quarta-feira, junho 30, 2004

Holanda-Portugal


O meu "estágio" nunca falha!!!!!!!
Belo jogo, superioridade absoluta e um golo fantástico! Que venha a Grécia, porque não há nada melhor do que ser Campeão da Europa exorcizando fantasmas!
Dupont

Inveja


Interrompi o estágio para o Holanda-Portugal (espero que não dê azar...) porque comprei a Visão e li este artigo execrável de Mário Soares.
Que Durão Barroso fez mal em aceitar "com tanta facilidade"; que "não foi a primeira escolha, longe disso"; que o convite é honroso para Durão na "medida em que reconheço ser um passo significativo na sua carreira política"; que o Primeiro-Ministro se comprometeu a aguentar ao leme e, agora, foge, após ter escolhido "um momento que lhe pareceu oportuno para anunciar este abandono: quando o País está eufórico com Portugal nas meias-finais do Euro"; que a Santana bastará "um ano de política populista a delapidar o que resta do erário público" - enfim, um chorrilho de asneiras.
Quem disse esta enciclopédia de disparates foi um senhor que ficará para a História como uma político que desautorizava e humilhava a própria polícia que o protegia; que se esqueceu de salvaguardar os interesses das centenas de milhar de portugueses na ex-colónias; que sempre cultivou a imagem de rei numa República; que foi um Primeiro-Ministro lamentável, desconhecendo os dossiers sobre que era questionado e esbanjando, ele sim, o que encontrou nos cofres estaduais, em políticas inconsequentes; que sempre foi um pavão, gabando-se de ter grandes conhecimentos internacionais, quando a verdade é que ninguém lhe ligava, como aconteceu no funeral do "mon ami Miterrand"; que, candidato a deputado ao Parlamento Europeu, não teve a votação esmagadora a que "tinha direito"; que candidato a essa "coisa menor" que é ser Presidente do Parlamento Europeu, sofreu uma derrota, essa sim, desprestigiante para ele e para Portugal, perante uma semi-desconhecida.
A coerência nunca foi o forte de Mário Soares. A inveja, sim. Porque quer ele queira, quer não queira, Durão Barroso vai ficar na História como aquele político português que ocupou o cargo de maior importância política, a nível internacional, desde sempre. É isso que dói a Mário Soares. Ver a História acontecer à sua frente e, ele, nem nas notas de rodapé irá aparecer...
Dupont

Holanda-Portugal

Já entrei em estágio...
Dupont

Mais tachos...

"Catorze municípios formalizaram a Comunidade Urbana do Douro".
Dupont

Tudo gente séria...

"O vice-presidente (suspenso) da Câmara de Gondomar afirma que tinha 35 mil euros (cerca de sete mil contos) e a PJ do Porto só terá devolvido 25 mil euros (cinco mil contos). Alega faltarem dez mil euros, tudo em notas de 500 euros. Para a Judiciária, tal dinheiro seria destinado a "pagar favores" a árbitros de futebol". No Comércio do Porto.
Dupont

Verão nada azul...


Li, no Público, que a marginal entre Vila do Conde e a Póvoa de Varzim vai ser cortada durante quatro meses, apanhando toda a época balnear. Aceito que o Polis é para ir avante e há que fazer sacrifícios, hoje, para obter ganhos, amanhã, mas obras numa marginal em época balnear?
Quer dizer: acessos ao areal, não há; quem lá chegar tem de ir, a correr, tomar banho para tirar o pó; se pensa em descansar, desengane-se - com o barulho das máquinas vai ser impossível; os próprios trabalhadpres vão estar mais motivados a comentar os miúdas do que a carregar cimento; e, finalmente, o trânsito entre as duas cidades vai ser, certamente, inclassificável.
Acho curioso uma autarquia como Vila do Conde, que se gaba da qualidade das praias e da arte de bem receber, vir oferecer semelhante coisa aos milhares e milhares de veraneantes que por cá passam férias. Não acredito que não haja possibilidade de fazer a obra noutra altura! Já não chega o trânsito parado ("assim há mais segurança", já defendeu Mário Almeida...) em Vila do Conde e, principalmente, nos seus acessos e, agora, isto? Francamente...
Dupont

terça-feira, junho 29, 2004

Eles estão vivos

É com grande alegria que verificamos que os Bloquistas Vilacondenses estão vivos. Depois de meses a fio sem "dar as caras", Armando Herculado (só ou acompanhado) apareceu ontem na Reserva de Mindelo com um discurso a fazer lembrar um caçador desastrado, que à falta de precisão no tiro, dispara para todo o lado: "A culpa é do PS, do CDS e do PSD", disse ele.
Só é pena que tenha mentido nas declarações que proferiu, conforme fez questão de lembrar o nosso amigo Angelo teixeira Marques de esclarecer: "Os Bloquistas acusam os partidos da maioria e o PS de pouco se mexerem para alterarem a letargia actual. Recentemente, deputados do PSD e do CDS visitaram a ROM e, segundo o BE, "afirmaram ser possível conciliar os interesses de alguns proprietários com a criação de um estatuto de protecção, aludindo a um turismo de luxo". Nas declarações proferidas na ocasião aos jornalistas presentes, os deputados da maioria não mencionaram a hipótese do surgimento de estruturas imobiliárias, prometendo, no entanto, indagar o motivo pelo atraso da feitura dos estudos pelo governo.".
Então Herculano? É bom que você regresse, mas não é preciso tanto...
Dupond

Pureza...


O Alex puxa por esta notícia simplesmente deliciosa: um casal vai a uma consulta médica, pois não conseguiam ter filhos, vindo a descobrir-se que tal só acontecia por não saberem o que era necessário fazer...
O Alex avança com algumas explicações racionais, pelo que convém lê-las só depois do texto original...
Dupont

O que não parece, até pode ser...

Tudo indica que Durão Barroso irá aceitar o cargo de Presidente da Comissão. Num mundo perfeito, a oposição apoiaria, sem reservas, tal indicação. Mas, como bem sabemos, a imperfeição é condição essencial da existência humana…
Mas, já todos o sabemos, que só há problemas entre herdeiros, nas famílias onde existem legados. Neste caso, a herança é, nem mais nem menos, o Governo de um país. Trata-se, portanto, de uma questão de poder.
Ao contrário do que se vê para aí escrito, os partidos não existem para ‘salvar o País’ ou para ‘seguir desígnios nacionais’. Os partidos existem apenas como forma de alcançar o poder e de o exercer. Daí que me custe ler o que Freitas do Amaral verteu, hoje, no Público, avançando para um teoria, algo pioneira por cá, segundo a qual nas legislativas o povo elege o Primeiro-Ministro. Logo, a saída de Durão Barroso, implica queda do Governo e consequentes eleições. Freitas do Amaral continua a sua caminhada pela esfera celeste, desde o lado direito até ao lado esquerdo do firmamento político, mas parece esquecer algo tão básico que é a própria literalidade das coisas: nós votamos em partidos políticos, no que resultou uma vitória de um certo partido, pelo que o seu líder foi convidado a formar Governo. Pondo nomes às coisas, quem venceu foi o PSD e o seu presidente Durão Barroso. Agora, o líder do Governo e do PSD vai deixar as funções, sem que para isso, até, tenha existido qualquer razão de legitimidade, democrática ou não, muito pelo contrário. Ora, saindo o líder do partido, das duas uma: ou avança o nº 2 ou o partido, recorrendo aos estatutos, como bem diz o Dupond, resolve a questão, escolhendo quem, do partido, é a pessoa indicada para Primeiro-Ministro. Não percebo onde está a dúvida.



As posições de Manuela Ferreira Leite, de Pacheco Pereira, de Miguel Cadilhe, entre outras, devem ser vistas num duplo sentido. Por um lado, são pessoas habituadas a uma prática bem saudável: pensar pelas suas próprias cabeças, o que a nível partidário é sempre raro, como todos sabemos. Neste sentido, julgo que as suas posições não poderão ser, jamais, vistas como fracturantes, na exacta medida em que o que reclamam é uma indicação legitimada pelos órgãos do partido e não um simples convite a um qualquer interessado.
Mas não nos podemos esquecer que estamos perante pessoas que representam um PSD maduro, pessoas que já exerceram cargos de relevo a nível partidário e que são conhecidas por terem uma perspectiva de vida e de exercício de funções pautada pela seriedade, coerência e competência. Ora, este tipo de pessoas tem alergia aos politiqueiros da praça que não preparam dossiers, que se desdizem a si próprios, que se julgam aptos ao exercício de qualquer cargo político. Muito mais do que diferenças políticas são diferenças de políticas – de actuação e de postura – que os separa.
Julgo que a indicação de um novo Primeiro-Ministro, pelo PSD, é pacífica. Se aquele de quem se fale, Pedro Santana Lopes, será, ou não, um bom Chefe de Governo, não faço ideia. Sei que não gosto do tipo de políticos que ele representa, como já várias vezes referi no Vilacondense, e muito menos de alguns 'excomungados' que já correram a apoiá-lo, como Luís Filipe Meneses e Alberto João Jardim. Mas sei olhar para a história recente e ver o sucesso de personalidades como Ronald Reagan e Mário Soares, que se entediavam com discussões de Finanças ou de Política Externa, mas que sabiam exactamente para onde deveriam dirigir o País. Porque há uma diferença entre saber o que se quer e saber fazer o que se quer.
Dupont

segunda-feira, junho 28, 2004

A objectividade subjectiva

Chegou, hoje, a edição em papel do suplemento de Vila do Conde do Primeiro de Janeiro. Paulo Vidal, jornalista que assina uma peça sobre a Assembleia Municipal e responsável pela Rádio Linear, volta a fazer um frete ao PS do tamanho da vontade de Portugal em ser Campeão Europeu de futebol. Pelo que me relataram, as questões são as seguintes:
- Como aqui já referimos e o JN, pela Céu Salazar, deu o mercecido destaque, a Câmara já deve 70 milhões de euros. O que diz Paulo Vidal? "As receitas e despesas em 2003 atingiram os 52,5 milhões de euros, tendo-se registado uma quebra no orçamento". Que clareza! Receitas e despesas "ao monte", invocando-se uma misteriosa diminuição do Orçamento para justificar não se sabe bem o quê... Não dá para acreditar, pois não?
- Ainda a propósito deste ponto da ordem de trabalhos, Paulo Vidal foi desencantar um deputado-fantasma ao PSD: Vítor Silva. Não existe, como se pode ver no site da Cãmara Municipal.
- O PS apresentou um voto de protesto pela indefinição que o Governo está a mostrar face à Reserva Ornitológica de Mindelo. O assunto foi rebatido pelo PSD e pelo CDS-PP, que questionaram o papel da autarquia em relação ao assunto, nos 30 anos de poder que já leva. Paulo Vidal não diz nada sobre o conteúdo da discussão...
- Depois, houve bronca relativamente à eleboração das actas. Vidal disse nada.
- Foram aprovados votos de pesar pelo falecimento de dois ilustres vilacondenses: António Sousa Pereira e Conde Veiga. Nada...
Quem lá esteve, perante o que vem no PJ, não acredita que Vidal lá tenha estado...
Dupont

Estranha linguagem

Perante a possibilidade de o PSD escolher em Conselho Nacional Pedro Santana Lopes para liderar o próximo Governo, Manuela Ferreira Leite vem publicamente classificar tal metodologia como sendo um "Golpe de Estado".
Manuel Ferreira Leite foi eleita no último Congresso (realizado há pouco mais de um mês) para o Conselho Nacional, precisamente na lista oficial. Assim sendo, espera-se que Manuela Ferreira Leite conheça os Estatutos do Partido, para saber que tal designação é perfeitamente legal e enquadra-se na letra e no espírito dos estatutos do PSD. Para ver isso basta uma simples leitura do Artº 18º nas suas alíneas c) e f)(Competências do Conselho Nacional).
Assim sendo, o que teme Manuela Ferreira Leite?
Dupond

Que susto...

