2 a 3% dos médicos autorizam a substituição dos medicamentos indicados, de marca, por genéricos. Não tenho razões para desconfiar dos números, até porque das duas últimas vezes que me receitaram medicamentos, sem que nada me fosse perguntado, os médicos expressamente escolheram a opção "não autoriza a substituição do medicamento por um genérico" (se não é literalmente isto, a ideia é esta).
O Trenguices, nosso "vizinho", é farmacêutico. E não só compreende a situação, como indica a solução. Está aqui. E parece-me boa. Mas só se o farmacêutico ficar calado ou apenas mencionar o preço - se avança para os subjectivismos ("se fosse a si, levava este que é o de melhor qualidade") - lá voltamos nós ao velhinho "sistema"...
Dupont

Imprensa local

A imprensa local de Póvoa de Varzim e Vila do Conde passa por uma fase conturbada. Depois da muito comentada saída sincronizada de Felicidade Ramos d' 'O Jornal de Vila do Conde' e d' 'O Primeiro de Janeiro-suplemento de Vila do Conde', por alegados motivos de saúde, chegam novas d' 'A Voz da Póvoa'.
Ouvi dizer, de fonte que reputo de segura, que o semanário poveiro 'A Voz da Póvoa' atravessa um período conturbado da sua existência. Parece que o patrocinador oficioso, a Sopete/Casino da Póvoa 'abandonou o barco' e que o seu director, Artur Queiroz, ficou com a propriedade do jornal-pelo preço de um euro... Como sei que uma das melhores jornalistas a trabalhar no maior jornal poveiro, Cláudia Valente, é nossa visita, ficamos a aguardar informações complementares.
Dupont

Mais um passeio pela memória!


O pós-modernismo continua em força. Já aqui recordamos séries como 'Espaço 1999' e 'O Santo', reeditadas em DVD para reavivar memórias de outras idades... Entretanto, já vi anunciadas as edições para o mesmo formato, de "As Aventuras de Sherlock Holmes" e de "Hercule Poirot", sem esquecer a 'caixa' de Indiana Jones.
Mas eis que sou surpreendido por mais uma ressurreição. Desta vez não se trata do mesmo produto, em novas roupagens, mas de algo quase totalmente novo, apenas herdando o argumento da série-mãe: Battlestar Galactica.
Quem é que não se recorda do Lorne "Bonanza" Greene como Capitão Adama, do seu filho Apolo, acompanhado pelo irreverente Starbuck, interpretado por Dirk Benedict ( e que iriamos rever em 'A-Team/Soldados da Fortuna'), todos à procura do planeta Terra, evitando os temíveis Cylons?
Agora, está de volta, estreando no próximo dia 8, nos Estados Unidos, com Edward James Olmos, como Adama.
Nós, ficamos à espera que venha para cá, rezando que não acabe na SIC-Radical, às 2 da manhã...
Dupont

segunda-feira, novembro 24, 2003

Porto e Boavista fumam Cachimbo da Paz


O Velho da Montanha está triste com a derrota do Boavista. Apesar disso, mostra satisfação por ver Mourinho dar elogios a Sanchez e assistir ao fazer de pazes entre Pinto da Costa e João Loureiro.
Também acho que isso é bonito. Mas, para que percebam o porquê das coisas, passo a explicar a razão de ser dessa aproximação.
Como é sabido, Pinto da Costa tem por hábito manter uma boa relação com um dos "grandes" e uma má relação com o outro. No passado, já o vimos dar-se bem com Manuel Damásio em certa fase do seu consulado, ou mais recentemente com Dias da Cunha. No entanto, essas fases são passageiras já que sucede sempre algo que inverte o clima de entendimento.
Há algumas semanas, verificamos que dirigentes do Sporting fizeram duros ataques a Pinto da Costa e ao FCP. Apesar de Dias da Cunha não os ter assumido, a verdade é que mostraram que o relacionamento entre os dois clubes já não é igual ao que existia há alguns meses atrás.
Estando Pinto da Costa sem qualquer relacionamento com o Benfica, seria de esperar que o Presidente do FCP reagisse a esse aparente isolamento a que o quiseram votar. Não podendo contar com os dois clubes da 2ª Circular, a única alternativa foi virar-se novamente para o Major Valentim Loureiro e, por arrasto, fazer as pazes com o filho, João.
O Boavista tem óbvias razões para querer "fumar" esse cachimbo da paz. Conseguiu boas condições para reforçar a equipa com jogadores ligados ao FCP (Ricardo Silva e Sousa, por exemplo) e garante o silêncio de Pinto da Costa em alguns negócios em curso quanto aos apoios que o clube precisa para terminar a reconstrução do Estádio do Bessa.
Pinto da Costa também sai satisfeito. Evita o isolamento, consegue o apoio do Major Valentim Loureiro e, com isso, da Liga de Clubes, com as inerentes consequências que esse apoio transporta consigo.
Como se vê, este é um bom negócio para todas as partes. Espero que percebendo o que aconteceu, o Velho da Montanha ainda esteja satisfeito.
Dupond

Eixo do mal?


