sábado, julho 31, 2004

Adão Silva


O ex-Secretário de Estado da Saúde anda nas "bocas do mundo". Depois daquilo que dissemos aqui, vejam-se agora as críticas que o Provedor de justiça teceu à forma como aquele ex-Governante conduziu o processo negocial da nova lei dos internatos médicos: "merece viva censura, advertindo-se para a necessidade de o MS não resistir à participação e controle sociais, mediante o respeito integral da Lei 23/98".
Pelos vistos, a sua era uma remodelação necessária.
Dupond

Votos fêmea?

Aconteceu ontem um estranho fenómeno em Leiria: o fenómeno da multiplicação dos votos!
Tudo se passou durante as eleições para os orgãos da concelhia do PSD de Leiria. Na altura de fechar a urna e contar os votos, verificou-se que a soma dos votos das duas listas superou em 3 pessoas o número de votantes. Ou seja, havia 3 votos fêmea...
Simplesmente lamentável.
Dupond

Steven Saylor – Roma Sub-Rosa



Uma sugestão do Vilacondense para uma leitura debaixo do guarda-sol: as aventuras de Gordiano, o Descobridor, magistralmente narradas por Steven Saylor na série ‘Roma sub-rosa’, que a Quetzal está a editar entre nós.
Gordiano é um detective, sem que tal profissão existisse, à data, uma espécie de Sherlock Holmes na Roma Antiga. Porque é de livros policiais que estamos a falar. O extraordinário destes livros é que nos colocam nomeio daquela época histórica, fazendo com que, durante a acção, nos cruzemos com vários personagens históricos, esses sim, familiares a quem tiver um mínimo de conhecimentos da matéria. Os crimes são, na sua maioria, praticados entre ‘gente de bem’ da sociedade romana. O método empregue por Gordiano obedece à lógica e à dedução, com muito trabalho de campo pelo meio…
Saylor é magistral na reconstrução histórica, procurando ser o mais fidedigno possível à verdade histórica. Aliás, ele explica bem isso no seu site, onde também critica muitas das liberdades que os criadores contemporâneos têm relativamente à Antiga Roma. A sua apreciação de “O Gladiador” é arrasadora…
Esta nossa proposta é o livro ideal para férias. Uma leitura leve mas de qualidade, onde o suspense agarra o leitor mesmo até ao final. Deixo aqui o aperitivo do primeiro volume, “Sangue Romano”: “Estamos na Primavera de 80 a.C., quando Gordiano o Descobridor é chamado à casa de Cícero, um jovem advogado e orador que se prepara para o seu primeiro caso de relevo. O cliente de Cícero é Sexto Róscio, um proprietário da Úmbria, acusado da morte do próprio pai. Gordiano vai deparar-se com uma nefasta teia de traições, falsidade e conspiração, típica daquela sociedade”. E mais não digo….
Dupont

sexta-feira, julho 30, 2004

Doença?


O relacionamento de ex-governantes com os Governos que se lhes sucedem é sempre tenso. Todos lembramos os casos de ex-ministros socialistas que acabam por tornar-se no pesadelo de Guterres, já que encabeçavam a oposição ao então Primeiro Ministro socialista.
No Governo PSD/PP parece que a postura não se alterou muito. Senão, veja-se a atitude assumida por Adão Silva, que ainda há 15 dias era Secretário de Estado da Saúde e já começou a disparar sobre o Ministro com quem trabalhava.
Será esta uma doença com tratamento?
Dupond

Azar Karadas


O Benfica apresentou ontem o seu novo reforço. Trata-se de um jovem Norueguês que dá pelo nome de Karadas, Azar Karadas.
Pergunto eu: Não há já Azar'es que cheguem no Benfica? Para quê mais um?
Dupond

A Terra vista do céu - 50 e última


USA - Wyoming - Parque Nacional de Yellowstone
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

Revista de opinião Vilacondense

N'O Primeiro de Janeiro':
- "Um simples balanço" - Alexandre Raposo faz o balanço do ano político.
- "O que se vê! E o que se verá!..." - Fernando Reis aborda questões de ambito nacional e local, nomeadamente algumas das obras que estão a decorrer no concelho.
- "Esclarecimento" - Pedro Sá Moreira presta esclarecimentos quanto a uma notícia relativa a incientes entre os membros da Assembleia de Freguesia de Vairão.
- "Obras na marginal" - José Maria Postiga demonstra o seu apoio à medida tomada pela Câmara Municipal de cortar ao trânsito na marginal durante o Verão.
- "Um estilo único" - Jorge Laranja apresenta a sua crítica ao processo de consituição do Governo de Santana Lopes.
No 'Terras do Ave':
- "RAN, REN - Passar para a gestão das autarquias? Talvez um dia..." - Pedro Macedo aborda, de forma crítica, a eventual passagem da tutela das Reservas Agrícola e Ecológica para as autarquias locais.
- "Meu caro Pacheco Ferreira" - Um Socialista Vilacondense expressa o seu apoio ao Dr. Pacheco Ferreira, dizendo que ele deveria ter sido o escolhido para suceder a António Sousa Pereira na Presidência da Assembleia Municipal.
- "Polis Claro" - Rui Silva pronuncia-se sobre as obras do Programa Polis.
- "Quer que lhe faça um desenho? "- Manuel Pereira Maia responde ao Jornal de Vila do Conde, expondo as razões que o levam a tecer críticas a alguns eventos promovidos pela Câmara Municipal.
Como se pode ver, quantidade não falta. Serão ceramente reflexos do facto de estarmos perante as últimas edições destes jornais antes de férias...
O BOM - É de saudar o texto de José Maria Postiga. Concordando ou não com o teor da sua opinião, é positiva a clarificação da posição da Junta de Freguesia. Ou seja, ficamos a saber que o Presidente da Junta de Freguesia concorda com o corte da marginal durante os meses de Julho e Agosto. Assim, a população tem melhores condições para o julgar em 2005.
A opinião de Jorge Laranja é sempre apresentada com objectividade, sendo neste caso certeira quanto às críticas efectuadas ao processo de constituição do Governo. Tem pouco a ver com Vila do Conde, mas que tem alguma razão, lá isso é verdade.
O texto de Pedro Macedo, Presidente da Associação dos Amigos de Mindelo é absolutamente explosivo. Sem papas na língua, Pedro Macedo faz acusações graves e que devem ser esclarecidas, como é o caso da construção do Outlet Nassica em terrenos de Reserva Agrícola. A ser verdade, as autoridades devem pronuciar-se e actuar. Deve dizer-se que já vimos alguns autarcas perder o mandato por coisas menos graves do que estas...
O ASSIM-ASSIM - Alexandre Raposo e Fernando Reis escreveram um artigo. No entanto, nem um nem outro outro disseram nada que não se soubesse há já muito tempo. Ou seja, escreveram, mas disseram muito pouco.
O Socialista Vilacondense apresentou uma reflexão importante e que deveria ser vista com atenção. Aquilo que é dito relativamente ao processo de substituição do Dr. Sousa Pereira tem substância, pois a subida de Lúcio Ferreira, número 5 da lista em vez de Pacheco Ferreira, número 2, é muito discutivel. O único senão é o facto de ter havido necessidade de recorrer ao anonimato. Apesar de tudo também serve para se avaliar a forma como está a liberdade de expressão dentro do PS.
O MAU - Pedro Sá Moreira, Presidente de Fraguesia de Vairão escreve um texto verdadeiramente patético. As notícias a que se refere não tinham deixado boa impressão quanto aos seus comportamentos na direcção daquele orgão autárquico. Os seus esclarecimentos dão-nos a certeza de que estamos perante alguém absolutamente incapaz para desempenhar com elevação aquelas funções.
Dupond