... que apanhei quando li esta notícia ("Luís Filipe Pereira anuncia candidatura a secretário-geral da JS"). Depois das quotas para homens nos cursos de medicina, será que o nosso Ministro da Saúde iria cometer mais uma "loucura"?
Afinal não! O candidato à Presidência da JS é um Luis Filipe Pereira diferente!
Dupond

A Terra vista do céu - 38


USA - Arizona - Monument Valley
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

JSD de VC

A JSD de Vila do Conde vai a eleições. Não sabia, mas o Lápis de Côr informou-me. Fui ver o site e deparei-me com o candidato, que não sei se é único, um tal de Pedro Mesquita. Um rapaz que parece simpático e até se apresenta ao lado de Rui Rio, o que é bom, e de Santana Lopes, o que já é mais duvidoso... Um ou outro errozito de português escapam, mas não posso deixar de salientar a humildade do petiz: "(...) por isso te envio este folhetim, onde te dou a conhecer o que eu e a minha equipa(...)". Como se pode ver, gira tudo à sua volta, porque é uma pessoa importante ("eu") e manda nos restantes elementos ("a minha equipa") que está separada dele ("e"). Se fosse da JSD, votava em ti, rapaz. Pelo menos não és hipócrita: na tua lista sabe-se que manda e não se anda a enganar ninguém, como nas outras, em que se fala em nome de todos e o cabeça é quem decide, recorrendo à fórmula hipócrita "depois de ouvir os que me são próximos"... É assim mesmo, frontalidade e honestidade acima de tudo!... Vais longe, rapaz!...
Dupont

domingo, junho 27, 2004

Vila do Conde em Gelsenkirchen


Não sei quem são. Estiveram em Gelsenkirchen, chegaram ao Vilacondense por email e são, certamente, do melhor que há em Vila do Conde...
Dupont

F.C. Porto, Campeão Nacional de Hóquei em Patins

Vem no Público. Pinto da Costa esteve presente e, dali, deslocou-se ao Bonfim para assistir à final do campeonato de carrinhos de rolamentos, que o seu clube venceu, para acabar o dia na Rotunda da Boavista, a acompanhar a finalíssima do "Portuguese Berlinde Championship", cujo título o FC Porto também arrebatou... À noite, foi a jantar ao 'Portista'..
Dupont

Rio Ave

Ontem foi dia de eleições no Rio Ave.
Numa bancada debaixo do Estádio do Arcos está localizada a secretaria do clube. Lá, por detrás de um gichet ao estilo "repartição de finanças do 3º quartel do Sec. XX", estava uma jovem franzina mas viva e agradável ao olhar. Logo por detrás da pequena janela que nos permitia o vislumbre do seu sorriso, estava uma caixa preta, na qual era suposto os sócios introduzirem os boletins que ela simpaticamente nos entregava.
A operação a que eramos chamados não nos permitia estar mais do que 3 minutos perante aquela jovem. No entanto, confesso que foram dos 3 melhores minutos do dia. Esqueci-me de lhe perguntar se também podia pagar as quotas junto dela. É que se isso for possível, estou a ponderar deixar de pagar o ano de uma só vez. Assim, terei um motivo mensal para re-visita-la.
Dupond

Ontem e hoje

Em Dezembro de 1993, o povo de Lisboa foi chamado a votar em eleições autárquicas. De um lado da barricada estava o candidato do PSD, Macário Correia que representava o partido do Governo (na altura liderado por Cavaco Silva). Do outro lado estava Jorge Sampaio, Presidente da autarquia em exercício, que buscava a reeleição.
Perante um candidato que dizia que "beijar uma mulher que fuma é como lamber um cinzeiro" e outro que fazia juras de "amor aterno a Lisboa", os eleitores escolheram para os representar até ao final de 1997 Jorge Sampaio.
Sucede que em 1995, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Jorge Sampaio anuncia aos municipes que o tinham acabado de escolher, que pretendia interromper o seu mandato para se candidatar à Presidência da República. Compreendendo os superiores interesses da nação, parece que o povo entendeu os elevados designios que levaram à alteração de planos, tendo aceite a sua sucessão sem eleições intercalares por João Soares (que chegou mesmo a ser eleito nas eleições seguintes em 1997). Mais generosos do que isso, os eleitores do país até deram a Sampaio a vitória nas referidas eleições Presidenciais.
Hoje, tudo é diferente. O Primeiro Ministro do país, Durão Barroso, foi aliciado para um importante cargo internacional. Colocado perante esse desafio altamente prestigiante para si e para o país, tudo consta que aceitará.
Confrontado com essa pretensão do Primeiro Ministro em exercício, cabe ao mesmo Jorge Sampaio do caso de 1995, a decisão sobre a forma como decorrerá a respectiva substituição (por indicação do partido mais representativo na Assembleia da República ou através de eleições legislativas antecipadas). Depois de hoje ter lembrado isso mesmo de viva voz("sou eu que mando",disse Sampaio aos jornalistas), o país está espectante para saber qual a decisão de Sampaio.
Irá ele actuar relativamente a Durão Barroso da mesma forma que fez para si próprio em 1995, ou será que vai mudar de estratégia e convocar eleições antecipadas?
Dupond

sábado, junho 26, 2004

Consequências da saída de Durão – II

Para a coligação do Governo e para o PSD em particular, esta alteração drástica parece vir na melhor altura. Santana Lopes, pelo seu carisma e sentido político, parece ser o homem certo para conseguir “levantar o moral às tropas”, invertendo o clima de degradação da imagem do Governo junto da população.
As suas características pessoais, nomeadamente o forte carisma, mas também a conjuntura favorável decorrente dos resultados das difíceis medidas tomadas nos últimos dois anos, fazem antever um futuro promissor na sua afirmação no novo cargo.
Para o PS esta alteração é péssima. Como se sabe, o PS está a poucos meses de um Congresso onde a liderança de Ferro Rodrigues será fortemente contestada. Perante isso, o que se pode esperar da posição dos socialistas? Obviamente que só se pode esperar que eleve a sua voz e peça "sangue". Ou seja, que insista no pedido de eleições antecipadas. É que se a direcção do PS fizesse aquilo que o interesse nacional pede, ou seja, apelasse à salvaguarda da estabilidade política e afirmasse o apoio à chegada de um português ao cargo de Presidente da Comissão Europeia, correria fortes riscos de perder o apoio de muitos delegados ao próximo Congresso socialista. Ao tomar essa posição Ferro comete ainda o pecado da incoerência, pois passou os últimos meses a pedir a Durão para apoiar António Vitorino para o cargo (ao qual sabia que era impossível Vitorino chegar), alegando com o interesse nacional, facto que o deveria obrigar a colocar-se na primeira linha dos apoiantes de Durão.
Como é óbvio, os votinhos no próximo Congresso do PS impedem-no disso. Como é óbvio, a sua credibilidade perante o país ressentir-se-à disso.
Dupond

Conseqüências da saída de Durão - I

A primeira consequência da saída de Durão Barroso para a Europa faz-se sentir quanto ao futuro do Governo. Parece-me que não será outra senão a mudança de Primeiro Ministro e a inerente remodelação Governamental. Quer isto dizer que considero não existir a mínima razão para a convocação de eleiçõe santecipadas.
Vejamos:
- O Primeiro Ministro demitiu-se? Não, o Primeiro Ministro foi chamado ao exercício de um prestigiante cargo internacional. Para mais, trata-se de um cargo que poderá ser altamente vantajoso para a salvaguarda dos interesses nacionais.
- Há alguma crise política nos partidos da coligação governamental? Não. O PSD estará certamente unido na indicação de Pedro Santana Lopes como novo Primeiro Ministro. O CDS também não colocará quaisquer problemas a essa indicação.
- Há algum clima de grave perturbação do ambiente político/social no país? Não, pois apesar do resultado eleitoral das europeias ter sido negativo para o Governo, a verdade é que tal sucedeu no período baixo do ciclo político e num cenário de fortíssima abstenção.
Assim sendo, o normal é que o Sr. Presidente da República aceite com naturalidade as razões para a saída de Durão Barroso e peça ao PSD para indicar novo Primeiro Ministro. Não tenho dúvidas que é isso que o país espera e deseja que aconteça.
Dupond

Quem diria?

