terça-feira, novembro 30, 2004

Eleições Antecipadas - A Queda


No Outono, não é só a folha que cai...

Dupont

Eleições Antecipadas - Governar


PSL-Aquela deputada loira está a olhar para mim...
PP-É a assessora de imprensa do Arnaut. Veio da Moderna comigo...
PSL-Ai, sim... Assessora do Arnaut, hem?... Muito me contas....

Dupont

Eleições Antecipadas - Spin


Jorge Sampaio, deslumbrado com a eleição de Jerónimo de Sousa para Secretário-geral do PCP, quis saudar o novo líder comunista oferecendo-lhe o seu primeiro combate.
Dupont

Eleições Antecipadas - O Salvador


"Calminha, que eu ainda não falei com a Maria..."

Dupont

Eleições Antecipadas - A Chave da Queda


Dupont

Silence 4


Acabaram. Pensei que o projecto estava em stand by enquanto David Ferreira se entretinha a solo, mas a verdade é que a aventura terminou. E é pena, porque os Silence 4 foram o melhor acontecimento musical que este país viu aparecer nos últimos anos.
O lançamento do DVD “Ao Vivo no Coliseu dos Recreios”, sala mítica da música popular portuguesa, marca, assim, o fim da linha para a banda. O ‘Y’, o ‘Dnmúsica’ e o ‘Blitz’ encarregaram-se já do respectivo epitáfio, mas, o que fica, realmente, é a música.
Gostava bastante destes “quatro silenciosos” com as suas composições acústicas, ligeiramente tristes, sempre com irrepreensível bom gosto. Estavam lá todos os ingredientes para um grande e merecido sucesso, o que aconteceu. As letras eram algo depressivas – Only Pain is Real... – mas, ao contrário do que muitas vezes ocorre, tinham sentido. Ao vivo – só assisti a um concerto – tinham uma atitude a quilómetros das repetitivas pop stars, preferindo optar por uma serenidade que cativava a audiência. E não nos podemos esquecer da encantadora harmonização da voz do vocalista com a da Sofia . Ele era compositor e alma mater de tudo. Na verdade, a banda era o David Ferreira. Talvez, no início, ele precisasse de algum apoio emocional, mas um líder não gosta de se confundir com os demais e o resultado está à vista: nome feito e carreira a solo. Mas não deixa de ser curioso o facto de o seu primeiro trabalho não ter o encanto dos discos da banda. Talvez tenha optado por caminhos estéticos diferentes ou estivesse cansado do “som Silence 4”, não sei. O que posso afirmar é que se perdeu uma excelente banda e ainda não se ganhou um grande autor.
Dupont

Prémio Dupont

O meu colega tem um coração enorme. Vejam lá que até criou um prémio com o seu nome que pretende “contribuir para o desenvolvimento da investigação científica e das suas aplicações”.
Bem hajas colega blogueiro!
Dupond

Mau gosto

O Forum Prisões decidiu fazer um concurso de ideias para a concepção de um logotipo para a organização, tendo para tal convidado um conjunto restrito de personalidades de várias áreas para apresentarem propostas. Acabamos de saber que o escolhido foi o humorista Herman José.
Não conheço o logotipo, mas julgo que o simples facto de ver o nome de Herman José associado a este tipo de iniciativas é de um mau gosto revoltante. Bem sei que muitas organizações do género da “Forum Prisões” vivem de dar nas vistas. Mas sinceramente, deveria haver um pouco mais de decoro e de respeito por todos nós.
Dupond

No mundo real...

Falando de coisas que acontecem no mundo real, a OCDE, prestigiada instituição internacional que segundo consta ainda não está subjugada ao controlo de nenhuma central de comunicação, acaba de divulgar as suas previsões relativamente ao andamento da economia portuguesa.
Na versão preliminar já disponível, ficamos a saber que a previsão de crescimento económico para 2004 é de 1,5%, para 2005 é de 2,2% e para 2006 é de 2,8%. Há nestes números duas coisas indesmentíveis: por um lado a tendência de solidificação do ritmo de crescimento da economia é claramente positiva, e por outro verifica-se que estamos a caminhar para um ritmo de crescimento que já há muitos anos não sentíamos.
Se estivéssemos num país consciente daquilo que é verdadeiramente importante, hoje não se falaria em mais nada além destes números. Estando em Portugal, iremos continuar entretidos a analisar a substituição de um Ministro que amuou por ver que não era tão importante para o Primeiro Ministro como pensava e decidiu adequar a sua presença na política às suas capacidades intrínsecas.
Dupond

43.750.000,00 de euros

Ia escrever sobre isto, mas o Peliteiro já o fez de forma brilhante.
Dupont

Afinal foi a nortada...

Uma Nortada levou o Daniel, do Glosas, da comunidade blogueira vilacondense para a portuense. Afinal, o facto de não ter tempo para o Glosas era uma ‘undecover story’ que escondia o verdadeiro intuito: passar para um blog com maior expressão. Se era só isso, bem podia ter falado connosco, que nós tínhamos as portas abertas para um blogger da sua qualidade. E, como bónus, saltava para a boca do top 50 nacional e não para fora dos 100 mais... Ou será que foi, em missão secreta do PSD, catequizar aqueles seis PPs?
No fundo, é a velha história do campo contra a cidade. Adeus Vila do Conde, olá Porto. O Eduardo é que a sabe toda: “fuga de cérebros, fuga de cérebros”...
Dupont

Jerónimo!!!



O PCP elegeu Jerónimo de Sousa para suceder a Carlos Carvalhas. Acho que foi uma escolha excelente. Palavra.
Bem sei que anda por aí muito consultor de imagem com costela de político a verberar que se trata de um regresso ao passado, que o PCP não mostra modernidade e mais umas quantas parvoíces.
O Partido Comunista Português tem o seu “core business” na classe operária, o famoso “operariado”, que é como que se chama as “bases” do partido. Jerónimo de Sousa é um produto dessa classe, aquela que ainda sonha com os alvoreceres de Abril e outros delírios. Na verdade, se décadas e décadas de doutores conduziram a um partido em constante definhamento, então porque não ir à essência do partido buscar a solução? Jerónimo de Sousa é quase um renascido, um comunista puro, o salvador (salvo seja…).
Olhando para o novo líder comunista, o que é que sentimos? Confiança e seriedade. Dali não vamos esperar guinadas à esquerda ou direita, ou um piscar de olho a este ou àquele. Nada disso. Jerónimo de Sousa tem a fibra dos que cortam a direito. O Bloco de Esquerda que se cuide, porque este comunista é daqueles que não só derruba blocos novos como está esperançado em reconstruir os velhos… Aquele aspecto seco, típico dos melhores líderes comunistas ( e, por isso, Carvalhas… enfim…), em que o corpo e alma estão devotados a um propósito comum, é a certeza de que tudo nele é essência e nada é supérfluo, tudo é músculo e nada é gordura.
O PCP está de parabéns. Escolheu, finalmente, um líder à altura dos seus pergaminhos históricos, confiando-lhe a difícil missão de evitar que o Partido passe à História…
Dupont