Por iminente perigo de ataques terroristas, o Governo Português desaconselha a visita aos seguintes países: Turquia, Iraque, Indonésia, Israel, Marrocos, Índia, Quénia, Afeganistão, Paquistão, Arábia Saudita, Bolívia, Costa do Marfim, Emiratos Árabes Unidos, Guiné Bissau, Iémen, Irão, Jordânia, Kuwait, Oman, Qatar, Quénia, São Tomé e Príncipe e Síria.
Ficamos perfeitamente tranquilos, ao saber que ainda podemos visitar países como o Sudão, Coreia do Norte, a República Democrática do Congo ou a Libéria, por exemplo.
Na imagem, o 'Top-Ten' segundo a CNN, revelador de algumas diferenças curiosas...
Dupond

domingo, novembro 23, 2003

Jornais ao kg!!!


Os jornais ingleses de hoje dedicam editoriais exaltados, fotos gigantes, incontáveis páginas com reportagens, artigos de opinião e um sem número de disparates chauvinistas espalhados por todas as secções de cada periódico, sem esquecer volumosos cadernos temáticos, tudo dedicado a um só tema. Isto porque todo o espaço é pouco para glorificar o feito da selecção inglesa: ser a primeira nação do Hemisfério Norte a conquistar a taça do Mundo de Râguebi.
Usualmente, as edições de fim-de-semana já são volumosas, mas, as de hoje, batem tudo. Repare-se, por mero exemplo, na do Sunday Times: 272 páginas. Leram bem? 272 páginas organizadas em oito cadernos!!! E sem saco plástico! Dá que pensar. Por este andar, qualquer dia compensa vender jornais ao quilo!!!
Dupont

Universitários de todo o mundo, uni-vos em falências!!

Para quem julga que só os universitários portugueses é que protestam contra propinas, veja-se este artigo do Guardian. Já segundo a BBC, o Governo britânico tem procurado dar uma resposta, contando com a participação de algumas universidades como a de Cambridge.


Mas há quem tenha conseguido uma solução engenhosa: apresentar-se à falência! A notícia vem no Sunday Times (não está online) e já são mais de mil, os alunos das terras de Sua Majestade, a recorrerem a este expediente. Tudo começou quando o Serviço de Falências, uma agência governamental, decidiu aceitar que os empréstimos governamentais a alunos 'desapareceriam' caso algum aluno se apresentasse à falência. Como é óbvio, isto seria aplicável a situações excepcionais, mas os alunos estão a tentar torná-la regra. Lá, como cá, a declaração de falência faz com que os devedores/estudantes fiquem protegidos dos credores que, assim, já não os podem perseguir para a cobrança das dívidas. Ou seja, os alunos limpam todas as suas dívidas - as dos estudos e as outras. Com empréstimos e gastos vários, o aluno médio endivida-se, ao longo do curso, num montante estimado de €12.142,00. E 92% dos alunos fazem-mno, em maior ou menor montante... E claro que há alunos com dívidas muito maiores: basta ir para uma pós-graduação, e elas disparam para os €40.000 globais.
O Serviço de Aconselhamento ao Crédito e ao Consumo está preocupado, pois "não se pode olhar para a insolvência como uma saída fácil". Já a Associação Nacional de Estudantes tem um ponto de vista diferente: "nunca aconselhamos os estudantes a fazê-lo, mas o Governo deveria estar preocupado com o porquê de isto estar a acontecer".
Mas ainda há pior: desconhecendo esta ratoeira, o Governo aprovou leis que irão facilitar as declarações de falência, já a partir de Abril. O que demorava anos, agora vai ser resolvido em meses. Os alunos já esfregam as mãos de contentamento.
Ainda não há notícia de que membros do Governo de Tony Blair tenham acorrentado às portas dos Tribunais procurando impedir a entrada dos alunos que queiram apresentar-se à falência...
Dupont

Venham mais 5

O nosso Rio Ave conseguiu vencer o jogo de hoje, frente ao Atlético e apurar-se para os 16 avos de final da Taça de Portugal. O golo solitário que nos garantiu a vitória foi apontado por Evandro.
Fazendo jus aos nossos pergaminhos na competição (ai que saudades de 1983...), só nos apetece pedir: venham mais 5!!!
Dupond

sábado, novembro 22, 2003

Um logro!!!