quinta-feira, julho 29, 2004

Tristes políticos estes

O Parlamento Português discutiu ontem um voto de congratulação pela eleição de um cidadão nacional para o alto cargo de Presidente da Comissão Europeia. A propósito daquela eleição, no texto diziam-se coisas tão simples e aparentemente consensuais como "constitui uma ocasião histórica, motivo de regozijo e orgulho (...) e um exemplo para todos os portugueses empenhados na construção europeia".
Quando colocado a votação, este voto mereceu a aprovação das bancadas do CDS/PP, PSD e PS. O PCP, Verdes e Bloco de Esquerda votaram contra. Desta forma, os partidos da esquerda mostraram claramente que são compostos por pessoas despeitadas e que não sabem despir as suas camisolas partidárias, fazendo sobrepor o interesse nacional aos mesquinhos sentimentos de permanente "botabaixismo" que lhes inundam as cabeças.
Dupond

AKIRA



Com a publicação do 19º volume da série “Akira” chega ao fim a edição nacional da mais famosa saga da banda desenhada japonesa, mundialmente conhecida por ‘manga’.
A série nasceu da imaginação de Katsuhiro Otomo e ganhou popularidade planetária, tornando-se em obra de culto. Aliás, a dimensão do fenómeno foi tal que o seu criador a passou ao cinema, com um retumbante sucesso. Entretanto já saiu a versão DVD, que é a que possuo, com um disco cheio de extras. A não perder, portanto…
Mas o que é que tem Akira de especial? A história passa-se num cenário pós-nuclear, em Tóquio, com parte da cidade interdita a todos. Mas não para um grupo de rapazes, organizados num gang de motos e que espalham o terror por todo o lado. Tetsuo é um deles e, numa corrida, acaba por atropelar um miúdo de cor azul… Levado para um laboratório, descobre que há vários miúdos envolvidos pelo Estado em experiências científicas e acaba por desenvolver poderes paranormais, espalhando destruição por todo o lado. No final, acabará por ter de defrontar Kaneda, o seu grande amigo. As cenas de acção, e são muitas, exibem uma enorme violência. Além disso, o facto de quase tudo se passar entre miúdos, dá à história uma característica muito própria, entre a repulsa e o fascínio.
Mas, afinal, quem é Akira? Esse é o mistério que alimenta a história durante 19 volumes. Mas, para o saberem, vão ter de desfolhar as cerca de 2000 páginas que os compõe…
Dupont

O Vilacondense anda a ouvir...



Um dia, julgo que em 1998, entrei na Valentim de Carvalho para comprar já não sei o quê. Enquanto fazia um zapping ocular pelas novidades, a música que se podia ouvir chamou-me a atenção. Dirigi-me ao funcionário e perguntei quem era. “Pery Blake” e estendeu-me o CD.
Saí da loja apenas com aquele disco, também chamado Perry Blake. Limito-me a dizer que se tornou um dos “discos da minha vida”. É lindo, lindo, lindo… Pelas onze canções perpassa uma melancolia indescritível, como se o disco tivesse sido gravado no meio do nevoeiro, entre pedras velhas com musgo e o cantor acabasse de sair de uma depressão amorosa. Puro génio. “Geneviéve” ou “Anouska” são composições imortais. Veja-se esta última:

I belong to where the angels die
long before they even learn to fly


A carreira do irlandês Perry Blake, de seu nome verdadeiro Kieren Gorman, prosseguiu com Still life, ainda mais triste e sombrio, mas já sem o deslumbramento da novidade. Continuou com um registo ao vivo, “broken statues”, gravado em Bruxelas. Surge, então, o pequeno grande salto com “Califórnia”, onde Blake abandona a estética que vinha seguindo e torna-se mais ligeiro e mais pop. Talvez seja o seu álbum mais “fácil”… Agora, saiu “songs for someone”. É bom, mas não chega aos calcanhares dos dois primeiros trabalhos. No entanto, escute-se “Travelling” e deleitemo-nos com uma brilhante canção:

It’s been so long since I’ve seen your face
Since I’ve seen the one that I loved
There are no songs that tell it as it is
Tell it as it is pr it was


Dupont

quarta-feira, julho 28, 2004

A Terra vista do céu - 49


USA - Nova Iorque - Estátua da Liberdade
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

Modernices


Quanto mais catedráticos...
Dupond

Abraço do urso?

No Jornal de Notícias.
Dupond

Comovente

O Jornal de Notícias publica hoje uma história verdadeiramente comovente e que diz tudo sobre o que é a cooperação com os nossos irmãos dos países africanos de lingua oficial portuguesa.
Dupond

terça-feira, julho 27, 2004

Estado de desgraça



Ao comentar o debate de apresentação do Programa de Governo, Carlos Magno dizia na Antena 1 que este Governo de Santana Lopes, ao contrário do que é normal, inicia as suas funções em "estado de desgraça".
Vendo bem as coisas, esta apreciação de Carlos Magno tem razão de ser, senão veja-se:
- A nomeação dos Ministros não escapou a sérias críticas (Nobre Guedes, numa primeira fase por não ter qualquer ligação ao sector e noutra por ser demasiado ligado ou Paulo Portas que não sabia o nome do seu Ministério no momento em que tomava posse);
- A indicação dos Secretários de Estado foi uma vergonha (o transferência de Teresa Caeiro é verdadeiramente incrível);
- Na primeira entrevista Santana Lopes disse que ia descentralizar Ministérios e depois limitou-se a transferir a sede de algumas Secretarias de Estado;
- No debate de apresentação do Programa de Governo o Primeiro Ministro encontrou a oposição em "estado de sítio", obrigando-o a discutir com segundas linhas, o que impede qualquer comparação com o seu verdadeiro "challenger".
Como se pode ver, há razões que derivam de erros do Primeiro Ministro e há outras às quais ele está alheio. No entanto, as indicações iniciais não são lá muito entusiasmantes.
Pode ser que continuando na senda dos contrários, Santana Lopes comece em "estado de desgraça" e entre depois em "estado de graça". Era bom, pois o país bem precisa.
Dupond

segunda-feira, julho 26, 2004

Consequências do EURO

De um modo geral, as avaliações feitas por inúmeros comentadores e "opinion makers" ao impacte do EURO 2004 no nosso país tem-se revelado globalmente positivas. É difícil podermo-nos pronunciar a esse propósito com rigor, pois é necessário levar a cabo um estudo económico muito profundo e complexo, que inclusivamente ainda nem sequer é temporalmente correcto fazer-se.
No entanto, há alguns sinais interessantes, que nos deixam satisfeitos. É o caso daquele que pude ler hoje numa publicação especializada em tecnologias de informação (Computerworld). Com efeito, a empresa portuguesa que ganhou o concurso público internacional para a produção dos bilhetes do Euro 2004, a Litho Formas, está bem posicionada para se tornar a fornecedora de idêntico produto para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, que se disputam em Turim.
Este exemplo mostra como a economia do país pode beneficiar com um evento do género do Euro. Estou certo de que o mesmo se pode repetir a outros níveis, bastando para tal que os nossos empresários sejam competentes, dinâmicos e arrojados.
Dupond

Impostos

Se fosse feita uma sondagem aos portugueses perguntando-lhes se concordavam com o volume de impostos que pagam, estou certo que as respostas seriam praticanente unânimes em responder com um claro NÃO. A nossa relação com os impostos é uma relação difícil, já que pagamos sem nunca saber aquilo que recebemos em troca. Mais do que isso, todos temos a sensação de que estamos a contribuir largamente mais do que aquilo que recebemos.


