sábado, março 13, 2004

Cafés de Vila do Conde


O Terras do Ave, que tanto fascinou o Dupond, tem uma reportagem do Nelson - Passarola Voadora - Silva, sobre os cafés tradicionais de Vila do Conde. Em todas as cidades os haverá, mas para os vilacondenses eles chamam-se "Bompastor", "Nacional", "Fluvial" e "Pinto".
São cafés por onde passaram gerações de famílias, a começar pela minha. Verdadeiros pontos de encontro da cidade, eles têm sido o local, por excelência, do convívio social dos habitantes de Vila do Conde. Vai-se ali para conversar, para tomar café, para jorgar no Totobola, para saber as novidades...
Duas referências: tal como escreve o Pedro Brás Marques, no editorial, também a mim sempre me impressionou, no Bompastor, "a âncora medonha engessada no tecto". Quantas vezes dei carta branca à minha imaginação algo negra, vendo-a cair do tecto, com um estardalhaço enorme...
Fixei, ainda, este comentário de Joaquim Ventura, esclarecedor da relação que os cafés têm com as pessoas, tal como referi acima: "recorda com alguma nostalgia a "rectidão" e o "rigor" do pai. Chama-o de "educador" e "pioneiro". "Ele punha frases na parede que diziam "Não cuspam para o chão", "Não diga palavrões" e recortava do jornal julgamentos que tinham havido de pessoas por terem dito um palavrão. Ele foi educador de muitos que hoje são avós." O sublinhado é nosso, o significado é universal.
Dupont