Eleições Antecipadas - A Queda

Dupont

Vila do Conde, Portugal, a Europa e o Mundo

PSL-Aquela deputada loira está a olhar para mim...
PP-É a assessora de imprensa do Arnaut. Veio da Moderna comigo...
PSL-Ai, sim... Assessora do Arnaut, hem?... Muito me contas....


O meu colega tem um coração enorme. Vejam lá que até criou um prémio com o seu nome que pretende “contribuir para o desenvolvimento da investigação científica e das suas aplicações”.
O Forum Prisões decidiu fazer um concurso de ideias para a concepção de um logotipo para a organização, tendo para tal convidado um conjunto restrito de personalidades de várias áreas para apresentarem propostas. Acabamos de saber que o escolhido foi o humorista Herman José.
Falando de coisas que acontecem no mundo real, a OCDE, prestigiada instituição internacional que segundo consta ainda não está subjugada ao controlo de nenhuma central de comunicação, acaba de divulgar as suas previsões relativamente ao andamento da economia portuguesa.
Uma Nortada levou o Daniel, do Glosas, da comunidade blogueira vilacondense para a portuense. Afinal, o facto de não ter tempo para o Glosas era uma ‘undecover story’ que escondia o verdadeiro intuito: passar para um blog com maior expressão. Se era só isso, bem podia ter falado connosco, que nós tínhamos as portas abertas para um blogger da sua qualidade. E, como bónus, saltava para a boca do top 50 nacional e não para fora dos 100 mais... Ou será que foi, em missão secreta do PSD, catequizar aqueles seis PPs?

No Domingo realizou-se mais uma Assembleia Geral do Rio Ave. Hoje, em conversa com um sócio da velha guarda, contou-me que, lá para o final da AG, um sócio pediu a palavra e denunciou que o clube tinha salários em atraso, incluindo os funcionários administrativos, que já não recebem há três meses.
...benfiquista (sinal da cruz com genuflexão...) era este o post que colocava pela demissão de Henrique Chaves:





No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro temos:
O nosso escritor e poeta mais conhecido abandonou a sua editora, a Quasi, de quem era sócio e um dos principais responsáveis. Vamos lá ver qual será a próxima aposta do valter hugo.

Sabiam que há um Prémio Kadhafi dos Direitos Humanos? Eu não sabia, mas imagino que será o equivalente ao "Prémio Bibi do Desenvolvimento Infantil"... Enfim, o certo é que ele está aí e foi, este ano, atribuído a um par: Hugo Chavez. Um dos recentes vencedores foi outro paladino dos Direitos Humanos: Fidel Castro, o tal que segue a máxima: "respeito as tuas ideias, mas não o teu corpo"...



… que toda a gente já viu?
…sobre o qual todos já opinaram?
…do qual toda a gente decorou uma, ou mais, frases de diálogo?
…em que já sabemos as entradas em cena, as gaffes, o guarda-roupa, a luz e as sombras?
…em que, apesar de já o termos visto incontáveis vezes, ainda acreditamos que Rick e Ilsa vão acabar juntos?
…que tem uma música que já assobiámos vezes sem conta, enquanto “o tempo passa”?
…que já foi alvo de incontáveis citações e referências, em filmes e livros?
…que continua a emocionar audiências sessenta anos depois do lançamento?
…que é, provavelmente, o filme mais reconhecido na História do Cinema?
...de que já falámos aqui?
Pois é. A colecção Clássicos Público apresenta, hoje, o “clássico dos clássicos”. Podíamos estar aqui a apresentar um texto infindável, aliás, já há muito escrito. Optou-se por deixar a referência para o post “Citações da Sétima Arte”, hoje em “extended version”.
Uma curiosidade: se usarem o motor de busca ‘Google’, escolham a opção ‘imagens’, escrevam “Casablanca” e vejam onde está alojada logo a primeira de todas…
Dupont
"With the coming of the Second World War, many eyes in imprisoned Europe turned hopefully, or desperately, toward the freedom of the Americas. Lisbon became the great embarkation point. But not everybody could get to Lisbon directly, and so, a tortuous, roundabout refugee trail sprang up. Paris to Marseilles, across the Mediterranean to Oran, then by train, or auto, or foot, across the rim of Africa to Casablanca in French Morocco. Here, the fortunate ones, through money, or influence, or luck, might obtain exit visas and scurry to Lisbon, and from Lisbon to the New World. But the others wait in Casablanca -- and wait -- and wait -- and wait."