Confirmando os rumores das últimas semanas, parece confirmado que o nosso Primeiro Ministro Durão Barroso será eleito no próximo Conselho Europeu como Presidente da Comissão Europeia. Trata-se de uma notícia extraordinária, já que este deverá ser o mais importante cargo político internacional jamais ocupado por um cidadão português.
No contexto actual, este facto é de um inegável interesse nacional, sabendo-se que há importantes dossiês em estudo, como é o caso do Quadro Comunitário de Apoio que sucederá ao QCA III que termina em 2006. A presença de um Português na liderança do principal organismo da União Européia é uma bela vantagem que teremos.
Neste momento, é justo enaltecer a figura de Durão Barroso. Depois de uma presença em vários Governos, com notáveis prestações, nomeadamente na área da pasta dos Negócios Estrangeiros; depois de ter efectuado com mestria e sentido estratégico apurado a travessia no deserto da oposição; depois de ter conquistado a liderança do Governo, eis que alcança a consagração dos palcos internacionais. Deve-o à sua carreira, à sua personalidade, à capacidade de granjear consensos na maior família política europeia. E não me restam grandes dúvidas quanto a uma das principais razões que esteve na base da sua escolha: o exemplo ue o seu Governo deu quanto ao rigor no cumprimento dos apertados critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Dupond

sexta-feira, junho 25, 2004

S. João

Depois de andar a passear pelas ruas da cidade na noite de S. João fiquei com uma sensação de que este ano as festas não foram nada de especial. As pessoas pareciam ser em menor número o que poderá corresponder apenas a uma ilusão decorrente da menor concentração do espaço em que as festas decorrem.
O fogo de artifício parecia constrangido pelo clima de aperto financeiro que dizem sentir-se na Câmara, o que também poderá não ser mais do que uma ilusão criada pelo outro clima, o atmosférico.
O Rancho da Praça queixava-se do estado do "tablado" para justificar a menor velocidade com que os pares giravam. O Rancho do Monte, altivo no cimo do Monte do Mosteiro, também se esforçava por conseguir ultrapassar a falta de colaboração de S. Pedro.
Os políticos da terra andavam, quase incógnitos pelo meio da multidão. Mário Almeida num estilo verdadeiramente "manga de alpaca" com um casaco de cabedal pendurado pelos ombros... Miguel Paiva de jeans relembrando os tempos de teenager... Santos Cruz com a familia e os amigos de liceu... Fernando Reis com a mesma cara de poucos amigos de sempre...
E o povo, com os martelos e os alhos porros na mão, deambulava pela cidade aparentemente sem rumo determinado. Mas o povo é mesmo assim, não é?
Foi assim que se passou mais um S. João. Um S. João normal, que ficará na história como o S. João de 2004. Apenas isso.
Dupond

Estamos lá!


Depois da épica vitória contra a Inglaterra chegamos às meias finais do Euro 2004. Toda a equipa esteve excelente, mas não resistimos a enaltecer o golo do Helder Postiga, um conterrâneo nosso que nos encheu de orgulho. E claro, modéstia à parte, esta história dos meus estágios começa a ser infalível...
Dupont

quinta-feira, junho 24, 2004

Inglaterra-Portugal

Entrei em estágio para o jogo de logo...
Dupont

A Terra vista do céu - 37


USA - Arizona - Flagstaff, Little Colorado
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

quarta-feira, junho 23, 2004

S. João

S. João, de Vila do Conde, de Braga, do Porto, do Mundo...

(Imagem pilhada ao Six)
Dupont

Mistérios do EURO 2004

Estes estão tristes...

...mas estes estão juntos e contentes. Porque será?

Dupont

Câmara de Vila do Conde na Net

Aleluia! Pelo Lápis de Cor fiquei a saber que, ao fim de não sei quantos anos, a nossa autarquia abriu a sua tão prometida página na Internet. Aliás, em Vila do Conde, a distância entre a promessa e o cumprimento, quando este existe, é alentejana. Ou seja, tudo demora o seu tempo...
Desde logo, só consegui entrar à quarta tentativa. Depois, apesar de ter ligação de banda larga, demorou um tempo enorme a carregar e algumas imagens 'quebraram'. Mas o site está giro, pouco institucional, verdade seja dita, mas falta muita informação, apesar de já disponibilizar regulamentos e posturas.
Por exemplo, páginas desenvolvidas dos serviços e não só os endereços, disponibilização de outra informação oficial, desde o Boletim até às actas das sessões da Assembleia Municipal, etc.
O trabalho só agora começou. Ainda haverá bastante a fazer, mas uma longa caminhada começa sempre com um pequeno passo...
Dupont

McCartney clássico


A última edição da 'Uncut' apresenta uma extensa reportagem sobre Paul McCartney, "My Life in the Shadow of The Beatles". Nada de novo... Mas o habitual CD que é oferecido como brinde e que, normalmente, é bem interessante, apresenta uma compilação de temas escolhidos pelo excelência reverendíssima, o Big Macca... James Taylor, Brian Wilson, Nat King Cole, enfim, os companheiros do asilo...Mas eis que chegados à faixa nº 6 e deparámo-nos com... Maria João Pires! Exactamente, a tal que "ou me dão subsídio para o meu 'Centro de Belgais para o Estudo das Artes' ou vou para Espanha', a "nossa" mais famosa pianista. A sua presença está assinalada com uma das 'Nocturnas' de Chopin, no caso a nº2.
McCartney, que não sabe, sequer, ler música, desenvolveu um fascínio pela composição clássica. Foi assim com o inclassificável "Liverpool Oratorio", para o qual teve de contratar pessoal para escrever a música em pautas, ou "Ecce Cor Meum", aquando do falecimento de Linda, sua esposa.
Pois é, os portugueses aparecem onde menos se espera. Claro que, por vezes, até era melhor assobiar para o lado...
Dupont

Carlos Duarte


O vilacondense Carlos Duarte, que já foi presidente do PSD local, deputado, assessor da Câmara de Vila Nova de Gaia e Director Regional de Agricultura do Norte, acaba de ser indicado para presidir à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Norte.
O anterior ocupante do lugar era Arlindo Cunha, actual Ministro do Ambiente. Ah! Um pormenor: o novo presidente da CCDR-Norte e o novo Ministro são compadres. Mas deve ser coincidência..
Dupont

70 milhões de euros


Catorze milhões de contos! É o montante das dívidas da nossa autarquia. Há dois anos eram dez milhões. O orçamento é sensivelmente do mesmo montante. Quer isto dizer que temos uma Câmara Municpal com um orçamento de gestão - investimento zero.
A continuar assim, se calhar, é melhor não deixarmos o PS sair da Câmara...
Dupont

Amizades coloridas

Mário Almeida pede a Assis para continuar, diz o Jornal de Notícias...
Sou do tempo em que Mário Almeida e Narciso Miranda nutriam admiração um pelo outro.
Sou do tempo em que Narciso Miranda empurrou Mário Almeida para a presidência da Associação Nacional de Municípios.
Sou do tempo em que Mário Almeida apoiava, incondicionalmente, Narciso Miranda na Distrital do Porto.
Sou do tempo em que, em Vila do Conde, quem apoiasse qualquer lista que não a de Narciso Miranda, sujeitava-se a levar umas lambadas, como anconteceu com o António José Gonçalves.
Sou do tempo em que a amizade valia alguma coisa...
Mas este é o tempo em que se abandonam os amigos, se engolem sapos, e se finge fazer a paz com os adversários, apenas para se continuar a ser tripulante do barco do poder.
Dupont

terça-feira, junho 22, 2004

Durão Barroso


Parece que Durão Barroso está em boa posição, na grelha de partida, para o lugar de Presidente da Comissão Europeia. O único que estará contra é o hermano Zapatero, por causa da "foto dos Açores", numa referência clara ao apoio luso à intervenção no Iraque. Mas, parece que o nosso Primeiro-Ministro não quer. Faz lembrar o outro que não aceita cargos fora do concelho, pelo grande amor que tem à sua terra…
No entanto, a dimensão de Barroso é outra e se a sua recusa se baseia no facto de querer cumprir o programa com que se comprometeu com os portugueses, a sua atitude é louvável. A esquerda não concordará, mas o certo é que ela nada decide, uma vez que perdeu as eleições. Sim, quem ganhou as eleições europeias na dimensão que lhes está inerente, isto é, a continental, foi a direita, não foi a esquerda…
Por outro lado, a simples perspectiva de ter um político português “escolhido” pelos seus pares, e não “proposto”, como acontecia com António Vitorino, é mais uma acha para a crescente fogueira da confiança nacional, especialmente catalisada pelos êxitos desportivos. Para mais, numa altura em que a oposição ataca, de todas as formas, correctas e incorrectas, o desempenho do Governo, isso significará, porventura, que a política governamental não será assim tão errada, aos olhos da Europa, que impeça que a sua escolha para o cargo supremo da União Europeia…
Mais divertido, é imaginar quem poderá suceder a Durão Barroso, caso este ceda e aceite a Presidência da Comissão. Como terá de ser alguém do PSD, sobre quem recairia a escolha? Manuela Ferreira Leite? José Luís Arnaut?
Dupont

O Vilacondense anda a ouvir

Anos 80: The Smiths. Anos 90: James. 2004: Morrissey e Tim Booth.


Após o fim de uma banda, é normal que o seu leading man prossiga com a carreira, iniciando um projecto a solo. A pop dos anos 80 ficará, para sempre, marcada por essa banda fabulosa que dava pelo prosaico nome de “The Smiths”. À semelhança dos Beatles, com McCartney/Lennon, ou dos Stones, com Jaeger/Richards, aqui também houve uma parceria fantástica: Morrissey e Johnny Marr. Com o fim do projecto, Morrissey iniciou uma carreira a solo, com meia dúzia de álbuns publicados, alguns de inegável qualidade. Agora, saiu “You are the quarry”, provavelmente o melhor de sempre. Voltaram as melodias harmoniosas, como em “Come Back to Camden” em contraponto à energia das guitarras, em músicas como “Irish Blood, English Heart” ou o pop dançável de “I’m not sorry”. A temática continua a mesmas de há vinte anos, como a luta contra o sistema social e político ingles, nomeadamente, nessa mesma composição, quando canta : “I’ve been dreamning of a time when/the English are sick to death of Labour and Tories/ and spit upon the name of Oliver Cromwell/and denounce the royal line that still salute him/and will salute him forever”.
Mas o autor/intérprete está atento a outras realidades, como a crescente importância dos EUA, “América/your head’s too big/because america/you’re belly’s too big” ou memórias em fuga de uma juventude cada vez mais distante: “I have forgiven Jesus – I was a good kid” ou “First of the Gang to Die”.
Morrissey está em forma. Enterrada a rebeldia, o seu novo look, cool, não lhe retirou a arte de produzir um belo disco. Ainda bem.