A fotobiografia de John Fitzgerald Kennedy que o Público, hoje, propõe aos seus leitores, custa €34 . Foi isso que paguei. Julguei que se tratava de uma edição especial para Portugal, baseada na original americana. Mas não! É exactamente a mesma coisa!
O mais grave é que se a tivesse adquirido online, na Amazon, tinha pago USD 28. Recordadno a quase equivalência dólar/euro, seriam menos €6! E na Amazon inglesa seriam £17, ou seja, cerca de €25, menos €9. Noutra loja online, a Barnes & Noble, poderia ter comprado a mesma obra por USD 24 - menos €10. Qualquer destas diferenças cobria os portes de correio. Como se não bastasse, o jornal diz que "a associação PÚBLICO/Phaidon torna-o ainda mais competitivo: o preço é de €34". Pois...
Assim, não! Muito menos o Público!
Dupont

Ana Gomes


Numa roda de amigos em que me encontrava, hoje, ao café, no Bompastor, comentava-se a presença de Ana Gomes numa conferência, em Vila do Conde. Entre a meia-dúzia que ali se encontrava, apenas dois lá tinham estado.
Descontando serem ambos socialistas, duas coisas surpreenderam: os vastos conhecimentos e, principalmente, a cordialidade e serenidade de Ana Gomes, exactamente o oposto da sua imagem nacional, que o Dupond havia ironizado aqui; e a presença de elementos do PSD local. Outro motivo de comentário prendeu-se com o facto de Ana Gomes "falar pelos cotovelos"...
Se algum dos leitores lá esteve e quiser partilhar a sua visão...
Dupont

sexta-feira, novembro 21, 2003

Júlio Resende


Mestre Júlio Resende, um dos maiores pintores portugueses contemporâneos, expõe em Vila do Conde. As cores, as pessoas, os lugares que exprimem o íntimo do autor da 'Ribeira Negra' poderão ser admirados no Auditório Municipal.
Para quem não se quiser deslocar, fique a saber que o pintor já abriu o seu espaço virtual, o Lugar do Desenho, tal qual o nome da sua homónima Fundação, que fica em Gondomar ou aqui.
Dupont

Abel Maia


Neste post tínhamos apreciado o artigo que Miguel Paiva havia dirigido, há uma semana, ao Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde. Agora veio a resposta.
Abel Maia não respondeu a nada e partiu para o ataque pessoal: "Tal como as alforrecas, que queimam ao mais simples toque, há pessoas que ao primeiro sopro demonstram o que são, na essência. Não conseguem manter um equilibrado bom senso"; "Berros ou urros dava o burro do "Bolas", que morreu quando estava a dar lucro"; " vai ver novos espaços, onde esticará o pescoço para aparecer na fotografia da inauguração"; "Só estimo manter uma troca de correspondência, com o indispensável nível de cortesia, e com humor e inteligência. Não parece ser o caso de Miguel Paiva".
Nem a missiva de Miguel Paiva era agressiva a este ponto, nem Abel Maia está minimamente preocupado em responder ao seu conteúdo. Na boa tradição de trinta anos de poder socialista, o vice-presidente da autarquia opta por aquilo que o PS melhor sabe fazer: insultar o adversário político, nada dizendo sobre a pertinência das críticas.
Comprende-se a atitude de cabeça perdida de Abel Maia. Entre a lealdade ao Presidente, a perspectiva de ser "chutado para canto" - como acontece a todos os vice-presidentes vilacondenses a cada oito anos, a visível ultrapassagem de que foi alvo pelo vereador António Caetano e, finalmente, o fantasma do filho de Mário Almeida, sobra muito pouco espaço para que consiga ouvir a razão.
E assim vai a vida política vilacondense. Há trinta anos.
Dupont

Crise Incontrolável!


