quarta-feira, julho 14, 2004

Frida Khalo


Já por aqui passou Diego Rivera, o grande muralista mexicano. Frida Khalo foi o amor da sua vida. Igualmente pintora, teve uma vida de profundo sofrimento. Primeiro ficou coxa por causa da poliomielite. Depois, por causa de um acidente de viação em que esteve envolvida, ainda adolescente, acabou por ficar com a espinal medula irremediavelmente afectada. Tentou várias vezes ter filhos, mas o seu corpo não o permitia. Perto do fim da vida ainda teve de assistir à amputação de uma das suas pernas.
Tudo isto não a impediu de levar uma vida desregrada e boémia, com relações tempestuosas, especialmente com Rivera. Como ele tinha amantes, ela resolveu pôr as coisas em pé de igualdade, permitindo a passagem pela sua cama de muitos homens e mulheres...Um dos seus amantes mais famosos foi Leon Trotsky, que o marido convidara para se hospedar em casa, quando este se refugiara no México. Outras conquistas badaladas foram as actrizes Dolores del Rio e Paulette Godard.
Abraçou a pintura, apesar das limitações físicas, que a obrigavam a estar deitada várias horas por dia. Daí não ser de estranhar que a temática por si escolhida reflicta muito do seu sofrimento e das sua angústia. A maior parte das suas obras são auto-retratos, porque era o tema que melhor conhecia, dizia Frida Khalo... A pose, quase de "fotografia de passe", deriva do facto de o seu pai ter sido fotógrafo e a ter iniciado nessa arte. Para exprimir os seus sentimentos, muitas vezes pintava 'pensamentos' dentro do desenho da sua cabeça. As cores eram sempre fortes, um reflexo do México que ela amava e que fez com que andasse vestida como uma indígena local.
Hoje é um dos nomes maiores da pintura mexicana. No entanto, em vida, apenas realizou uma exposição no seu pais e, para a aqual, teve de ser transportada de ambulância e de maca.
Morreu em 13 de Julho de 1954, fez ontem precisamente 50 anos.
Dupont