sexta-feira, dezembro 31, 2004

2005


Dupond & Dupont

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Sonic, the Hedgehog


O blog Ouriço-Cacheiro elegeu os melhores, os piores e as revelações do Ano. A nós, Vilacondense, considerou-nos "A Revelação Local do Ano". Um exagerado, este Miguel...
De qualquer forma, vale bem a pena ver a extensa e trabalhosa lista que o Miguel Torres elaborou e com a qual concordo na sua quase totalidade.
Mas, mais curioso de tudo, foi reparar que o blogger andou a fazer uma coisa que, para mim, é impensável: correr uma São Silvestre! Diz ele que ficou em 668º lugar, sensivelmente a meio da tabela. Por curiosidade, procurei outros nomes conhecidos de Vila do Conde. E encontrei!!!
Assim, o clube "Os Rompe-Solas", de Azurara, coloclou Júlio Santos em 144º, Constantino Vieira em 159º, Manuel Fernando em 204º, José Barbosa em 244º, Armindo Rodrigues em 493º, Casimiro Fernandes em 539º, Domingos Almeida em 744º, Vitor Mota em 780º, Alexandra Mulher em 928º, Carlos Manuel em 1008º e José Patusco em 1199º. O clube "JAVIP - Juventude Activa de Vilar do Pinheiro"apresentou Helder Meira num excelente 75º, Vitor Gonçalves em 153º, Mário Cruz em 349º, Pedro Moreira em 387º, Artur Ramosem 388º, Candido Sousa em 426º, José Moreira em 516º, António Fernandes em 555º, Jorge Carvalho em 608º, Vitor Silva em 669º, Pedro Cruz em 723º, António Silva em 736º e António Moreira em 940º .
Mas, igualmente curioso foi encontrar em 655º o líder da concelhia de Vila do Conde do PSD, o Miguel Paiva! Devia estar a treinar-se para futuras corridas eleitorais...
Dupont

Me engana, vai...

Há algum tempo, havia um anúncio de uma linha erótica que ficou famoso. Nessa preciosidade do marketing, aparecia uma jovem de dotes generosos, que servindo-se do timbre mais sedutor da sua voz apelava aos interlocutores para que estes lhe telefonassem. Ela estaria disponível para disfrutar com eles dos prazeres que o seu corpo permitia imaginar. Com aquele cenário, a frase estava tão bem conseguida que a imagem perdura e perdurará por muito tempo.
Numa lógica apelativa inversa, o Besugo, nosso amigo de caminhada bloguista (vejam bem que eu ainda não disse bloquista), faz um pedido semelhante ao Eng. José Sócrates. Obviamente que não se dirige ao seu interlocutor a propósito dos prazeres da carne, como a menina do anúncio. No caso presente, o nosso amigo diz claramente ao candidato a Primeiro Minstro do PS que está disponível para votar nele, ou seja, contribuir para que o Eng. Sócrates consiga atingir o climax na noite de 20 de Fevereiro próximo, desde que este lhe faça uma pequena promessa. Para o Besugo, é condição necessária (não ficamos com a certeza de também ser suficiente) que o Eng. Sócrates anuncie no seu rol de promessas o regresso dos Hospitais SA ao maravilhoso mundo do Sector Público Administrativo.
Não sabemos o que move o Besugo para fazer esta exigência ao pobre Eng. Sócrates. Em primeiro lugar toda a gente sabe que o PS considera que os Hospitais SA foram "um bom passo" (basta consultar as posições recorrentemente assumidas pelo Dr. Correia de Campos). Será, pois, que o Besugo quer que o Eng. Sócrates minta? Quer o nosso amigo que ele o engane?
Em segundo lugar, se o voto do Besugo depende desta pequena promessa, o destino do mesmo já está decidido. Pode votar no Bloco de Esquerda, pois esta é uma das "10 Prioridades para os Primeiros 100 Dias" que aquela força política de extrema esquerda assumiu na sua campanha eleitoral.
Como vê caro Besugo, a solução para o seu problema é bem mais fácil do que imagina. Assuma o seu voto com naturalidade, até porque se votar no Bloco e passado algum tempo vier a descobrir que essa não era bem aquela a sua vontade, tem uma boa solução (também ela defendida pela mesma força política): aborta.
Afinal de contas, se as coisas são assim tão simples, para quê estar a complicar?
Dupond

Tragédia no Índico - Curiosidades

A catástrofe provocada pelo maremoto e pelo consequente tsumani teve alguns efeitos curiosos:
  • A ilha de Sumatra deslocou-se vinte metros para Sudoeste (Público)
  • A rotação do planeta foi alterada. Para o Público sofreu um atraso, mas, para a Reuters, a Terra sofre uma aceleração. Mais curioso é a fonte ser a mesma: Richard Gross, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA em Pasadena, na Califórnia
  • No Sri Lanka, apesar de um parque animal ter sido atingido, não se encontraram animais mortos, "nem mesmo coelhos" (Reuters).
  • Para o regime ditatorial de Myanmar (ex-Burma) quase não houve vítimas... (WorldChanging)
  • Algumas imagens de satélite (DigitalGlobe)
Dupont