A ameaça, veiculada pelos académicos representantes da classe estudantil, deve ter deixado muito boa gente à beira de um ataque de nervos. Para quem não sabe, os mediáticos representantes de 2% da população estudantil de cada Universidade, prometeram 'luto académico' se o aumento de propinas fosse avante. Isto traduz-se no fim das praxes, da Quiema e tudo o que se relacione com a cadeira de 'Academismo', comum à generalidade dos cursos...
Antes do mais, não se vislumbra a diferença que vai trazer, já que parecem andar de preto o ano todo... Depois, também não se entendeu se isto se estendia, interesseiramente, às provas escritas e às aulas... Adiante...
Mas, contactos estabelecidos pelo "Vilacondense" em Coimbra, Porto e Lisboa, vieram revelar toda a extensão da tragédia. Assim, soubemos de fonte segura, que a Centralcer e a Unicer já reuniram os seus gabinetes de crise face à previsível alteração da quantidade de cerveja vendida. O pior é que os gestores estão divididos: não sabem se os estudantes, enquanto inactivos, irão beber menos porque estão deprimidos, ou vão beber mais para esquecer a depressão... Além disso, corre a notícia de que Sousa Cintra já atravessou o Mondego, qual Rubicão, e terá mesmo dito, "alea jacta est" ao que o retratado na foto respondeu: "gostamos mais da citação do 'veni, vini' ou será 'vini, vino'...".
Mas o fim da Queima das Fitas, onde só na do Porto se bebe mais cerveja do que no festival da dita, em Munique, tem implicações culturais. Quim Barreiros, Marco Paulo, Fernando Rocha, Ágata, Rute Marlene e outros artistas do nosso panorama culural, fizeram já saber que irão processar as Academias por quebra contratual, baseada em atentado ao bom gosto...
Seguiremos atentamente o evoluir da crise...
Dupond

Manuel Maria Carrilho online


Manuel Maria Carrilho deu o tiro de partida para o assalto à cadeira do poder no Largo do Rato com a inauguração, hoje, do seu site na net. A citação escolhida para a abertura não é das melhores: "A educação só pode ser prioridade absoluta de quem governa". Não pelo conteúdo, claro, mas pela referência que carrega: quem é que não se lembra, imediatamente, da saudosa quanto traída, paixão de Guterres?
Para Carrilho, a presença na net é fundamental: "Estar em linha pode não significar estar em acção. Mas para quem hoje queira contribuir para a renovação da política, só está em acção se estiver em linha".
E, como dizia o outro, se está linha, saia, pois vem aí o comboio...
Dupont
PS-Para os voyeurs, como eu, não se vislumbram sinais da sua pseudo-intelectual esposa. Uma barbaridade...

Música ao Vivo

Três lançamentos importantes, em DVD: um clássico, um semi-clássico e um contemporâneo. A tempo do Natal.


Dupont

quinta-feira, novembro 20, 2003

Luta de classes na Inglaterra do Sec. XXI

A eterna luta de classes assume formas inesperadas. Actualmente, no Reino Unido, as empresas com "call centers" usam métodos impensáveis para chegarem aos seus clientes-alvo: os ricos. Assim, quando alguém faz uma chamada, o seu número é informaticamente associado a vários dados, desde a morada/código postal, ao carro que conduz, passando pelo grau académico, etc., para dar a ideia do tipo de consumidor que ali está. Se forem economicamente avantajados, são logo atendidos e dirigidos para operadores especializados em conseguir impingir o maior número de produtos topo-de-gama e tendo grande margem de liberdade para definir preços. Se for "menos rico" fica à espera, ouvindo a habitual musiquinha e, quando atendido, é despachado por um operador que, o que quer, é que não lhe impeçam a linha...


A tecnologia que permite esta triagem está já instalada em cerca de 500 "call centers", especialmente de bancos, empresas de telemóveis, companhias aéreas e agências de viagens. Segundo as empresas que usam esta tecnologia, trata-se de uma actividade saudável, pois há que proteger os melhores clientes e dar-lhes o melhor tratamento possível. Uma vez que este esquema está a causar algum mal-estar, boa parte dos bancos, e algumas firmas, já vieram dizer que não há qualquer discriminação social. Ainda bem.


