domingo, fevereiro 29, 2004

Estaleiros navais

Nas visitas que está a efectuar pelo concelho, Mário Almeida deslocou-se aos estaleiros navais de Azurara onde visitou as firmas Samuel & Filhos, Postiga & Feiteira e Sicnave. Segundo a notícia do Jornal de Vila do Conde, o Presidente da Câmara apercebeu-se da nova realidade daquelas empresas, que passa mais pela construção em aço e alumínio do que pela tradicional madeira em que fomos uma referência no país.
Apenas uma curiosidade: Mário Almeida visitou 3 das 4 empresas que constroem barcos em Vila do Conde. A única que não visitou está instalada num armazém que em tempos ameaçou destruir com as suas próprias mãos se fosse construído. O armazém construiu-se e a firma lá está. O “sais de frutos” é que não chegou a Mário Almeida...
Dupond

Aborto

Excelente artigo do Dr. António Gentil Martins no Expresso sobre este assunto. Uma opinião que parte da evidência científica para aspectos de ordem valorativa, abrindo assim as pistas para que cada um possa formar a sua própria.
Dupond

O país político

Portugal, segundo uma interessante sondagem publicada no Expresso deste fim de semana, é um país de esquerda. 48% dos nossos compatriotas situam-se politicamente do centro para a esquerda, contra apenas 39% a situar-se do centro para a direita.
No meio ficam 13% de portugueses, que não se rotulam com nenhuma das etiquetas e que são o fiel da balança.
De um país com este tipo de inclinação ideológica, seria de esperar que fosse governado à esquerda. Ainda que não acontecendo circunstancialmente, seria pelo menos de esperar que tivesse sido governado mais anos pela esquerda do que pela direita.
A verdade é que assim não aconteceu. Numa contabilidade contestáve, que considere que entre 75 e 79 fomos essencialmente governados à esquerda, que de 79 a 83 fomos governados à direita, que de 83 a 85 fomos governados em bloco central (conta para os dois), de 85 a 95 fomos governados à direita, de 95 a 2002 estivemos à esquerda e voltamos a virar à direita em 2002, chegamos à conclusão que passamos 60% do tempo governados pela direita e apenas 40% com governos de esquerda.
As razões para este facto devem dar que pensar. Poderíamos falar de aspectos relacionados com o carisma dos políticos de direita, geralmente mais marcantes que os de esquerda ou ainda dos resultados conseguidos pelas respectivas governações, também mais vantajosos para o desenvolvimento do país nos períodos de liderança de direita do que nos tempos de esquerda.
Em todo o caso, este retrato demonstra que em Portugal tudo é politicamente possível. Sendo mais fácil à esquerda chegar ao poder, também a direita tem condições de o conseguir. Para isso basta-lhe apresentar candidatos muito melhores do que os da esquerda e trabalhar com resultados. Se o fizer, consegue inverter a lógica.
Dupond

A Paixão de Cristo arrasa no box-office


A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, que tanto entreteve o Matamouros, o Crónicas Matinais, o Aviz, o Glosas, entre outros, está a ter um sucesso estrondoso.
isto é preocupante, pois já estou a ver as "leituras" da inteligentsia de esquerda: "com um fundamentalista no comando da América é natural e até consequencial que um filme desse teor tenha sucesso, pois revêm-se numa visão fascista (porque "imposta") das últimas horas de Cristo".
Preparemo-nos que esta gente não vai querer saber do sofrimento de Cristo e da sua justificação e nem mesmo da sua mensagem de libertação. Para eles, Cristo nunca será um símbolo universal, mas simplesmente americano e judeu.
Quanto à questão da "verdade histórica", recorro ao Glosas: "liberdade de expressão" é a resposta.
Dupont

Blogam-me muito...


O perfume da "lolita" chegou até mim... Quantas vezes eu sonhei com isto... Apesar da época "pia" que atravessamos, as lolitas (sem aspas) sempre mexeram muito comigo. E o seu perfume, sempre é melhor do que o de um besugo - como há-de concordar, "Fernando"...
Então vocês são se direita e nós de esquerda? Pois...Quer dizer...Enfim...
Dupont
(As aspas em "besugo" são apenas para alertar para o facto de se tratar verdadeiramente de um substantivo próprio, escrito com minúsculas, e não um comum).

Cold Mountain


A última opus de Anthony Minghella é daqueles filmes que foi construído com o objectivo visível de conquistar prémios. Apesar desse propósito discutível, tem algum mérito, nomeadamente no trabalho dos actores e do sentido da história que nos é contada.
O argumento é bastante linear: rapaz conhece rapariga; apaixonam-se; declaram-se no dia em que este parte para a guerra (da Secessão); ela fica à espera; ele volta quatro anos depois; fico por aqui para não ser ‘spoiler’ a quem ainda não viu o filme, até porque só faltam dez minutos dos 155 que a fita demora…
É claro que, pelo meio, há todo um rendilhado de pormenores que enriquece a obra, especialmente os relacionados com o sentido geral da história, intimamente ligado aos conceitos de amor e de destino.
O contacto físico das personagens é mínimo e só se conhecem (no sentido bíblico…) uma única vez, de que resultará uma filha. As dezenas de cartas que enviam um ao outro não chegam ao destinatário, mas ambos confessam que as “leram”. Será que o amor se mede pela duração ou pela intensidade?
Por outro lado, durante a Guerra e no acidentado “regresso a Ítaca” que o personagem masculino percorre durante a maior parte do filme, ele faz sempre uma pergunta: “porque é que ainda não fui morto?”. Ou seja, parece adivinhar que um destino especial lhe está reservado. Será que há, realmente, uma formatação da nossa vida, uma pré-programação?
Os actores principais carregam bem o tom épico que Minghella quis dar a "Cold Mountain", especialmente Nicole Kidman, que está bela como nunca. Jude Law, com o seu ar melancólico, foi uma escolha acertadíssima e, nas cenas de acção, especialmente quando expressa raiva, mostra uma frieza que, certamente, poderá confirmá-lo como o novo James - 007 - Bond.
Mas o realce vai para as interpretações secundárias. Desde logo, as irreconhecíveis Reneé Zelweeger (várias vezes premiada por esta representação) e Natalie Portman, no primeiro papel verdadeiramente adulto da sua carreira. Depois, há uma pequena aparição de Jack White, o cérebro por detrás dos White Stripes, uma das bandas mais interessantes do panorama rock norte-americano.
Temos batalhas épicas, cenários fantásticos, actores de primeira escolha, enfim, todos os ingredientes para uma receita de sucesso. Mas, infelizmente, a soma de partes de elevada qualidade nem sempre é certeza de um resultado excelente. “Cold Mountain” é, infelizmente, um caso desses. Na verdade, tudo sai lento e pesado e o argumento parece soluçar entre episódios sem grande relação. Não chegarei ao ponto de dizer que não vale a pena comprar bilhete para Cold Mountain. Diria, antes, "aproximar-se com cuidado"...
Dupont

Bin Laden preso

Pelo Mata-Mouros fiquei a saber que correm rumores de que Bin Laden já estará preso. A sua detenção não é divulgada apenas por uma questão de "timing" eleitoral. A ser verdade, seria um trunfo fantástico.
Melhor, só se Pedro Soares apresentasse Mourinho, Ricardo Carvalho e Deco como reforços para o Rio Ave...
Dupont

Concerto de sonho


Segundo o New Musical Express Nick Cave está a organizar um concerto de homenagem a Leonard Cohen. Para já, estão confirmados The Handsome Family e Rufus Wainwright.
Aqui está um concerto que deverá ser rigorosamente fantástico. Não para saltar ou fazer ‘mosh’, mas sentado e a rezar…God's in the house.
Dupont

Ai - Animal irracional - 42

7 de Janeiro de 2001 – No Parque Nacional Ruaha, na Tanzânia, uma turista resolveu abandonar a excursão-safari, para tentar obter um melhor ângulo para uma fotografia de elefantes. Um deles apercebeu-se, não gostou e espezinhou a pobre visitante.
É o que acontece a quem espezinha a lei…
Dupont

sábado, fevereiro 28, 2004

Resposta ao "besugo"

Com a sua lendária boa disposição, o "besugo" veio fazer uma pergunta só compreensível para quem não conhece a realidade vilacondense. Tenho que responder aqui, porque o 'blogame mucho' ainda não entrou no mundo dos 'comentários'...
Caro "besugo": estamos a falar do controlo por parte de militantes do Partido Socialista de todas, ou quase todas, as cento e tal associações e clubes de Vila do Conde, sem esquecer os bombeiros e as rádios!!! O Rio Ave, por exemplo, tem o presidente da Câmara como presidente da Mesa da Assembleia Geral. E, como é sabido, é o presidente de facto do clube. O que dá mostras da clareza do processo: Mário Almeida, autarca, todos os anos passa um cheque de 50.000 contos a Mário Almeida, dirigente associativo... Brilhante, não é?
Como já li algures, "da cadeirinha da associação ao cadeirão do poder", o polvo está em todas.
O pior, caro besugo, é que se "o vento" muda, muda-se a côr e fica tudo na mesma...
Dupont

Sport Lisboa e Benfica


Costumo comprar a habitual resma de jornais de fim-de-semana no mesmo quiosque. Hoje fui a um diferente. O senhor que lá estava perguntou-me se, com o Diário de Notícias, também queria levar o livro do Benfica... Na Quinta, com a Visão, tinha acontecido a mesma coisa. De ambas as vezes, nem sequer abri a boca - bastou-me olhar para o infeliz com olhos de dragão.
Anda tudo numa roda viva: televisões, rádios e jornais. O Benfica representa seis milhões de potenciais clientes pelo que todo o esforço está justificado. É claro que, dos últimos dez anos, quase nada se fala. Recordam-se os tempos áureos dos anos 60, o Eusébio e o Coluna, etc. Os comentários oscilam, sempre, entre a memória e o sentimentalismo - até porque não há mais nada para celebrar, verdade seja dita.
Quando se fala do Benfica assaltam-me sempre as memórias adolescentes dos livros de História: "hoje temos 90.000 Km2 e somos 10.000.000. Mas nos tempo dos Descobrimentos e do ouro do Brasil é que nós fomos grandes e importantes..."
A RTP, neste mesmo dia, vai fazer uma homenagem ao Prof. José Hermano Saraiva. Deve ser coincidência...
Dupont

