This way, José

É com esta chamada à primeira página do caderno “Sport” do “The Sunday Times” que o assunto quente, em Inglaterra, é abordado. Nas páginas centrais (na imagem) a secção “The Big Interview” é inteiramente dedicada ao “Europe’s most sought-after coach”.
O artigo, assinado pelo habitual Ian Hawkey, traça o percurso do treinador do F.C.Porto, vai buscar depoimentos a quem com ele trabalhou, desde treinadores a jogadores, e tenta desvendar o “método Mourinho” de trabalho. O filho de Félix Mourinho explica-o em poucas palavras: “O treinador é um guia. Os jogadores fornecem pistas; os treinadores interpretam-nas. A minha filosofia é orientação e descoberta.” O deslumbramento por José Mourinho e pelos seus “new age methods” é enorme, concluindo Hawkey que a sua chegada à Inglaterra seria “a lively adition to the Premiership”.
Também a Grande Reportagem de ontem chamava Mourinho à capa, “E agora, José”, numa abordagem mais pessoal e menos desportiva. Revela-se, então, que ele é descendente e único herdeiro de uma das maiores fortunas de Setúbal, que sempre foi metódico, bem comportado e aluno acima da média. Foram desencantar uma tia que se queixa de que ele já não lhe liga, uma ex-aluna que tinha um fraquinho por ele e alguns colegas de profissão com uma dor de cotovelo do tamanho o Mundo, a começar pelo “palmelão” Octávio Machado, que chega ao cúmulo de dizer que Mourinho se limitou a retirar louros do trabalho por ele iniciado… Pois…
Ambos os trabalhos são enormes, sendo notável o do semanário inglês. Aliás, não deixa de ser curioso o facto de José Mourinho ter concedido entrevista ao principal jornal da “Velha Albion” e ter recusado à revista que sai com o JN e o DN. As palavras vão para onde há interessa em ouvi-las…
Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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