Pedro Abrunhosa

Este fim de semana fui um dos milhares de cidadãos que se deslocaram ao Coliseu do Porto para assistir a um dos 3 concertos de Pedro Abrunhosa. Para quem não teve oportunidade de lá estar, sugiro a leitura da reportagem hoje publicada no Jornal de Notícias, com a qual me identifico. A única diferença é que, ao contrário do repórter do JN, a outra vez que tinha assistido a um espectáculo de Abrunhosa foi há mais de 5 anos (não me lembro exactamente há quantos), num concerto que teve lugar no Estádio do Rio Ave.
Apesar da opinião negativa que retirei do concerto, não deixo de considerar notável a forma como Abrunhosa consegue ter o público na mão. Aproveitando um espaço musical que estava desaproveitado, Abrunhosa teve o mérito de ter criado uma personagem com quem muita gente se identificou. Aliou isso a um estilo musical com forte influência no jazz, ao qual juntou uma voz pouco dotada, mas bem aproveitada.
Teve um inicio fulgurante, ligado a um movimento de contestação social ao Governo de então (Cavaco Silva), mas à medida que o tempo foi passando, perdeu muito desse fulgor. Hoje, é um produto que vende bem, mas que não conseguiu encontrar novos leit motivs para o tornar necessário. É simplesmente consumido pelo mercado que o aprecia, e por isso existe. E ainda bem para quem gosta.
Dupond

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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