ABBA


Comprei, ontem, o Greatest Hits dos ABBA. Estarei com uma crise de insanidade? Creio que não…
Confesso que gostei dos ABBA. Não, não estou numa de “sair do armário”, nada disso. Mas durante algum tempo, entre os meus 12 e 15 anos, tive uma adoração pela banda sueca. Comprei o primeiro disco, de que já não me recordo o nome, mas tinha “Waterloo” e “Fernando”, no El Corte Inglês de Vigo, naquelas romarias típicas de há 20 e 30 anos atrás, em que se esperava duas a três horas na Alfândega de Valênça…
E, claro, como qualquer adolescente que se prezasse, lá tive o meu “crush” na loira Agneta e que sempre me fez acreditar, desde então, que “gentlemen prefers blondes”…
Fui comprando os álbuns e fiquei destroçado quando o grupo se separou, algo já anunciado em “The winner takes it all”.
Hoje, o som é datado, as letras revelam-se impróprias para diabéticos, a beleza já não me parece tão fascinante e as indumentárias estavam boas para o carnaval... Mas ficou a memória daquelas tardes a ouvir LPs atrás de LPs, deitado num sofá, sem preocupações, embalado em sonhos que acreditava poder, um dia viver, à espera que a minha mãe me chamasse para ir lanchar. Recordo, até, a sorte que foi conseguir a autorização dos meus pais para faltar a uma missa na igreja de S. José, na Póvoa de Varzim, para poder cometer a heresia de adorar o traseiro bamboleante da loira Agneta, ali ao lado, no Póvoa-Cine, com o documentário “ABBA-O Filme”… É uma nostalgia que também sinto relativamente aos jogos para o ZX Spectrum, os tais que demoravam cinco minutos a carregar a partir de cassetes áudio. Tinham sempre poucas cores, uns bips ridículos, um teclado incrível, mas que proporcionaram horas seguidas de prazer e divertimento. Tal como o CD dos ABBA me permitiu recordar música que já não ouvia há quase duas décadas, salvo uma outra, fugazmente, também neste PC, equipado com XP e sei lá bem o que mais, disponho de um emulador que me permite transformá-lo num Spectrum e jogar, por exemplo, o saudoso Manic Miner.
Sei que não irei regressar no tempo. Apenas continuo a minha inglória procura de um buraco espacio-temporal que me faça sentir, apenas por um segundo, o que fui, tive, perdi e que sei que jamais voltarei a encontrar. Para apreciar ainda mais o que sou, o que tenho e o que não quero perder.
Dupont

Ai - Animal irracional - 41

1998 - Um homem de 29 anos, residente em New Jersey, E.U.A., morreu sufocoado com a roupa íntima que havia sacado, com a boca, a uma striper. "Não pensei que ele ia tentar comê-la", disse G., a dançarina em causa. "Mas, realmente, ele estava muito bêbado", concluiu.
É o que dá comer os 'alimentos' errados...
Dupont

"Operação Rio Ave" - 3

Como era de esperar, já há quem meta a politiquice ao barulho. O Rio Ave Futebol Clube, que tem tido um trabalho primoroso na divulgação do nosso clube, resolveu tomar partido. Tudo bem.
Só que, depois, saiu-se com esta pérola: "mas o facto de se tratar de uma lista ligada a partidos vilacondenses de direita, pressupõe que existirá, por certo, uma outra lista". Como escrevi no comentário ao artigo, esta tirada é lamentável. Além de fraccionária do universo de sócios do clube, leva a pensar que as pessoas que abnegadamente estão à frente do RA sejam 'catalogadas' politicamente. O que é injusto para elas, como vocês sabem perfeitamente. Pior, dão razão a quem acusa o RA de ser uma montra do Partido Socialista...
Mas já têm inteira razão quando diz "não deixa de ser preocupante o possivel surgimento de uma lista ligada a um clube grande - e, se há coisa de que muitos nos orgulhamos, é da seriedade dos dirigentes - Paulo de Carvalho e Carlos Costa - que lideraram o nosso clube na última década, que sempre se souberam afastar de jogos habilidosos de bastidores, negando a 'satelização' do nosso emblema, apostando num clube sério, honesto e com uma identidade própria bem vincada". Efectivamente, seria desastroso, pois o RA sempre teve e cultivou uma personalidade bem própria, à boa maneira vilacondense.
Aliás, o FC Porto bem que poderia dedicar-se a isso com a sua filial nº 1, o Varzim, não era?
Dupont

"Operação Rio Ave" - 2

Ontem não se falava de outra coisa em Vila do Conde. Segundo o rioave, Pedro Soares parece contar com o apoio de Álvaro Braga Júnior e tem ligações com o F.C. Porto. Aliás, segreda-se aí, que os contactos do candidato a candidato chegam às mais altas esferas do clube das Antas, perdão, do Dragão.
Dupont

sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Assembleia Municipal

Dentro de duas horas vai reuniar a Assembleia Municipal de Vila do Conde. Pelo que vi dos anúncios publicados na imprensa, a Ordem de Trabalhos é relativamente inócua e pouco extensa, pelo que é expectável que a bancada do PSD não abandone a sessão.
O Vilacondense não poderá estar presente por motivos de ordem familiar. Se alguém souber do que será debatido e quiser comentar a gerência agradece.
Dupond

"Operação Rio Ave" - 1


A Rádio Linear (sim, ainda há um ou outro resistente que a ouve...) está a anunciar a eventual apresentação de uma lista à direcção do Rio Ave, com Pedro Soares à cabeça. Interpelado pela emissora, limita-se a comentar que "não confirma, nem desmente". Pelos vistos, já tem treinador: Daniel Ramos, um vilacondense rotulado de promissor, actualmente ao serviço dos Dragões Sandinenses. E já sabemos que "tudo o que é Dragom, é bom"...
Um assunto a seguir com atenção, já que o mandato de Carlos Costa se aproxima do fim, no próximo dia 5 de Março. A confirmar-se, será assunto para "rios de tinta":
- Mário Almeida, na veste de Presidente da Assembleia Geral, como é que reagirá?
- A Câmara Municipal cortará o apoio, no caso de vitória de Pedro Soares?
- O desempenho do clube, na Superliga, será afectado?
- Carlos Brito baterá com a porta?
- Estará alguém por detrás de Pedro Soares?
Caro leitor, não perca o próximo episódio de "Operação Rio Ave", onde estes e outros assuntos serão debatidos.
Dupont

Revista da Opinião Política Vilacondense

No Terras do Ave temos:
- Manuel Pereira Maia, "Preso por ter cão...", sobre as visitas às freguesias que Mário Almeida anda a fazer.
- Romeu Cunha Reis, "Segredos de Justiça e Segredos da Comunicação Social".
- Albano Loureiro, "A Lebre e a Tartaruga", sobre os presidenciáveis Cavaco-Santana.
- Rui Silva, "Prevendo ou Prevenindo", sobre as eventuais portagens no IC1
- Pedro Brás Marques, "luzes, CÂMARA, acção", sobre o recurso à imagem e à comunicação social por parte dos políticos, nacionais e locais.
No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro:
- Alexandre Raposo, "Uma questão de coerência", criticando Carlos Laranja por criticar o Iberismo.
- Abel Maia, "De luto", sobre a morte do atleta do Fluvial, Carlos Amorim.
- António José Gonçalves, "O Desemprego Qualificado".
- Carlos Laranja, "Vereadores no contra", sobre as dívidas municipais às Águas do Cávado.
- Fernando Reis, "Um pessimista reciclado", sobre a (não) retoma.
NÃO GOSTEI: de ver Carlos Laranja chamar 'Dr.' a Santos Cruz, bem sabendo que ele é professor catedrático universitário. Já não é descuido - é pura vontade de achincalhar quem conseguiu algo que aquele assessor municipal nem em sonhos lá perto andou. DO artigo de Albano Loureiro: a sua adoração pelo estilo de político que Santana Lopes personifica não lhe fica nada bem - já não chega boa oratória; há que tratar os assuntos com a profundidade a que a política consciente obriga; do artigo de Fernando Reis - porque já não há pachorra!
GOSTEI: do artigo de Cunha Reis, cerebral e profundo, como só ele sabe fazer; do artigo, sentido, de Abel Maia; desta frase de Pedro Brás Marques: "a próxima batalha das autárquicas será jogada nos campos de batalha da Comunicação Social"; do artigo de Alexandre Raposo, brilhante a apontar incoerências ao visado.
Dupont

Carnaval – II

No Fugas, o suplemento do Público, vem uma ideia que as nossas paróquias organizadoras de corsos carnavalescos bem podiam aproveitar. Em Bragança era sucesso garantido: “o Papa Alexandre VI quis melhorar o carnaval romano juntando um curioso certame aos que já existiam: a corrida das prostitutas, que ia desde a Pirâmide de Borgo até à praça de São Pedro, em Roma”.
Dupont

Ai - Animal irracional - 40

4 de Julho de 2000 – Um canadiano, de 34 anos, residente em Calgary, feriu-se acidentalmente com uma arma. Depois de uma discussão num bar, às quatro da manhã, o homem foi a casa buscar um revólver que guardou no bolso das calças. Novamente dentro do bar, dirigiu-se ao seu adversário mas, quando sacou da arma, ela disparou-se, obrigando-o a ter de ser socorrido no hospital. Segundo o chefe de polícia local, “os ferimentos não eram suficientes para pôr em perigo a vida, mas chegavam para uma alteração do modo de vida…”
A Polícia Montada a fazer concorrência à GNR…
Dupont

quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Guerra de poder

Os noticiários da manhã de ontem nas rádios nacionais diziam-nos que a Caixa Geral de Depósitos tinha autorizado um empréstimo de 75 milhões de euros sem que os adequados procedimentos tivessem sido observados. Segundo informavam, um dos administradores, exorbitando as suas competências, realizou o negócio, tendo resultado a impressão de haver, pelo menos potencialmente, prejuizos para aquela instituição bancária.
Hoje, ficamos a saber, através de um comunicado da própria CGD, que o processo decorreu com total normalidade e que tudo foi efectuado de acordo com as regras de concessão de crédito.
Perante isto, o cidadão normal fica confundido. No entanto, O Vilacondense gostava de aproveitar este espaço para todos tranquilizar. Com efeito, estas informações e contra-informações inserem-se num processo mais amplo: a guerra pelo poder dentro da Caixa Geral de Depósitos. Como se sabe, o mandato do actual Conselho de Administração está a terminar, decorrendo um período em que se procede à escolha de novos elementos.
Assim vistas as coisas tudo se percebe melhor, não acham?
Dupond

