quinta-feira, maio 20, 2004

Brilhante

O Público apresenta hoje um texto brilhante, da autoria de Ângelo Teixeira Marques, que retrata com particular perspicácia e alguma graça a forma como os Vilacondenses vivem neste concelho.
O autor ilustra o escrito com dois hipotéticos cidadãos, traçando uma linha de fronteira entre ambos, utilizando como critério diferenciador o facto de um deles viver na sede do concelho e do outro habitar uma das 29 freguesias que a circundam. Para ilustrar as diferenças entre a qualidade de vida de que ambos disfrutam, Teixeira Marques fala em aspectos que vão desde a existência (ou não) de espaços de lazer, de saneamento básico ou de segurança.
A aderência daquilo que diz à realidade é total. Infelizmente, fruto do modelo de desenvolvimento que o concelho tem seguido, Vila do Conde é hoje um concelho profundamente desarticulado, em que os cidadãos são tratados de forma completamente diversa, caso sejam habitantes da cidade ou de qualquer das freguesias.
É mau que assim seja, já que, salvaguardadas as características específicas de cada um dos territórios, a vida em Vila do Conde poderia ser igualmente agradável, digna e satisfatória, independentemente do local em que cada um habita. Mas não é...
Dupond