O caso de Tim Booth é completamente diferente. Ele era a alma dos James e a prova disso é que a maior parte das canções de ‘Bone’ poderiam passar, perfeitamente, por composições da banda. O som é quase igual, melhor produzido, sem dúvida, mas a “sonoridade James” está sempre presente. Mais importante, é o facto de as letras continuarem a expressar os fantasmas de Tim Booth, como os dramas existenciais. Veja-se ‘Monkey God’, quando canta "we co create our own fate/everythings connected/God in Man/Man from ape/everythings connected” ou então, em ‘Bone’, quando conclui que “One man lives/One man dies/One forgives/One gets crucified”. Booth também não esquece a insegurança pessoal, visível na recuperação de “Please, fall in love with me”. Este é a segunda aventura do ex-líder dos James fora da banda que lhe deu fama. A primeira foi “Booth and the Bad Angel”, uma parceria com Angelo Badalamenti, o compositor que a série de David Lynch, Twin Peaks, tornou famoso. É um bom álbum, que passou quase despercebido. Aliás, o autor foi lá recuperar “Please, fall in love with me”, num registo diferente.
Não é um mau trabalho, longe disso, mas falta-lhe chama e, principalmente, inovação. Aliás, para meu desgosto, parece que os James eram a banda de apresentação do sr. Tim Booth…
Dupont

segunda-feira, junho 21, 2004

In memoriam - Ricardo Marques


A minha vida cruzou-se com a de Ricardo Marques menos vezes do que as que desejaria. Diferenças no tempo que começou a correr com uma diferença de seis anos entre nós, e no espaço, distante cinquenta quilómetros, fizeram com que apenas nos encontrássemos, algumas vezes, em casa de amigos comuns, nas antigas terras da Maia.
Das primeiras vezes que falamos, senti-me amedrontado. Acabava de entrar na adolescência e o Ricardo preparava-se para dela sair… Uma postura serena, com aquela auto-confiança, intraduzível por palavras, de quem tem a certeza do chão que pisa e dos passos que quer dar. Uns olhos expressivos, sempre perscrutando o mundo à sua volta, corria-lhe nas veias sangue celta, que ele homenageava na música e na sua paixão pelo Minho e pela Galiza. Dotado de uma sensibilidade apurada, herança directa da Conceição que lhe deu vida, foi ainda pintor e poeta.
Ricardo procurava o melhor da vida, para si e para os outros. Licenciou-se em medicina, especializou-se em ginecologia/obstetrícia e porque entendia o Mundo como um enorme pátio, sem barreiras e obstáculos, achou que o seu lugar também era junto dos Médicos Sem Fronteiras. Ele, um exemplo de integridade, sempre defendera que a maior das qualidades humanas era a solidariedade. E, ao contrário de muitos outros que nada mais fazem do que falar, o Ricardo provava-o com actos, exercendo no Sudão, na Guiné e na Somália. Em Abril de 1997 partiria para mais uma missão humanitária, desta vez em Baidoa, novamente na Somália, a duas centenas de quilómetros da capital, Mogadíscio. No dia 20 de Junho, já com a missão terminada e as malas feitas, com o seu substituto pronto para entrar, o Ricardo ainda se encontrava ao serviço, numa unidade local, quando esta é invadida por guerrilheiros. Todo o pessoal foge, menos ele, que tenta explicar, ao grupo, o óbvio: que se tratava de um hospital e estavam ali pessoas a necessitar de cuidados médicos. Um guerrilheiro não o quis ouvir e abateu-o a tiro.
Ricardo Marques tinha 35 anos e a sua vida parou ali.
Mas a prova de que ainda está vivo é que estou, aqui, a recordá-lo e o amigo besugo também. Um homem só morre verdadeiramente quando desaparece a última pessoa que dele se lembrava. E o Ricardo viverá, ainda, por muitos mais anos.
A sua morte foi profundamente sentida. Para além da família, também amigos, colegas e até autoridades nacionais e estrangeiras, a começar no Presidente da República, lhe prestaram homenagem. A Câmara de Guimarães, que o viu nascer para Portugal e para o Mundo, imortalizou-o na toponímia local, como exemplo para a juventude. A de Viana do Castelo considerou-o, a título póstumo, cidadão de mérito. Mas a maior prova de que a sua passagem por este Mundo não foi em vão, reside no facto de dezenas e dezenas de amigos terem unido esforços e lançado, até agora, quatro livros que compilam muito do que o Ricardo deixou: Testemunhos (I a IV), em edição de autor. Foi daí que retirei:

EM BUSCA DO SUPREMO

Cresce uma árvore
Sobre os meus despojos
Abafa-me um grito
Entre os meus ossos

Sou apenas
HÚMUS

Mas já fui vida
Esperança aguerrida
Possuí belas mulheres
E descobri a minha eclusiva consciência
Vivi o mais que podia
Tive todas as profissões
Conheci a coragem e a cobardia
Dormi com um universo de ilusões
Aprendi muita coisa
Sabia dizer palavrões em todas as línguas
Conquistei poemas e cidades
Agora sou apenas
HÚMUS
(…)

ADITAMENTO: também no Betanices
Dupont

domingo, junho 20, 2004

Michael Schumacher


Este ano, Schumacher resolveu retirar um entendimento literal da expressão "Fórmula 1"...
Dupont

Espanha-Portugal


Nós tivemos 'ganas'. De sobra. Eles não.
Deco recebeu o prémio do 'melhor em campo'. Foi excelente e muito do nosso jogo passou por ele. Mas não deixa de ser uma tremenda injustiça para o Ricardo Carvalho...
(E o meu "estágio" continua a resultar...)
Dupont

Espanha-Portugal


Já entrei em estágio para o Portugal-Espanha...
Vamos lá, pessoal, o resto do País futebolístico também merece ser campeão europeu...
Dupont

Azelhices jurídicas


Hoje, ao jantar, no Crisupa, veio à baila a Justiça e alguns casos curiosos. Retive dois, um de azelhice judicial, outra de asneira jornalística:
1º CASO - Diz o Público que "o cidadão inglês condenado em Portugal a dois anos de prisão para serem cumpridos em Inglaterra não cumprirá a pena porque foi condenado pela justiça portuguesa, mas o juiz libertou-o de imediato, para que fosse expulso", explicou à agência AFP uma porta-voz do ministério britânico do Interior. Daí que, 'se um prisioneiro é libertado, não podemos encarcerá-lo novamente em solo britânico'. Para que o bombeiro Gary Mann pudesse cumprir pena na Grã-Bretanha, a justiça portuguesa "teria antes de mais que prendê-lo em Portugal e depois transferi-lo", sublinhou a responsável".
Parece que é verdade, de acordo com a Lei n.º 144/99, de 31 de Agosto (cooperação judiciária internacional em matéria penal)...
2º CASO - A propósito de Ferreira Torres, o Expresso diz que o autarca está perante o dilema: "ou recorre da sentença e arrisca um agravamento da pena traduzida em prisão efectiva, ou não recorre e perde de imediato a condição de presidente da Câmara Municipal". Ora, isto parece que não é verdade. Se Ferreira Torres recorrer, a sua pena não pode ser agravada. Tal só poderá acontecer se for o MºPº a recorrer, contra a vontade do arguido. Se bem percebi, por força de um princípio jurídico-penal que não permite a "reformatio in pejus" - art. 409º Código de Processo Penal - Avelino Ferreira Torres não corre risco de ver a pena agravada, só diminuida. E mesmo quanto à perda de mandato, há muita gente a defender que um tribunal comum nem sequer tem competência para tal...
Dupont

sábado, junho 19, 2004

A Terra vista do céu - 36


USA - Arizona - Cemitério de B52
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

sexta-feira, junho 18, 2004

Anúncio

Instituição europeia com crescente implantação recruta profissional para as funções de "Presidente", com as seguintes característias:
- Conseguir agradar ao mesmo tempo aos 25 sócios da instituição;
- Saber expressar-se fluentemente em inglês, francês e Alemão. Valoriza a candidatura a fluência em Espanhol, Português, Italiano, Grego, Dinamarquês, Finlandês, Sueco, Austriaco, Esloveno entre outras;
- Disponibilidade para viajar;
- Exercício prévio de funções compatíveis com o cargo;
- Disponibilidade para liderar uma equipa de indivíduos que não conhece de lado nenhum.
Oferece-se salário compatível com a função bem como um atrativo conjunto de regalias acessórias. .
Resposta com CV a este blog.
Nota importante: Indicar referências.
Dupond

Crime, disseram eles!

"PCP e Bloco de Esquerda contra voto de pesar pela morte de Reagan". Realmente, se me tivessem morto o "pai" ou a "mãe" eu não ia gostar nada...
Dupont

Médicos

Nos últimos meses temo-nos fartado de ouvir falar de greves de médicos alegando a falta de pagamento das horas extraordinárias. Na verdade, o que alegam não é a falta de pagamento das horas, mas sim o tipo de tabela que se deve aplicar a esse pagamento, pois como sabe, as horas extraordinárias efectuadas, bem como os respectivos salários, são sempre pagos no final de cada mês.
Hoje ficamos a saber que a Inspecção Geral da Saúde critica a falta de controlo sobre a forma como as horas extraordinárias são registadas. O responsável pela Associação dos Administradores Hospitalares (um feroz adversário deste Ministro da Saúde, e portanto, insuspeito de estar a fazer fretes ao Governo) confirma a situação, afirmando que há directores de serviço a "assinar de cruz" as horas extraordinárias dos profissionais de saúde nos hospitais.
Em 2002 os gastos com estas horas extraordinárias foram de 257 milhões de euros (cerca de 51,5 milhões de contos) o que é uma verba astronómica. No entanto, como cidadão e constribuinte, o que me deixa preocupado é que este brutal dispêndio de dinheiro aconteceu sem que houvessem quaisquer acrescentos de produtividade ao trabalho dos médicos.
Agora que sabemos disto, temos elementos para compreender melhor as verdadeiras motivações das greves que vem acontecendo. Compreendemos e revoltamo-nos...
Dupond

Eleições no Rio Ave - Análise

O processo eleitoral no Rio Ave Futebol Clube motivou a nossa atenção ao longo das últimas semanas, bem como a dos sócios do clube e até da população de Vila do Conde. É, por isso, natural que façamos, na altura em que já se conhece o seu epílogo, a nossa análise. Aqui vai:
1.- É positivo que as eleições do Rio Ave tenham sido muito comentadas. Mostra que o clube é importante para a cidade e para o concelho. Neste aspecto, deve salientar-se o papel de Pedro Soares, cuja disponibilidade de candidatura manifestada em determinada altura obrigou a que a discussão extravasasse as paredes dos gabinetes do costume.
2.- É negativa a forma como o debate aconteceu. Pedro Soares nunca foi capaz de transmitir com clareza o que queria fazer do Rio Ave. Paulo Carvalho só apareceu no último minuto e na entrevista que dá a'O Primeiro de Janeiro' fala muito pouco do projecto que tem para o clube. Isto significa que a discussão se centrou apenas em lógicas de poder e não em ideias para o desenvolvimento do clube e projectos para o futuro.