Mais achas para a fogueira


aqui abordamos o comportamento de Manuel Maria Carrilho. E aqui vertemos fel sobre o Carnaval. Sobre os mesmos temas e numa lógica de 'mais achas para a fogueira, atente-se, respectivamente, nos artigos de Pacheco Pereira, hoje, no Público e no de Francisco José Viegas, no Jornal de Notícias.
Excertos:
JPP: "Carrilho, ao revelar a sua vida privada, faz mal, mas supunha-se que a imprensa séria, num mundo ideal, o deixasse a falar sobre essas matérias com as revistas cor-de-rosa. ou seja, não lhe fazer o jogo. É verdade que sempre se pode argumentar que isso deixa o problema intocado, porque Carrilho precisa dos leitores da "Lux" e da "Olá", e não dos do PÚBLICO, para estas matérias. Para o PÚBLICO, ele fala de política dura ou de filosofia. Mas se, violando a sua dignidade pessoal, Carrilho está a ferir-se a si próprio, violando a privacidade mesmo de uma figura pública, a comunicação social está a ferir a sanidade da vida pública no seu conjunto"
FJV: "Fico sempre espantado com as notícias das televisões, que falam dos "foliões" que aguardam a passagem dos desfiles: e as imagens dão conta de umas famílias apinhadas nos passeios, com os miúdos encavalitados vendo passar o cortejo de horrores. Isto, claro, sem falar da música permanente de "mamãe eu quero, eu quero mamar" que todas as discotecas do Algarve passam aos berros para que comboios de "foliões", organizados com a espontaneidade de uma missa em latim, se meneiem e transpirem adequadamente. Não sei. Não sei. Mesmo para Portugal, é muito horror junto".
Dupont

Ai - Animal irracional - 39

1998 - Um australiano, de vinte anos, residente em Melbourne, estava a jogar basketball com um primo, de dezasseis. À falta de melhor, pregaram o cesto à parede da garagem e lá se entretinham no habitual "one-on-one". Depois de encestar em "afundanço", o mais velho não se deixou cair, antes optando por se pendurar no cesto e baloiçar, tal qual os cracks da NBA. Teve azar. A parede não aguentou e desabou para cima do infeliz, que morreu debaixo dos escombros.
Devem ser isto, os play-offs...
Dupont

Santo Mourinho


O genial treinador do FC Porto tem capacidades extrasensoriais e milagreiras: está prestes a fazer a sua primeira conversão de um lagarto herege - o que lhe dará o título de 'beato'. Mas o objectivo confessado é tornar-se 'santo'... Se ao menos lhe dessem 25% das esmolas de St. Alex Ferguson...
Dupont

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Tão preocupados que eles andam...

Os médicos estão preocupados. Afinal de contas a introdução dos genéricos e da comparticipação por preços de referência só prejudica os doentes, pois no ano passado viram a sua conta de medicamentos aumentar. Quem o diz é a respectiva Ordem, cujos responsáveis não se cansam de lamentar tal pulhice que o Governo está a fazer aos pobrezinhos.
Os farmaceuticos estão preocupados. É que os malvados dos médicos continuam a não prescrever genéricos, o que onerou a factura em medicamentos a pagar pelos pobrezinhos em 40 milhões de euros.
No meio de tudo isto, quem não fala são os pobrezinhos. Sim, aqueles que são utilizados pelos médicos para justificar a sua sanha contra a introdução dos genéricos. Sim, aqueles através de cujos interesses os farmaceuticos esperam assumir um poder cada vez maior no sistema.
Sim, aqueles coitados que pagam os impostos e que suportam, com o seu trabalho, toda esta gente.
Dupond

FC Porto-Manchester United


Acabadinho de chegar do Estádio do dragão, apenas uma palavra poderá traduzir o que lá assisti: fenomenal. Melhor, só o FC Porto-Lázio, na época passada.
Um Porto de sonho encostou o milionário Manchester às cordas. Pedro Mendes inacreditável. Maniche soberbo. McCarthy genial. Um ambiente fenomenal. Futebol a nível europeu, em Portugal, só no Estádio do Dragão.
Dupont

terça-feira, fevereiro 24, 2004

Carnaval


Detesto o Carnaval. Nunca achei qualquer piada a ver pessoas mascaradas, ainda por cima com um mau gosto desesperante. As crianças são um caso à parte, pois o seu mundo de fantasia materializa-se nesta época e elas encaram aquilo com uma entrega absolutamente deliciosa.
Os adultos é completamente diferente. O mau gosto e a boçalidade imperam, para não falar na imbecilidade que é copiar o Carnaval brasileiro. É confrangedor ver, em pleno Inverno, raparigas em bikini, carregadas de frio e celulite, a insistir pateticamente em danças e trajes que nada têm a ver com Portugal. Tremo só de pensar na ideia que os actores brasileiros contratados devem fazer de nós: pena e comiseração.
Mas a alternativa ainda é pior. O Carnaval português traz à rua o que de pior tem a mentalidade que alguns, agora, apelidaram de ‘tuga’, um palavra evocadora da pré-história… Eles são os travestis, os palhaços, as pretensas drag-queens, as quadras ordinárias, os carros ditos alegóricos, tudo enrolado num turbilhão de mediocridade e pobreza de espírito que nos faz duvidar do nosso futuro.
Momentos como estes acontecem várias vezes ao ano. Começa logo no 'reveillon', com música inevitavelmente brasileira (“eles é que são um povo alegre…”), passa pelo Carnaval, continua na bebedeira colectiva que é a Queima das Fitas com o ponto alto no inenarrável cortejo, pedala nas bermas da Volta a Portugal em Bicicleta com farnéis de fritos envoltos em guardanapos de papel medalhados com gordura e regados com ‘tintol’ (“daquele bestial, que o meu sogro faz lá em casa, qu'até pinta a língua”...) e aquece nas praias algarvias da Quarteira e de Portimão (“com um olho na patroa e outro nas bifas, não sei se me faço entender...”). Mas, como um ano é muito tempo, o 'tuga' vai retemperando forças, a cada quinze dias, à volta do "seu" estádio, nessa intraduzível chafurdice que são as roullotes de bifanas e cerveja.
Porventura, não será coincidência que 'Carnaval' rima com 'Portugal' e este com 'fatal'. Ponto 'final'?
Dupont

Ai - Animal irracional - 38

1998 – Uma multa de £200,000 foi aplicada a uma empresa de construção civil londrina, pela morte de dois dos seus operários. Os dois homens, de 28 anos, com fama de trabalhadores experientes, caíram de uma altura de 40 metros, enquanto abriam um buraco em forma de círculo, com uma broca – o que eles fizeram. Apenas se esqueceram de sair de dentro do círculo.
Estavam, certamente, à procura da quadratura do círculo….
Dupont

A lenda do F.C. Porto


Já John Ford dizia, em ‘O homem que matou Liberty Vallence’ que “quando o facto se torna lenda, imprime-se a lenda”.
Foi o que me ocorreu, quando li as declarações do treinador do Manchester United, Sir Alex Ferguson, sobre o F.C.Porto: “Eles ganham o campeonato todos os anos - sempre que compram uma garrafa de leite são três pontos. Não sei quantas vezes o ganharam desde que jogaram com o Aberdeen em 1984, mas não me lembro de mais nenhuma equipa além do Sporting a roubar-lhes o título”.
Ainda vamos ter sir Alex a treinar os Dragões…
Dupont

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Fatal como o Destino...


Com a desgraça a abater-se sobre Sporting e Benfica, é certo e sabido que "o futebol português está em crise", que "há corrupção no futebol" e que"a culpa de tudo isto é do sistema". Do sistema que dá vitórias ao Nacional e empates ao Gil Vicente, quando "toda a gente sabe" que os dois únicos clubes grandes deste país têm direitos naturais e intemporais às vitórias em qualquer campo que tenha a honra de ver a sua relva pisada por "vermelhos" e "verdes".
Entretanto, aconselha-se a compra de binóculos para conseguir ver o F.C.Porto...
Dupont

Ai - Animal irracional - 37

Setembro de 1999 - D., um nova-iorquino de 44 anos, estava tão deseperado para se ver livre dos seus 'pneus' que permitiu a um amigo que lhe fizesse uma liposucção na garagem lá de casa. D. morreu durante a operação, vítima de overdose de lidocaína. O aprendiz de cirurgião pediu desculpas à família da vítima.
Lamentáveis aspirações...
Dupont

Estranha competição

Em Vila do Conde, PS e PSD não perdem uma única oportunidade de disputarem a primazia em qualquer competição. Actualmente disputa-se o "Campeonato Concelhio de Sedes Assaltadas". Há uns dias, a sede concelhia do PSD foi assaltada: 0-1. Depois, a do PS, foi assaltada duas vezes: 2-1. Agora, foi a do PSD de Mindelo: 2-2. O PP e a CDU ainda não jogaram.
Numa rápida análise, verifica-se, para já, um empate. Ficaremos atentos às próximas jornadas...
Dupont

Luto


Ontem, uma carrinha com atletas do Clube Fluvial Vilacondense teve um acidente, de que resultou a morte de um deles e ferimentos em vários. O jovem era neto do Dr. António Amorim, figura bem conhecida dos vilacondenses.
Dupont

domingo, fevereiro 22, 2004

Macho


Na capa da Notícias-Magazine, Jack Nicholson proclama: "aquilo que me atrai nas mulheres não é publicável".
Bem hajas, Jack, por nos lembrares do essencial. Mas tem cuidado, não venhas por agora a Portugal. Ainda te chamam anormal !!
Dupont

Hipocrisia

Manuel Maria Carrilho, candidato a candidato à Câmara de Lisboa, ficou chocadíssimo por um fotógrafo lhe ter tirado umas fotos, junto com a mulher e a criança recém-nascida. Arrancou a máquina ao fotógrafo, de dentro do carro deste e só depois de inutilizar o rolo é que lhe devolveu o aparelho.
Segundo Carrilho, "não estou disponível para a mercantlização fotográfica da minha vida".
Muito bem. Acontece que este senhor, além de ter três páginas da 'Única', do Expresso, dedicadas à sua recém-actividade de fazer justiça pelas próprias mãos, tem memória curta. É que quando ele e a mulher resolveram casar, deixaram os fotógrafos entrar e até, dizia-se, o Expresso tinha negociado o exclusivo. Depois, quando nasceu a criança, também não se importou que o bebé e a mãe fossem capa de revista. Na 'Caras', o nosso amigo até tinha chamada à primeira página: "Estive sempre calmo". Depois disto tudo, levou a mal ser fotografado na rua, por um fotógrafo da 'VIP', revista do grupo Impala. Porquê?
Será por a 'VIP' ser de um concorrente do grupo que detém a 'Caras' e o 'Expresso' e que dá emprego a Bárbara Guimarães, sua mulher?
Será que Carrilho ainda não tinha feito a sua visita diária ao cabeleireiro?
Será que só aceita ser fotografado em pose 'casual' para a 'Ler' ou para a 'Acção Socialista'?
Manuel Maria Carrilho certamente gostaria de uma relação-interruptor com os media: "quando lhe apetecesse, ligava; quando não quisesse, desligava". Ou será: "quando pagassem, ligava; quando não pagassem, desligava?"
Dupont