Assembleia Geral do Rio Ave

No Domingo realizou-se mais uma Assembleia Geral do Rio Ave. Hoje, em conversa com um sócio da velha guarda, contou-me que, lá para o final da AG, um sócio pediu a palavra e denunciou que o clube tinha salários em atraso, incluindo os funcionários administrativos, que já não recebem há três meses.
Fui ver o Blogue do Rio Ave e a página oficial e...nada. Em que é que ficamos?
Dupond

segunda-feira, novembro 29, 2004

Se eu fosse...

...benfiquista (sinal da cruz com genuflexão...) era este o post que colocava pela demissão de Henrique Chaves:


"Don't underestimate the power of six million supporters!"

Dupont

Já começou a fuga!


Nem três dias ocupou o cargo. Henrique Chaves, um ministro dado a gaffes, como se viu no episódio do Benfica e quando veio a um jantar do PSD a Vila do Conde aplaudir dinossauros autárquicos, pediu a demissão. Os motivos, ainda não desmentidos, são que verificou existir "uma grave inversão dos valores de lealdade e verdade, não tive qualquer dúvida em apresentar a minha demissão preservando a minha dignidade".
É claro que percebemos a educação do ex-ministro ao usar tão cuidados eufemismos. Mas deixemo-nos de figuras de estilo: a inversão do valor lealdade é a deslealdade, bem como a inversão do valor verdade é a mentira. Não custa nada e assim entendemo-nos melhor.
Sejamos francos: este Governo vai de mal a pior. Os ministros não se entendem, as remodelações parecem feitas à medida dos descontentes dirigentes distritais, e Santana Lopes continua a acreditar que a imagem vale mil palavras.
Reconheço que Santana Lopes ainda está hé meia dúzia de meses no Governo, que tem toda a imprensa não estatal contra si e que nunca teve cargo com tanta responsabilidade. Só que em vez de ser humilde e procurar aprender, aparece-nos com uma confiança de vendedor de feira, que continua a manter o sorriso bem sabendo que o que tem para vender é uma valente porcaria.
E, depois, há todos aqueles pormenores que fazem, pela negativa, a diferença: as patéticas santanetes, as poses estudadas, as desculpas de menino mimado e, pior do que tudo, ter incluído o seu nome no hino do PSD. Não houve ninguém naquele congresso que pedisse a palavra e lhe recordasse que o nome do partido não é PSL mas PSD.
Dupont

domingo, novembro 28, 2004

"Qualquer dia destrono a Rainha…"


- E sinto – tenha a certeza que é assim – que sou a grande cabeça em Portugal (de certeza) e na Europa também, de uma nova forma de pensar o jogo, os jogadores, o treino.
- Em Portugal, ser campeão é fácil.
- Preciso! [de guarda-costas se for ao Porto].
- No dia da final de Gelsenkirchen [Quando foi a última vez que falou com Pinto da Costa].
- Não voltaria a fazer![Tirar a bola a um jogador adversário para ele não lançar a bola, como aconteceu no Porto-Lazio] (…) O fair-play é importante.
- Isso é bonito. É fantástico. [Ter, na Luz, 80.000 pessoas a assobiá-lo].
- Um dos meus adjuntos, o Brito, mora no mesmo prédio que a Mónica Belluci, está mal acompanhado…
- A comunidade portuguesa somos nós. Entre eu e os meus adjuntos e família(…)somos 13.[Se lida com a comunidade potuguesa].
- Não, não, ele é de Palmela. Vá dizer aos de Leça que Matosinhos é Leça ou que Leça é Matosinhos. [sobre Octávio Machado ser de Setúbal]
- Qual escola? [sobre a escola que Octávio Machado representa].
- Como treinador adjunto tem um currículo fantástico [sobre Octávio Machado].
- Não. [Se Scolari falou com ele].
- Não. [Se se considera o melhor treinador do Mundo].
- Nas faculdades de Motricidade Humana há uma quantidade de teses de licenciatura de miúdos que são feitas à minha volta.
Dupont

sábado, novembro 27, 2004

Encontros Intimos


Belinda Mason-Lovering é fotógrafa e mora em Sidney, na distante Austrália. Criou um website chamado “Close Encounters” onde coloca online muitas das suas fotografias, divididas em quatro grupos: dor (grief), imagem corporal (body image), identidade (identity) e família(family).
Vale bem a pena uma vista de olhos, até porque muitos dos trabalhos são apresentados como verdadeiras reportagens. O destaque via para o portofólio sobre sexualidade e deficientes e para “Becoming Woman” (Tornando-se Mulher). É o relato de um homem, um transsexual de 52 anos, na sua viagem de mudança de sexo. Ao contrário do que quase sempre acontece não temos, aqui, as habituais e grotescas imagens de ‘maricões’ e ‘bichas’.
Começamos por acompanhar Paula Kaye no seu dia a dia, onde passa perfeitamente por mulher, assistimos aos tratamentos, à cirurgia e ao pós-operatório. O relato das belíssimas imagens é feito na primeira pessoa, o que provocando uma maior proximidade com o leitor/observador. Quem quiser ver toda a série, desde já aviso que há algumas imagens mais chocantes, especialmente na sala de operações, mas que o preto-e-branco ajuda a enfrentar.
Há um fio de serenidade que perpassa por todas as imagens, a que não será alheio o rosto franco da retratada. Olhando para ela, fica-se com a sensação de que o que está a acontecer mais não é do que a correcção de algo que nasceu errado e não apenas um qualquer capricho de um ser indeciso com a sua sexualidade. Talvez por isso, Paula recorra a muitas imagens de re-nascimento: a posição fetal na mesa de operação ou o estado de crisálida de onde sairá, para voar, uma borboleta…
Dupont

