Música Portuguesa
Hoje, por mail, chegou-me este link, do site “Anos60.com”. O site é uma enorme confusão, misturando composições de outras décadas, mas não faz mal, o que interessa, mesmo, é a parte divertida. Particular interesse tem a página reservada à Música Portuguesa dos anos 60 (‘Resistência’? ‘Mafalda Veiga’? Adiante...). Estive a navegar por ali mais de meia hora. Entre memórias, grandes canções e horrores musicais, há um pouco de tudo…
Quem é que não se recorda da refrescante portugalidade do “Vinho Verde” de Paulo Alexandre: “Ninguém na rua, na noite triste, só eu e o luaaaaar, (pausa) tiriririrri…”? Ou o Conjunto António Mafra, a animar o bailarico “Ó cachopa, se queres ser bonita, arrebita, arrebita, arrebita…”? Sem esquecer, claro, o kitsch insuportável do Vítor Espadinha, no seu sussurrar matador:
“Foi em Setembro que te conheci…
Trazias nos olhos a luz de Maio…
Nas mãos, o calor de Agosto…”.
Fiquei a pensar que mês calharia ao dedo mindinho…
Ah, também tem momentos verdadeiramente delirantes, como ouvir Luís Piçarra a cantar ‘Ser Benfiquista’:
“Sou de um clube lutador
Que luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Porrrrtugal”.
De rebolar no chão… E quando refere “as papoilas saltitantes”? Hilariante!
(É melhor parar, senão… não consigo escrever mais nada!...)
Então, passando a coisas mais sérias, não pode deixar de ser significativo a listagem começar com Amália e terminar com Zeca Afonso, como se fossem alfa e ómega, o princípio e o fim, da nossa história musical.
MAS, para os nossos leitores de Vila do Conde – Póvoa de Varzim há uma enorme surpresa: a presença de Aurelino Costa!! Nem mais! A declamar Régio e não só! Até dá para imaginá-lo, mão direita erguida, dedos em garra, enquanto declama:
“Não me peças palavras
Nem baladas
Nem expressões
Nem alma
Abre-me os seios
Deixa cair as pálpebras pesadas (…)”
Quem não perder aqui uns bons minutos, não sabe o que é Portugal…
Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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