Organização e mérito

José Azevedo, o maior ciclista português da actualidade e companheiro de equipa de Lance Armstrong, o penta campeão do Tour, disse ao Público que o seu papel na formação norte-americana é o de ajudar o seu chefe-de-fila a vencer a Volta à França: "Tenho consciência da minha missão nesta equipa. A US Postal tem objectivos bem definidos que passam por Armstrong vencer o sexto Tour. Se ele o conseguir, será a maior vitória de sempre da minha carreira."
Uns dirão que é humildade. Outros que é falsa-modéstia. Eu acho que este vilacondense está a falar a verdade e só a verdade. Inserido numa organização, ele sabe quem manda e sabe que ordens recebe.
Organização e disciplina são a chave do sucesso de muitas, se não todas, as estruturas humanas. Já aqui o dissemos a propósito de Mourinho e o Dupond ainda anteontem o dizia em relação ao FC Porto. Para quem julga que, assim, o ciclista português não obtém o mérito que mereceria engana-se. José Azevedo tem todas as oportunidades do Mundo para brilhar e, até, de vencer. Basta que lute e mostre do que é capaz. O mérito é algo que ninguém lhe tira. Mas mérito não é chegar em primeiro. Mérito é fazer o que lhe é ordenado com competência e profissionalismo. A prova de que Azevedo tem imenso mérito são as suas próprias palavras.
É claro que num país onde toda a gente confunde 'igualdade de direitos' com 'arrogância' e 'falta de educação' e onde o medíocre tem louros porque está protegido pela cunha certa ou tem dinheiro suficiente para comprar os lugares que lhe interessa, o mérito só pode ser um papel amarrotado e atirado para o caixote do lixo.
Dupont

Ricos e úteis

No Expresso: "o sucedido ontem com o ex-presidente do Benfica vai levar cadeias a reverem o regulamento". Depois de no recurso de Paulo Pedroso se ter, aparentemente, posto fim à inacreditável jogatana que esvaziava de sentido o recurso da decisão que ordenava a prisão preventiva do arguido, eis que nova situação com um arguido mediático vem resolver mais um "costume" legal que já fora aplicado a centenas ou milhares de indivíduos.
É realmente pena que situações aberrantes e sem cobertura legal apenas tenham fim quando alguém com voz, ou com dinheiro para a ter, é por elas afectada. Do mal o menos - fica a esperança que em novas situações, sucedâneas daquelas, a etupidez não irá ser repetida.
Dupont

Ai - Animal irracional - 36

8 de Fevereiro de 1999 - FB era um canalizador de 46 anos, à procura de emprego. Num 'biscate', abre um tampa de sanemento o meio da rua e desce pela abertura. No entanto, esqueceu-se de sinalizar a sua intervenção. No momento em que pôs a cabeça de fora, para sair, o veículo que passava decapitou-o.
Um esquecimento de perder a cabeça...
Dupont

sábado, fevereiro 21, 2004

Está nas livrarias


Segundo o Blogouve-se, o livro "Tudo o que se passa na TSF", da autoria do jornalista vilacondense João Paulo Meneses - sim, o do rioave e blogouve-se - já está nas livrarias. Nós já o temos, comprado há uns meses no Altino, numa edição do JN. Assim, este post fica bairrista...
Dupont

The dangers of Al-Gebra...

At New York's Kennedy airport, today, an individual later discovered to be a public school teacher was arrested trying to board a flight while in possession of a ruler, a protractor, a setsquare, a slide rule, and a calculator.
At a morning press conference, Attorney general John Ashcroft said he believes the man is a member of the notorious al-gebra movement. He is being charged by the FBI with carrying weapons of math instruction.
"Al-gebra is a fearsome cult," Ashcroft said. "They desire average solutions by means and extremes, and sometimes go off on tangents in a search of absolute value. They use secret code names like "x" and "y" and refer to themselves as "unknowns", but we have determined they belong to a common denominator of the axis of medieval with coordinates in every country".
"As the Greek philanderer Isosceles used to say, there are 3 sides to every triangle," Ashcroft declared.
When asked to comment on the arrest, President Bush said, "If God had wanted us to have better weapons of math instruction, He would have given us more fingers and toes".
Dupont

Ai - Animal irracional - 35

8 de Setembro de 2000 - Um homem que ameaçara "resolver a questão" entre a sua esposa e o amante dela, morreu ao manipular uma bomba caseira, na cidade de Khabarovsky, na Rússia. O engenho explodiu no momento em que ele tentava ligá-la à maçaneta da porta do "ninho de amor" dos amantes.
Não sei se a esposa também era uma bomba...
Dupont

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Diferenças socialistas

Mesquita Machado prometeu ter a rede de saneamento básico e de abastecimento de água de Braga concluídas em 2005.
Mário Almeida prometeu durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2001 resolver esses problemas no prazo de 1 ano e meio, ou seja, até ao meados de 2003. Ainda não fez nada.
Mesquita Machado afirma que a rede de saneamento básico e o abastecimento de água não devem ser privatizados, pois são "serviços que devem ficar na esfera pública porque as populações não podem estar sujeitas às regras do lucro".
Mário Almeida decidiu lançar um concurso público para a privatização do saneamento básico e do abastecimento de água.
Mesquita Machado inaugurou esta semana a quarta estação de lagunagem no concelho de Braga.
Mário Almeida não tem nenhuma em Vila do Conde.
Mesquita Machado é o Presidente da Associação de Autarcas Socialistas.
Mário Almeida foi durante 12 anos o Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Dupond

Defice

O Primeiro Ministro já anunciou o resultado do défice das contas publicas em 2003. Segundo os números que apresentou, Portugal fechou o ano com 2,8% de défice, o que fica claramente abaixo dos famosos 3% impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento assinado pelos países da União Europeia.
Este resultado e excelente. No contexto recessivo em que ocorreu demonstra que o país foi capaz de realizar uma política de rigor nas contas publicas que faltava ha muito tempo. No entanto, estamos numa altura em que as pessoas começam a denotar alguma saturação e desconfiança quanto aos benefícios que tal política nos trará.
O desafio do Governo e exactamente esse. Dar sinais concretos aos portugueses que valeu a pena termos estado a corrigir os erros passados. Esses sinais só têm uma forma de tradução: melhoria do nível de vida. Quando os sentiremos?
Dupond

Disciplina

Na entrevista de ontem, Pinto da Costa reforçou a importancia dada, no Futebol Clube do Porto, à disciplina. Falava-se do facto de MacCarthy, o jogador da equipa com mais golos apontados no campeonato (Derlei esta lesionado), estar a treinar com a equipa B devido a comportamentos violadores do regulamento disciplinar do clube. Este aspecto, no qual todos temos a sensação de que o FCP e implacável, é, sem qualquer dúvida, uma das principais razões do sucesso organizacional dos Dragões.
Se mudarmos de prisma, podemos dizer que o insucesso de qualquer organização, seja futebolística, seja empresarial ou da administração pública começa a partir do momento em que os seus profissionais não o são na plenitude dos direitos e obrigações inerentes. Em Portugal, esta exigência pela disciplina e muitas vezes confundida com autoritarismo e arrogância dos dirigentes. Imaginem que McCarthy não era jogador de futebol, mas sim funcionário publico. Ao ser "apanhado em flagrante", ser-lhe-ia aberto um inquérito e provavelmente daqui a seis meses ou um ano haveria resultados. Nessa altura as medidas sancionatórias do seu comportamento (se e que alguma vez existissem) não seriam executadas ou, mesmo que o fossem, já não sortiriam os efeitos necessários.
Quando é esta a forma de actuar que a sociedade promove, torna-se muito difícil exigir disciplina, rigor e empenho aos profissionais. "Para quê", perguntam eles, quando sabem que os maus comportamentos não são devidamente avaliados e punidos?
Portugal precisa de perceber que só com rigor, disciplina e trabalho empenhado poderá ser competitivo e ter sucesso. Sendo bons rapazes, compreensivos e olhando sempre, e só, para direitos sem cuidar de lembrar os deveres de cada um, não vamos a lado nenhum.
Dupond

MUCOSA - Movimento de União Contra Santana À Presidência

MUCOSA - Movimento de União COntra Santana À PresidênciA, é o novo agrupamento, de génese espontânea, formado por todos aqueles cujos pelos se eriçam ao ouvir que Pedro Santana Lopes pretende ser Presidente da República.
Começou com Marcelo Rebelo de Sousa, juntou-se Pacheco Pereira e, hoje, verificou-se a adesão de Miguel Sousa Tavares. Eduardo PC também quer participar.
Dupont

Amnistia para Vale e Azevedo

A vinda do Papa, ontem, a Lisboa e à SIC, foi assinalada com uma amnistia de 30 segundos a Vale e Azevedo. Pinto da Costa é um homem bom e generoso.
Dupont

Revista da Imprensa - Opinião Vilacondense

No suplemento d'O Primeiro de Janeiro temos:
- Sérgio Vinagre, "A Sopa Cultural", sobre Londres.
- Miguel Paiva, "Isto é gerir", sobre as dívidas da Câmara Municipal à empresa Águas do Cávado.
- Carlos Laranja, "Ibéria?", sobre as relações entre Portugal e Espanha;
- Nuno Filipe Pereira, sobre a dificuldade na colocação de professores.
Comentários: Carlos Laranja e Sérgio Vinagre ocupam-se de questões trans-nacionais. Sobre Miguel Paiva, que se debruça sobre um problema sério de dívidas à empresa que fornece àgua ao Município. E pergunta: "Imaginem que a Empresa Águas do Cavado fazia à Câmara aquilo que esta faz aos munícipes que não pagam a sua factura no prazo estipulado. Se isso acontecesse, correríamos o risco de ver o fornecimento de água a Vila do Conde cortado, com os prejuízos pessoais que se podem imaginar".
Dupont

Ai - Animal irracional - 34

23 de Maio de 1997 - Uma mulher de 28 anos, residente em Wichita, Kansas, EUA, autorizou que o seu filho de dez anos conduzisse, em marcha-atrás, o carro de família. Enquanto dirigia a manobra, tropeçou e caiu. assustado, o miúdo carrgeou no pedal que "estava mais à mão". Azar, era o acelarador e não o travão.
A senhora foi atropelada e veio a morrer pouco depois.
"Criança ao volante, perigo constante".
Dupont

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Pinto da Costa e a SIC


O presidente do meu clube esteve na SIC, durante hora e meia, em horário nobre e em directo, falando do clube, dos jogadores, das relações com outros clubes e do Mundo do Futebol. Para merecer tal privilégio é preciso ser especial. E é isso que Pinto da Costa é: um dirigente desportivo que marcará, para sempre, o futebol português, que catapultou o FC Porto para o estrelato europeu e que levou o nome da cidade a todo o lado. Em Portugal, não há ninguém que se lhe compare. É o dragão por excelência, o espírito ganhador que caracteriza o clube, a força de vontade que enche a cidade, o espírito vencedor que falta a Portugal. Daí as invejas, as ignomínias, a lenda.
MAS...é só e apenas futebol.
E é perfeitamente lamentável que a principal emissora portuguesa gaste hora e meia a ouvir Pinto da Costa. Não me recordo de igual dispêndio de tempo com políticos, com pessoas com relevância científica e cultural ou com personalidades que contribuem de forma desinteressada para o bem comum. Foi vergonhoso o que hoje aconteceu.
Nem por acaso, Pacheco Pereira escrevia, na sua crónica, que "nenhum país civilizado, e em muitos deles o futebol é uma paixão nacional, dê este tempo e estes recursos a uma actividade que acaba, pelo excesso, por ser um factor do nosso desinteresse social, da nossa anemia, do nosso atraso". Como dizia uma mensagem que recebi no telemóvel, durante a dita entrevista, "Portugal não tem salvação".
Dupont

"Põe-te no lugar, pá!"