É evidente que em muitos casos é verdade que contribuimos mais do que aquilo que recebemos, mas a verdade é que esse é o pressuposto da sociedade europeia, que valoriza a dimensão social e assenta em princípos de redistribuição do rendimento pelas camadas mais desfavorecidas da população.
Nesta relação com os impostos todos os dias surgem notícias dasagradáveis. Hoje, numa nota distribuida pela Lusa, ficamos a saber que o Provedor de Justiça "pediu à administração fiscal que cumpra a lei e pague os juros compensatórios aos contribuintes nos casos de processos tributários anulados ou cuja revisão é demorada".
Quem vive ou já viveu este tipo de situações não pode estar mais de acordo com a opinião do Provedor de Justiça. A forma como as autoridades fiscais actuam na sua relação com os contribuintes é verdadeiramente desastrosa, principalmente com aqueles que cumprem e tem o azar de se ver envolvidos em conflitos com as decisões do fisco.
Por isso, deixo aqui uma sugestão que talvez valha a pena aprofundar. Não sei quantos funcionários estão ao serviço da administração fiscal, mas porque não esta organizar-se, tal como fazem os bancos, em unidades orgânicas que se responsabilizam por determinado números de contribuintes, criando uma espécie de figura de "Gestor de Conta do Contribuinte"?


Já imaginaram como seria mais fácil podermos resolver todos os nossos problemas e dúvidas com um único interlocutor da parte das finanças? Já imaginaram como seria mais eficaz para as finanças acompanhar regularmente o perfil contributivo de cada contribuinte, permitindo, por exemplo, descobrir quase on-line o momento em que um dado contribuinte começa a deixar de cumprir com as suas obrigações? Já imaginaram como seria mais humanizado o relacionamento com as autoridades fiscais se esse "monstro" (o fisco) encarnasse numa pessoa de carne e osso e tivesse nome?
Será que isto é exequível? Será que a máquina fiscal tem gente em número sificiente para o fazer? Será que tem gente capaz de trabalhar assim? Não tenho a certeza destas respostas, mas uma coisa é certa: como está, não está bem!
Dupond

Feira de Artesanato

Abriu ao público, no passado Sábado, o evento de maior repercussão regional e nacional que se realiza em Vila do Conde: a 27ª Feira Nacional de Artesanato.
A apresentação dos stands é ligeiramente diferente dos anos anteriores (falo do letreiro que identifica cada um dos concelhos) embora a maior parte das caras sejam conhecidas, bem como os respectivos produtos. Apesar disso, é um certame bem organizado e que atrai, indiscutivelmente, muitos visitantes à nossa terra.
A novidade deste ano é a existência de expositores indianos, mostrando-nos um pouco da cultura e dos produtos tradicionais daquele país com o qual mantivemos ao longo dos últimos séculos uma forte ligação.
Visitem-nos!
Dupond

Isto, sim, é um elogio!

"Tenho tido polémicas terríveis com Pacheco Pereira, algumas excessivas, outras não. Reconheço nele uma inteligência superior, um espírito liberal em termos de costumes, uma capacidade argumentativa notável, e um desejo de não ser adulado por qualidades de superfície. Homem extremamente culto, odeia as políticas culturais (nisso nos desentendemos frequentemente). Homem extremamente actualizado, tem em relação à modernidade cultural uma reserva de fundo. É convictamente social-democrata e visceralmente antipopulista. Desenvolve uma relação fria e cínica com a história, mas guarda para si - como agora provou - uma atitude anti-cínica. Portugal perdeu um excelente embaixador na UNESCO. Ganhou um homem político exemplar. Talvez seja mais útil neste momento". Eduardo Prado Coelho, no Público.
Dupont

De cara à banda


Quando surgiram as acusações de que Nobre Guedes tinham interesses profissionais na área ambiental, Paulo Portas prometeu que o seu amigo iria dar, a todos, uma resposta que os deixaria "de cara à banda".
Os jornais de hoje reservam um quadradinho a uma notíca em que se diz que Nobre Guedes "suspendeu a sua actividade profissional quando entrou para o Governo". É tal a dimensão da notícia que o Público nem a colocou online... E Nobre Guedes "esqueceu-se" também de explicar que o exercício da advocacia é incompatível com o exercício de cargos governamentais. Mas isso são notas de rodapé... Só que, tudo somado, há que dar razão a Paulo Portas: a resposta foi, efectivamente, de deixar qualquer um "de cara à banda"...
Dupont

E Gaia aqui tão perto

Ângelo Marques, o jornalista do Público que cobre Vila do Conde e Póvoa de Varzim, resolveu estender, e bem, a sua área de actividade e foi ver as praias de Vila Nova de Gaia. Habituado a ouvir de Mário Almeida inexplicáveis justificações para recusar a submissão de praias vilacondenses ao júri da bandeira azul, Ângelo ficou surpreendido com o que viu:
"A existência de bandeiras azuis em praticamente todo o litoral e, em paralelo, os problemas ambientais que se fazem sentir no Porto e em Matosinhos, com algumas zonas a serem interditadas aos banhistas, são um panorama que fomenta uma verdadeira debandada para a zona balnear de Gaia. A elevada afluência já está a provocar problemas à circulação automóvel; a norte do rio Douro, ouvem-se as queixas dos concessionários".
Parece que o povo até liga a estas coisas, senhor Presidente. Tenha cuidado!...
Dupont

Encontro Blogueiro Vilacondense


Alguns bloggers vilacondenses atenderam ao convite do Lápis de Cor e encontraram-se na Feira do Artesanato. Pelos vistos, ficaram ao lado da mesa de Mário Almeida, que tinha obrigação de lhes oferecer o jantar, tal é a projecção que estes bloggers trazem à terra...
Como já referimos, foi de todo impossível estarmos presentes, mas tínhamos solicitado ao Blogouve-se que nos representasse. O João Paulo Meneses, gentilmente, aceitou. Mas, talvez para evitar ser massacrado por previsíveis perguntas "melgas", optou pela t-shirt que se pode ver na imagem, o que demonstra o seu pragmatismo e um extraordinário sentido de humor. Até pagava para ver a cara dos outros... Bem, da reunião saiu um texto, que transcrevo:
"Bloguistas que (se) juntam, são bloguistas que (se) jantam
Aos 25 de Julho de 04 juntaram-se - para jantar - na Feira Nacional de Artesanato os seguintes bloguistas: Daniel Brás Marques ("Glosas"), Eduardo A. Silva ("Lápis de Cor"), João Paulo Meneses ("Blogouve-se") e Miguel Torres ("Ouriço Cacheiro").
Todos os outros foram convidados, mas por esta ou por aquela razão não compareceram. Em contrapartida, Mário Almeida esteve (na mesa ao lado...). Do que é que se falou? De tudo. Até do Santana Lopes! Todos prometeram continuar e juntarem-se daqui a um ano. Com a expectativa de que o Six e os Dupondts estejam presentes...
A constatação de que há vários blogues do centro-direita suscitou uma interrogação: por que não um do Largo dos Artistas? E já que se fala em milagres, pede-se mais mulheres a escrever...
Longa vida aos blogues feitos em e/ou a partir de Vila do Conde!
"
Daqui o nosso brinde virtual: "Aos bloguistas de Vila do Conde! Tchim, tchim!"
Dupond & Dupont