sexta-feira, novembro 26, 2004

Bloglivro


O barnabé vai ter os seus melhores textos editados em livro. Uma excelente ideia. E mesmo a tempo do Natal. Mas não tem nada a ver, que os rapazes não gostam nem de dinheiro nem acreditam no Pai Natal...
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro temos:
- Sérgio Vinagre, " Fantasias e outros delírios nacionais";
- Afonso Ferreira, "Causa pública";
- António José Gonçallves, "A esmola do PIDDAC".
Sérgio Vinagre analisa os últimos acontecimentos da política nacional. António José Gonçalves fala sobre o PIDDAC e da desilusão que foram as verbas atribuídas a Vila do Conde: " Obras fundamentais para o desenvolvimento dos concelhos são adiadas por parte do Governo. É triste e lamentável adiarem ou anularem as aspirações das populações". Tem inteira razão, o articulista. Mas não tem autoridade moral para o fazer. É que nunca li tomadas de posição suas, aqui ou em outro sítio ( e eu até ando atento...), criticando as obras fundamentais para o desenvolvimento de Vila do Conde da competência da autarquia, sempre prometidas e eternamente adiadas.
Afonso Ferreira aborda, mais uma vez, um tema que lhe é caro: os transportes e as vias de comunicação. E, sobre o movimento cívico contra as portagens no IC1 alerta para a possibilidade de se tratar de um grupo que atrás de si esconde uma iniciativa partidária de esquerda, com outros propósitos que não a mera discussão do pagamento. Pode ser. Bem visto.
Dupont

Coisas realmente importantes...


in Jornal de Vila do Conde, 25 de Novembro de 2004.
Dupont

A ler....

...com muita atenção, no Vila do Conde Quasi-Diário do six, a posta "Preferências".
Dupont

valter hugo mãe

O nosso escritor e poeta mais conhecido abandonou a sua editora, a Quasi, de quem era sócio e um dos principais responsáveis. Vamos lá ver qual será a próxima aposta do valter hugo.
Dupont

quinta-feira, novembro 25, 2004

Sem graça....


Maestro Miguel Graça Moura detido pela PJ por suspeita de apropriação indevida de dinheiros. Na TSF.
Dupont

A Gaiola das Malucas

Sabiam que há um Prémio Kadhafi dos Direitos Humanos? Eu não sabia, mas imagino que será o equivalente ao "Prémio Bibi do Desenvolvimento Infantil"... Enfim, o certo é que ele está aí e foi, este ano, atribuído a um par: Hugo Chavez. Um dos recentes vencedores foi outro paladino dos Direitos Humanos: Fidel Castro, o tal que segue a máxima: "respeito as tuas ideias, mas não o teu corpo"...
Só gostava de saber o que é que faz Nelson Mandela entre os laureados...
Dupont

Santos Cruz deputado!


O Vilacondense está em condições de afirmar que o professor universitário Santos Cruz, que nas últimas autárquicas liderou a lista da coligação PSD/PP "Por Vila do Conde", irá assumir, em breve, as funções de deputado na Assembleia da República. Isto acontece devido ao facto de vários deputados do Círculo Eleitoral do Porto terem sido chamados para funções governativas.
A única imagem que dele temos é esta, saída há uns meses n'O Comércio do Porto. Santos Cruz é o quarto a contar da direita.
Neste momento, é já a terceira pessoa do PSD local a assumir funções políticas de relevo, depois de Miguel Paiva, na Administração Regional de Saúde do Norte, e de Carlos Duarte, como Secretário de Estado-Adjunto do Ministro da Agricultura.
Aí está uma oportunidade de ouro para o jovem autarca alargar os seus contactos, ganhar experiência e, principalmente, maior visibilidade, algo de que ele bem necessita.
Agora, cabe perguntar: e as autárquicas, a dez meses de distância, como é que ficam? Cruz irá apenas passear uns meses a Lisboa ou abandonará o projecto autárquico e ficará na capital até ao fim do mandato? E Miguel Paiva, líder da concelhia, o que é que fará ao ver o seu cabeça-de-lista a trabalhar fora do concelho? Teremos novidades na coligação?
Dupont

Não há respeito pela Instituição, porra!!!


Henrique Chaves, o desgraçado ministro que teve de aturar a ridícula embaixada do SLB , desabafou que que não tencionava ver o DVD que lhe havia sido entregue pelo Benfica e que «só por delicadeza não o atirei pela janela fora».
Talvez o clube encarnado o contrate para lançador do disco. Não sei. É só uma ideia...
Melhor mesmo era lançá-lo dali para fora a ele, ministro, pelo comentário disparatado e, até, indiciador de falta de educação. Pelo menos numa coisa acertaram: os dirigentes do Benfica e o Ministro ficaram todos ao mesmo nível.
A este propósito, não perder a genial crónica de Miguel Sousa Tavares, citada n'O Dragão.
Dupont

«Casablanca»

O que é que ainda se pode dizer sobre um filme…
… que toda a gente já viu?
…sobre o qual todos já opinaram?
…do qual toda a gente decorou uma, ou mais, frases de diálogo?
…em que já sabemos as entradas em cena, as gaffes, o guarda-roupa, a luz e as sombras?
…em que, apesar de já o termos visto incontáveis vezes, ainda acreditamos que Rick e Ilsa vão acabar juntos?
…que tem uma música que já assobiámos vezes sem conta, enquanto “o tempo passa”?
…que já foi alvo de incontáveis citações e referências, em filmes e livros?
…que continua a emocionar audiências sessenta anos depois do lançamento?
…que é, provavelmente, o filme mais reconhecido na História do Cinema?
...de que já falámos aqui?
Pois é. A colecção Clássicos Público apresenta, hoje, o “clássico dos clássicos”. Podíamos estar aqui a apresentar um texto infindável, aliás, já há muito escrito. Optou-se por deixar a referência para o post “Citações da Sétima Arte”, hoje em “extended version”.
Uma curiosidade: se usarem o motor de busca ‘Google’, escolham a opção ‘imagens’, escrevam “Casablanca” e vejam onde está alojada logo a primeira de todas…
Dupont

Citações da Sétima Arte – 42 - Casablanca


"With the coming of the Second World War, many eyes in imprisoned Europe turned hopefully, or desperately, toward the freedom of the Americas. Lisbon became the great embarkation point. But not everybody could get to Lisbon directly, and so, a tortuous, roundabout refugee trail sprang up. Paris to Marseilles, across the Mediterranean to Oran, then by train, or auto, or foot, across the rim of Africa to Casablanca in French Morocco. Here, the fortunate ones, through money, or influence, or luck, might obtain exit visas and scurry to Lisbon, and from Lisbon to the New World. But the others wait in Casablanca -- and wait -- and wait -- and wait."


