A Inauguração
A Quarta-feira passada foi um dia em cheio na Câmara Municipal. Aproveitando a abertura de um bar interno para os funcionários do município, Mário Almeida tocou o sino a rebate a apareceu para "botar" faladura na “inauguração”.
A estupfacção era geral. Todos se olhavam a tentar compreender aquela estranha e inovadora atitude do patrão. Mais estranho ainda foi o discurso. “Como sabem, tenho 84% de aprovação dos Vilacondenses, mas preciso de todos vós”, dizia Almeida. "Preciso muito da vossa colaboração para que continuemos assim", pedia o chefe com ar surpreendente ar humilde. “Por isso, quando souberem de alguma coisa que esteja mal, não hesiteis em vir falar comigo”, acrescentava o Presidente. “Peço-vos que faleis directamente comigo”, fez questão de repisar.
Como é evidente, os funcionários da Câmara ficaram absolutamente estupfactos. Não só porque não estavam à espera de participar num comício daquele género, mas porque tudo soou a estranho.
- Então o grande Mário Almeida só agora se lembrou de pedir esta “colaboração” directa aos funcionários?
- Precisa de nós para quê? Para manter o lugar dele, só se for...
- E quando houver "azares", como o das carrinhas apanhadas à noite na SIC? Será que nesse momento Mário Almeida vai dizer novamente que "na Câmara são todos pontenciais suspeitos menos eu (Mário Almeida)"?
- Então a melhor forma é contar as coisas ao Presidente? Não serve contar aos responsáveis dos Pelouros em causa?
- Então transforma-se uma coisa sem significado numa pomposa “inauguração” com discurso e tudo?
Enfim, a cada dia que passa surgem coisas mais surpreendentes em Vila do Conde. Dá que pensar, não dá?
Dupond

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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