Posto isto, gostava de fazer uma análise individualizada ao resultado final:
Mário Almeida - É o grande vencedor deste processo. Fez prevalecer a sua vontade. Afastou os "aventureiros" da Direcção do clube e garantiu o aparecimento de uma lista, ainda que à custa do recrutamento de um funcionário seu. Fugindo desta análise de curto prazo, parece-me que Mário Almeida perdeu muito com este processo. Desde logo porque teve de se expor demasiado. Ao contrário de outros tempos, ficou agora a saber-se com grande estrilho público que Mário Almeida põe e dispõe no Rio Ave. Se em tempos essa ligação era positiva na afirmação dos políticos, hoje ela é prejudicial junto de largas camadas da população. Pode dizer-se pois que ganhando hoje, Mário Almeida corre o risco de vir a perder muito com este processo.
Paulo Carvalho - A falta de convicção com que se apresenta é preocupante para o Rio Ave. A nós, parece-nos que Paulo Carvalho se candidata porque o patrão lho exigiu. Ora isso é mau para ele e mau para o clube. Além disso, o regresso de alguém a um cargo que já ocupou é sempre complicado, já que contraria a regra natural que diz que "a mesma água nunca passa duas vezes debaixo da mesma ponte".
Carlos Costa - Depois de anunciar que pretendia sair, cumpriu, o que é raro acontecer. Sai bem, pois deixa o clube de uma forma digna e na sequência de duas boas épocas.
Pedro Soares - O seu aparecimento teve o aspecto positivo de ter feito "agitar as águas". Ao assumir-se candidato, Pedro Soares obrigou o status quo a movimentar-se, o que tem algum mérito. No entanto, a forma como saiu de cena é absolutamente lamentável. Ao dizer que não se candidata porque o passivo do clube é elevado, Pedro Soares mostrou não se ter preparado convenientemente antes de falar e iniciar as suas movimentações. Vejam só: como sócio, Pedro Soares pode participar nas Assembleias Gerais de aprovação de contas, e portanto, conhecer essa matéria em profundidade. Ao expor-se publicamente da forma como o fez (chegou a afirmar categoricamente que era candidato), Pedro Soares teria de ser minimamente consequente. Não só não o foi, como o facto de não ter mostrado uma única pessoa ao seu lado ou a garantia de um apoio que fosse, deixa a entender que esteve sempre sozinho. Em conclusão, Pedro Soares mostrou-se leviano e aventureiro. Ou seja, a sua derrota é total, pois conseguiu o pior de tudo: dar razão a Mário Almeida...
Com este processo terminado, os RioAvistas esperam ansiosos o início da próxima época. Da nossa parte, cá estaremos.
Dupond

From Korea, With Love


Desde 1953 que, na fronteira que as divide, as duas Coreias se entretinham a tentar convencer os habitantes do lado oposto sobre a bondade dos respectivos Governos. Faziam isto usando todos os meios ao seu dipôr. Agora, resolveram pôr fim às hostilidades, nomeadamente as acústicas. Um slideshow está aqui.
Não consta que tenham ido debater o assunto à lota do peixe...
Dupont

Agricultura geométrica


No Japão.
Dupont

Mário Almeida indisponível

A nossa previsão de ontem não era de difícil acerto. Hoje, surgiu a confirmação: "Mário Almeida disse ao DN que está «totalmente indisponível» para ocupar um cargo a nível distrital".
Dupont

The Great Escape

No Estabelecimento Prisional de Coimbra, um recluso andava a escavar um túnel, a partir da cela. Com uma colher e um ferro. Já tinha 2,3 metros, ao fim de dois meses de trabalho.
Viu muitos filmes, é o que é...
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No TERRAS DO AVE temos
- Manuel Pereira Maia, "A aventura da selecção grega na Parolândia"
- Romeu Cunha Reis, "E se a união colapsa ? - 1.Existe um plano B ?"
- Um socialista vilacondense, "Morrer por amor a Portugal"
- Rui Silva, "Uma dívida rosa"
- Pedro Brás Marques, "Bandeirada".
Antes de mais: dão-se alvíssaras a quem indicar qual o foi o socialista que escreveu sobre Sousa Franco, aproveitando para mandar umas farpas !...
GOSTEI MUITO: de Manuel Pereira Maia, com um artigo divertidíssimo, num espectro opinativo onde o humor não abunda; Cunha Reis, que arranca para mais uma série de artigos de reflexão, desta vez sobre a problemática da construção europeia;
GOSTEI: do tal artigo do socialista vilacondense...; do de Pedro Brás Marques, na procura da verdadeira explicação para Mário Almeida insistir em não termos praias com bandeiras azuis.
O PRIMEIRO DE JANEIRO, suplemento de Vila do Conde, apresenta:
- Alexandre Raposo, "Afinal, quem votou?"
- Fernando Reis, "Falar claro"
- Afonso Ferreira, "Factos
- António José Gonçalves, "Foi a esquerda que ganhou ou a direita que perdeu?"
- Rogério Torres, "Vila do Conde, terra do meu coração"
- Abel Maia, "Derrota do PSD/PP"
Pérola: Fernando Reis, da CDU: "Cabe hoje ao PS a responsabilidade de gerir um capital que, mais que uma demonstração de confiança, é expressão do mais veemente descontentamento". Assim, não admira a subida do BE...
GOSTEI: de Abel Maia, num artigo em que expõe o pensamento de forma clara e sem a inexplicável agressividade que costuma imprimir aos seus escritos; de António José Gonçalves, especialmente se for lido nas entrelinhas o seu apoio a Manuel Seabra, pois AJS é um desalinhado com Mário Almeida;
NÃO GOSTEI: do artigo de Afonso Ferreira - quer falar de muita coisa e o texto torna-se confuso e atabalhoado; da prosa de Rogério Torres: uma desgraça! "Vila do Conde, terra do meu coração"??? O que é isto? O Conjunto António Mafra? E, depois, passa a vida a desculpar-se: "Identifico-me com a obra realizada pelos socialistas, autarcas, assim como reconheço o trabalho empenhado do nosso presidente. Contudo..." ou então "sou apenas um entre muitos outros socialistas competentes para realizar a função de autarca". Como é que é possível arranjar espaço para fazer vingar a sua tese?
Dupont

quinta-feira, junho 17, 2004

Quem quer ser milionário?

Vejam lá do que é que este intelectual andava à procura para vir parar ao Vilacondense: Google.
Dupont

Assembleia Municipal: Pacheco ou Lúcio?

No Jornal de Vila do Conde vem a convocatória da próxima Assembleia Municipal, a realizar no foyer (deve ser caso único, no país...)do Auditório Municipal, na próxima segunda-feira.
Um dos pontos agendados é o da eleição do novo presidente da Assembleia Municipal, após o falecimento do Dr. Sousa Pereira. Obviamente, o PS apresentará uma proposta. Quem será? Pacheco Ferreira ou Lúcio Ferreira?
A pergunta tem pertinência porque o nº2 da lista é, precisamente, aquele conhecido médico vilacondense. E já é segundo, se bem me lembro, há quatro mandatos. Lúcio Ferreira foi sempre escolhido para assessorar materialmente o Presidente, como Secretário. O que fará o PS? Escolherá Lúcio Ferreira, que tem sido um presidente débil, permemável a pressões e que, quando a discussão azeda, não tem pulso nos deputados ou, antes, optará por um dos mais prestigiados e conhecidos médicos do nosso concelho, inclusivé através do Rio Ave, onde é o médico de campo?
Caso escolham Lúcio Ferreira, será que Pacheco Ferreira aceitará a humilhação de se ver ultrapassado por alguém que sempre esteve posicionado atrás de si?
Dupont

Pedro Soares

Pedro Soares desistiu e deu "o seu apoio ao Engº Paulo de Carvalho".
Pedro Soares rendeu-se...
Dupont

Nobreza


Aquele hipermercado com as cores francesas já vendeu 750.000 exemplares do pack HiperPortugal. José Fortunato, o seu director de marketing, reafirmou o objectivo da empresa: "recuperar um conjunto de valores directamente ligados com o sentimento de união nacional".
'Tá bem abelha! E pelo meio, levem também um quilo de batatas e uma embalagem de gel de banho para ajudar quem gosta tanto de Portugal!... Isto, sem esquecer que estas são as tais bandeirinhas em que os castelos do nosso escudo são pagodes chineses...
Dupont

Evolução na descontinuidade


O Comércio do Porto avança, hoje, com uma notícia delirante: Mário Almeida candidatar-se à Distrital do Porto.
Não acredito nesta possibilidade. Mário Almeida é "rato velho" e não irá cair neste estupidez. Vejamos:
- Lutar contra Assis significa defender o "velho PS", aquele que pactua com caciquismos e outros métodos populares de convencimento da população...
- Depois, estar ao lado de Narciso, é ficar imediatamente associado às terríveis imagens da lota de Matosinhos, onde a vida de Sousa Franco encontrou o seu epílogo.
- Em terceiro lugar, Mário Almeida já não é o político 'absoluto' de outros tempos. A oposição local vai "fazendo pela vida" e o nosso homem tem, pela primeira vez, oposição interna.
- Finalmente, ele sabe que sempre seria uma candidatura perdedora, face ao contínuo ascendente de Assis...
Vamos lá ver se me engano.
Dupont

Memória

Há um ano nascia o Mata-Mouros...E o Aviz.
Dupont

quarta-feira, junho 16, 2004

Rússia-Portugal

PORTO GAL

Dupont

Bela ideia

Segundo uma informação que me deram ontem, houve alterações ao regime de concessão de apoio judicial. Uma das novas regras diz algo do género: "Se uma pessoa pede apoio judiciário está automaticamente a abdicar da salvaguarda do sigilo bancário".
Esta parece-me uma excelente ideia, cuja aplicação deveria ser alargada a outros tipos de apoio que o Estado concede, como por exemplos bolsas para estudantes, rendimento mínimo, etc.
Dupond

