AM-Tratamento jornalístico
Para quem não esteve na Assembleia Municipal, é curioso comparar os diversos jornais. Foi a conversa que nos entreteve, hoje, ao almoço, entre umas garfadas de “bacalhau à Gomes de Sá”, num dos restaurantes tradicionais de Vila do Conde.
Segundo quem lá esteve, na Assembleia Municipal, e recorrendo ao método das estrelinhas, a reportagem de Ângelo Marques, no Público, mereceria o pleno – cinco estrelas. Isto apesar de conter um erro factual: não foi Albano Loureiro quem interveio, pelo PSD, na questão da bomba da Seca, mas Pedro Brás Marques. O jornalista do melhor diário nacional está ao nível do seu orgão de informação, pois fala de tudo e de todos, de forma isenta.
Márcia Vara, para O Comércio do Porto, está genéricamente bem. Dois reparos: o título, “Zona da Seca do Bacalhau vai ter restaurantes, bares e uma gasolineira”, por serem factos há muito são conhecidos e não revelarem o essencial da discussão; e, depois, alguma parcialidade, patente, por exemplo, neste comentário: “Ouvidas as críticas, Mário Almeida, Presidente da Câmara Municipal, conseguiu deitar por terra estes argumentos dos deputados da coligação...”. Três estrelas.
Paulo Vidal, para o suplemento do Primeiro de Janeiro, parece que lá não esteve. Apesar do assunto que abordou ser o mais importante e o tratamento ser perfeitamente correcto, onde está a discussão da “sondagem dos 84” e do documento sobre o 25 de Abril, apresentado pelo PP e de que todos os outros falam? Estas sessões podem, efectivamente, tornar-se aborrecidas. Mas esta não deu para dormir... Ou será que ficou a ver o jogo do Porto, como, segundo nos contaram, parece terem ficado bastantes deputados e alguns vereadores... Duas estrelas.
E o JN? Céu Salazar, então?
Dupond & Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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