"(...) não tem uma ideia para o país, que não seja centrada na sua glorificação pessoal. É política egocêntrica em estado puro, excelente para as televisões e para as revistas, tão promissora como o futebol para alimentar a desatenção cívica dos portugueses. A mais pequena controvérsia sobre si, a mais pequena notícia negativa sobre as suas actividades, a mais trivial quebra nas sondagens motivam Santana Lopes como nenhuma outra coisa. Então ele escreve, fala, emite comunicados ou dá entrevistas, para "repor a verdade (...) Toda a entrevista é dominada por Cavaco Silva, que aparece em todas as sondagens como o candidato presidencial com melhores resultados previsíveis e mais desejado pelo partido. Esta situação é insuportável para Santana Lopes, que não aceita que o espelho todas as manhã lhe responda que não é ele o mais desejado (...) . Enredou-se, de uma forma reactiva, em trivialidades e na discussão da coreografia, caindo nas armadilhas de Marcelo Rebelo de Sousa. Quem se pretende um candidato presidencial credível não vai discutir citações de frases com um comentador e transformá-lo no seu adversário televisivo, estilo polémico em que sobra a coreografia e faltam as ideias e os programas. Este é o problema desta candidatura individual - fala como Narciso para ouvir o eco. Não ouvindo o eco, instala-se a confusão".
Pacheco Pereira, no Público.
Dupont

Já percebemos, não é necessario estar sempre a repetir!


A Ministra da Justiça, Celeste Cardona, depois da façanha que foi publicar portarias, que corregiam anteriores portarias, que concretizavam decretos-lei que alteravam outros decretos-lei que tinham sido "exemplo de uma política revolucionária para a justiça ", lembrou-se, agora, de nomear dois infantes para o Gabinete de Auditoria e Modernização, uma estrutura que a prórpia Ministra, em tempos, considerou inútil.
Disso não viria grande mal ao Mundo se os dois petizes, de 29 e 30 anos e sem experiência, não fossem auferir ordenados celestiais: "a directora vai receber um salário de 5.541 euros e o sub-director 5.380 euros, montantes imediatamente abaixo do atribuído ao primeiro-ministro", segundo o Diário de Notícias.
Das duas uma: ou a senhora Ministra não tem mesmo aptidão nenhuma par o cargo, ou então está a fazer tudo para ser despedida. A infelicidade, portanto, é total.
Dupont

Acácio Barreiros


Morreu Acácio Barreiros. Com os meus sete ou oito anos, era dos poucos deputados, se não mesmo o único, que me fazia levantar os olhos para a televisão. As suas truculentas intervenções, os seus trejeitos, amuos e indignações, eram a marca registada de uma política de intervenção que não passava despercebida. Aquela imagem de um tipo mal vestido, com bigode farfalhudo, quase saído de um livro de Astérix, também resistindo "ainda e sempre ao invasor", com um mau feitio constante, é inesquecível, quase dando vontade de aderir à UDP.
Faleceu ontem, mas o verdadeiro Acácio Barreiros já tinha morrido politicamente em 1983, quando aderiu ao "sistema" dos partidos sérios, tornando-se militante do PS, onde era vice-presidente do grupo parlamentar.
Dupont

Francisco Mesquita

aqui abordamos a questão do Pilé (António Rocha). Posteriormente, o Deputado Municipal Alexandre Raposo retomou o tema, assumindo posições que compreendemos bem.
Com tudo isto, cabe aqui dedicar algumas linhas ao Presidente do Circulo Católico d'Operários de Vila do Conde, Francisco Mesquita, uma personalidade vilacondense.
Quem o conhece, sabe bem das suas qualidades: é uma pessoa extremamente empenhada nas causas em que se envolve, tem boa capacidade de expressão e é profundamente ambicioso. Todas combinadas, estas características podem dar várias coisas. No caso de Francisco Mesquita, levaram à criação de uma personagem que nunca chegou a conseguir os seus verdadeiros objectivos, e pior do que isso, a alguém que no seu processo de vida cometeu já alguns erros que o impedem de algum dia os vir a conseguir.
Francisco Mesquita já deu muitas voltas na vida. Já esteve dentro do Círculo Católico d'Operários e já esteve fora. Já esteve dentro do PSD e já esteve contra ele. Já foi apoiante de Mário Almeida e já foi um dos seus principais detractores. Já esteve a favor e contra praticamente tudo o que mexe em Vila do Conde.
Actualmente no CCO, Francisco Mesquita sofre as consequências de um negócio imobiliário mal amado e mal explicado. Ainda que tudo tenha decorrido dentro de principios de legalidade e transparência, Francisco Mesquita, com o caso de António Pilé não se livra de que se coloquem as várias facetas deste negócio em questão. A isso, devemos somar a posição por si tomada, no passado, sobre uma anterior proposta de negócio do CCO com a mesma empresa que agora demoliu o belo edificio histórico. Na altura o negócio gorou-se por pressão negativa de Francisco Mesquita. Agora, ao contrário disso, o negócio concretizou-se por decisão de... Francisco Mesquita.
Para qualquer observador, esta elasticidade comportamental de FM é incompreensível. Mais do que isso, é geradora de dúvidas que não dignificam o próprio, nem as instituições por onde vai passando.
A nós não nos cabe a função de julgar. No entanto, e perante os dados em causa, fica-nos o lamento de ver uma instituição tão prestigiada como o CCO enredada neste tipo de novelas. Mais do que isso, custa-nos ver uma pessoa talentosa e dotada de qualidades como Francisco Mesquita passar ao lado de tudo o que verdadeiramente conta em Vila do Conde.
Dupond

Apocalypse Now Redux


Hoje, o DN começa mais uma colecção de DVDs. A entrega inicial é “Apocalypse Now Redux”, obra de Coppola que nunca vi. O filme “inicial”, simplesmente “Apocalipse Now”, esse, já o degustei várias vezes.
O que é que este tem de novo? Tem mais tempo de fita, mais cenas de guerra e de sexo, mais a famosa, porque tão falada e nunca vista, cena da plantação francesa, com Christian Marquand e Aurore Clément e um jantar de fantasmas.
Não é dos meus filmes preferidos, mas tem momentos de puro cinema: o zumbido dos helicópteros, ao som do "Voo das Valquírias", de Wagner; a loucura das playmates, tem Brando na sua mais perfeita cabotinice num dos melhores monólogos de sempre, tem Coppola no mais perfeito dos cameos e tem, especialmente, o fantástico Liutenant Captain Kilgore, com a sua obsessão pelo surf. É dele, a tirada sociológica “Charlie don't surf!”, como também é dele uma das minha citações preferidas: “You smell that? Do you smell that?... Napalm, son. Nothing else in the world smells like that. I love the smell of napalm in the morning”.
Operático, ao mostrar uma verdadeira descida aos infernos, e simbólico, pelo argumento em si e pela fase de produção, “Apocalypse Now” é um filme que escapa ao passar do tempo. Até porque a sua mensagem, sobre a eficácia em tempo de guerra, é intemporal. Já o era na obra em que Coppola se baseou: “No Coração das Trevas”, de Joseph Conrad.
Dupont

Coincidências????


Será que "isto" tem alguma coisa a ver com "ISTO"?
(Juntando Matamouros e Bloguítica)
Dupont

O Futuro


I've seen the future and it will be
I've seen the future and it works
If there's life after, we will see
So I can't go like a jerk
Systematic overthrow of the underclass
Hollywood conjures images of the past
New world needs spirituality that will last
I've seen the future and it will be

by Prince
Dupont

Ai - Animal irracional - 33

1 de Março de 1998 – R.N., de 28 anos, era um ladrão de carros com um vasto curriculum. Mas não se limitava a roubá-los – pegava-lhes fogo! Ao incendiá-los até beneficiava os proprietários que acabavam por ser indemnizados pelo seguro.
Depois de uma carreira com dez anos de duração, R.N. acabou por morrer carbonizado, em Pittsburgh, EUA, quando pegou fogo a uma carrinha, estando no seu interior. Depois de o fazer é que reparou que a alavanca da porta estava partida, não conseguindo abri-la. Apesar dos esforços de alguns colegas, RN não conseguiu salvar-se.
Um roubo escaldante…
Dupont

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Uma decisão aberrante

Um Tribunal Espanhol decidiu atribuir a custódia de duas crianças gémeas a um casal de lésbicas, dando a ambas iguais direitos de maternidade perante as crianças. Trata-se de uma decisão aberrante, com a qual o signatário não concorda.
Outras pessoas se tem manifestado em sentido idêntico, como é o caso de Luis Villas Boas, Presidente da Comissão de Acompanhamento da Lei da Adopção portuguesa, que afirma ser preferível "uma criança passar toda a vida numa instituição ou em famílias de acolhimento à infelicidade de ser educado por homossexuais, sejam dois ou um". Esta lucida opinião de quem conhece de perto as problemáticas associadas a este tipo de situações merece o nosso aplauso.
O desmoronar da célula básica da instituição familiar é umas das marcas que caracteriza de forma mais sensível a nossa sociedade. Passos como este aceleram esse processo de desagregação, pelo que merecem ser combatidos de forma firme. Contam com o Dupond nessa luta.
Dupond

São rosas, senhor...


