Feira do Livro
Depois de uma overdose matrimonial-real, que durou toda a manhã e se estendeu pelo almoço, fui, numa de ‘desintox’, à Feira do Livro.
Não sei o que me leva a esta peregrinação anual. Durante o ano vou adquirindo os livros que me interessam, pelo que volto desta cíclica passagem pelo pavilhão Rosa Mota, quase sempre, com as mãos a abanar. O que se repetiu este ano… Comprei uns livros para as crianças, um sector que está em franco crescimento, a julgar pela quantidade de stands e de livros que encontrei. Um bom sinal, indiciador de que as próximas gerações poderão ter hábitos de leitura apreciáveis.
O problema da Feira do Livro, do meu ponto de vista, é a oferta. São livros a mais, sem outro critério de exposição que não seja o da editora-mãe. Daí, claro, a minha opção pelas livrarias tradicionais, onde a arrumação é temática.
Na verdade, quem é que consegue escolher o que quer que seja, quando milhares e milhares de livros nos parecem mirar, suplicando que os levem daquelas bibliofavelas, para estantes mais condignas? Ainda por cima, como se o manancial de escolha já não fosse grande, há livros que parecem omnipresentes. Por exemplo, a “Grande Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura” está em vários distribuidores e algumas editoras, não presentes, acabam por, na verdade, o estar, através de stands generalistas, o que cria uma curiosa sensação de déja-vu.
Este ano, o ritual está cumprido. Para isto, não valerá a pena cá voltar. Pelo menos, até ao próximo ano…
Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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