"Perhaps tomorrow we'll be on that plane."


Ugarte: "You despise me, don't you?"
Rick: "If I gave you any thought I probably would."


"You must remember this
A kiss is just a kiss
A sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by
And when two lovers woo
They still say, I love you
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by"


Ilsa: "I wasn't sure you were the same. Let's see, the last time we met..."
Rick: "It was "La Belle Aurore."
Ilsa: "How nice. You remembered. But of course, that was the day the Germans marched into Paris."
Rick: "Not an easy day to forget."
Ilsa: "No."
Rick: "I remember every detail. The Germans wore gray, you wore blue."
Ilsa: "Yes. I put that dress away. When the Germans march out, I'll wear it again."


"Here's looking at you, kid."


"Was that cannon fire, or is it my heart pounding?"


"Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine."


"Where I'm going you can't follow. What I've got to do you can't be any part of. Ilsa, I'm no good at being noble, but it doesn't take much to see that the problems of three little people don't amount to a hill of beans in this crazy world. Someday you'll understand that. Now, now... Here's looking at you, kid."


Gendarme: "Mon Capitaine!"
Renault: "Major Strasser's been shot. Round up the usual suspects."
Gendarme: "Oui, mon Capitaine."
Renault: "Well, Rick, you're not only a sentimentalist, but you've become a patriot."
(...)
Rick: "Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship."


Dupont

Manuela Azevedo no Blitz

O 'Blitz' desta semana traz uma bela entrevista com a "nossa" Manuela Azevedo. A vocalista dos Clã fala de si, da carreira, regressando ao seu passado em Vila do Conde e aos primeiros passos no mundo da música. Conta pequenas histórias, lembra acontecimentos passados e momentos marcantes- a não perder!
No entanto, não há bela sem senão: a foto que ilustra a peça mostra Manuela Azevedo numa pose a escorregar para o mau gosto. Em tal posição só me lembro de ver a Courtney Love...
Dupont

CSKA-0; FC Porto-1

Vamos lá, Porto, vamos lá! Há que acreditar!
Dupont

quarta-feira, novembro 24, 2004

CSKA-Porto

Vamos lá, Porto, vamos lá! Há que acreditar!
Dupont

Glosas

O Daniel, do Glosas, anunciou o fim so seu blog. É pena e esperemos que reconsidere. Fazem-nos falta as suas cogitações, revolvendo o fundo, quando, a maior parte de nós, se contenta com a superfície.
A irmandade dos blogs vilacondenses está mais pobre com a saída deste irmão...
Dupont

Canas de Senhorim


Hasta la victoria, siempre.

(Imagem: O Comércio do Porto)
Dupont

Portugalmania

Pelo Alandroal fiquei a conhecer o PortugalMania, um site sobre Portugal completamente elaborado em língua francesa, anunciando que "Le Portugal se découvre sur Portugalmania".
A referência, aqui, ao site, advém do facto de apresentarem uma listagem de blogs portugueses onde consta O Vilacondense. C'est une honneur, évidemment.
Dupont

Valha-nos Santa Bárbara!


Mário Almeida deu, ontem, uma conferência de imprensa alertando para a crescente onda de violência que se espalha pelo concelho. Acho muito bem o alerta porque o perigo é bem real.
No entanto, mais uma vez, "o povo só se lembra de Santa Bárbara quando troveja". Nas últimas décadas, que é o tempo que o poder socialista já leva à frente da autarquia, ondas de assaltos e crimes foram várias. Pelo quadro que podemos observar, nada foi feito, pela Câmara ou Misnistério da tutela, para precaver situações futuras. A primeira fazendo valer os seus argumentos, os segundos cumprindo com o seu dever. A conclusão agora apresentada é que são precisas, portanto, mais esquadras e Mário Almeida reclama três, espalhadas pelas freguesias. Acho que mais do que instalações, o que era mesmo necessário era aumentar o número de efectivos, pois é com pessoas e não com edifícios que se transmite segurança e se combate o crime. Até porque um quartel novo e espaçoso foi inaugurado há meses, mas adiante...
O Presidente diz que cede os terrenos, constróis os quartéis, tudo em 90 dias. A pergunta óbvia é: se é assim tão simples, porque é que já não o fez, há 5, 10, 15, 20, 25 anos?
E, já agora, poderia também explicar porque é que não moveu "mundo e fundos" quando a entidade competente resolveu colocar o quartel da GNR na cidade, já se sabendo que a sua competência territorial era as freguesias? Certamente que com uma argumentação simples, equilibrada e de bom senso, teria conseguido demover o Ministério da Administração Interna desses intentos. Mas não aconteceu...
Dupont

«Novo» Astérix e não só…


As Edições Asa continuam a apostar forte na banda desenhada. Depois de resgatarem séries como 'Astérix' e 'Lucky Luke' à Meribérica, a editora do Porto tratou de recuperar os trabalhos mais antigos da dupla Goscinny-Uderzo. Assim, apresenta as aventuras do pele vermelha 'Humpá-pá' e de 'João Pistolão', nas versões portuguesas.
Uma tal iniciativa só pode ser fortemente aplaudida. Numa altura em que a banda desenhada europeia se encontra numa certa indefinição estética, não deixa de ser gratificante recordar os primeiros trabalhos de uma das mais prolíficas e sensacionais duplas criativas que a nona arte já conheceu.
'Jehan Pistolet' foi, precisamente, a primeira série criada por iniciativa de René Goscinny e Albert Uderzo. Trata-se da história das aventuras e desventuras de um grupo de corsários, em pleno século XVIII, com muito humor à mistura. Começou a editar-se em 1952, teve duzentas pranchas e, masi tarde, haveria de mudar o nome para ‘Jehan Soupolet’ para evitar confusões com outra personagem, ‘Pistolin’. Seguir-se-á 'Luc Júnior', entre 1954 e 1957, estendendo-se por sete álbuns, com uma média de 22 pranchas cada. Antes de atingir o estrelato, a dupla Goscinny-Uderzo ainda faria trabalhos nas séries ‘Benjamin et Benjamine’ e 'Bill Blanchart’, antes de chegar a 'Oumpah-Pah', onde a acção é deslocada para o continente americano e para as relações entre índios e colonizadores. Foram editados cinco álbuns, entre 1958 e 1961.