Segundo o JN de hoje, um empresário de Cantanhede foi detido por posse ilegal de armas. Tudo coisa leve: "vários revólveres, uma metralhadora, diversas espingardas e um guarda-chuva adaptado para uma espingarda automática". E para que é que o nosso artista queria tantas armas? Para caça, claro está..."Usava a metralhadora, com silenciador e a mira telescópica, para fazer caça aos pombos de migração. As espingardas eram para a caça ao javali e ao veado".
Caçar pombos com uma metralhadora? Pois... Não deve sobrar muito para aproveitar, mas enfim...
Quanto à explicação para as diversas caixas de munições 3.57 milímetros deu uma desculpa digna de um funcionário do Intermarché: "porque era mais barato comprar em grosso".
De qualquer forma, o surpreendido homem confessou que desconhecia ser proibido, em Portugal, deter essas armas. Por outro lado, a PJ está a analisar se haverá ligações com a ETA, uma vez que a defunta esposa do empresário era basca...
O JN esqueceu-se de uma sugestão óbvia. Como se depreende, o senhor não parecer dar muito uso à cabeça, pelo que deve ter o couro cabeludo cheio de piolhos. A pergunta seria: "então, e se experimentasse umas granadas para matar a bicharada?"
Dupont

A Disney e o plágio


“À Procura de Nemo” é um filme encantador, um típico produto Disney, potenciado com o humor e a irreverência da Pixar. Foi o filme mais visto no ano passado e, também, o mais rentável. O merchandising que germinou automaticamente, desde jogos a bonecos, invadiu lojas de brinquedos, restaurantes fast-food e chegou aos jornais. Enfim, mais um produto global da fábrica de sonhos Disney, não é verdade?
Not exactly…
O francês Franck Le Calvez é um jovem advogado, com interesses em literatura infantil e em aquários. Em 1995, criou um personagem, Pierrot, inspirado nos alaranjados peixes-palhaço. Ofereceu-o a aos principais estúdios de animação franceses, mas nenhum aceitou, entre eles o “France Annimation”. Em 2000, cria um website chamado “Cyberville”, onde trabalha Pierrot graficamente, criando um efeito 3D. O livro é editado, at last, no final de 2002. Antes de ver a ora publicada, Franck registou o título junto da Société des Auteurs Compositeurs Dramatiques (SACD) e depositou marca no Institut National de la Protection Industrielle (INPI).
Seis meses depois, a Disney estreava “Little Nemo”, as aventuras de um par de peixes-palhaço. E nunca mais nengum livreiro aceitou vender as aventuras de Pierrot, com medo de represálias.
O nosso advogado não gostou nada disso, nem do que viu e accionou o gigante americano. Na sua opinião, não só a Disney usou o mesmo tipo de peixe-palhaço, como as personagens secundárias são idênticas. O resultado da demanda será conhecido até ao fim do mês.
Olhando para as imagens, as semelhanças são assustadoras...
Já não será a primeira vez que a Disney se vê envolvida numa situação destas. Quando saiu o mega-êxito "O Rei Leão", cuja personagem central era Simba, houve quem se lembrasse de Kimba, o Rei da Selva (que por terras do Sol Nascente também se chamava Leo...) uma história Manga de animação, saída no Japão nos anos 60, da autoria de Osamu Tezuka. O grafismo não é idêntico, mas as personagens são, bem como parte do argumento. A Disney tratou de abafar o caso, rapidamente, com um acordo extra-judicial com o autor nipónico.
Dupont

Ibéria XI e Fuga de Cérebros

Importante artigo de Teresa de Sousa, no Público: cruza identidade nacional com fuga de cérebros, invocando Manuel Castelss. "Batemos no fundo? Já faltou mais. Temos uma forte identidade nacional? Os políticos passam a vida a dizer que sim. Falta-nos a capacidade para fazer das fraquezas forças e a vontade e a humildade de nos entendermos sobre alguns objectivos e pô-los prática. Preferimos sempre a facilidade. É mais fácil fazer discursos contra a Espanha do que aproveitar a sua vizinhança e o seu mercado. É mais fácil manter as universidades fechadas ao exterior do que competir nas redes internacionais e, já agora, na própria sociedade. É mais fácil fazer discursos "do contra" do que negociar pactos de regime. É mais fácil o imediato do que o longo prazo. É mais fácil (e dá mais votos) construir estádios de futebol do que aumentar a percentagem do PIB na I&D. É mais fácil fazer diagnósticos do que agir. É mais fácil desbaratar recursos (em percentagem do PIB, gastamos o mesmo que os nosso ricos parceiros europeus com a educação e a saúde) do que geri-los criteriosamente. E resta-nos sempre a consolação de dizer que os nossos cientistas também têm imenso sucesso nos Estados Unidos".
Dupont

Giddens vs. Huntington


Vem no número de Outono da New Perspectives Quarterly. Anthony Giddens e Samuel P. Huntington encontraram-se em Aspen. O link é para excertos dessa 'conversa', que teve como tema a relação Europa/América. Obrigatório, claro.
Giddens: "I think the struggle of our age is not one between civilizations-though your thesis on the "clash" is one of the most brilliant to be found in the recent history of political science-but a struggle between cosmopolitanism on the one hand and fundamentalism on the other".
Huntington: "I would add that a strategy which allows for preemptive war against urgent, immediate and serious threats is absolutely essential for the US and other Western powers in this period. Our enemies-primarily the militant Islam, but also other groups-cannot be deterred, that much is obvious, so it is essential-if they are preparing an attack against us-that we attack first".
Dupont

Ai – Animal irracional – 32

4 de Dezembro de 1997 – D.J. morreu sufocado na praia Outer Banks, perto de Buxton, Carolina do Norte, E.U.A. Na procura de alguma privacidade e de uma forma de se proteger do vento, o jovem, de 21 anos, escavou um buraco com cerca de três metros de profundidade, tendo colocado a espreguiçadeira dentro. Quando tirava uma soneca, as paredes desabaram sobre ele… A equipa de salvamento demorou cerca de uma hora a retirar toda a areia, até chegar ao corpo, mas encontrou-o sem vida.
Era muita areia para aquela camioneta…
Dupont

terça-feira, fevereiro 17, 2004

GNR


A nossa GNR está a fazer jus à fama. A Brigada Fiscal de Chaves, um dia depois de ter anunciado "à cidade e ao Mundo" que tinha feito uma detenção de peças que eram "contrafacções de elevada perfeição", vem agora reconhecer que a tal perfeição, afinal, existia mesmo, porque as peças eram verdadeiras. Os três mil artigos já foram devolvidos ao proprietário.
Gosto, particularmente, desta passagem: "Depois de abrir algumas das caixas, os guardas concluíram que não se tratava de peças genuínas". Todos nós conseguimos, sem qualquer dificuldade, imaginar um GNR "a concluir"...
Dupont

Simbolismos


Paulo Pedroso assina a sua habitual crónica do JN, desta vez inteiramente dedicada à ópera "Madame Butterfly". Pedroso vê, aqui, simbolismos para si próprio: "Mulher, oriental, pobre, personifica a humilhação, mas também a dignidade dos humilhados, porque nesta ópera é, afinal, apenas dela a grandeza de carácter" (...) "Nesta ópera, é intemporal o sofrimento imposto às vítimas da injustiça, da prepotência e da incompreensão. E a morte de Butterfly uma resposta carregada de simbolismo. Não se trata apenas do suicídio oriental como recuperação fatalista da honra. Ela suicida-se como os homens guerreiros. Mas, também aqui me parece que ganha intemporalidade a mensagem de que a ninguém se pode roubar a sua dignidade de pessoa e a sua honra. Ela não está no poder dos outros, mas na nossa formação moral".
Também gosto muito de simbolismos "à medida". Por exemplo, podia pegar no título, "Srª. Borboleta" e tirar conclusões. Ou lembrar-me de um filme como "Philadelphia", em que Tom Hanks, no papel de um gay moribundo, delira com a interpretação operática de Maria Callas...
É que os simbolismos são como as moedas. Têm duas faces.
Dupont

Câmara endividada


Segundo uma notícia do Público de hoje, a oposição à Câmara denuncia a situação de endividamente do Município, nomeadamente quanto às dívidas à Empresa Águas do Cávado e às Juntas de Freguesia.
Na resposta às críticas efectuadas pelo Vereador Miguel Paiva, o Vice da autarquia, Abel Maia, reconhece a dívida à primeira e quanto às Juntas, "sempre que precisam de fazer pagamentos urgentes", a Câmara paga o que lhes deve.
Ao responder desta forma, Abel Maia, ao contrário do que afirma nas habituais crónicas de opinião, deixa entender que a oposição tem razão no que diz. Afinal, sempre há dívidas à Empresa das Águas do Cávado e às Juntas de Freguesia.
Uma dúvida final suscitada pela forma como Abel Maia se refere à questão das Juntas de Freguesia: E quando as Juntas não pressionam a Câmara alegando "pagamentos urgentes a fazer"? A Cãmara paga ou faz-se de esquecida?
Linda forma de gestão esta, que faz lembrar as lendárias vendedoras de praia, que aliciavam as criancinhas a convencer os pais a comprar-lhes uma "língua da sogra" com o saboroso pregão: "Chora que a mãezinha dá!".
Dupond

Selecção dos Camarões


Foi ontem apresentado o equipamento da Selecção Nacional dos Camarões, uma das mais destacadas do continente africano. Como se pode ver pela imagem, a Federação local contratou algumas das estrelas do futebol português. Recorde-se que Portugal será, precisamente, o país que irá acolher a realização do Campeonato Europeu de Futebol de 2004. Figo e Pauleta tiveram o raro privilégio de vestir a camisola oficial, com as cores da bandeira nacional, um pedido expresso do Presidente da Federaçáo Camaronesa de Futebol, N'Dgilberto DiMadail. Em declarações, o presidente esclareceu que o número do jogador também está na frente da camisola, porque "são vinte e dois futebolistas e não queremos dar trabalho às outras selecções, obrigando-as a conhecer as caras ou os nomes dos nossos jogadores". Versão diferente tem o seleccionador, que diz que "o círculo é útil para as marcações de livres, porque transforma o jogador em alvo, distraindo o adversário da baliza".
Dupont