Passarola Voadora e Ouriço Cacheiro

Parece que o Nelson aterrou a sua nave voadora. Esperemos que seja só para reabastecer, ficando à espera de novos voos.
Em sentido inverso está o Ouriço Cacheiro, que não só modificou o template, como parece estar a blogar mais assiduamente. Força, Miguel e parabéns pelo aniversário do "Sonic"...
Dupont

domingo, julho 25, 2004

Tour de Lance


Dupont

Importâncias

O Nelson, do Passarola Voadora, lamenta-se de ninguém prestar atenção ao sucesso que o pianista vilacondense Paulo Oliveira tem obtido: "Entre polémicas estéreis como a Polis ou sobre uma notícia supostamente mal escrita onde os argumentos dos outros não contam, o humilde Paulo Oliveira continua a saga daquele concurso", referindo-se ao Vianna da Motta.
Como já lá deixei escrito, não aprecio mesmo nada a ideia de que "os nossos gostos são melhores do que os outros". Se as pessoas, apesar de informadas, não vêem interesse na carreira do Paulo Oliveira, por mim tudo bem, muito embora lamente.
Como os orgãos de informação cumprem a sua função e a carreira dele tem sido bem acompanhada jornalisticamente(JN, O Primeiro de Janeiro e Terras do Ave já apresentaram notícias e entrevistas), o problema não residirá aí. Estará, quando muito, na falta de educação ou formação cultural dos portugueses. Só que, aí, a responsabilidade cabe ao Estado e, por vezes, aos pais.
Deste modo, em vez de discorrer lamentos sobre o que os "broncos" ligam ou não ligam, culpando-os de que "ninguém dá muita importância" àquilo que você, manipuladoramente, chama de "saga" do "humilde" artista, talvez fosse mais indicado ser fiel ao caminho que se escolheu, trilhando-o com honestidade e continuando a divulgar o que se acha importante, alertando os leitores e esperando que eles prestem atenção. Apenas isso.
Os "grandes condutores", Nelson, acabam sempre mal...
É claro que todo este post assenta no pressuposto de que você, Nelson, é jornalista e o seu blog é, assumidamente, de «um jornalista».
Dupont

Incursões

Uma memória de Vila do Conde, no Incursões.
Dupont

A Terra vista do Céu - 48


USA - Nova Iorque - Edifício Chrysler
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

sábado, julho 24, 2004

Encontro da Blogosfera "Bileira"

O Lápis de Cor organizou um encontro da Blogosfera cá de Vila do Conde. Agradecemos o convite, mas, infelizmente, não poderemos estar presentes. De qualquer forma, solicitamos ao Blogouve-se que nos representasse, o que foi aceite. Daqui, o nosso obrigado ao JPM.
Dupond & Dupont

A Terra vista do céu - 47


USA - Nova Iorque - Avenida Lexington
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

Critérios

A edição local do Porto, do Público, atribui nota positiva a Mário Almeida por saber "captar elementos geradores de riqueza" para Vila do Conde, recordando a Lactogal e o Parque Nassica, esquecendo-se, até, da Siemens. No entanto, esta nota positiva vem da apreciação de uma actividade camarária claramnte passiva, que nada tem a ver com a sua própria gestão, onde se analisa a perspectiva de acção da Câmara e onde o julgamento do mérito tem importância bem superior.
Como é sabido, a Câmara de Vila do Conde, claramente de segundo ou terceiro plano a nível nacional, tem uma dívida que é, sensivelmente, dois terços da mais importante aqutarquia do país, Lisboa. Por isso, não deixa de ser curioso que o mesmo jornal faça manchete com "Santana Deixa Câmara de Lisboa com Dívidas de 100 Milhões de Euros" e não faça o mesmo com uma situação muito mais dramática e demonstradora de má gestão, precisamente aquela que acontece na nossa terra.
Dupont

Eça de Queirós

Há uns meses, o Dupond consagrou este post à polémica sobre a naturalidade de Eça de Queirós: Póvoa de Varzim ou Vila do Conde. Há uma semana, António Eça de Queirós, na 'Actual', do Expresso, abordava a questão. José Hermano Saraiva, visado no texto, ficou irritado e responde, na edição de hoje.
Dupont

sexta-feira, julho 23, 2004

Mantorras

O jogador de futebol Mantorras, um jovem angolano que representa o Benfica, foi detido ontem no Aeroporto de Lisboa quando regressava com os seus colegas do estágio na Suiça. O surpreendente motivo foi o de "falsificação de documentos". Segundo se soube, Mantorras terá falsificado a data de validade do seu passaporte.
Quando confrontado com o problema, o angolano disse que resolvia de imediato o assunto, tendo para isso apresentado um outro passaporte, esse já com a validade correcta.
Como é evidente este caso é perfeitamente absurdo. O atleta do Benfica já tem idade suficiente para saber que um passaporte é um documento muito importante, não podendo ser alterado pelo seu possuidor conforme as necessidades. Mais do que isso, é suposto cada cidadão possuir um único destes documentos.
Mantorras tem sido perseguido pelo azar das lesões na sua carreira. Neste caso, Mantorras não teve azar. Demonstrou apenas não ter a mínima cultura de cidadania, aspecto que não há médico nenhum no mundo que resolva.
Dupond

Inveja


Dupont

Dia Negro


Serge Reggiani

Ti-ri-ri-ri, Ti-ri-ri-ri, Ti-ri-ri-ri... "You are about to enter another dimension,
a dimension not only of sight and sound but of mind." Ti-ri-ri-ri, Ti-ri-ri-ri, Ti-ri-ri-ri...

Lembram-se ? Era a música que preenchia o genérico da fabulosa The Twilight Zone/A Quinta Dimensão. O seu autor chamava-se Jerry Goldsmith e a sua morte foi hoje revelada. Era ele o autor da banda sonora de filmes como como "Chinatown", "Patton" e "LA Confidential" ou de séries como "O Caminho das Estrelas", tudo obras que lhe granjearam grande popularidade.
De França, chega igualmente a notícia da morte de Serge Reggianni e de Sacha Distel. Dos States, vem a confirmação do desparecimento do saxofonista Jacquet, alguém que teve "só" o privilégio de tocar com todos os nomes da História do jazz. Por cá, como já referimos, partiu Carlos Paredes.
Dupont

Revista da Opinião Vilacondense

No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro, temos:
- Sérgio Vinagre, "Trapalhadas"
- Miguel Paiva, "Asneira"
- Felicidade Ramos, "Difíceis decisões"
- António José Gonçalves, "Estamos cada vez pior"
O líder do PSD e Sérgio Vinagre atacam a decisão da Câmara em encerrar a marginal, durante a época estival. Miguel Paiva analisa a questão mais sobre o ponto de vista político, acusando a autarquia de agir com falta de respeito para com os vereadores da oposição, que nem sequer foram auscultados. Em relação ao artigo de Sérgio Vinagre, a perspectiva é semelhante: o facto de as obras constituirem um desrespeito para com a população das Caxinas, em geral, e dos comerciantes, em particular; e a denúncia que o fim planeado das mesmas coincidirá com as próximas eleições autárquicas.
Já António José Gonçalves, director da Rádio Foz do Ave, aborda a descida de três lugares, de Portugal, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento de 2004. Finalmente, Felicidade Ramos revela que José Sócrates faz o seu género, mas não Santana Lopes. Como dizia o anúncio, "novidades, novidades, só no Continente"... Ah, e então o João Soares e o Manuel Alegre não merecem umas linhas?
Dupont