"Perhaps tomorrow we'll be on that plane."

Ugarte: "You despise me, don't you?"
Rick: "If I gave you any thought I probably would."

"You must remember this
A kiss is just a kiss
A sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by
And when two lovers woo
They still say, I love you
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by"

Ilsa: "I wasn't sure you were the same. Let's see, the last time we met..."
Rick: "It was "La Belle Aurore."
Ilsa: "How nice. You remembered. But of course, that was the day the Germans marched into Paris."
Rick: "Not an easy day to forget."
Ilsa: "No."
Rick: "I remember every detail. The Germans wore gray, you wore blue."
Ilsa: "Yes. I put that dress away. When the Germans march out, I'll wear it again."

"Here's looking at you, kid."

"Was that cannon fire, or is it my heart pounding?"

"Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine."

"Where I'm going you can't follow. What I've got to do you can't be any part of. Ilsa, I'm no good at being noble, but it doesn't take much to see that the problems of three little people don't amount to a hill of beans in this crazy world. Someday you'll understand that. Now, now... Here's looking at you, kid."

Gendarme: "Mon Capitaine!"
Renault: "Major Strasser's been shot. Round up the usual suspects."
Gendarme: "Oui, mon Capitaine."
Renault: "Well, Rick, you're not only a sentimentalist, but you've become a patriot."
(...)
Rick: "Louis, I think this is the beginning of a beautiful friendship."

O 'Blitz' desta semana traz uma bela entrevista com a "nossa" Manuela Azevedo. A vocalista dos Clã fala de si, da carreira, regressando ao seu passado em Vila do Conde e aos primeiros passos no mundo da música. Conta pequenas histórias, lembra acontecimentos passados e momentos marcantes- a não perder!
O Daniel, do Glosas, anunciou o fim so seu blog. É pena e esperemos que reconsidere. Fazem-nos falta as suas cogitações, revolvendo o fundo, quando, a maior parte de nós, se contenta com a superfície.
Pelo Alandroal fiquei a conhecer o PortugalMania, um site sobre Portugal completamente elaborado em língua francesa, anunciando que "Le Portugal se découvre sur Portugalmania".