Sexto Império

Paulo Rangel assina, hoje, no Público, um artigo brilhante. O articulista parte para uma análise do Portugal de 2004, considerando estarmos perante um momento de viragem. Assim, o ideal do "Quinto Império", de um Portugal em expansão, está a dar lugar a um "Sexto Império", aquele em que se avança para uma " 'integração-dissolução' de Portugal num outro espaço imperial. Um espaço em que pretensamente hipoteca a sua "soberania" e perde poder de mando, em que se mistura e anula, em vez de triunfar".
Independentemente do virtuosismo da argumentação e do pioneirsmo da visão do autor, este assunto levantou em mim, desde sempre, uma questão mais pragmática: será que Portugal necessita que se teorize sobre o seu "sentido"? Será que precisamos de uma fio condutor, com raias de sobrenatural, para encontrarmos o nosso lugar no Mundo? E, já agora, uma vez o volante de tal viatura, será que temos unhas para a conduzir?
Portugal, hesitante entre o mar oceano e a terra europeia, ambíguo entre ser senhor de si ou deixar-se conduzir, sempre pautou a sua existência por uma série de elementos não racionalizados, mas que, para o bem e para o mal, conduziram o país precisamente onde ele está: não é rico, nem é pobre; não é bom nem é mau; lá vai andando...
Por vezes, fico com a sensação que esta necessidade de encontrar um desígnio, uma dimensão 'bigger than life' é a coisinha mais pacóvia que existe. Porquê? Porque é aquele velho e típico argumento português de que qualquer pessoa, com ou sem qualificações, é capaz de exercer qualquer cargo ou função. Assim, também Portugal é capaz de assumir uma qualquer papel na História da Humanidade. Mais: que até tem direito a tal, por desígnio superior.
Nem é bom pensar o que seria do Hemisfério Norte, se a ideia fosse avante...
Dupont

José Lamego

José Lamego vai candidatar-se à presidência do PS. Se vencer, Durão Barroso vai ter um sério problema.
Dupont

"Se António Sousa Franco não tivesse ido à lota de Matosinhos, ainda estaria vivo"

Leitura obrigatória: "As Emoções Também Matam!" e "A Morte de Sousa Franco, A Saúde dos Intelectuais e O Colesterol", ambos no 'Médico Explica Medicina a Intelectuais'.
Dupont

La Fuerza de Portugal


Dá sempre um gosto especial ler, na imprensa estrangeira, artigos sobre o nosso país. Manuel Rivas assina uma reportagem, na El Pais Semanal, completamente dedicada a Portugal.
Intitulada “La Fuerza de Portugal”, procura explorar o “esplendor que o nosso país tem, ano após ano”. Para o articulista, tudo começou com “la capitalidad cultural de Lisboa, después, en 1998, la Expo, ahora, la Eurocopa”. Quase tudo centralizado na capital, apetece dizer, mas “prá frente que atrás vem gente...”. Assim, finalmente, “el pais há exorcizado sus demónios, y sus arquitectos, escritores, cantantes, actores o deseñadores ocupan un lugar destacado en una Europa que reconece su empuje”.
Fantástico! O Governo deveria adquirir os direitos deste trabalho e publicá-lo em tudo quanto era jornal e revista português, para ver se esta malapata da depressão desaparecia de vez!... É que eu não sabia que havia tanta gente a levantar, bem alto, o nome de Portugal!...
Os nomes que lideram este pelotão de “Portugal positivo” são: a fadista Mariza, o chef Vítor Sobral, a actriz Beatriz Batarda, o escultor José Pedro Croft, a presidente da Experimenta Design Guta Moura Guedes, o empresário da Critical Software João carreira, a procuradora Maria José Morgado, o criador de moda Filipe Oliveira baptista, o escritor José Luís Peixoto e o arquitecto Souto Moura. Saramago, Maria João pires e Álvaro Siza são “glórias culturais”.
O artigo, diga-se, está excelente. O autor, um conhecido Ensaísta, poeta, contista e romancista galego, com obra editada entre nós, nomeadamente “Que me queres, amor?”, que lhe valeu os prémios Torrente Ballester e Nacional de Narrativa, mostra-se um profundo conhecedor da nossa cultura. Cita Teixeira de Pascoaes, numa tentativa de achar a génese da nossa depressão, recorre a Sophia e Antero para falar de Lisboa, cruza futebol, Big Brother e o escândalo Casa Pia, define Porto e Lisboa, respectivamente, como Marte e Vénus e fêmea e macho, aborda os blogs, o cinema e a história recente, falando abertamente de Salgueiro Maia e da Irmã Lúcia, uma viciada em computadores…
Lido assim, mais parece a letra de uma música do Rui Reininho, mas a verdade é que se trata de um texto belíssimo, que procura dentro do ser e do sentir português as pistas para compreender aquilo que somos e temos.
Dupont

Golden Reel Awards


Com a explosão dos blockbusters, o cinema americano passou a encontrar-se muito mais na quantidade do que na qualidade. A prová-lo está a criação do "Gold Reel Awards", que distingue aos filmes que conseguiram ultrapassar, em receitas, o número mágico dos 100 milhões de dólares. E não são tão poucos como isso: vinte e nove, em 2003. Mais cinco do que em 2002. Aqui está a lista:

BUENA VISTA
* Finding Nemo $339.7
* Pirates of The Caribbean: The Curse of the Black Pearl $305.4
* Bringing Down the House $132.6
* Freaky Friday $110.2
MIRAMAX
* Chicago $170.7
* Spy Kids 3D: Game Over $111.8
* Scary Movie 3 $110.0
NEW LINE
* The Lord of the Rings: The Return of the King $371.1
* Elf $173.4
PARAMOUNT
* The Italian Job $106.1
* How to Lose a Guy in 10 Days $106.1
SONY PICTURES
* Bad Boys 2 $138.4
* Anger Management $134.4
* Something's Gotta Give $124.0
* S.W.A.T. $116.6
* Daddy Day Care $104.3
* Charlie's Angels: Full Throttle $100.8
20th CENTURY FOX
* X2: X-Men United $214.9
* Cheaper by the Dozen $136.7
* Daredevil $102.5
UNIVERSAL
* Bruce Almighty $242.7
* The Hulk $132.2
* 2 Fast 2 Furious $127.1
* Seabiscuit $120.2
* American Wedding $104.4
* Dr. Seuss' The Cat in the Hat $100.5
WARNER BROS.
* The Matrix Reloaded $281.5
* Terminator 3: Rise of the Machines $150.4
* The Matrix Revolutions $139.3
* The Last Samurai $110.8

Como se pode ver, a maior parte dos filmes são miseráveis. O que não surpreende, uma vez que Hollywood tem, nos adolescentes americanos, o seu público-alvo...
Dupont

terça-feira, junho 15, 2004

Rio Ave

É hoje apresentada publicamente a única lista que se candidatará às eleições para os orçãos sociais do Rio Ave Futebol Clube. A Assembleia Geral continuará a ser liderada por Mário Almeida, Presidente da Câmara Municipal. A Direcção deverá ser encabeçada por Paulo Carvalho, um funcionário da Câmara Municipal que esteve à frente do clube até há cerca de 2 anos.
Quanto a Pedro Soares, parece que já terá desistido de avançar. Ao que consta nos bastidores de todo este processo, Pedro Soares alegará como razão para não ir a votos a dificuldade em garantir as verbas necessárias à inscrição do clube na próxima época. Esperemos para ver se estas hipóteses (já adiantadas pel'O Jogo' de hoje) se confirmam. Nessa altura comentaremos.
Dupond

Que calor...


Dupont

Afiar as facas


No PSD as coisas não estão calmas. Depois da tempestade verbal de Luís Filipe Meneses, acusando Rui Rio e José Luis Arnaut de serem responáveis pelo estado de coisas no partido, eis que "vários dirigentes do PSD exigem, desde já, uma remodelação governamental".
A notícia não traz novidade nenhuma, até porque o Primeiro-Ministro já admitiu "correcções",, o eufemismo que normalmente se usa para despedir Ministros... E seria, no mínimo, ridículo estar a dar razão a dirigentes acantonados nas suas autarquias, sem peso algum fora delas, e que têm dado mostras, no passado, de se darem bem com Deus e o Diabo...
O artigo merece, no entanto, um último comentário: intitular a peça "PSD exige a saída de Carlos Tavares e Manuela Ferreira Leite" e, depois, nem sequer informar sobre quem são os dirigentes que clamam pela saída dos dois ministros e chamar a essas vozes "o PSD", não é jornalismo, nem é nada. São apenas coisas do Diário Digital e duma comunicação social auto-intitulada de isenta...
Dupont

Vassourada


As eleições para o Parlamento Europeu já começaram a fazer mossa. No PS, e para variar ao acostumdo compadrio - veja-se o caso Edite Estrela... - parece que não vai haver contemplações para a dupla "Donald e Silva", ou seja, Narciso Miranda e Manuel Seabra. A Direcção Nacional do Partido já os anunciou que os irá convidar a abandonar os cargos que ocupam naquele orgão de direcção do partido. Entretanto, Seabra já se demitiu dos cargos autárquicos e Francisco Assis demitiu-se de presidente da Federação Socialista do porto (na prática, é a 'Distrital'...)
As intenções destes dois são óbvias: a de Manuel Seabra é a de estar completamente livre e limpo para se concentrar na sua concelhia, para a qual foi democraticamente eleito. A de Assis, apresentar-se novamente a eleições, com o previsível reforço de poder, já que um depauperado e desmoralizado Narciso não lhe fará frente...
Dupont

segunda-feira, junho 14, 2004

A Terra vista do céu - 35


EUA - Alaska - Poço de petróleo
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

