quinta-feira, julho 15, 2004

Rogério Ribeiro


O ainda candidato a candidato à Câmara de Vila do Conde pelo Partido Socialista dá uma entrevista ao quinzenário Terras do Ave. Sem falsas modéstias, arriscava dizer que Rogério Torres nos leu...
Na verdade, este é o seu melhor momento até agora: define políticas, separa as águas para com Mário Almeida e critica abertamente a postura socialista nos últimos anos.
Rogério Torres afirma, peremptoriamente, que não aceitaria integrar uma lista do PS liderada por Mário Almeida. De uma assentada, clarifica todas as conspirações que nos cafés e, até aqui, na blogosfera, se foram criando a seu respeito. Isto é louvável, porque, finalmente, começa a ganhar contornos a ideia de candidatura e desaparece a de aventureiro. Denuncia a falta de infraestruturas e afronta, claramente, Mário Almeida, ao recusar a sua política de oposição aos critérios das bandeiras azuis.
A sua ideia de perspectivar Vila do Conde para uma classe média alta parece-me algo de complicado. A cidade não tem grande vocação turística (quantos monumentos não estão fechados e é preciso "ir buscar a chave"...) e nem será preciso relembrar a zona das Caxinas e a ruralidade das freguesias. Mas, pelo menos, há projecto e há ideias, o que é de aplaudir. E eu cá sempre gostei de pessoas destemidas e visionárias. Afinal, são sempre elas que marcam as cidades.
Parece que começamos a ter homem...
Um último comentário, até por causa deste post do six, prende-se com o tratamento a dar à comunicação social. Rogério Torres defende que "caso seja eleito, que tudo farei para despartidarizar, completamente, a comunicação social e estou, até, disposto a fazer um pacto com a oposição para que isso aconteça". Penso que não. A 'comunicação social' é constituida por empresas privadas e, portanto, assumem os seus riscos e posturas. O que deve haver é um tratamento de igualdade por parte dos políticos, para não acontecer isto que vem no mesmo jornal.
Dupont