Depois das particularidades da língua americana no delicioso “Made in América”, das memórias de um americano a viajar pela Inglaterra nas divertidas “Crónicas de uma pequena ilha” e da curiosa jornada pelo país continente que é a Austrália em “Na Terra dos Cangurus”, Bill Bryson propôs-se a realizar uma tarefa impossível: uma história de quase tudo.
Claro que não conseguiu, nem o objectivo era esse. Bryson, de quem já falamos aqui oferece ao leitor um panorama do universo. Começa pelo capítulo “Perdidos no Cosmos”, centra-se depois no Terra e na criação das várias ciências que a estudam, analisa as partículas mais ínfimas da matéria, percorre zonas vulcânicas à procura da origem do planeta, arrancando para a criação da vida, já com a meta à vista: o ser humano.
Uma jornada destas, percorrendo densas florestas científicas, poderia ser um aborrecimento sobre-humano. Mas Bill Bryson sabe como captar o seu público. Por um lado, mostra-se quase tão ignorante como o cidadão comum perante a maior parte dos factos que descreve, mostrando-se maravilhado e deslumbrado pelas maravilhas que observa ou descobre. Mas não se fica por aí. Quando fala de um qualquer cientista, Einstein por exemplo, não se limita à sua visibilidade profissional, que todos conhecemos. Arrisca pormenores da sua vida privada, da sua maneira de ser, dos seus tiques e manias, ajudando a construir uma imagem de um ser humano comum com capacidades excepcionais e não a do génio idolatrado, quase desumanizado, a que estamos habituados nos livros de divulgação científica. Este cocktail de curiosidades, faits-divers, e muito humor, é irresistível, proporcionando uma leitura divertida e, por que não dizê-lo, instrutiva.
Da minha geração para trás, ou seja, para quem hoje tem um mínimo de trinta anos, qualquer referência a obras deste género reconduz-se sempre a Carl Sagan e ao seu “Cosmos”. Hubert Reeves, Stephen Hawking, Fred Hoyle, Stephen Jay Gould foram outros nomes sonantes de cientistas que tiveram o dom de tornar simples o que parecia complicando, aproximando as pessoas dos grandes mistérios da ciência. Criando imagens que são imediatamente assimiláveis pelo leitor, alterando escalas de tamanho ou inserindo as repercussões de eventos no dia-a-dia, o escritor permite que o comum dos mortais entenda algo que, de outra forma, teria tendência para nem sequer prestar atenção, tal a complexidade da questão. Por exemplo, a explicar o átomo: “meio milhão de átomos, lado a lado, poderiam esconder-se por trás de um cabelo humano (…) se quisesse ver a olho nu uma paramécia a nadar numa gota de água, teria de aumentar a gota até esta ter 12 metros de largura. No entanto, se quisesse ver os átomos na mesma gota, teria de a aumentar até ela ter 24 quilómetros de largura”. Ou, então, referindo-se ao perigo que são os asteróides, em especial o primeiro que foi detectado, em 1991: “chamaram-lhe 1991 BA, e passou a uma distância de 170 mil quilómetros – o que, em termos cósmicos, equivale a uma bala a atravessar uma manga sem tocar no braço”. Para que é que nos interessam estas informações? Para nada, rigorosamente para nada. Mas ajudam, sem dúvida, a perceber a dimensão daquilo que se passa entre o infinitamente pequeno e o desmedidamente grande.
Confesso que tenho um fascínio sobre estas abordagens sobre o universo, o cosmos, a Terra… Fico, efectivamente, agradecido a quem de direito por estar vivo e poder desfrutar de tudo o que me rodeia, desde o mais pequeno grão de areia à galáxia mais distante. Fica-me um sentimento de harmonia universal que me ajuda a aceitar, com a normalidade possível, a certeza de que um dia deixarei de poder desfrutar de tudo isto, porque é assim que funciona o Universo. Por outro lado, cada vez me conformo mais de que não passamos de um feliz acaso molecular. Existimos porque sim e porque mais nada. Se estivéssemos um pouco mais próximos do sol, se a Terra não girasse sobre si produzindo o cinturão que nos escuda das radiações, se este ou aquele cometa não passasse uns milhares de quilómetros mais além, se um super-vulcão explodir, se os aminoácidos não se agrupassem de determinada maneira, enfim, são tantos os ses que era mais fácil acertar no totoloto a conseguir ter vida como a conhecemos.
Apesar do título do livro, algo pretensioso, no final da leitura ninguém se julgar omnisciente. Mas terá passado umas horas agradáveis e olhará, certamente, para este Mundo com outros olhos. Pelo menos, foi isso que aconteceu comigo.
Dupont
Depois do "Código da Vinci", de Dan Brown, nunca mais pararam os livros e filmes baseados em conspirações com contornos religiosos. Pouco depois surgia "A Regra dos Quatro" de Ian Caldwell e um sem número de rip-offs à custa da obra de Brown. O cinema há muito que se dedica a esta temática, como "Os Anjos do Apocalipse", de Olivier Dahn, deste ano, ou a enchente de filmes apocalipticos que Hollywood regurgitou por alturas da passagem de século.


