sexta-feira, junho 25, 2004

S. João

Depois de andar a passear pelas ruas da cidade na noite de S. João fiquei com uma sensação de que este ano as festas não foram nada de especial. As pessoas pareciam ser em menor número o que poderá corresponder apenas a uma ilusão decorrente da menor concentração do espaço em que as festas decorrem.
O fogo de artifício parecia constrangido pelo clima de aperto financeiro que dizem sentir-se na Câmara, o que também poderá não ser mais do que uma ilusão criada pelo outro clima, o atmosférico.
O Rancho da Praça queixava-se do estado do "tablado" para justificar a menor velocidade com que os pares giravam. O Rancho do Monte, altivo no cimo do Monte do Mosteiro, também se esforçava por conseguir ultrapassar a falta de colaboração de S. Pedro.
Os políticos da terra andavam, quase incógnitos pelo meio da multidão. Mário Almeida num estilo verdadeiramente "manga de alpaca" com um casaco de cabedal pendurado pelos ombros... Miguel Paiva de jeans relembrando os tempos de teenager... Santos Cruz com a familia e os amigos de liceu... Fernando Reis com a mesma cara de poucos amigos de sempre...
E o povo, com os martelos e os alhos porros na mão, deambulava pela cidade aparentemente sem rumo determinado. Mas o povo é mesmo assim, não é?
Foi assim que se passou mais um S. João. Um S. João normal, que ficará na história como o S. João de 2004. Apenas isso.
Dupond