Algarve


Ontem, no Público, escrevia-se que “O ano de 2004 foi o pior ano turístico dos últimos dez anos no Algarve e nem a realização do campeonato europeu de futebol contrariou a tendência de quebra no mercado” que parece continuar, pois se, em 2004, “os hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve viram descer os seus resultados líquidos em 6,9 por cento”, para 2005 “as perspectivas das empresas turísticas para 2005 também não são favoráveis e apontam para novas descidas, que no caso dos resultados líquidos ronda os 5,5 por cento”.
Em 14 de Agosto de 2004, na posta “Algarve”, escrevemos n’O Vilacondense que “É impensável pagar centenas de contos por uma semana de férias onde nada mais há que fazer do que dormir/praia/comer… Não há estruturas de apoio, como parques de diversões, não há acessos com o mínimo de qualidade (para chegar à Quinta do Lago é necessário atravessar estradas terceiro-mundistas…) e, pior do que tudo, as praias nem sequer têm condições: os estabelecimentos de apoio são miseráveis e sem condições, não há chuveiros, em muitas não há sanitários, não há passadeiras de acesso às cadeiras/toldos, enfim, uma desgraça inqualificável. Isto sem falar nos preços, absolutamente proibitivos, no que a restauração diz respeito, a que se terá de acrescentar a completa falta de formação e, até, de educação por parte dos funcionários”.
Há coisas neste país que não mudarão jamais. A mentalidade mesquinha, o arranjinho, o lucro fácil, o “sacar”, o chico-espertismo por oposição ao planeamento, à racionalização, à estrutura de base ssão coisas que só poderiam desaguar num charco como o que, hoje, é o Algarve. E, a julgar por aquilo que lá se continua a construir, parece que ninguém está interessado em melhorar o que quer que seja.
Não tarda nada e vamos vê-los a pedir subsídios…
Dupont

«Chapéu Alto»


A colecção Clássicos-Público avança para uma temática algo movediça : o musical. Nemnem todos apreciam, mas deste género de fita já saíram momentos absolutamente inesquecíveis da História da 7ª Arte. “Top Hat/Chapéu Alto” é, precisamente, um desses casos. O filme é por demais conhecido e, mesmo para quem não o viu, concerteza reconhecerá algumas momentos “imortais”, sempre recordados quando se fala do glamour de Hollywood.
Trata-se de uma comédia musical, em que o argumento, à volta de encontros e desencontros amorosos, com a necessária confusão pelo meio, apenas existe para fazer ligação entre os maravilhosos números de dança. Logo a abrir, Fred Astaire, sozinho, enche o ecran com um fantástico número de dança ao som de “No Strings”. Depois… Bem, depois, dá-se o encontro com Ginger Rogers, uma parelha que haveria de conquistar um lugar privilegiado no mapa das estrelas de Hollywood. Vê-los deslizar, flutuar e rodopiar ao som de “Isn’t it a Lovely Day” e “Top Hat, White Tie and Tails”. E, claro, o conhecidíssimo “Cheek to Cheek”… De uma elegância quase absoluta, sempre num imaculado smoking, Fred Astaire encantou, e encanta, milhares de bailarinos. Mikhail Baryshnikov dizia que “os bailarinos odiavam-no, porque a sua perfeição era um absurdo difícil de enfrentar”. Mas, qualquer biografia o dirá, aqueles movimentos, aquelas rotinas, que parecem tão fáceis, são o resultado de treino intensíssimo, quase obsessivo. Ver Astaire a dançar é uma “working defenition of grace”, como refere Ty Burr em “The 100 Greatest Stars of All Time”, da Entertainment Weekly.
É claro que para o encanto fosse ainda maior, o filme contou com belíssimos cenários art-deco e a música, imortal, de Irving Berlin, que escreveu onze músicas para o filme.
O realizador, Mark Sandrich, limita-se a ser competente, o que é pena, pois um pouco mais de arrojo e poderíamos ter, aqui, um filme fora de série, comparável aos musicais de Ernst Lubitsch, por exemplo. Aliás, Peter Bogdanovich, enaltecendo a obra do realizador alemão, chega a dizer que comparar a sua obra com filmes como “Top Hat”, de que ele até diz gostar, chegam a ser “de mau gosto” (in “Nacos de Tempo-Crónicas de Cinema”, Livros Horizonte). É algo injusta esta opinião, pois 70 anos depois, “Top Hat” não perdeu nenhuma da energia inicial e continua a proporcionar uma excelente diversão.
Dupont