Carlos Paredes


Muitas vezes, no pequeno ecran e ao vivo, assistimos a espectáculos de intérpretes dotados de uma técnica superior. Executam com mestria quase perfeita a peça que querem oferecer, certos de que, no final, irão receber os aplausos pela demonstração de virtuosismo. O público, rendido à velocidade com que foi metralhado por notas musicais, rende-se. Cabe perguntar: será que isto é arte ou mera excelência técnica?
Tive o privilégio de ver Carlos Paredes ao vivo, há bastantes anos, no Coliseu do Porto. Foi aí que aprendi a diferença entre interpretar e reproduzir. Paredes, praticamente sozinho, enchia aquela enorme sala como raramente acontece e eu já lá fui muitas vezes para assistir a espectáculos de todos os estilos musicais... A sua força era tal que, por vezes, a concentração que o punha em divagações quasi-alucinogéneas passava para o público. A sala, o intéprete, a música, o público fundiam-se numa coisa só. Um feito destes só está ao alcance dos génios.
Hoje, quando chegar a casa, vou buscar os meus/seus discos. É a única homenagem que lhe posso fazer, embora saiba que Carlos Paredes ficará, para sempre, entre nós, em "movimentos perpétuos"...
Dupont

China Crisis - II

Um dia após este post, eis que são divulgados novos números relativamente à pirataria informática: "Entre 25 e 50% dos CDs vendidos em Portugal são pirateados". No ano passado, foram vendidos 1,1 mil milhões de CD piratas em todo o Mundo.
Dupont

A Terra vista do céu - 46


USA - Montana - Montanhas Rochosas
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

Vai acontecer em Vila do Conde

Vamos lá, meus amigos, toca a meterem-se no carrinho e dirigirem-se a Vila do Conde. Nos próximos tempos temos:


Feira do Artesanato - 24 de Julho a 8 de Agosto


Os Mosteiros de Vila do Conde - a partir de 22 de Julho,
no Centro Municipal de Juventude


Mistérios da Páscoa em Idanha - de 7 a 31 de Agosto,
no Salão Nobre do Centro Municipal de Juventude


Feira da Gastronomia - 20 a 29 de Agosto

Dupont

Rogério Torres online

O candidato a candidato à Câmara Municipal de Vila do Conde pelo PS já conseguiu uma coisa que o seu partido ainda não tem (nem os outros, já agora...): um site na net.
Dupont

quinta-feira, julho 22, 2004

Azneirar


"MADRID.- El Gobierno de Aznar empleó dos millones de euros en contratar a un gabinete de abogados para, entre otras iniciativas, promover la imagen del ex presidente español en EEUU y conseguir el apoyo para que le fuese concedida la Medalla de Oro del Congreso estadounidense. El PP asegura que se trata de un contrato «perfectamente legal y habitual»".
Dupont

Beckham's Ball

A bola de Beckham, a que fizemos referência aqui, foi vendida por uns modestos 28.050 euros.
Parece que nem a Victoria quis saber da bola do rapaz...
Dupont

Durão Barroso


Já está. Portugal não foi Campeão Europeu, mas temos a presidência da Comissão Europeia - (Ai, estas ligações futebol-política... É do hábito...).
Straight ahead, José!
Dupont

Ainda a marginal...

Se aqui fizemos críticas a um artigo de Márcia Vara para 'O Comércio do Porto', sobre o problema do corte da marginal, é justo que se diga que o artigo "Comerciantes revoltados com corte na marginal", inserido na edição de hoje do 'Póvoa Semanário', não apresenta o mesmo erro. Na verdade, está irrepreensível. (não disponível online)
Dupont

Vilacondenses nas Olimpíadas


Hélder Postiga


Adriano Niz

Ele é no Governo, na Volta à França, na Selecção de Futebol... Há vilacondenses por todo o lado.
Nas Olimpíadas de Atenas, estarão dois representantes de Vila do Conde. Um é sobejamente conhecido: Hélder Postiga, do FC Porto, que está integrado na Selecção Olímpica de Futebol. O outro é o orgulho do nosso Clube Fluvial Vilacondense: Adriano Niz, a sua estrela mais reluzente - (é poveiro mas está quase convertido...).
Dupont

Teresa Caeiro

Pergunta o Trenguices: "Porque será que todos queriam Teresa Caeiro para Secretária de Estado?".
Meu amigo, esta senhora conseguiu com que o Piet-Hein, da Endemol, deixasse a Alexandra-bomba-Lencastre e ficasse caído por ela.
Com um curriculum destes, até deve ter havido estalada entre os ministros que gostariam de ser secretariados por este vulcãozinho... Concerteza que o Paulo Portas não se importou nada em perdê-la...
Dupont

Novo Governo

As tomadas de posse do novo Governo atingiram o surreal. Primeiro, foi a surpresa de Paulo Portas por não saber que o seu Ministério incluia assuntos do Mar. Desculpou-se, com a mesma firmeza que mostraria se o apêndice ministerial fosse batatas ou computadores. Depois, o Primeiro-Ministro resolveu encurtar o discurso de tomada de posse, avançando páginas e proporcionando um espectáculo confrangedor. Em terceiro lugar, tivemos a peça de teatro que envolveu Teresa Caeiro, que tanto serve para a Defesa como para a Cultura -´deve ser a pessoa indicada para a defesa da cultura... E, finalmente, temos esta história que a blasfema Sara nos conta...
Mas sejamos optimistas. Um mau ensaio costuma dar uma boa estreia.
Dupont

China Crisis

Há uns dias, desloquei-me ao centro de inspecções de veículos, ali, na Varziela. Pensava que estava aberto à hora do almoço, mas enganei-me. Sem saber o que fazer durante a longa meia hora que se perfilava à minha frente, deambulei pelos armazéns circundantes, quase todos com nome, mercadoria e pessoal chinês. Não fazia ideia da dimensão do fenómeno, o que pesou na quantificação do meu espanto que, mesmo assim, ainda foi enorme...
Vi malas para computador a 7 euros, malas de viagem gigantescas, a 30 euros, roupa de homem, senhora e criança a partir de 2 euros, sapatilhas a partir de 5 euros e sei lá bem o que mais... Muitos dos produtos são cópia descarada de grandes marcas, como a Louis Vuitton, a Dior, a Samsonite, a Reebok, a Levi Strauss entre muitas outras...


