Quem diria?
Confirmando os rumores das últimas semanas, parece confirmado que o nosso Primeiro Ministro Durão Barroso será eleito no próximo Conselho Europeu como Presidente da Comissão Europeia. Trata-se de uma notícia extraordinária, já que este deverá ser o mais importante cargo político internacional jamais ocupado por um cidadão português.
No contexto actual, este facto é de um inegável interesse nacional, sabendo-se que há importantes dossiês em estudo, como é o caso do Quadro Comunitário de Apoio que sucederá ao QCA III que termina em 2006. A presença de um Português na liderança do principal organismo da União Européia é uma bela vantagem que teremos.
Neste momento, é justo enaltecer a figura de Durão Barroso. Depois de uma presença em vários Governos, com notáveis prestações, nomeadamente na área da pasta dos Negócios Estrangeiros; depois de ter efectuado com mestria e sentido estratégico apurado a travessia no deserto da oposição; depois de ter conquistado a liderança do Governo, eis que alcança a consagração dos palcos internacionais. Deve-o à sua carreira, à sua personalidade, à capacidade de granjear consensos na maior família política europeia. E não me restam grandes dúvidas quanto a uma das principais razões que esteve na base da sua escolha: o exemplo ue o seu Governo deu quanto ao rigor no cumprimento dos apertados critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Dupond

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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