Chega, então, ‘Astérix, o Gaulês’, série que haveria de catapultar os seus autores para um reconhecimento público que, talvez, jamais sonhassem. Foi em 29 de Outubro de 1959 que os irredutíveis gauleses apareceram para, após 310 milhões de álbuns vendidos, acabarem por criar um império que o “velho Júlio” não desdenharia… Aquando do 45º aniversário, O Vilacondense deu os parabéns ao pequeno guerreiro gaulês.
Sem álbum novo para ser editado, as Edições Albert-René resolveram fazer uma recopilação de histórias diversas e publicá-las num único álbum, ‘Astérix e o Regresso dos Gauleses’. Conta com 14 histórias, cinco delas inéditas, sendo que as restantes foram publicadas na revista Pilote, durante os anos 60. A não perder, evidentemente…
Dupont

Teoria da Conspiração – Parte XXVII


Já não leio o “Semanário” há muitos anos e, pelos vistos, nem para a capa olho… Teve de ser mão amiga a fazer chegar-me um exemplar da última edição, onde se destaca o título «falhou a “inventona” socialista para provocar eleições antecipadas».
O jornal, que até está online, veja-se lá, com notícias de há um mês, explora a coincidência temporal das críticas de Mários Soares em como a situação actual quase obrigava a uma revolução, a intervenção de Sócrates na Assembleia da República, os casos RTP e Marcelo, este ainda em rescaldo, acreditando que tudo isto levaria Jorge Sampaio a retirar a confiança a Santana Lopes e provocar eleições.
Duas conclusões: o “Semanário” deve estar desesperado e aceita qualquer coisa para agradar “já sabemos a quem”; e, segundo, ninguém liga ao jornal de Rui Teixeira Santos como se viu pelo impacto da “descoberta”…
Dupont

terça-feira, novembro 23, 2004

Maria Rita



A falta de tempo impediu-me de registar, em tempo oportuno, um acontecimento que tive o privilégio de assistir no passado Domingo à noite: o concerto de Maria Rita no Coliseu do Porto.
Acompanhado por alguns milhares de pessoas, que encheram completamente aquela sala (quando comprei o bilhete no Sábado, sobravam menos de 10 entradas), pude sentir o calor da voz brasileira que mais me surpreendeu nos últimos anos.
Ninguém consegue esquecer que Maria Rita é filha de quem é, e. provavelmente, isso faz com que todos tenhamos, ainda que inconscientemente, alguma tendência para querer reviver nela a grande Elis Regina. No entanto, e depois de ter visto o seu espectáculo, julgo que ninguém poderá dizer que gostamos dela por ser filha de Elis. Maria Rita é única. A sua voz doce e aveludada consegue um efeito extraordinária nas palavras que canta, parecendo que lhes fornece as asas com que voam pela sala e nos entram nos ouvidos com a mesma simplicidade que recebemos os sons mais harmoniosos da natureza. Maria Rita é uma força da natureza.
Durante o espectáculo, a cantora conseguiu ainda "agarrar" toda a sala pela forma como soube dialogar com a audiência, servindo-se para tal de uma atitude desarmantemente simples e despretensiosa. Este foi o meu primeiro "show" de Maria Rita e, mais do que ter assitido à sua arte, fiquei com a sensação de "ter estado com ela", tal o intimismo que se sentiu na sala.
Dupond

Citações da Sétima Arte - 41 - O Gladiador


"At my signal, unleash hell."

Dupont

«Breve História de Quase Tudo», de Bill Bryson

Depois das particularidades da língua americana no delicioso “Made in América”, das memórias de um americano a viajar pela Inglaterra nas divertidas “Crónicas de uma pequena ilha” e da curiosa jornada pelo país continente que é a Austrália em “Na Terra dos Cangurus”, Bill Bryson propôs-se a realizar uma tarefa impossível: uma história de quase tudo.
Claro que não conseguiu, nem o objectivo era esse. Bryson, de quem já falamos aqui oferece ao leitor um panorama do universo. Começa pelo capítulo “Perdidos no Cosmos”, centra-se depois no Terra e na criação das várias ciências que a estudam, analisa as partículas mais ínfimas da matéria, percorre zonas vulcânicas à procura da origem do planeta, arrancando para a criação da vida, já com a meta à vista: o ser humano.
Uma jornada destas, percorrendo densas florestas científicas, poderia ser um aborrecimento sobre-humano. Mas Bill Bryson sabe como captar o seu público. Por um lado, mostra-se quase tão ignorante como o cidadão comum perante a maior parte dos factos que descreve, mostrando-se maravilhado e deslumbrado pelas maravilhas que observa ou descobre. Mas não se fica por aí. Quando fala de um qualquer cientista, Einstein por exemplo, não se limita à sua visibilidade profissional, que todos conhecemos. Arrisca pormenores da sua vida privada, da sua maneira de ser, dos seus tiques e manias, ajudando a construir uma imagem de um ser humano comum com capacidades excepcionais e não a do génio idolatrado, quase desumanizado, a que estamos habituados nos livros de divulgação científica. Este cocktail de curiosidades, faits-divers, e muito humor, é irresistível, proporcionando uma leitura divertida e, por que não dizê-lo, instrutiva.
Da minha geração para trás, ou seja, para quem hoje tem um mínimo de trinta anos, qualquer referência a obras deste género reconduz-se sempre a Carl Sagan e ao seu “Cosmos”. Hubert Reeves, Stephen Hawking, Fred Hoyle, Stephen Jay Gould foram outros nomes sonantes de cientistas que tiveram o dom de tornar simples o que parecia complicando, aproximando as pessoas dos grandes mistérios da ciência. Criando imagens que são imediatamente assimiláveis pelo leitor, alterando escalas de tamanho ou inserindo as repercussões de eventos no dia-a-dia, o escritor permite que o comum dos mortais entenda algo que, de outra forma, teria tendência para nem sequer prestar atenção, tal a complexidade da questão. Por exemplo, a explicar o átomo: “meio milhão de átomos, lado a lado, poderiam esconder-se por trás de um cabelo humano (…) se quisesse ver a olho nu uma paramécia a nadar numa gota de água, teria de aumentar a gota até esta ter 12 metros de largura. No entanto, se quisesse ver os átomos na mesma gota, teria de a aumentar até ela ter 24 quilómetros de largura”. Ou, então, referindo-se ao perigo que são os asteróides, em especial o primeiro que foi detectado, em 1991: “chamaram-lhe 1991 BA, e passou a uma distância de 170 mil quilómetros – o que, em termos cósmicos, equivale a uma bala a atravessar uma manga sem tocar no braço”. Para que é que nos interessam estas informações? Para nada, rigorosamente para nada. Mas ajudam, sem dúvida, a perceber a dimensão daquilo que se passa entre o infinitamente pequeno e o desmedidamente grande.
Confesso que tenho um fascínio sobre estas abordagens sobre o universo, o cosmos, a Terra… Fico, efectivamente, agradecido a quem de direito por estar vivo e poder desfrutar de tudo o que me rodeia, desde o mais pequeno grão de areia à galáxia mais distante. Fica-me um sentimento de harmonia universal que me ajuda a aceitar, com a normalidade possível, a certeza de que um dia deixarei de poder desfrutar de tudo isto, porque é assim que funciona o Universo. Por outro lado, cada vez me conformo mais de que não passamos de um feliz acaso molecular. Existimos porque sim e porque mais nada. Se estivéssemos um pouco mais próximos do sol, se a Terra não girasse sobre si produzindo o cinturão que nos escuda das radiações, se este ou aquele cometa não passasse uns milhares de quilómetros mais além, se um super-vulcão explodir, se os aminoácidos não se agrupassem de determinada maneira, enfim, são tantos os ses que era mais fácil acertar no totoloto a conseguir ter vida como a conhecemos.
Apesar do título do livro, algo pretensioso, no final da leitura ninguém se julgar omnisciente. Mas terá passado umas horas agradáveis e olhará, certamente, para este Mundo com outros olhos. Pelo menos, foi isso que aconteceu comigo.
Dupont