Perdemos

Ontem correu mal. O Rio Ave perdeu em casa com o Alverca, desperdiçando assim uma excelente oportunidade de acelerar a chegada dos dias de tranquilidade.
O início do jogo foi terrível. O Alverca entrou muito bem e só não marcou por acaso. Depois desse período inicial, o Rio Ave conseguiu equilibrar o jogo e chegou ao golo através de Ronny, na sequência de uma bela jogada de Valente. Infelizmente a vantagem não durou muito, pois o Alverca conseguiu, em duas jogadas praticamente seguidas, dar a volta ao resultado, chegando ao intervalo a ganhar por 2-1.
Na segunda parte o jogo foi bastante mau. A bola era muitas vezes jogada pelo ar, os ressaltos de meio campo sucediam-se, quase sempre ganhos, de forma irritante, pelos jogadores do Alverca e o Rio Ave não conseguia criar oportunidades de golo. Para piorar as coisas, ainda houve tempo para o Alverca acertar na barra da nossa baliza...
Enfim, uma noite para esquecer. Desde que «O Vilacondense» nasceu, esta é a primeira derrota em casa a que assistimos, o que nos deixou profundamente tristes. Mas não é hora de esmorecer, pois ainda temos 12 jogos para fazer os 8 pontos que nos faltam.
Dupond

Ibéria IX


O general Loureiro dos Santos reflecte, no Público, sobre o futuro de Portugal enquanto Estado independente e autónomo: "A actual multipolaridade económica abrange Portugal, por força das regras da União. Terá de competir arduamente com os outros poderosos pólos existentes, como a Catalunha e o País Basco (no futuro, eventualmente outros), entre os quais Madrid, simultaneamente núcleo político. Portugal, relativamente aos restantes, com excepção de Madrid, tem a vantagem de ter também poder político, mas pode enfraquecer se perder a competição económica. O essencial depende do resultado do jogo económico, que está na mão dos portugueses com voz activa nas empresas, especialmente das nacionais. O Estado português apenas deverá limitar-se a fazer aquilo que os restantes Estados da UE fazem, seguindo o exemplo de Madrid. Ou seja, o futuro está nas nossas mãos. Poderemos ter as mesmas vantagens dos outros, caso saibamos aproveitar as oportunidades que se criaram pela abertura dos mercados à nossa ambição.
As condições são-nos mais favoráveis que a Madrid. Enquanto este centro tenderá a perder poder político, por efeito do jogo económico, nós poderemos aumentá-lo, pelo mesmo motivo. Mas também poderemos perdê-lo. O que ditará o futuro.
Dispomos de vantagens que sobressaem. Uma é a recomposição do espaço, em termos de atracções e repulsões, propiciado pelo fim das fronteiras, em função, já não do factor político geométrico, mas sim do potencial de riqueza das regiões. O hinterland de toda a costa ocidental da península tenderá a ser atraído pelo mar, o que envolve grande parte da Estremadura e da região de Leon. O Norte português pode transformar-se num importante pólo de atracção do Noroeste Peninsular. Adoptemos nós políticas activas de ordenamento, que contrariem a lógica da centralidade geométrica, e promovam as ligações periféricas na península (também desejadas pelos outros pólos naturais) e as ligações directas à planície europeia, e às economias das duas margens do Atlântico (Norte e Sul) e dos países europeus para lá da Espanha. Além de sermos sagazes e eficientes no jogo político e económico de compensação e de afirmação, com os poderes que marginam o Atlântico, especialmente os EUA e o Reino Unido, além do Noroeste africano, Brasil e Angola, sem esquecer a Ásia.
Em suma, está nas nossas mãos que o futuro seja, no mínimo, a manutenção do actual modelo. Existem condições para o tornarmos menos assimétrico. Se as políticas assertivas de Madrid se acentuarem, poderemos ser confrontados com uma transição para uma multipolaridade complexa, susceptível de custos elevados, pelo que, para os minimizar, devemos prever que atitudes promover nesta hipótese. Não parece provável que alguém esteja interessado, muito menos tenha condições de impor um modelo unipolar, que seria desastroso para todos.
Se formos sábios e prudentes, manter-se-á o actual modelo bipolar mas menos desequilibrado, em que Portugal conviverá com um Estado espanhol despojado de muito do seu poder económico e politicamente mais débil
."
Dupont

Outra 'famiglia'...


Depois dos Tanzi, de Parma, eis os Uzan, de Istambul. O modus operandi é semelhante: "As autoridades financeiras turcas, apoiadas pela polícia, anunciaram ter confiscadomais de 200 empresas pertencentes ao grupo familiar Uzan, com o objectivo de recuperar dívidas avaliadas em 5,6 mil milhões de dólares (cerca de 4,5 mil milhões de euros) na sequência da falência fraudulenta do seu banco Imar Bankasi. De acordo com o Fundo de Garantia de Depósitos e Poupança, a "dinastia" Uzan não está em condições de devolver os 5,6 mil milhões de dólares às autoridades, na sequência da expropriação do seu Imar Bankasi no ano passado, devido a práticas fraudulentas em larga escala". Vem no Público.
É fartar, vilanagem!
Dupont

Ibéria VIII


O Expresso tem uma página inteiramente dedicada ao que denominaram de “Questão ibérica”. Nesta edição, temos dois artigos de fundo e cinco cartas de leitores.
O jurista Sebastião Lima Rego, com uma posição próxima daquela com que o Vilacondense se identifica - tal qual o articulista seguinte - começa pela a frase de José António Saraiva, “Portugal atravessa o período mais difícil da sua História”, para recordar cinco momentos (crise dinástica 1383-85; 1580; 1640-68; 1822-34; e 1926-74) em que tal dificuldade esteve presente e o País não claudicou. “Em cada uma delas perdemos muito, muitíssimo (homens, liberdades, haveres, territórios e segurança) mas em todas acabamos por sobreviver, prevalecendo a coesão nacional, malgrado as feridas, as injustiças e as defecções. (…) Queremos um Portugal melhor, mais democrático, mais justo, mais solidário. Certamente. E esse futuro será feito com trabalho e com reformas, não com a anacrónica Ibéria, que contraria a História, não é desejada pelos portugueses e não resolveria nenhuma das nossas dificuldades, criando em contrapartida outras que sobrecarregariam insuportavelmente o quotidiano do povo português. Portugal faz sentido, o iberismo serôdio de JAS é que não faz qualquer sentido e é perigoso. É perigoso porque, ele sim (e não o 25 de Abril, e a descolonização, e a adesão à Europa e a moeda única) com as suas ameaças e os seus fantasmas, causa perplexidade e agride o amor-próprio, os valores e as prioridades dos portugueses (…).
Também Pedro Pinto, licenciado em Relações internacionais, crê que Portugal vale a pena. “Tenho orgulho na nossa História. Mas, sobretudo, tenho orgulho no potencial de Portugal e na nossa capacidade de execução. (…) Orgulho nos valores e na cultura que nos unem e fazem de nós um dos mais antigos e respeitáveis povos da Europa. Para vencer este desafio é fundamental uma atitude pró-activa, competitiva e reformadora(…) Portugal, os desafios estão aí, e cabe a cada um de nós, hoje, aqui, agora, dar o que temos, nunca desistir, estar à altura e conquistar o nosso futuro. Não com um patriotismo exacerbado e anacrónico mas sim com orgulho nacional pela positiva, vale a pena acreditar em Portugal e ser português!
Mas há quem pense o contrário. Diz Célia Santos, da Guarda, que “a nossa desgraça foi em 1640 os Filipes não terem conseguido unificar Portugal e Espanha, Com o que tenho trabalhado, hoje teria a qualidade de vida que mereço”. Há quem avance com a hipótese de “uma mini-CE à escala ibérica”, como Carlos Martins, e há quem distinga governantes de governados: “Quando a nação dá sinais de fragilidade, o que se discute não é ELA mas sim quem tem na mão os seus destinos”, como refere Jorge Lencastre.
Dupont

Se Noé fosse português...


"Um dia, o Senhor, chamou Noé da Silva e ordenou-lhe:
-"Dentro de seis meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que todo o Portugal seja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira".
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.
Noé da Silva chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar, furiosa, entre as nuvens:
-"Onde está a arca, Noé?"
-"Perdoai-me, Senhor" - suplicou o homem. "Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas. Primeiro tentei obter uma licença da Câmara Municipal, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, pediram-me ainda uma contribuição para a campanha da reeleição do Presidente da Câmara.
Como precisava de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimos, mesmo aceitando aquelas taxas de juros. Afinal, nem teriam mesmo como me cobrar depois do dilúvio.
Depois veio o Corpo de Bombeiros e exigiu um sistema de prevenção de incêndios e alguma ajuda para a compra de uns Helicópteros, mas consegui contornar, subornando um funcionário. Começaram então os problemas com a extracção da madeira, nas áreas ardidas. Eu disse que eram ordens "Suas" mas eles só queriam saber se eu tinha "projecto de reflorestamento" e um tal de "plano de manejo".
Neste meio tempo, a Quercus, descobriu também uns casais de animais guardados em meu quintal.
Quando resolvi começar a obra, apareceu a Fiscalização que me multou porque eu não tinha um engenheiro naval responsável pela construção.
Depois, apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse os seus marceneiros que ficaram desempregados com este Governo e com garantia de emprego por um ano.
Vieram em seguida as Finanças, acusando-me em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou. Finalmente, quando a Secretaria de Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa de Portugal. Aí quiseram-me internar num hospital psiquiátrico!"
Noé da Silva terminou o relato chorando mas notou que o céu clareava.
- "Senhor, então não vais mais destruir Portugal?"
- "Não!" - respondeu a voz entre as nuvens - "Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde!...
"
Dupont

Ai - Animal irracional - 31

1991 - Em Teerão, Irão, um caçador local foi morto a tiro por uma cobra que subiu oela espingarda que o pobre Ali segurava. O relato foi feito por outro caçador, qe viu Ali a tentar apanhar o réptil usando a coronha, em vez do cano. Vendo-se atacada, a cobra subiu pela arma, enroscou-se junto ao gatilho, provocando o disparo que atingiu Ali na cabeça, causando-lhe a morte.
Dupont

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Fim de semana desportivo


O facto mais importante deste fim do semana desportivo que passou não foi o Benfica-Porto. Apesar de praticamente ausente das grandes manchetes, o facto mais importante de todos foi a obtenção dos mínimos para os Mundiais de Pista Coberta e para os Jogos Olímpicos de Atenas por parte do atleta Nélson Évora, na prova de triplo salto.
Évora, um atleta de origem Caboverdiana e nascido na Costa do Marfim, tem uma carreira curta, mas recheada de bons resultados. Depois de uma carreira bem sucedida enquanto júnior, durante a qual foi Bicampeão Europeu nas duas especialidades de salto (comprimento e triplo), faltava a Évora afirmar-se enquanto sénior. A participação em Atenas será certamente um momento excelente para o conseguir, esperando-se que lhe permita ganhar experiência para se poder tornar, no futuro, um Campeão.
Dupond

Cuidado com os chats

No JN de ontem, foi divulgada uma notícia que deve colocar todos os "chaters" em sobressalto. Tudo aconteceu em Matosinhos, na noite de 13 para 14 de Fevereiro. Procurando entrar no dia de namorados da melhor forma, dois machos deslocaram-se, por volta da meia noite, à praia de Lavra para um encontro que haviam conseguido marcar com duas moçoilas através do chat da TV Cabo.
Não acreditando no aforismo popular de que "quando a esmola é muita, o santo desconfia", os confiantes machos aguardavam uma noite de grandes feitos amorosos. Infelizmente (para eles), a verdade foi bem diferente. Acabaram ambos com um enxerto de porrada e expoliados de todos os haveres.
Chato, não acham?
Dupond

O Pirata

Morreu Marco Pantani. O "Pirata", como era conhecido no mundo desportivo, viu a sua vida terminada aos 34 anos, idade na qual ainda esperavamos mais dele.
Os últimos anos deste fantástico atleta foram manchados pelo doping, problema que abalou não só a sua carreira, mas a credibilidade do ciclismo em geral.
De qualquer forma, o estilo bravo como Pantani se portava nas provas mais difíceis não deixou ninguém indiferente. A forma determinada como iniciava as suas arrancadas pelas mais altas montanhas era absolutamente fabulosa. A espetacularidade que trouxe ao ciclismo, faz com que o "Pirata" fique, para sempre, na nossa memória.
Temos a sensação de que, provavelemente, muito do mérito conseguido se ficou a dever ao doping. Mas que era um ciclista ímpar, lá isso era.
Dupond

Defeitos de uma Pátria de feitos...