Mas os bancos, às vezes, disfarçam que vestem a pele do lobo... Que o digam os filhos dos "rich and famous" do Reino Unido. Bancos de investimento como o Citigroup e o JP Morgan, criaram verdadeiros cursos onde os infantes podem aprender a gerir o peso de serem fantasticamente ricos. Um dos exercícios propostos passa por conseguir distinguir entre amigos e parceiros de negócio verdadeiros, por um lado, e "caça-fortunas" por outro. Só o Citygroup já conta com mais de 100 inscritos no seu "Centro de Riqueza Familiar". Até parece caridade, não é? Mas todos sabemos que os bancos não dão nada a ninguém... A verdade é que esta iniciativa é muito parecida com a anterior. Dizem especialistas de mercado que o que os bancos realmente querem é ficar a conhecer, com todos os detalhes, o gosto e a maneira de ser dos que estão "obrigados" a vir a ser seus clientes...
É em alturas como esta que começo, invariavelmente, a ouvir o som de uma caixa regsitadora e o de moedas a cair, para logo aparecer Roger Waters...

Money, get away
Get a good job with more pay and your O.K.
Money it's a gas
Grab that cash with both hands and make a stash
New car, caviar, four star daydream, (...)

Dupont

Fama...


'Fama' foi uma das séries fétiche da minha juventude. Ali estava um grupo de jovens, numa escola de artes, com actividades bem mais interessantes do que boa parte das aborrecidas disciplinas que eu aturava no liceu.
Além do inesquecível 'Mr. Shorovsky', professor de música, havia a multifacetada 'Coco', o cómico 'Danny', o introspectivo 'Bruno', a desajeitada 'Doris' e, principalmente, o insatisfeito 'Leroy', sempre a remar contra a corrente, tentando impôr a sua vivência anárquica de rua à disciplina da instituição. E, claro, os flirts com 'Lydia', a professora de dança, apenas confirmavam a atracção que a maioria dos espectadores adolescentes - e não só...- nutriam por este personagem 'rebelde'.
Com o fim da série, o actor ainda foi tendo algum trabalho na 7ª Arte, mas, com o passar do tempo, as ofertas foram rareando, em qualidade e quantidade, e o actor acabou por mergulhar em 'passatempos' menos próprios, onde contraiu SIDA. Ultimamente a sua saúde estava de rastos. "Fame costs", dizia professora de dança, no inesquecível genérico da série...
Recordei tudo isto, e ainda mais, quando recebi a notícia que Gene Anthony Ray, o actor que interpretava o papel de 'Leroy', tinha morrido ontem, com 41 anos, em Nova Iorque.
Dupont

Michael Jackson


Segundo o Expresso, foi emitido um mandato de detenção sobre Michael Jackson, por alegado abuso de menores. Como todos calculam, esta é uma novidade enorme, pois nunca ninguém seria capaz de imaginar que o conhecido cantor fosse capaz de uma coisa dessas... Aquelas histórias anteriores, como o famoso acordo em Tribunal com os pais de um menor, eram todas invenções de pessoas maldosas para lhe extorquir dinheiro...
Aliás, olhando para ele, a dúvida que nos fica é se não deveriam ser as crianças que habitualmente o acompanham indiciadas pela prática de pedofilia - dada a jovial alvura cada vez mais evidente no artista.
Dupond
PS- Será que o FBI fez escutas?...

quarta-feira, novembro 19, 2003

Novos blogs


O Vilacondense adicionou novos blogs à sua listagem. Para além do 'Vila do Conde Quasi-Diário', colocamos ainda o 'Blogame mucho', o 'NãO se NASCE, FICA-se', o 'Mephistopheles', o 'Bloglello', o 'Velho da Montanha', o 'Genralidades e Culatras', o 'Em Cima Deles Que Nem Cães', o 'Último Reduto' e o 'Ouve-se'.
São registos algo diferentes, mas adicionamos, também, o 'valter hugo mãe' e o 'João Pereira Coutinho'.
O 'Via Rápida', do Álvaro Costa, o 'valter hugo mãe' do homónimo poeta e o 'Ouve-se', do João Paulo Meneses têm direito a uma nova secção.
Dupond & Dupont

À terceira... não é de vez!