Eleições Europeias


O resultado das eleições europeias mostra claros sinais de descontentamento face à política interna seguida pelos partidos da coligação e à falta de maturidade do povo português.
Começando pelo fim, e recorrendo a um quadro publicado há cerca de uma semana no El Pais, fiquei a saber que apenas em quatro dos países que passaram por eleições para o Parlamento Europeu se discutiam questões internas. Mesmo nos países do Báltico, recém-chegados à Comunidade, a discussão prendia-se com os poderes de Bruxelas, a perda de soberania e por aí fora. Dos quatro, três eram do Sul, incluindo os dois parceiros ibéricos, onde, por cá, se apontaram baterias à política do Governo e, em Espanha, se configurou este sufrágio como algo parecido com um referendo às eleições legislativas que ditaram a derrota do PP. Isto para dizer que nós, e outros, ainda temos muito que caminhar para, perante umas eleições, estarmos interessados naquilo que ali se discute e resolve. Mas, de um povo com os índices de iliteracia e de falta de formação como o nosso, não seria de esperar outra coisa. Dos políticos, sim, esses tinham obrigação de marcar a diferença. Mas não o fazem, com medo de perder o emprego.
Com este pressuposto, é obvio que a leitura dos resultados terá, forçosamente, de ter uma leitura política, ao nível interno. O que é extremamente fácil de fazer: os partidos do Governo foram copiosamente derrotados, o que quer dizer uma de duas coisas: ou a sua política não é, de todo, eficaz; ou não soube passar a mensagem de que a sua política era de contenção e recuperação, pelo que os resultados apenas seriam visíveis, pelo menos, a médio prazo. Dando uma de José António Saraiva, diria que é um pouco das duas. Na verdade, há Ministérios que são uma verdadeira desgraça: basta ver a confusão institucional que reina na Justiça, os enganos recorrentes na Educação ou os malabarismos económicos nas Finanças, só para justificar uma determinada percentagem.
Não há dúvida que quando se fazem reformas, como se tem tentado na Solidariedade e no Trabalho ou na Saúde, os efeitos ainda demoram a ser apreciados. E que vivemos numa época de recessão e de baixa motivação nacional, que se estende, pasme-se, ao campo desportivo. Mas também é certo que, por vezes, aliás mais vezes do que o que seria bom, vemos um Governo à deriva, despreocupado com as promessas eleitorais, limitando-se a culpar o passado pelos infortúnios de presente.
O que os portugueses queriam, numa época de contenção, era, simplesmente, que não os enganassem. Que dissessem: ‘não há dinheiro, logo não se faz’, em vez de continuar a vender sonhos sem qualquer suporte material. E com as dificuldades a crescerem, convinha sentir que o Primeiro-Ministro estava acima de todas estas questiúnculas, assumindo a pose de Estado que deveria ter.
Depois, há o problema da coligação. É que, ao PSD, é bem mais complicado ter de suportar a oposição e, ainda, fazer concessões ao vizinho de coligação, do que, pura e simplesmente, só ter oposição. Ora, tendo em atenção os números obtidos pela coligação, inferiores aos do solitário PSD, só podemos levar a concluir que dentro do partido laranja já há quem olhe para a partnership com o PP como uma menos-valia…
Assim, não. O castigo é forte, talvez demasiado forte, mas é uma prova de fogo para o Governo: ou digere a derrota, analisa as suas causas e avança com reformas nas metodologias e nas pessoas que o compõe, ou arrisca-se a retirar o prémio de ‘pior Governo desde D. Maria II’ ao executivo de António Guterres.
Para o PS, tudo se torna mais sereno e, ao mesmo tempo, mais revigorante. Os últimos anos foram dilacerantes, entre mortes e pedofilia, mas o partido soube aguentar. É claro que boa parte da votação é mais de protesto contra o Governo do que propriamente um voto de confiança no PS para liderar o País. Nós sabemos que o Povo tem memória curta, mas ela não pode ser assim tão curta…
Dupont

Europeias

Os resultados, em Vila do Conde, foram:
- Partido Socialista - 13230 votos - 51,35%
- Força Portugal - 8631 votos - 33,54%
O PS venceu em 26 freguesias, com a coligação a obter vitória nas quatro restantes. Mesmo em eleições europeias, há coisas que não mudam na nossa terra.
Uma outra questão prende-se com a dificuldade em obter estes resultados, incompletos, por sinal. A quem inquiria, ou não sabia/nem queria saber, ou nem sequer tinha votado. A apatia era geral, com toda a gente preocupada em fazer prognósticos... para o Inglaterra-França! Ou seja: no Portugal-Grécia era o azul e branco errado; agora, são as preocupações europeias erradas...
'Sic transit gloria mundi'
Dupont

domingo, junho 13, 2004

A Terra vista do céu - 34


EUA - Alaska
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

Santo António


Começou a época dos Santos Populares. Cá, em Vila do Conde, já estamos todos a contar os dias que faltam para a noite de S. João...
Dupont

Expresso

Pela primeira vez em muitos anos, não comprei a última edição do Expresso. Saiu na Quinta-Feira, eu não estava por cá e já não a arranjei nos mais de vinte postos de venda que tentei.
Comecei a ficar intrigado... Será que com esta história do Euro2004 os portugueses desataram a ser europeus e iniciaram uma aproximação ao pelotão da frente, principiando por levantar os índices de leitura de jornais - especialmente os mais sérios?...
Depressa descobri que a realidade nada tinha de positivo. O semanário esgotou porque oferecia uma bandeira da Selecção Nacional de Futebol (para os mais distraídos, é aquela bandeira verde e vermelha, com um escudo amarelo no meio, que ninguém liga pevide durante anos e anos e de que é fascista gostar, mas que agora simboliza a participação de um grupo de jogadores portugueses num campeonato desportivo...).
Fiquei esclarecido quanto às motivações que levam o Expresso a ir para as bancas...
Dupont

sábado, junho 12, 2004

Portugal-Grécia

Falta de atitude e de concentração, excesso de confiança, subvalorização do adversário. Erros básico e imperdoáveis. A imagem diz tudo e o resultado foi o que se viu...
Depois, convinha não esquecer que estavam a jogar num estádio que foi concebido para ser palco de vitórias azuis-e-brancas...Pena é que, por uma vez, estas cores estivessem na equipa errada...
Dupont

Só mais um bocadinho...

O Sindicato do Professores da Zona Centro, afecto à FENPROF, decidiu levar a cabo uma espectacular acção de luta. Assim, estiveram hoje a distribuir panfletos, em várias línguas, na fronteira de Vilar Formoso, dando a conhecer a todos os que entrem em Portugal as misérias do nosso sistema educativo. Como é óbvio, tratam-se de problemas da responsabilidade exclusiva do actual Governo e ao qual os professores, esses seres absolutamente perfeitos, são totalmente alheios.
Cá mim por, poder-se-ia aproveitar o facto de estarem em Vilar Formoso e pedir-lhes que prossigam na sua marcha mais uns metros para Leste. Será que alguém lhes sentiria a falta?
Dupond

Heróis

Ricardo, Paulo Ferreira, Fernando Couto, Jorge Andrade, Rui Jorge, Costinha, Maniche, Figo, Simão, Rui Costa e Pauleta.
Dupond

Euro 2004


Começa dentro de algumas horas o Campeonato da Europa de Futebol de 2004. Para nós portugueses este campeonato tem um significado especial já que é jogado no nosso país.
Como é evidente, gostava que Portugal vencesse. Pela amostra dos últimos dias, parece-me que está criado um ambiente muito positivo à volta da nossa equipa. De um modo geral, os portugueses estão mobilizados, sendo muito significativo o número de compatriotas que aderiram à colocação de bandeiras nas janelas, uma ideia que considero feliz.
Aguardemos com tranquilidade, não criando expectativas demasiado elevadas, pois o desporto depende de muitas contingências. No entanto, este espírito que os portugueses estão a viver merece que os nossos atletas sejam dignos e joguem com afinco.
Dupond

Cruzamento de ideias

O nosso leitor João Martins criou um blog. Chama-se Cruzamento de Ideias e está aberto desde a passada Quarta-feira. Pela curta amostra, parece-nos que poderemos contar com mais um bolg Vilacondense de qualidade.
Bem vindo companheiro!
Dupond & Dupont

sexta-feira, junho 11, 2004

Gregos

A presença de selecção grega em Vila do Conde está a revelar-se um verdadeiro flop turistico. Ao circular em Vila do Conde nos últimos dias nãome recordo de ver um único grego.
Nos últimos dias tenho falado com diversos amigos e donos de estabelecimentos de restauração e todos partilham desta ideia. Perante isto, o mínimo que se exige é que a nossa selecção responda em conformidade e os avie com uma bela cabazada.
Dupond

Ferreira Torres


O Tribunal do Marco de Canavezes condenou Avelino Ferreira Torres a 3 anos de prisão com pena suspensa e à perda do mandato de autarca.
É bom saber que a justiça funciona e que indivíduos como este também tombam às suas mãos. Espera-se que este sinal seja suficiente para travar os seus intentos de transferência para Amarante.
Dupont

Francisco Louçã

O poço de coerência e virtudes políticas que dá pelo nome de Francisco Louçã decidiu declinar o convite do Primeiro Ministro para assistir ao jogo de abertura do Campeonato da Europa de Futebol entre a selecção nacional e a equipa grega.
Eu compreendo perfeitamente que Louçã não se sinta bem na Tribuna Presencial do Estádio do Dragão ao lado de Durão Barroso ou Jorge Sampaio. Para ele a presença num estádio de futebol só faz sentido se for acompanhado de figuras com outro gabarito. A última vez que me lembro de o ver foi ao lado de Vale e Azevedo na Tribuna do finado Estádio da Luz. Esse sim, era um dirigente com quem Louçã se identificava.
Dupond

Revista de opinião Vilacondense

O número de artigos de opinião desta Sexta-feira é muito escasso. Apenas dois:
Miguel Paiva - Rio Ave FC
Jorge Laranja - Nós, com a Europa
Gostei dos dois. De Miguel Paiva porque fez uma reflexão lúcida sobre o actual momento eleitoral que se vive no maior clube do nosso concelho: o Rio Ave. Anunciando que se remeterá a um papel discreto no acto eleitoral, deixa uma farpa a Mário Almeida quando diz “Aos políticos o que é da política e às pessoas do futebol o que é do futebol”. Touché!
De Jorge Laranja porque faz um apelo sério ao voto, alinhando argumentos responsáveis segundo os quais os Portugueses devem votar. Ao contrário de muita opinião panfletária que tem sido veiculada, Jorge Laranja esquece os cartões amarelos e restringe-se ao que é verdadeiramente importante.
Dupond

quinta-feira, junho 10, 2004

Parlamento Europeu - Resultados

Os primeiros resultados desta eleição ao Parlamento Europeu já são conhecidos. Na Holanda, os Cristãos Democratas (CDA), principal partido da coligação que lidera o Governo Holandês conseguiu vencer as eleições com 24,6%, seguido pelos Partido Social Democrata Holandês (PvdA) com 23,7%. Os restantes partidos da coligação no poder conseguiram respectivamente 13,7% e 4,4%. A abstenção foi de 64%.
Dupond