Foi em Setembro que te conheci
Trazias nos olhos a luz de Maio
Nas mãos o calor de Agosto
E um sorriso
Um sorriso tão grande que não cabia no tempo
Ouve, vamos ver o mar
Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar
Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio
Por unir as nossas bocas
E eu aprendi a amar
Sim eu sei que tudo são recordações
Sim eu sei é triste viver de ilusões
Mas tu foste a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu
Foi em Novembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos o mês frio de Janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio
Falei-te do vento norte
Não, não me digas adeus
Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus
Amei como nunca amei
Fui louco, não sei, talvez
Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco
Amar-te-ia outra vez

Hello helloÉ este o refrão de “Vertigo”, a poderosíssima canção de abertura do novo álbum dos U2, o que me conduz, sempre, para Hitchcock… Vou precisar de reeducação… O disco avança, em seguida, por águas bem mais suaves durante dois temas, para, logo depois, mergulhar nos “blues”, em ‘Love and Peace or Else”. A benigna ameaça de que este álbum constitui um regresso ao passado ganha consistência em “City of Blinded Lights”, com a lendária guitarra de The Edge de volta ao comando do som do grupo, continuando num registo típico dos U2, “All Because of You”. Na audição, desde a FNAC até casa (com estágio da garagem para acabar o álbum...), prendeu-me a atenção o tema “Original of the Species”, uma belíssima canção de amor:
I’m at a place called Vertigo
And you feel like no-one beforeUm disco que promete e que será devidamente degustado nos próximos tempos, ao lado do disco de misturas dos Depeche Mode, sobre que falarei proximamente. A produção está a cabo do melhor que se pode ter: Steve Lillywhite, Daniel Lanois, Brian Eno e Flood, o que dá quase uma parada de magníficos, todos eles presentes em trabalhos anteriores da banda. Bono assina todas as letras, algumas em parceria com The Edge. A versão do álbum com o livrinho dito ‘extra’ não vale a pena. São páginas de sarrabiscos com as habituais mensagens de salvação do mundo que, por mais dez euros, não compensa. E nem sequer as letras das músicas traz… Só para aficionados... Quanto ao DVD, tem um documentário, várias versões acústicas e o clip de 'Vertigo', não o que tem passado na TV, mas um outro filmado em estúdio.
You steal right under my door
I kneel
‘cos I want you some more
I want the lot of what you got
And I want
nothing that you’re not



A Distrital do Porto do PS transformou-se num autêntico Albergue Espanhol. Quando se esperava que Assis levasse a sua demissão até ao fim, e fossem marcadas novas eleições internas, eis que a solução "consensual" chegou na passada semana: as facções de Assis e Narciso uniram-se e constituiram uma lista única. O resultado é curioso, já que permitiu a existência de uma equipa com elementos que até há poucas semanas mal se podiam ver.
O Factory Outlet já foi assaltado, segundo o DN. Depois de milhares de pessoas que lá acorreram na sofreguidão de arranjar uma pechincha, desta vez foram mesmo ladrões a fazê-lo, na noite de quinta para sexta-feira. Usando um automóvel como ariete, rebentaram com uma porta e assaltaram uma joalharia. A operação demorou quatro minutos e foi filmada. Pelos vistos, os ladrões não respeitaram as normas da casa que estipulam descontos na ordem dos 30 a 70%, uma vez que levaram tudo...


"A invasão do marketing contra o jornalismo - um caso pessoal", no Blogouve-se, de João Paulo Meneses.
No JN, ou aqui, pode ler-se que foram aprovados investimentos no valor de 12,3 milhões de euros no âmbito do Programa Operacional do Norte. Olhando para a lista, vê-se bem as prioridades de cada concelho e de quem os lidera:
P - Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?



"Well, here I am, anonymous all right. With guys nobody really cares about. They come from the end of the line, most of 'em. Small towns you never heard of: Pulaski, Tennessee; Brandon, Mississippi; Pork Van, Utah; Wampum, Pennsylvania. Two years' high school's about it, maybe if they're lucky a job waiting for them back at a factory, but most of 'em got nothing. They're poor, they're the unwanted, yet they're fighting for our society and our freedom. It's weird, isn't it? They're the bottom of the barrel and they know it. Maybe that's why they call themselves grunts, cause a grunt can take it, can take anything. They're the best I've ever seen, Grandma. The heart & soul. "