Modas

Depois do "Código da Vinci", de Dan Brown, nunca mais pararam os livros e filmes baseados em conspirações com contornos religiosos. Pouco depois surgia "A Regra dos Quatro" de Ian Caldwell e um sem número de rip-offs à custa da obra de Brown. O cinema há muito que se dedica a esta temática, como "Os Anjos do Apocalipse", de Olivier Dahn, deste ano, ou a enchente de filmes apocalipticos que Hollywood regurgitou por alturas da passagem de século.


Agora, mais um crossover: em "National Treasure", Nicolas Cage interpreta uma personagem que parece saída do cruzamento de Indiana Jones com Robert Langdon". O filme arrasou no box-office americano neste último fim-de-semana. Maçonaria, templários e o tesouro destes escrito nas costas da Declaração da Independência são alguns dos elementos que ajudam a construir a fita.


Só não percebo é porque é que ainda ninguém pegou em "O Terceiro Testamento", de Alex Alice e Xavier Dorisson. Bem sei que é Banda Desenhada, mas, sem ser excepcional, é bem melhor do que muita das coisas que por aí se vão anunciando...
Dupont

segunda-feira, novembro 22, 2004

Gaia, minha amada....


Foi em Setembro que te conheci
Trazias nos olhos a luz de Maio
Nas mãos o calor de Agosto
E um sorriso
Um sorriso tão grande que não cabia no tempo
Ouve, vamos ver o mar
Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar
Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio
Por unir as nossas bocas
E eu aprendi a amar

Sim eu sei que tudo são recordações
Sim eu sei é triste viver de ilusões
Mas tu foste a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu

Foi em Novembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos o mês frio de Janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio
Falei-te do vento norte
Não, não me digas adeus
Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus
Amei como nunca amei
Fui louco, não sei, talvez
Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco
Amar-te-ia outra vez

Dupont

U2 - « How to dismantle an atomic bomb»


Como fãs devotos dos U2, eu e um grupo de amigos lá estivemos, pacientemente, à espera da meia-noite, para obter uma cópia de “How to dismantle an atomic bomb” a última opus dos U2. Felizmente não fomos os únicos, pois dezenas e dezenas de fãs enchiam o espaço, cada um com o álbum na mão, enquanto, no ‘Forum’, quatro “artistas” arranhavam covers de composições da banda irlandesa. Um de nós até foi entrevistado pela TSF. Não, não foi pelo João Paulo Meneses, que ainda devia estar a comemorar a semi-vitória do Rio Ave, mas por uma simpática repórter, bastante admirada com a agitação que para ali ia… Enfim, mais um momento de devoção para contar aos netos… Quanto ao disco:
Hello hello
I’m at a place called Vertigo
É este o refrão de “Vertigo”, a poderosíssima canção de abertura do novo álbum dos U2, o que me conduz, sempre, para Hitchcock… Vou precisar de reeducação… O disco avança, em seguida, por águas bem mais suaves durante dois temas, para, logo depois, mergulhar nos “blues”, em ‘Love and Peace or Else”. A benigna ameaça de que este álbum constitui um regresso ao passado ganha consistência em “City of Blinded Lights”, com a lendária guitarra de The Edge de volta ao comando do som do grupo, continuando num registo típico dos U2, “All Because of You”. Na audição, desde a FNAC até casa (com estágio da garagem para acabar o álbum...), prendeu-me a atenção o tema “Original of the Species”, uma belíssima canção de amor:
And you feel like no-one before
You steal right under my door
I kneel
‘cos I want you some more
I want the lot of what you got
And I want
nothing that you’re not
Um disco que promete e que será devidamente degustado nos próximos tempos, ao lado do disco de misturas dos Depeche Mode, sobre que falarei proximamente. A produção está a cabo do melhor que se pode ter: Steve Lillywhite, Daniel Lanois, Brian Eno e Flood, o que dá quase uma parada de magníficos, todos eles presentes em trabalhos anteriores da banda. Bono assina todas as letras, algumas em parceria com The Edge. A versão do álbum com o livrinho dito ‘extra’ não vale a pena. São páginas de sarrabiscos com as habituais mensagens de salvação do mundo que, por mais dez euros, não compensa. E nem sequer as letras das músicas traz… Só para aficionados... Quanto ao DVD, tem um documentário, várias versões acústicas e o clip de 'Vertigo', não o que tem passado na TV, mas um outro filmado em estúdio.