Enquanto entrava e saía das lojas/armazém, muitas das vezes assediado pelos vendedores para que conhecesse os seus produtos, dei por mim a recordar um documentário que passou no canal Odisseia, sobre a contrafacção na China. O programa tinha sido concebido do ponto de vista da Cartier, especialmente no que diz respeito a marroquinaria, mas não só. O representante da marca francesa no Oriente ia fazendo uma série de visitas a centros comerciais e lojas, onde ia mostrando os tais produtos com marca e design falsificados. É claro que ele só se podia queixar dos “seus” mas, conhecedor do meio, explicava à reportagem o que se passava, também, com outras marcas. A ‘cereja em cima do bolo’ aconteceu quando entrou num shopping center gigantesco, semelhante a algo nascido de um cruzamento entre o antigo Brasília e o NorteShopping, onde todas as lojas, mas mesmo todas, espalhadas por vários andares, ofereciam produtos contrafeitos. O ‘Homem-da-Cartier’ mostrou, estupefacto, um relógio cujo modelo havia sido lançado na Suiça há somente 15 dias, ficou siderado perante toda a gama de produtos da.. Cartier, exibiu sapatilhas e roupa de todas as marcas de topo, enfim, uma verdadeira caverna de Ali-Babá de falsificações. Havia, inclusive, vários graus de falsificação. Por exemplo, o relógio atrás mencionado, era vendido a 10, 30 e 90 dólares, consoante a sua perfeição... Mais à frente, a reportagem iria acompanhar uma acção contra uma fábrica de cintos contrafeitos. Uma miséria... Era uma família pobre, que vivia em condições deploráveis, sem outra fonte de sustento que não fosse os cintos, feitos de maneira artesanal, numa maquineta inqualificável... Isto para concluir que a erradicação deste tipo de indústria e mercado levaria ao desemprego centenas de milhões de pessoas...


Mas ainda era levantada uma outra questão, essa bem mais grave: a falsificação de produtos alimentares. Recordo a notícia, recente, da morte de dezenas de crianças em virtude de terem ingerido leite adulterado. No programa a que me refiro, o exemplo era o do chá, em que o produto falsificado não tinha o mínimo de qualidade, pois, além de folhas, tinha ramos e pequenas pedrinhas... A embalagem, essa, era semelhante. Curiosamente, aqui, o argumento ‘preço’ não era usado na forma habitual, com a venda a 1/8 do preço do original. No chá, a redução era de apenas 10%. Porquê? Porque a ideia é: o consumidor, perante produtos que julga equivalentes, levará o mais barato. Ou seja, o comprador não pensa que está a comprar um produto falso...
Um armazém semelhante, mas mais completo, está em Madrid e chama-se “China Center”. Além dos produtos “tradicionais”, ainda temos uma vasta oferta de electrónica e, pior, de CDs e DVDs com filmes e programas informáticos. Em Espanha, vendem-se 100.000 CDs e 30.000 DVDs piratas, por dia... Quem já passeou pelas Puertas del Sol, em Madrid, na Plaza de Catalunya, em Barcelona ou nas marginais da Costa do Sol, sabe bem como é verdade...


Do ponto de vista legal, é muito complicado combater a contrafacção, pela mesma razão que é difícil combater o tráfego de droga quando só se apanham os dealers de rua... As alfândegas europeias não têm pessoal que chegue. Em média, por cada mil contentores que cheguem a um porto europeu, apenas um é verificado; se vierem da Colômbia, ou de outro país suspeito, o número baixa para um por quinhentos, o que é claramente insuficiente. Mas, curiosamente, os falsários vão encontrar apoio moral junto dos... cidadãos. Na verdade, o comprador comum não vê censurabilidade na aquisição de um produto contrafeito porque subentendem que a marca é rica e com a venda de um original cobrirá a venda de muitos falsos ou, então, vêem nisso um ‘castigo’ pelos altos preços cobrados. “Neste caso, o consumidor não é burlado, mas cúmplice”, dizem as autoridades espanholas.
Este “imperio de los piratas”, como lhe chama o El Pais, tem tendência a crescer. Basta passear pela Varziela e ver o número de crescente de armazéns que vão abrindo. É que numa sociedade incrivelmente consumidora e onde mais do que ‘ser’, o que conta é ‘parecer’ e, mais ainda, ‘mostrar que se tem’, este tipo de produto tem campo fértil para crescer. O sucesso profissional e o seu reflexo, o sucesso económico, são quase condições de sobrevivência na sociedade actual. Os chineses, com a sua sabedoria milenar, apenas aproveitam as nossas fraquezas para se espalharem pelo mundo ocidental. Tal como hoje se fala do sucesso da conquista de Portugal por Espanha, não pela secular via armada mas pela económica, também o perigo amarelo não vem por mísseis ou bombas, mas por produtos comerciais de baixa qualidade e preço.
(Fontes, além das citadas: Público, Sunday Times, La Vanguardia, La Razon, Le Monde Diplomatique, ed.fr)
Dupont

Números

Lisboa:
- 570.000 habitantes
- Câmara com dívidas de 88 milhões de euros
- A Comunicação social não se cala e a Câmara até vem esclarecer, com comunicados!
Vila do Conde:
- 75.000 habitantes
- Câmara com dívidas de 70 milhões de euros
- Comunicação social assobia para o lado...
Podia escrever muita coisa, mas o six já o fez com mestria.
Dupont

Memória das salas de cinema


Pelo sempre bem-disposto Alex fiquei a saber que o blog PDV estava a "coleccionar" imagens de cinemas. Em Vila do Conde não há nenhum, mas ficam aqui as ruínas do Cine-Teatro Neiva, situado na Av. Dr. João Canavarro.
Dupont

quarta-feira, julho 21, 2004

Rei Armstrong


Lance Amstrong está a escassos dias de se tornar no ciclista com melhor palmarés na história da modalidade. Se nada de extraordinário acontecer até domingo, este americano passará a ser o único ciclista a conseguir vencer por 6 vezes consecutivas a Volta a França em bicicleta. Na etapa de hoje, um contra-relógio individual que terminou no mítico "L'ALPE D'HUEZ", Amstrong fez o melhor tempo, deixando o Alemão Ulrich a 1'01''.
O mérito de Amstrong nos resultados que está a conseguir na Volta a França deste ano é inquestionável. No entanto é justo dizer que o nosso conterrâneo José Azevedo se tem portado com um verdadeiro campeão, ajudando o seu chefe de fila de forma competente. Hoje, o melhor Azevedo da sua carreira, conseguiu um brilhante 4º lugar no contra-relógio a apenas 1'45'' de Amstrong.
O resultado do trabalho destes homens é verdadeiramente notável. Amstrong é camisola amarela com quase 4 minutos de vantagem sobre o segundo (o italiano Ivan Basso) e Azevedo está em 5º lugar.
A Volta a França deste ano ameaça tornar-se numa prova verdadeira inesquecível.
Dupond

Porto 2001


O Tribunal de Contas acaba de apresentar um relatório sobre a actividade da Porto 2001, sociedade que foi constituida para o evento cultural com o mesmo nome e que teve (e tem ainda) a cargo a realização de inúmeras obras na cidade do Porto.
Os resultados são absolutamente demolidores, acusando-se Estado e autarquia de não terem tomado providências de modo a evitar a derrapagem de prazos e orçamentos.
Vejamos quem assume as responsabilidades...
Dupond

REN e RAN nas autarquias

A proposta de passar a tutela das Reserva Agrícola Nacional e Reserva Ecológica Nacional para a esfera das autarquias não é bem aceite pelas organizações ecologistas. Senão, vejam isto...
Dupond

A Terra vista do céu - 45


USA - Montana - Bozeman
por Yann Arthus-Bertrand

Dupont

Carlos Duarte

Tudo indica que o nosso conterrâneo Carlos Duarte irá ser o próximo Secretário de Estado da Agricutura. Aqui, d'O Vilacondense, enviamos os nossos parabéns.
Recorde-se que o Eng. Carlos Duarte já foi presidente do PSD local, deputado, assessor da Câmara de Vila Nova de Gaia, Director Regional de Agricultura do Norte e o seu nome chegou a estar na calha para suceder a Arlindo Cunha na Comissão de Coordenação da Região Norte, como então referimos.
Dupont

terça-feira, julho 20, 2004

No comment!