O Sunday Times faz um apreciação à nossa selecção de futebol, mais pelo facto de ir defrontar a Inglaterra do que por outra coisa... Mas vale a pena uma leitura atenta do que está nas entre-linhas. Luis Figo é visto como "the figurehead of Portugal's so called golden generation", uma equipa que "the best they have to show for it as a senior national team is a semi-final at Euro 2000", até porque "their World Cups have been disastrous". Por vezes, é necessário uma visão externa que nos faça esquecer as habituais 'vitórias morais' e nos mostre os factos como eles realmente são.
Já na Pública, vem uma entrevista a um advogado britânico que se deslocou cá para fazer um documentário sobre o futebol português. Diz ele: "eu, assim de repente, nem consigo lembrar-me quem é o presidente do Manchester United. Mas no Estádio das Antas já ouvi centenas de milhares de pessoas a gritarem o nome de Pinto da Costa". Jeremy Tuson também comenta uma coisa que qualquer pessoa com o mínimo de inteligência não pode discordar: "Um país de dez milhões de habitantes, que não é tão rico como, digamos, a Inglaterra, construir dez estádios de uma vez é, pelo menos... surpreendente" sem esquecer que "se na Inglaterra, decidissem demolir de uma vez os estádios do Manchester United, do Arsenal e do Liverpool, de certeza que haveria protestos". Ou então esta, sobre a relação política-futebol: "Aprende a dirigir um clube de futebol e fazemos de ti presidente da Câmara, parece ser a regra".
Pois é, nós somos mesmo assim: não ganhamos nada, mas somos os melhores; gritamos por dirigentes em vez de o fazermos pela equipa; não ligamos nada à história, queremos é ser modernos; e achamos que a política e futebol são uma e a mesma coisa.
Ainda haverá salvação? Ibéria à vista?.
Dupont

Benfica-Porto

Um mau Porto continua a chegar, e a sobrar, para um Benfica ligeiramente superior.
Dupont

Porno? Bai no Vatalha


Há uns anos, Irvine Welsh encontrou uma pepita de ouro em “Trainspotting”, a história de um grupo de jovens mergulhados em droga, sexo e rock’n roll. Eram todos de Edimburgo, pelo que o seu sotaque era cerradíssimo. O livro fazia eco disso e a versão original era impossível de ler. O filme, de Danny Boyle, captou admiravelmente o espírito do livro, adicionando-lhe uma banda sonora onde pontificava o trepidante “Born Slippy”, dos Underworld. A edição portuguesa do livro, da Relógio d’ Água, optou por pôr todos os personagens a falar um português ‘normal’, não reproduzindo a variedade de sotaques do original.
Algumas obras menos conseguidas depois, Irvine Welsh voltou a Edimburgo e aos mesmos personagens do livro inicial. Agora deixaram a droga e estão viciados em sexo e pornografia. Até aqui tudo bem. Só que a Quetzal, a editora de ‘Porno’, optou, desta vez, por dar sotaque aos personagens. E qual é que foram escolher? O do Porto, naturalmente, talvez por ficar a Norte de Lisboa, tal qual Edimburgo fica de Londres. Quem ler a obra de Welsh em português, ficará a saber um facto fantástico: os habitantes do Grande Porto falam com o mesmo sotaque dos nativos de Edimburgo… Não li o livro, mas baseio-me na crítica feita no ‘Mil Folhas’, onde registo passagens como “...um dos rufiões tenta dar-lhe um pontapé nos tomates e não acerta no albo, mas atinge o bolso onde estaba a naifa. Faz abrir a nabalha, que era de ponta e mola e aquela merda espeta-se nos colhões do rufião...”. Se houvesse dúvidas sobre a pronúncia, o crítico Paulo Moura esclarece que o livro deve ser lido em voz alta. Para isso, aconselha: “Não se esqueça de afivelar o seu melhor sotaque à Porto”…
Este tipo de provincianismo enoja-me. Não chega o tradutor ter feito uma opção patética, temos ainda que levar com um crítico que, além de nada dizer sobre a bondade da escolha da opção em usar tal sotaque, ainda brinca com o assunto. É a habitual autoridade moral de Lisboa, olhando para a parvónia que a rodeia e incomoda. Depois queixam-se que o Mil Folhas e a crítica literária portuguesa é dominada pelo Eduardo PC - o tal que comparou Mourinho a um assassino.
Dupont

Ai - Animal irracional - 30

Fevereiro de 1998 – Aconteceu no bairro operário de Boedo, Buenos Aires, Argentina. Durante uma zanga familiar, o marido, de 25 anos, pegou na mulher, de 20, e atirou-a pela janela fora. Moravam num oitavo andar.
Mas, inexplicavelmente, ela foi cair em cima das linhas de electricidade que ali estavam colocadas, não chegando a ferir-se. Mal viu isto, o marido atirou-se na sua direcção. Para a salvar ou para acabar o serviço? Nunca o saberemos, pois não chegou a acertar nas linhas, tendo caído directamente até ao solo e morrido instantaneamente. Ela conseguiu equilibrar-se e conseguiu chegar a uma varanda próxima, sem qualquer ferimento.
Há gente com queda especial para o casamento...
Dupont

Leite empobrecido

"As autoridades que investigam a falência da Parmalat encontraram uma conta na Suiça em nome de Calisto Tanzi, fundador e ex-proprietário da empresa, com 100 milhões de euros, noticia a imprensa italiana. O dinheiro teria origem em descontos feitos pelo consórcio sueco de embalagens TetraPak à Parmalat. O grupo italiano pagava o preço oficial da venda das embalagens mas uma parte dessa verba era posteriormente devolvida como desconto e entregue não na Parmalat mas sim na conta da Suiça, ficando à disposição da família Tanzi. Segundo a imprensa italiana, a conta foi localizada no PKB Privatbank Ag, de Lugano, e estava em nome de um escritório de advocacia suíço". No Diário Digital.
Dupont

domingo, fevereiro 15, 2004

Manuel Castells


Manuel Castells é um catalão que fez carreira científica em Berkeley, nos EUA. Tem obra publicada no domínio das tecnologias de informação. Passou por Portugal, masi propriamente pela Gulbenkian e disse coisas interessantes, como “os governos odeiam a Internet, todos os governos. Porque a Internet rompe o monopólio da comunicação e da informação sobre o qual esteve assente o poder ao longo da História” e compara os modelos californianos (Silicon Valley) e finlandês. Aqui e aqui.
Dupont

Ai - Animal irracional - 29

9 de Janeiro de 2002 – Um pescador, de Auckland, Nova Zelândia, atou-se ``as rochas, para impedir que fortes ondas, anunciadoras de um vendaval, o levassem para o mar. O problema é que a mare subiu rapidamente e ele não teve tempo de se desamarrar, pelo que morreu afogado…
Dupont

World Press Photo 2004

Apresentamos os primeiros classificados, nas diversas categorias, do World Press Photo 2004. Se algumas imagens não aparecerem, é favor fazer "refresh".


FOTO DO ANO - "Iraqi man comforts his son at a regroupment center for POWs", Najaf, Iraque, 31 de Março de 2003

Jean-Marc Bouju, The Associated Press


News, "Territórios Palestinianos, raid no campo de refugiados de Jabalya", 6 de Março de 2003

Ahmed Jadallah, Reuters


News - Histórias, "Libéria"

Noël Quidu, Gamma for Newsweek


Notícias Geral, " Woman mourns her husband",Gaza,

Jerry Lampen, Reuters


Notícias Geral - Histórias, Iraque"

Yuri Kozyrev, Time Magazine


Pessoas, "Hmong Guerilla", Laos

Philip Blenkinsop, Australia, Agence Vu for Time Asia


Desporto - Acontecimentos, "Sierra Leone amputee football team", Serra Leoa

Adam Nadel, Polaris Images


Desporto - Acontecimentos - Histórias, " Polo Tournament at Shandur Pass", Paquistão

Jakob Carlsen, Polaris Images


Contemporâneo, "Self-immolation by women", Afeganistão

Stephanie Sinclair, Corbis for Marie Claire


Contemporâneo - Histórias, "Aids Village", China

Lu Guang, Gamma


Dia a Dia, "Café in Rashid Street", Bagdade, Iraque

Bruno Stevens, Cosmos


Dia a Dia - Histórias, "Open Wound", Chechénia

Stanley Greene, Vu


Retratos, "Tony Blair and George W. Bush"

Nick Danziger, Contact Press Images/NB


Retratos - Histórias, " Indian Bureaucrats"

Jan Banning, Laif Photos/NB


Entretenimento, "Amateur actors drinking tea", S. Petersburgo, Russia

Sergei Maximishin, Izvestia


Entretenimento´- Histórias, "Twins Days Festival", Twinsburg, Ohio

Mary Ellen Mark, Izvestia


Natureza - História, " Atlantic Salmon", Canadá

Paul Nicklen, National Geographic Magazine


Desporto, "Yannick Bru na Rugby World Cup, em Sydney"

Tim Clayton, The Sydney Morning Herald


Desporto - Histórias, "Corralejas"

Henry Agudelo Cano, El Colombiano

Dupont