O título “How to dismantle an atomic bomb” só pode ser uma autoparódia… Com efeito, os U2 atingiram uma dimensão planetária e um impacto quase incontrolável, pelo que só poderemos ver humor no nome do seu último álbum. Da banda alternativa de “Boy” ao supergrupo de “Zoostation” e acabando no verdadeiro “back to the future” que é este álbum, os U2 sempre levantaram bem alto a bandeira do rock como algo mais sério do que uma mera fonte de rendimento.
O meu contacto com a banda começou verdadeiramente com o hino “Sunday Bloody Sunday”, de “War”. Já os conhecia, mas encarava-os apenas como “mais uma” banda. Seguiu-se “Under a Blood Red Sky” e, claro, “The Unforgettable Fire”. Álbuns, vídeos, raridades, livros, revistas e “papercuts”, os U2 têm uma presença fortíssima na minha vida musical. Isto sem esquecer os dois concertos de Alvalade, momentos verdadeiramente inesquecíveis.
Mas Bono e Cª não se limitaram a atirar álbuns cá para fora. Desde então, o lançamento de um trabalho passou a obedecer a uma concepção, a uma ideia, a uma estética. Os U2 tornaram-se o “rock’s hottest ticket”, como lhe chamou a TIME, uma banda que era uma espectáculo. Músicas fantásticas, letras excelentes, um desempenho ao vivo inesquecível, e uma atitude donde transparecia honestidade. Bono assume o papel de front man, ícone, activista político e sei lá bem do que mais. O quarteto irlandês acabaria por ascender ao trono da “maior banda do mundo”, sem rival à altura.
Mas tudo mudou com o álbum anterior, em que há uma procura por um som mais “puro”, mais rock, mais poderoso. Um regresso ao étimo do rock. Do que já ouvi de “How to…” o caminho não terá mudado, antes melhorado, o que me confirma a admiração que por eles nutro, disco após disco. É que, no mundo do rock, é incrivelmente difícil manter o brilhantismo por tão longo tempo, já que a criatividade e, especialmente, a força anímica, vão esmorecendo. Pode invocar-se o conterrâneo Van Morrison, Neil Young ou Springsteen, para provar o contrário, o que é verdade, mas, no que a bandas diz respeito, é bem mais difícil encontrar outro exemplo de tal excelência. Os Rolling Stones, que também já tive o prazer de ver ao vivo, esgotam-se precisamente no ‘live’, já que, musicalmente, há muito que morreram. O mesmo não acontece com os U2: os quatro mosqueteiros irlandeses estão aí para durar e ainda bem.
Mas tudo isto não é para levar a sério. No final, tudo se reconduz à lição desses “avozinhos”: “I know, it’s only rock n’roll, but I like it”.
Dupont

Rio Mau


O six apresenta um excelente trabalho sobre um dos templos mais bonitos que conheço: a igreja românica de S. Cristovão de Rio Mau, no concelho de Vila do Conde.
Dupont

domingo, novembro 21, 2004

Banho de bola!!!!


RIO AVE!!! Que caudal, meu Deus, que caudal...
Os heróis da Luz: Mora; Niquinha, Franco, Idalécio e Miguelito; Mozer, Delson e Ricardo Nascimento: Evandro, Gaúcho e Jacques. (no blogue RAFC)
O ladrão: Nuno Almeida.
A boa notícia: o FC Porto continua em primeiro graças ao Rio Ave - o cocktail perfeito.
(Imagem Megafone)
Dupont

Albergue Espanhol

A Distrital do Porto do PS transformou-se num autêntico Albergue Espanhol. Quando se esperava que Assis levasse a sua demissão até ao fim, e fossem marcadas novas eleições internas, eis que a solução "consensual" chegou na passada semana: as facções de Assis e Narciso uniram-se e constituiram uma lista única. O resultado é curioso, já que permitiu a existência de uma equipa com elementos que até há poucas semanas mal se podiam ver.
No que diz respeito a Vila do Conde, o resultado do "consenso" levou a que um "Narcisista" Vilacondense entrasse na equipa de Assis. Ele é, nem mais nem menos do que Bruno Almeida.
Sobre isto, há duas notas que não resisto e deixar aqui:
1.- O facto de Bruno Almeida ser o representante do "Narcisismo" na distrital tem, obviamente um duplo sentido. Um que resulta da ligação do pai (e de si próprio, pelos vistos) ao Sr. Narciso Miranda. O outro, resulta da leitura literal da palavra face à sua personalidade e à forma como geralmente intervem publicamente. Realmente era difícil nomear de forma mais adequada o filho dilecto de Mário Almeida...
2.- Para chegar à liderança da Distrital, Assis teve forte oposição em Vila do Conde, tendo conseguido recolher o apoio de poucos militantes. Entre esses, encontrava-se António José Gonçalves, um rival interno de Bruno Almeida. Esta reviravolta é tremendamente cruel para o jovem Gonçalves, pois continua fora da Distrital do seu amigo Assis e vê Bruno Almeida tomar o lugar que seria seu. A política é cheia de ironias.
Dupond

Outlet assaltado

O Factory Outlet já foi assaltado, segundo o DN. Depois de milhares de pessoas que lá acorreram na sofreguidão de arranjar uma pechincha, desta vez foram mesmo ladrões a fazê-lo, na noite de quinta para sexta-feira. Usando um automóvel como ariete, rebentaram com uma porta e assaltaram uma joalharia. A operação demorou quatro minutos e foi filmada. Pelos vistos, os ladrões não respeitaram as normas da casa que estipulam descontos na ordem dos 30 a 70%, uma vez que levaram tudo...
Dupont

Pronúncia do Norte


Depois de Marco António Costa ter protestado sobre o fraco peso político da sua Distrital no Governo, Santana Lopes fez-lhe a vontade: o ex-autarca de Valongo vai para Secretário de Estado da Segurança Social e Jorge Neto é colocado como secretário de Estado-Adjunto e dos Antigos Combatentes. Não sei se Marco António faz bem, antes parecendo que se quer descartar dos problemas "Valentim Loureiro" e "Luís Filipe Meneses" que bem podem alterar o actual estado de coisas na Área Metropolitana do Porto.
A possibilidade de Marco António se candidatar à Câmara Municipal de Matosinhos fica, assim, algo comprometida. Isto numa altura em que o PS, segundo a edição de ontem do Expresso, se prepara para "recuperar" Narciso Miranda. A decisão está nas mãos de Sócrates. Já agora, parece que o Secretário-Geral do PS gostaria de ver Francisco Assis na corrida à autarquia portuense, só que Nuno Cardoso aparece melhor colocado nas sondagens.
Ainda muita água irá correr por baixo da ponte, mas, se Narciso avançar, sempre quero ver a cara de Assis. E, se calhar, não...
Dupont

sábado, novembro 20, 2004

Parabéns


À Lolita.
Dupond & Dupont

FC Porto-Boavista

Blackout. Black out. Black off-side. Blackness.
Dupont

«Memoria de mis putas tristes»


