Conseqüências da saída de Durão - I
A primeira consequência da saída de Durão Barroso para a Europa faz-se sentir quanto ao futuro do Governo. Parece-me que não será outra senão a mudança de Primeiro Ministro e a inerente remodelação Governamental. Quer isto dizer que considero não existir a mínima razão para a convocação de eleiçõe santecipadas.
Vejamos:
- O Primeiro Ministro demitiu-se? Não, o Primeiro Ministro foi chamado ao exercício de um prestigiante cargo internacional. Para mais, trata-se de um cargo que poderá ser altamente vantajoso para a salvaguarda dos interesses nacionais.
- Há alguma crise política nos partidos da coligação governamental? Não. O PSD estará certamente unido na indicação de Pedro Santana Lopes como novo Primeiro Ministro. O CDS também não colocará quaisquer problemas a essa indicação.
- Há algum clima de grave perturbação do ambiente político/social no país? Não, pois apesar do resultado eleitoral das europeias ter sido negativo para o Governo, a verdade é que tal sucedeu no período baixo do ciclo político e num cenário de fortíssima abstenção.
Assim sendo, o normal é que o Sr. Presidente da República aceite com naturalidade as razões para a saída de Durão Barroso e peça ao PSD para indicar novo Primeiro Ministro. Não tenho dúvidas que é isso que o país espera e deseja que aconteça.
Dupond

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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