Ao contrário do velho aforismo popular, não será à terceira que Pedro Soares chegará à liderança do PSD de Vila do Conde. Foi exactamente isto que ficamos a saber depois da entrevista que hoje é publicada no jornal "Voz da Póvoa".
Desta forma, Miguel Paiva parece ter um tapete estendido para levar a sua liderança até às próximas autárquicas.
Apesar disto, a dúvida fica. Sendo Pedro Soares um eterno adversário do actual presidente do PSD, o que estará na sua cabeça para entregar desta forma e a esta distância o "ouro ao bandido"?
Dupond

Mulheres de futebolistas

O pobre do Nuno Gomes anda arrasado porque se zangou com a sua mulher, Isméria, uma jovem quase tão bonita como o nome com que a baptizaram. O divórcio já arrancou. Pior, mesmo, é que Carla Pinto, mulher do João "menino-de-ouro" Pinto está metida no barulho. Ainda há pouco, numa bomba de gasolina da capital, engalfinharam-se as duas numa cena neo-realista a que não faltaram os tradicionais guinchos e puxões de cabelo. Não se sabe o resultado desta versão alternativa do clássico Benfica-Sporting, mas foi tudo para Tribunal, como se calcula...
As mulheres de futebolistas são mais uma das fantásticas sub-classes existentes no futebol, apenas batidas pela dos dirigentes. Por cá, ainda não lhes prestamos mais atenção do que as ver posarem para a Caras ou para a Nova Gente, invariavelmente loiras, com óculos escuros, a coçarem-se na grelha de um Cherokee, com calça de ganga e texanas, ou mini-saia de leopardo, enquanto resolvem esse difícil exercício de equilibrismo circense que é circular em cima de tacões de 20 cm, numa luta enervante entre 'glamour' e 'piroseira'.



Os portugueses perdoam tudo e olham para estas encarnações de novo-riquismo com a maior das naturalidades. Os ingleses é que não. E, vai daí, criaram uma série de televisão, com o imaginativo título de 'Footballer's Wives', que já vai para a terceira 'season', onde não falta uma sósia da Posh Beckam... Ao contrário do que se possa pensar, a série não é cómica. Mas o retrato da vida e dos problemas destas mulheres, com esse desassossego que é tratar das mansões, dos Ferraris e do guarda-roupa Versace, só pode hilariante... Com a subtileza do humor britânico a funcionar, as verdadeiras "footballer's wives" ainda não perceberam que são a chacota da nação...
Dupont

GNR no Iraque


Os nossos bravos soldados da GNR já estão no Iraque. Será que o Governo tem preparado, o discurso que fará ao País no dia em que algum, ou alguns, tiverem de regressar da mesma forma que os 17 Italianos que pereceram na passada semana?
Ou muito me engano, ou poderemos assistir, nessa eventualidade, a um efeito tipo "Casa Pia", mas ao contrário.
Dupond

Portugal: País de sopeiras e labregos

Hoje fui ver o novo filme do Hugh Grant. "O amor acontece", na tradução portuguesa, é uma comédia romântica ao estilo das anteriores em que o actor tem participado. É um filme leve, que diverte e alegra o espírito dos espectadores.
A novidade para nós, portugueses, é a participação de Lúcia Moniz num papel com algum destaque. A nossa atriz foi escolhida para fazer o lugar de uma portuguesa, sopeira, praticamente ignorante e muito tímida. No final, tivemos ainda oportunidade de conhecer a sua família, constituida por uma irmã feia e gorda e pelo pai, o protótipo daquilo a que chamamos um labrego.
Para efeitos do enredo idealizado, a imagem resultou. Como português, não posso deixar de registar, com tristeza, que a imagem que existe de nós por essa Europa fora, ainda é a dos emigrantes da mala de cartão dos anos 60.
Sem desprimor para a Lúcia Moniz, neste caso, talvez fosse melhor ter contratado uma Ucraniana ou uma Albanesa...
Dupond

terça-feira, novembro 18, 2003

Cívica

Deram-me hoje um exemplar da Revista Cívica. Trata-se do orgão oficial do Governo Civil do Porto. A curiosidade deste número é que conta com uma entrevista de 3 páginas ao nosso Presidente da Câmara Municipal, Eng. Mário Almeida.
É uma entrevista em que o autarca faz um balanço dos seus mandatos, deixando conhecer as linhas mestras da estratégia que está a prosseguir no desenvolvimento do seu trabalho. Genericamente, refere a aposta no Polis, na zona antiga da cidade, com especial destaque para a margem norte do Ave, os resultados da obra do Metro na cidade e o saneamento básico (este por via da empresa a quem será entregue a respectiva gestão).
Foi abordada a questão do fim do circuito automóvel, aspecto no qual me pareceu que Mário Almeida não foi muito feliz. Afinal, poderá sempre ser acusado de ter conseguido acabar com a melhor corrida de automóveis que se fazia em Portugal e com uma tradição de mais de 50 anos.
Vale a pena ler...
Dupond