Polícia

Um dirigente do PS de Lisboa veio hoje a público "exigir" a imediata demissão do Comandante da Polícia Municipal de Lisboa. Na origem de tão drástica tomada de posição está uma circular interna emitida pelo referido responsável, em que este dá parecer negativo à realização de arraiais populares durante as festas de Santo António na zona do Martim Moniz, pois trata-se de uma zona frequentada “por pessoas de tez negra, toxicodependentes e pessoas que se prostituem”.
Noutra parte do referido documento fala-se ainda da existência de uma atitude de “inconformidade” por parte dos frequentadores daquele local face aos agentes da autoridade, que já resultou em confrontos físicos.
Quem conhece o local sabe que é verdade o que diz o senhor Comandante. Sabe que em algumas ruas dá verdadeiro medo circular. Além disso, sabe-se que acontecem por vezes confrontos com a polícia, dos quais já chegaram a resultar ferimentos em agentes da autoridade.
Segundo se depreende, o documento em causa é de circulação interna e emite uma opinião técnica sobre determinada proposta. Não parece pois que haja qualquer justificação para que se esteja a exigir a demissão do Comandante. Na verdade, ele limitou-se a explanar a ponto de vista das forças de segurança sobre a matéria.
Este discurso politicamente correcto já cansa. Deixem a polícia fazer o seu trabalho.
Dupond

Sousa Franco

Citando o Expresso de hoje:
"A febre de insultos que tomou conta da campanha eleitoral para as europeias contagiou tudo e todos. Sousa Franco, o cabeça de lista do PS, foi o primeiro visado (quando um jovem do CDS lhe chamou careca e esquisito), o que lhe permitiu gerir a primeira semana de campanha numa feroz estratégia de contra-ataque contra o partido de Paulo Portas, apelidado de xenófobo, de racista e de extrema-direita. Mas Sousa Franco não é pior a atacar do que a defender-se. Quando entrava na SIC para o primeiro debate com os outros cabeças-de-lista, Franco viu chegar a comitiva da coligação PSD/CDS. Eram cerca de 6 pessoas: João de Deus Pinheiro, colaboradores e assessores. O candidato socialista terá ficado impressionado com o grupo e pos sociais democratas presentes juram ter ouvido o que não esperavam: «Até parece a comitiva do Saddam Hussein!». Portas que se cuide. Em matéria de insultos, o jovem centrista que abriu a refrega para embaraço da coligação pode vir a revelar-se um verdadeiro principiante".
Na mesma edição, o Director, na habitual coluna "Política à Portuguesa", faz uma reflexão sobre a forma como os média contribuem para ampliar alguns pormenores menos felizes do discurso político, fazendo disso um espectáculo. Em certa altura diz: "Os jornalistas que se fingiam consternados a noticiar os ataques a Sousa Franco sabiam estar a participar numa enorme farsa - porque tinham a perfeita consciência de que estavam a ampliar artificialmente a importância das ofensas e a fazer delas um facto nacional." (...) "A repetição exaustiva dos insultos a Sousa Franco nos jornais e nas televisões fez parte do circo"
Uma vez que José António Saraiva mostra esta clarividência, porque razão não se afasta das práticas que condena?
Dupond

10 de Junho


Dia de Portugal

Dupont

quarta-feira, junho 09, 2004

Matosinhos

O Dr. Sousa Franco morreu na sequência de uma acção de campanha no mítico mercado de Matosinhos. Segundo os relatos dos jornalistas presentes, houve vários desacatos entre apoiantes de Narciso Miranda e Manuel Seabra, respectivamente Presidente da Câmara e da Concelhia do PS Matosinhense.
Não julgo que haja relação evidente entre estes dois factos. No entanto é triste que Sousa Franco tenha tombado num cenário daqueles.
Quantas vezes nos envolvemos de forma intensa nas coisas sem nos darmos conta de que a vida é algo demasiado frágil. Acontecimentos destes ajudam-nos a re-posicionar muitas das nossas atitudes. Que isso também possa acontecer na política.
Dupond

Maquiavélico

Mário Soares tornou-se hoje no político mais asqueroso da política portuguesa. Reagindo à morte de Sousa Franco, o ex-Presidente da República aproveitou para dizer que a melhor homenagem que poderiam fazer ao falecido candidato do PS era ir votar no domingo na lista socialista.
É muito triste que haja políticos que se aproveitam de momentos destes para fazer campanha.
Dupond

Sousa Franco


Elisa Ferreira e Sousa Franco, ontem, em Felgueiras

Acabei de ouvir na TSF. O cabeça de lista do PS às eleições europeias faleceu há minutos, em Matosinhos, vítima de ataque cardíaco.
Mais uma vez, a Morte aparece a quem menos esperamos. Como que a lembrar qualquer coisa...
Dupont

Vila do Conde Quasi-Diário

O Six reconsiderou. Ainda bem. Já temos, de novo, companheiro de viagem.
Dupond & Dupont

QUAC !!!!!!!


Ele é preguiçoso, ciumento, bom companheiro, desleixado, pescador de fim-de-semana, adora os sobrinhos, gostava de viver à custa do tio rico, tem contas em atraso, pela-se por um churrasco, está sempre em luta com os vizinhos...
Podia ser o retrato do português típico. Mas é apenas o nosso conhecido e muito querido Pato Donald, que hoje faz 70 anos.
Dupont

A Terra vista do céu - 33


EUA - Alaska - Península de Kenaï
por Yann Arthus-Bertrand

No Alasca, o maior estado dos EUA, com 1,5 milhões de Km2 - quase 1/5 de todo o território - a península de Kenaï, na ponta meridional, consegue ser das poucas zonas onde não se verifica o permafrost, isto é, o solo permanentemente gelado, registando-se um clima oceânico temperado. Apresenta paisagens de florestas e de lagos, onde águas límpidas reflectem o céu antes que o Inverno as transforme em gelo. Muito ricos em peixe, estes lagos produzem truta arco-íris e salmão, que sobem os cursos de água, no Verão, fazendo as delícias dos ursos negros e grizzleys da região. Estes salmões são, igualmente, objecto de pesca desportiva e comercial: todos os anos são capturados 10 milhões de exemplares, que dãso vida às indústrias de alimentação do Alasca, responsáveis por metade do salmão em conserva do planeta.
Dupont

Glastonbury


Para os que ficaram deslumbrados com o "evento" Rock in Rio (Rock prós Tios, como espirtuosamente lhe ouvi chamar...) convido-os a conhecer o Festival de Glastonbury. Aqui, também. Não são seis dias, mas apenas três. Palcos, são nove. Artistas são cerca de uma centena. Nomes? É só escolher: Oasis, Kings of Leon, PJ Harvey, Groove Armada, Elbow, Wilco, Chemical Brothers, Goldfrapp, Franz Ferdinand, Tindersticks, entre mais umas dezenas. Isto só no primeiro dia.
No segundo, Black Eyed Peas, Starsailor, Ben Harper, Lost Prophets, Scissor Sisters, Spearhead, Basement Jaxx, Damien Rice, Von Bondies, Zero 7, Tim Booth, Hope of the States, Joss Stone, Hothouse Flowers, The Rutles, Hot Club of Cowtown, The Long Ryders, Josh Rouse e mais várias dezenas.
No terceiro e último dia, Muse, Morrissey, Libertines, James Brown, Orbital, Black Rebel Motorcycle Club, Belle & Sebastian, Gomez, Eighties Matchbox, Ordinary Boys, Divine Comedy, Television, Stellastar, Delays, Raveonettes, Ian McNabb, Fernanda Porto e Suzanne Vega, com mais outras dezenas de intérpretes e bandas a acompanhar.
Now, that's what I call music...
Dupont

terça-feira, junho 08, 2004

Tensão


Nas últimas aparições públicas dos principais membros do Governo tem sido constante a presença de grupos de cidadãos que invariavelmente os assobiam e apupam. Estas manifestações, geralmente a cargo de pequenos mas ruidosos grupos, pretendem criar engulhos mediáticos às iniciativas do Governo. Pode dizer-se que o objectivo principal é o de estragar os momentos em que o Governo mostra obra ou apresenta publicamente os seus projectos.
Como é evidente, a Comunicação Social dá o devido eco destes protestos o que garante aos promotores a obtenção dos objectivos pretendidos. Ficam, no entanto, algumas questões:
1.- Será que se tratam de manifestações espontâneas ou organizadas? Será que o povo português, de norte a sul, vive no ambiente crispado que se pretende transmitir? Será que a hostilidade relativamente aos membros do Governo atinge os níveis que nos querem fazer acreditar?
2.- Qual a verdadeira eficácia destas "manifestações"? Se acreditarmos que muitas, ou mesmo a maioria, não são espontâneas, será que são susceptíveis de criar algum impacte de substância na população? Não se corre o risco de banalizar uma coisa que deveria ser utilizada como último recurso de contestação?
3.- A quem aproveita este clima de contestação? Aparentemente aproveita à oposição. No entanto, é importante que não olhemos apenas para onde a vista alcança. Ou seja, no longo prazo, será que alguém ganha com esta postura permanentemente crítica? Não estaremos a fomentar uma sociedade em que se vive numa praxis de "quem com ferros mata, com ferros morre", esquecendo-se as pessoas que mais importante do que matar é viver?
Parece-me que a sociedade democrática tem, muitas vezes, este tipo de falhas. Os grupos de pressão - políticos e não só - procuram obstaculizar a tomada de decisões por parte dos Governos, mesmo quando muitas das medidas constavam expressamente dos respectivos programas políticos. Não me parece justo nem vantajoso. Infelizmente, muitos políticos rejubilam quando conseguem derrotar ou fazer caír um Ministro ou mesmo um Governo, não se preocupando minimamente com o um custo social que lhe está associado. Obviamente que tenderemos a ter esta noção. Nessa altura, poderemos dizer que vivemos numa democracia madura.
Dupond

Heróis do mar, nobre povo...


No tempo do Liberalismo, com a enxurrada de títulos, dizia-se "foge, cão,que te fazem barão! Mas para onde, se me fazem visconde?". Foi precisamente o que me ocorreu, quando li esta posta do rui, no Blasfémias.
A Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique vai para Raul Solnado, o tal que anda a ver Cristo a aparecer à sua filha... Carlos Fino vai receber uma comenda, certamente pelos estalos que levou no Iraque... A Ordem do Mérito vai para a cozinheira Maria de Lourdes - desta-vez-não-saiu-bem-mas-não-interessa-porque-tenho-outro bolo-aqui-já-pronto... - Modesto, que a partilhará com esses símbolos da nossa juventude, os Xutos & Pontapés...
Os "Xutos", recorde-se, são aquela banda que todos os seus elementos declaram, com orgulho, que já experimentaram drogas e que afirmam:

"Por não querer aquilo que me é dado
Por não querer nem governo nem estado
Por não ter nada e por nada querer
Esquadrão da morte faz-me correr
".

Brilhante! O génio que se lembrou desta deve ter estudado com aquele assessor de Reagan que convenceu o, então, presidente norte-americano que "Born in the USA", do Springsteen, era uma canção que louvava a América...
Dupont