O amor e a sua relação com o inexorável avanço da idade são o tema do último livro de Gabriel Garcia Marquez, ainda sem edução portuguesa, mas disponível na FNAC, na língua original.
A história é narrada em primeira pessoa por um ancião de noventa anos que tem um desejo: fazer amor com uma adolescente virgem. Dirige-se a Rosa Cabarcas, uma habitual fornecedora de mulheres, que acaba por conseguir realizar-lhe o desejo. Só que, quando ele a vê, um tornado de sentimentos altera o seu propósito inicial, fazendo-o recordar a sua vida, longa de décadas, as suas conquistas, a sua família e, principalmente, a sua solidão.
O livro é curto. São 109 páginas, com enormes caracteres e ainda maior espaçamento de linhas. Na mão de um editor honesto não teria mais de cinquenta páginas… Quase um conto… Mas «Memoria de mis putas tristes» é a prova de que quantidade e qualidade são conceitos que se aproximam apenas na rima.
Garcia Marquez é uma pessoa obcecada pela velhice, mais até do que a morte. E preocupa-o os conceitos de amor e sexo no fim de vida. Foi assim no belíssimo “Amor em Tempos de Cólera”, já lá vão uns anos e há indícios disso desde o embrionário “Cem Anos de Solidão”, passando pelo “O Outono do Patriarca”. Aqui, também a personagem tem quase um século e aproxima-se o ocaso da sua existência, tal qual a aldeia de Macondo em “Cem Anos de Solidão”, onde ainda foi buscar a temática dos prostíbulos. O estilo, esse, mantém-se inalterado, felizmente, embora a presença do tal “realismo mágico” seja discreta.
Ao longo do livro, são várias as metáforas para caracterizar o envelhecimento do corpo. Do corpo, porque “lo que pasa es que uno no lo siente por dentro, pero desde fuera todo el mundo lo ve”, relembra o nonagenário jornalista… O narrador vê a vida como uma goteira de onde vão caindo pingas ou olha para retratos de família e conclui que “se envejece más e peor en los retratos que en la realidad”. A isto não será alheia uma vida profundamente solitária, onde os clássicos da música e da literatura eram a sua principal companhia.
Acontece que este fim de vida, que provoca um misto de repulsa, para lá não chegar, e desejo, para atingir uma longa existência, provoca uma profunda reflexão no narrador que constata ter possuído “quinientas catorce mujeres”, numa vida de luxúria, na qual só tinha tido prazer efémero e não havia encontrado e recebido amor. “(…)porque el amor me enseño demasiado tarde que uno se arregla para alguien, y yo nunca había tenido para quién”. Daí que todas as mulheres tenham sido… putas. "(...)el amor no es un estado del alma sino un signo del zodíaco", atestava ele.
Diz o povo que quando se é velho se volta outra vez a ser criança. O eterno retorno. Com o narrador acontece algo de semelhante: nove décadas depois de ter visto a luz do sol pela primeira vez, após centenas de relações amorosas, sentia algo que nunca havia sentido: um amor puro, ideal, por uma adolescente que ele gosta de ver dormir e de adormecer junto a ela. E a certeza de poder morrer feliz. Porque o amor não escolhe idades…
A evocação de «Lolita» de Nabokov é óbvia. Mas as diferenças são abissais. Aqui, a adolescente não tem consciência da sua própria sensualidade e malícia. E o narrador nada tem de perverso. O seu sentimento é puro, até ao ponto de ele nem sequer consumar a relação. Não era preciso. Já tinha encontrado o que queria, na beleza adolescente de uma “Bela Adormecida”…
Dupont

sexta-feira, novembro 19, 2004

A ler

"A invasão do marketing contra o jornalismo - um caso pessoal", no Blogouve-se, de João Paulo Meneses.
Dupont

Critérios...

No JN, ou aqui, pode ler-se que foram aprovados investimentos no valor de 12,3 milhões de euros no âmbito do Programa Operacional do Norte. Olhando para a lista, vê-se bem as prioridades de cada concelho e de quem os lidera:
- Porto: ampliação da rede de saneamento de água
- V.N. Gaia: reservatório de água e rede de drenagem de águas residuais
- Matosinhos: substituição de infraestruturas e requalificações urbanísticas
- Valongo : reservatórios de água
- Espinho: campo de futebol
- Vila do Conde: À Volta das Escritas-recuperação de edifícios de âmbito cultural.
Ainda bem que nós, por cá, estamos muito bem servidos de redes de água e saneamento, como o senhor presidente comentou aqui ... Isto, claro, sem esquecer as óptima vias de comunicação que me obrigaram, há pouco, a estar em fila contínua, desde o IC1 até aos Benguiados...
Critérios...
Dupont

A Pergunta

P - Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?
R - Tanto me faz... Desde que o Porto seja campeão...
Dupont

Portagens no IC1


A estapafúrdia ideia de colocar portagens no IC1 começa a movimentar a "sociedade civil". Hoje, pelo Público, fiquei a saber que se está a formar uma comissão de utentes. Acho muito bem.
Já não acho tão bem as marchas lentas, onde "paga o justo pelo pecador". Era muito melhor reunir uns tostões e oferecer uma estadia no Le Meridien, no Porto, ao senhor Ministro, família incluída, com o tradicional BMW série 5. Tudo pago durante uma semana. A única contrapartida era ele ter de fazer, durante sete dias, o percurso Porto-Viana do Castelo-Porto pela Nacional 13, com Macedo Viera a chauffeur. A qualquer hora do dia. Só isso.
Dupont

Civilização


A Inglaterra está num frenesim proibitivo. Depois da fast-food e do tabaco chegou a vez da caça à raposa. E o Elton John? E o Cliff Richard? Ninguém os proíbe de abrir a boca?
ADITAMENTO: nem de propósito, ver o artigo de Miguel Sousa Tavares,"É fácil, é barato e engana os tolos", no Público. Tal como o de Pacheco Pereira, ontem, também este não está online. Mera coincidência?
Dupont

Citações da Sétima Arte - 40 - Os Bravos do Pelotão


"Well, here I am, anonymous all right. With guys nobody really cares about. They come from the end of the line, most of 'em. Small towns you never heard of: Pulaski, Tennessee; Brandon, Mississippi; Pork Van, Utah; Wampum, Pennsylvania. Two years' high school's about it, maybe if they're lucky a job waiting for them back at a factory, but most of 'em got nothing. They're poor, they're the unwanted, yet they're fighting for our society and our freedom. It's weird, isn't it? They're the bottom of the barrel and they know it. Maybe that's why they call themselves grunts, cause a grunt can take it, can take anything. They're the best I've ever seen, Grandma. The heart & soul. "

Dupont