Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora









Nós gostamos sempre de ir à Amadora. Mas, este ano, a organização levou a exposição para a estação de metro da Falagueira. No geral, deixou muito a desejar. O espaço era algo claustrofóbico, a concepção das exposições não foi feliz, pois dava a impressão que estava tudo em obras, o calor era insuportável, não havia roupeiro apesar de estar a chover e toda gente estar munida de guarda-chuvas, gabardinas e parkas e, principalmente, a escandalosa inexistência de sanitários – quem estivesse “aflitinho” tinha de recorrer ao WC dos funcionários do Metro, do outro lado da estação. A Castafiore, que também andava por lá, ia-lhe dando uma coisa…
Gostámos muito da exposição “As 100 BDs do Século”. Uma floresta de cem colunas, cada uma dedicada a uma personagem, com uma pequena explicação, uma imagem alusiva (prancha, capa de revista, etc.) e um objecto característico ou representativo da personagem. O Tintim lá estava. Sozinho. Nós bem sabemos que ele é que é a estrela da companhia, mas sem nós ele nunca chegaria a lado nenhum. E diria mais, sem nós nunca chegaria a lado nenhum!
A exposição do André Carrilho estava um primor. Gostámos, também, do Gradimir Smudja (um fantástico uso da cor), as retrospectivas da BD argentina e da nova BD flamenga e achámos louvável a iniciativa BD - Serra da Estrela e constatámos que o Luís Louro continua com as suas loucuras pseudo-eróticas. Ehehehe.
O FIBDA está para a Amadora como a Feira do Artesanato está para Vila do Conde, com outra dimensão e impacto, até porque a BD ainda é vista como uma espécie de sub-cultura. Mas é sempre bom ir até lá, contactar com os desenhadores, saber as últimas novidades, conhecer as novas tendências, observar trabalhos originais e rever alguns amigos, como o Rui Cartaxo, uma das maiores autoridades nacionais sobre BD. Ele acha que não, mas nós é que sabemos. Afinal, fomos desenhados por um génio…
Então, até para o ano!
Dupond & Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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