Colômbia - Criança chora a morte de familiares,
assassinados pela guerrilha FARC
.
Dupont

O MAIOR !!!!!


"VÍTOR BAÍA vai viver em Agosto mais um momento alto na sua carreira, quando receber no Mónaco a distinção de melhor guarda-redes de todos os campeonatos europeus disputados na época passada. O prémio tem a chancela da UEFA e será atribuído ao portista um dia antes da disputa da Supertaça Europeia, entre o FC Porto e o Valência". Esta notícia vem n' A Bola.
Deve haver engano! Quem é esta UEFA para vir ofender milhões de portugueses, daqueles de águia e leão ao peito? Quem é a UEFA para desmentir centenas de títulos e milhares de artigos da Bola e do Record? Quem é a UEFA para vir, assim, derrotar quase toda a alma lusa?
Ná, a verdade é que o Baía não vale nada... Bom mesmo é um tal de Ricardo, um guarda-redes deveras excepcional, que até já conseguiu esse feito gigantesco de ser Campeão Nacional! UMA VEZ! Esmagador!!!
O Vítor, afinal, tem um curriculum miserável, onde apenas ostenta:
- 80 Internacionalizações
- 89/90 Campeão Nacional
- 90/91 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal
- 91/92 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal
- 92/93 Campeão Nacional
- 93/94 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal
- 94/95 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal
- 95/96 Campeão Nacional
- 96/97 Vencedor da Taça de Espanha; Vencedor da Taça das Taças; Vencedor da Supertaça de Espanha
- 97/98 Campeão Espanhol
- 98/99 Campeão Nacional; Vencedor da Supertaça de Portugal
- 99/00 Vencedor da Supertaça de Portugal; Vencedor da Taça de Portugal
- 02/03 Campeão Nacional; Vencedor da Taça de Portugal; Vencedor da Taça Uefa; Vencedor da Supertaça de Portugal;
- 03/04 Campeão Nacional; Vencedor da Liga dos Campeões; Melhor Guarda-Redes Europeu, segundo a UEFA!
Aliás, segundo a mesma desinformada UEFA, aqui, Baía "is considered his country's best goalkeeper of all time"?
Sem mais comentários. Obviamente...
Dupont

Reserva de Mindelo

"Câmaras vão mandar nas reservas agrícolas e ecológicas". No Público.
Finalmente, a luz ao fundo do túnel?
Dupont

Bibliotecas de praia


É um excelente ideia. Salvo erro, foi a autarquia poveira quem arrancou com a iniciativa. A de Vila do Conde seguiu-a. Fez bem. Aliás, é pena que não o faça mais vezes, mas adiante...
Ler, na praia, não é uma coisa pacífica... Para leituras levíssimas, ou seja, jornais desportivos, para ele, e revistas do coração, para ela, tudo bem. E até aceito que a literatura dita light também passe. Mais do que isso é que não... É que convém não esquecer o folclore estival: as crianças a berrar, as bolas de futebol perdidas que nos acertam sempre, as beldades que desfilam, o cheiro a panados e arroz de tomate da vizinha, o nosso conhecido que quer partilhar a sua alegria de também estar em férias, os vendedores de óculos e de artesanato africano, enfim, um sem número de diversões, atracções e repulsões que não se compadecem com uma mente literária minimamente séria...
Por isso, façam como eu: levem o computador e leiam os blogues...
Dupont

20 de Julho de 1944


Neste dia, há 60 anos, Adolf Hitler preparava-se para mais uma reunião no seu quartel-general, na Prússia Oriental. Na sala encontravam-se cerca de 25 pessoas, entre as quais o Fuhrer, quando explodiu, ali mesmo, uma bomba. Cerca de uma dezena dos presentes escaparam com ferimentos leves, nove sofreram lesões graves e quatro perderam a vida. Hitler escapou com uns pequenos arranhões.
A bomba havia ali sido colocada à ordem do Conde Von Stauffenberg, Claus Schenk, o cabeça de uma conspiração que unia uma parte da aristocracia germânica com os católicos do círculo de Krieslau, descontentes com Hitler e vexados pela imagem que a Alemanha estava a mostrar, além de perturbados pelo desembarque da Normandia e pelos horrores da Batalha de Estalinegrado.
A resposta nazi não se fez esperar e passou-se à fase do “round up the usual suspects”, onde centenas de pessoas foram presas e fuziladas, numa autêntica “caça às bruxas”, incluindo, claro está, os conspiradores. Se, entre estes, estaria o marechal Rommel, é algo que, ainda hoje, provoca discussão entre historiadores. Naquele dia, a ‘Raposa do Deserto’ encontrava-se em convalescença, por força de ferimentos em combate, uns dias antes, em França, quando as suas tropas foram alvo de um bombardeamento aliado. O certo é que a história nunca convenceu ninguém, muito menos quando foi anunciada a sua morte, precisamente por essa causa...
O fascínio desta recordação reside, precisamente, na pergunta: que rumo teria seguido a História, se o atentado tivesse resultado?
É claro que o recurso a estes “e se?” prende-se, unicamente, com exercícios de imaginação. Já aqui fizemos um exercício semelhante e referimos, até, que há quem se delicie com a temática. Certamente que gostamos de pensar que no ano ainda demorou até à capitulação final germânica não teria havido tantos bombardeamentos, morte e destruição. Este atentado poderia, hoje, ser recordado não como nota de rodapé, mas como título, na história da II Guerra Mundial. E daí talvez não. Convém relembrar que também é legítimo pensar que o substituto de Hitler poderia ser alguém bem pior do que ele.
Just the facts, m’am. Just the facts...
Dupont

20 de Julho de 1969

Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a Humanidade”. Foi com este discurso de improviso (previamente decorado…), que a chegada do Homem à Lua ficou imortalizada. Já passaram 35 anos…

A conquista espacial foi algo que influenciou, de forma determinante, a minha juventude. A memória mais antiga que tenho é a da acoplagem Apollo-Soyuz e, claro, aí nasceu meu desejo em ser astronauta. Tudo era possível. Até me recordo de ler, numa das enciclopédias ilustradas que me haviam dado, que o Sol, dentro de cinco milhões de anos iria crescer desmesuradamente, alcançando a órbita da Terra. Claro que eu e a minha família iríamos morrer, o que me deixou à beira de um ataque de pânico. E só me acalmei quando recorri, desesperado, à parte mais fria do meu cérebro: “os americanos, por essa altura, já devem ter inventado naves para nos levar a todos...
Belos tempos esses... É claro que a realidade não dava para alimentar a voracidade de informação que me apoquentava e, ainda menos, a cadência de notícias, que mais dava ideia de que o conhecimento avançava a passo de caracol.
Solução? Ficção Científica!
Por essa altura começava a passar na TV o Espaço 1999 e, também, a nave Orion, o Caminho das Estrelas. No cinema, Darth Vader e o Imperador iam vencendo os rebeldes numa épica Guerra das Estrelas e os livros da colecção Argonauta, com muita banda desenhada à mistura, entretinham-me tardes a fio. Os planetas, as estrelas, as galáxias, tudo era uma possibilidade quase ao alcance da mão.
Anos depois, como a todos acontece, deu-se a aterragem. Que podia ter sido mais suave, não foi tão má que desse para despiste...
Dupont

segunda-feira, julho 19, 2004

O crime compensa

Talvez fosse mais adequado um título do género: "a fuga compensa". Isto porque um cidadão norte-americano, após confessar-se culpado da prática de um crime de tráfico de droga, o que lhe daria uma pena a rondar os dez anos de cadeia, resolveu fugir quando se apercebeu do desfecho do proceso. E andou a monte durante 20 anos, ocupando o tempo na pesca de crustáceos. Os remorsos e os conselhos da filha levram a que se fosse entregar. Levado a julgamento, um juiz de Miami ficou comovido e deu-lhe uma pena de...45 dias de prisão.
Nos tempos que correm, recorrer à verdade dá direito a prémio...
Dupont

