José Mourinho

Muito se tem falado das atitudes de José Mourinho após a conquista do título de Campeão Europeu. Já ouvi dizer que ele é arrogante, que agiu com desprezo pelos adeptos pelo facto de não ter acompanhado a equipa aos festejos no estádio, que se isolou do grupo logo após a vitória. Em muitos desses comentários notou-se algum caracter crítico relativamente ao treinador do FC Porto.
Gostava de dizer que discordo em absoluto de quem critique Mourinho por estes aspectos. Há muita gente que parece ter estabelecido uma cartilha de comportamento perante vitórias, na qual Mourinho não cabe. Pensar assim é um absurdo. Evocar esses argumentos quando vivemos momentos únicos como os da última noite é um completo disparate.
O momento vivio ontem é perfeitamente invulgar. Dificilmente se repetirá. Por isso, falar deste tipo de coisas é fugir do essencial para perder tempo com o acessório. Infelizmente é uma prática muito vulgar no nosso país.
O essencial é que Mourinho foi o principal obreiro da conquista de duas taças europeias em anos consecutivos, coisa que só uma equipa havia conseguido em toda a história do futebol. O saber de Mourinho em termos técnicos, tácticos, psicológicos é absolutamente extraordinário. O facto de estas características fazerem parte de um homem que se senta só ou acompanhado, dá saltos junto aos jogadores ou longe deles, abre garrafas de champanhe no meio do campo ou em casa, vai de autocarro para o estádio ou de avião para casa é absolutamente irrelevente.
Mourinho é um predestinado. Nasceu para vencer.
Como portista, agradeço-lhe por ter passado pelo nosso clube.
Dupond

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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