Profissionais Liberais

- No Correio da Manhã: "O Estado deve cerca de cinco milhões de euros aos advogados que prestam apoio judiciário";
- No Público: "Só Três por Cento dos Médicos Autorizam Expressamente Um Genérico"
Dupont

A exposição perfeita

O Público está a editar uma série de livros, da editora Taschen, sobre mestres da Pintura. Não estou a coleccioná-la, até porque tenho, com toda a certeza, obras melhores cá em casa. Mas isso tem sido pretexto para abordar, aqui, alguns dos meus pintores favoritos.
Este fim de semana, o escolhido foi Georges-Pierre Seurat. Não é dos meus preferidos mas, em 1997, tive oportunidade de ver uma exposição, na "National Gallery", em Londres, denomindada "Seurat and the Bathers". E recordo-a porque constitui aquilo que considero "a exposição perfeita". Para explicar, em poucas palavras, esta minha asserção, digamos que só lá faltava o pintor...



A exposição estava concebida de tal maneira que o vistante ia acompanhando a própria conceptualização da obra: as influências temáticas e artísticas de Seurat, os incontáveis esboços, as fontes de inspiração, os aprofundados estudos de cor, anáises de raio-x, tudo a conduzir ao objecto final, "Os Banhistas de Asniéres", um dos quadros mais famosos do Mundo.
O extraordinário de tudo é que, após uma viagem por várias salas, onde o material exposto tinha, quase sempre, um tamanho relativamente reduzido, raramente ultrapassando um metro de largura, eis que, no final, eramos perfeitamente esmagados pela dimensão da tela dos "Banhistas...": 201 cm x 300 cm!
É certo que, em museus, especialmente aqueles com a riqueza de uma National Gallery, é difícil, para não dizer impossível, parar e observar um quadro com a atenção e pormenor que ele merece. Esta exposição veio recordar-me isso e serviu-me de lição, relativamente à abordagem a museus: a opção correcta não é ver tudo de forma rápida e superficial, esperando colmatar lacunas através de posterior leitura, em casa, mas eleger um determinado número de obras e aprofundá-las ao máximo. É que tal como o lugar para ver cinema não é em casa, também o ideal para se ver uma tela é estar perante o original e não olhando para uma sempre infiel reprodução.
Dupont

Trenguices


Na passada semana recebemos um convite para um churrasco no Gerês. Quem assinava era o "Trenguices", o nosso colega poveiro desta viagem blogosférica. O Dupond lamentou-se, pois já tinha um compromisso. Eu fiquei entusiasmado e tratei de convencer a família: "Vamos ao Gerês a uma festa onde só vai estar gente que eu nunca vi!", comuniquei desastradamente... A minha mulher olhou para mim com aquele ar que já lhe conheço: "Se eu disser que não, vou aturá-lo todo o fim de semana; se disser que sim, pactuo com mais uma loucura do meu marido"... Pressão aqui, pressão ali, chantagem emocional com as crianças("se a mamã aceitar vamos às montanhas, ver lobos, raposas e javalis!..."), até que veio um conformado "sim".
E lá fomos até Vilarinho de Perdizes, para me encontrar, finalmente, cara-a-cara, com o "Trenguices". Ali chegados, mergulhamos numa festa que já decorria há algumas horas, quais ETs no meio de Times Square. Mas a simpatia do Mário, da família e dos amigos, superou tudo. E não o digo para agradar. É mesmo verdade! São todos simpaticíssimos. É claro que "o tipo que faz o Vilacondense" era olhado com certa curiosidade mas, rapidamente, o entrosamento foi total e pouco depois já toda a gente se tuteava. O cenário, como podem ver, era lindíssimo.


O Mário, provocadoramente disfarçado de jamaicano, foi um anfitrião sem defeitos, que nos abriu a casa como se o conhecessemos desde sempre. Não vou aqui falar das suas superiores qualidades, pois todos nós já bem as conhecemos, mas não queria deixar de destacar uma que só "ao vivo" é possível apreciar: a sua capacidade para versejar. Treme Camões, chora Pessoa, muda de côr Cesário Verde, porque a musa, agora, ilumina o "Trenguices". Foi vê-lo cantar ao desafio, deitando por terra um experiente representante local, que não teve arte ou engenho para se aproximar das quadras de Mestre Peliteiro, enriquecidas com rimas inovadoras e contemporâneas. Afinal, quem mais conseguirá fazer rimar "Serra d'Agra" com "Viagra"?..
Já a noite caía, quando de lá saímos, com a certeza de que se tinha erguido uma nova amizade. Em Setembro, segundo nos disse, há mais. Faremos tudo para honrar o convite.
Dupont

Silly Season


De vez em quando, aqui, n'O Vilacondense, fazemos a apreciação do trabalho e isenção dos jornalistas que cobrem Vila do Conde. É fácil, porque temos conhecimento do que lá se passou por diversas fontes presenciais. Já aprecíamos o Ângelo Teixeira Marques, do Público, a Céu Salazar, do JN, o Paulo Vidal, d'O Primeiro de Janeiro. Este assunto das obras na marginal e seu encerramento ao trânisto, tem dado pano para mangas. E se, noutra altura, criticamos o Ângelo e o Paulo Vidal, por exemplo, também é justo que se diga que a cobertura que deram deste acontecimento tem sido, até agora, irrepreensível.
Mas eis que chega O Comércio do Porto e uma senhora que dá pelo nome de Márcia Vara. O que esta senhora jornalista propõe é, simplesmente, a anexação das Caxinas pela Póvoa de Varzim. Veja-se a notícia: "Comerciantes revoltados com obras na marginal da Póvoa de Varzim". Com que então Mário Almeida mandou fazer obras na Póvoa? E a oposição local, como não deve ter nada que fazer, anda preocupada com os comerciantes...da Póvoa, não é?
Como é que é possível sair uma asneira do tamanho e calibre do Titanic num dos mais antigos jornais do país? Como é que esta criatura chegou a jornalista, se não conhece uma coisa que todo o país sabe: as-Caxinas-estão-situadas-em-Vila do Conde!
É claro que uma mente tenebrosa até podia ver aqui um dedinho interesseiro... Basta imaginar a quem é que beneficiava desviar as atenções sobre a notícia... ALiás, mandam as regras que a Márcia Vara fosse ouvir o visado nas acusações, Mário Almeida, mas não foi...
Dupont