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Matilde

O PS anunciou que vai apresentar a Dra. Matilde Sousa Franco como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Coimbra nas eleições legislativas de Fevereiro próximo. Não sabemos qual a razão para este inesperada escolha. Será que estão em causa os méritos pessoais da Dra. Matilde? Será que está em causa uma intensa ligação ao distrito por onde concorre? Será que a sua escolhe se deveu a alguma questão espécífica em que os seus conhecimentos são especialmente reconhecidos (co-incineração em Souselas, por exemplo)? Será o corolário de uma carreira profissional ou política?
Com franqueza, não conseguimos uma resposta positiva a qualquer das perguntas atrás formuladas. A única possível explicação para a escolha da Dra. Matilde é o facto de esta simpática senhora ser viúva do Dr. António de Sousa Franco, o cabeça de lista do PS às eleições Europeias de Junho de 2004, que faleceu após a presença numa acção de campanha do seu partido em que duas facções internas se degladiaram publicamente de uma forma que Portugal nunca tinha visto.
A Dra. Matilde tem cara de boa pessoa. Os motivos pelos quais é escolhida, parecem-nos os mais reles possível. Bom, pelo menos servem para que o país medite bem naquilo que aconteceu ao falecido marido da candidata e na forma como funciona uma parte do aparelho do PS. Talvez isso ajude a esclarecer algumas mentes quanto ao partido a votar...
Dupond

2004 n'O Vilacondense

A relação dos "Melhores do Ano" é tão típica desta época como o Pai Natal... Nós, n'O Vilacondense, optámos por falar exclusivamente sobre aquilo que foi tema de conversa aqui, no blog. Daí haver links para tudo.
Quanto aos acontecimentos políticos, sociais e económicos relevantes, eles são tantos que um post sobre o assunto seria extenuante de elaborar e aborrecido de ler. Nesse sentido, já escolhemos "Os Melhores do Ano" (1, 2, 3 e 4).
Dupond & Dupont

2004 n'O Vilacondense - «Blogs»

Os melhores blogs de 2004 são os que estão arrolados ali à esquerda. Evidentemente.
Dupond & Dupont

2004 n'O Vilacondense - «Reportagens»


N' O Vilacondense, em 2004, também se brincou ao jornalismo. Entre muitas outras "reportagens", destaque para as de carácter desportivo. Assim, no Dragão, acompanhámos a consagração do FC Porto como Campeão Nacional, e fomos até à Alemanha, a Gelsenkirchen, assistir à conquista da Liga dos Campeões pela equipa azul-e-branca. Viajámos até Atenas, onde acompanhámos os Jogos Olímpicos (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15).
Na vertente não-desportiva, a convite do Peliteiro, deslocámo-nos à região mais bonita de Portugal, o Gerês, onde convivemos numa animada festa com o farmacêutico mais famoso da blogosfera. E ficámos a conhecer uma das mais bonitas terras alentejanas, o Alandroal. Já em Novembro fomos até à Amadora, ao Festival Internacional de Banda Desenhada.
Dupond & Dupont

2004 n'O Vilacondense - «Livros e Quadros»


Não lemos muito, este ano... Aliás, com o aumentar dos anos, diminuiu o número de livros degustados... Esperemos que seja reversível...
No domínio da ficção, o hiper-mega-giga sucesso "O Código Da Vinci" foi responsável por muitas visitas ao nosso blog. Dois meses depois de colocado o post ainda recebia comentários... Registámos, com surpresa, uma certa inclinação para o livro policial, desde o histórico "Sangue Romano", de Steven Saylor, até ao contemporâneo "Agência Nº 1 de Mulheres Detectives" e a continuação "As Lágrimas da Girafa" de Alexander McCall Smith. Confessamos que nos deixamos levar pela escrita inteligente de de Robert Wilson. Em pouco mais de um mês devorámos "Último Acto em Lisboa", "A Companhia de Estranhos" e, principalmente, "O Cego de Sevilha", que vamos considerar Livro do Ano. Aplaudímos, também, "Quando éramos órfãos" do sempre brilhante Kazuo Ishiguro e o mais recente "Memoria de mis putas tristes" de Gabriel Garcia Marquez, ainda na edição espanhola.
Entrando no ensaio, assinalámos a obra de Daniel Boorstin, ficámos espantados com a cor da "First World War" de Hew Strachan e com as conclusões d' "O Ano em que a China Descobriu o Mundo", de Gavin Menzies. A nossa clubite alimentou-se de "Campeões, carago", de Júlio Magalhães e "Largos Dias Têm 100 Anos", de Pinto da Costa. Espaço, ainda, para as incontornáveis "As Farpas" de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão e para o divertido e didático "Breve História de Quase Tudo", de Bill Bryson".
No domínio da banda desenhada destacámos "Persépolis" da iraniana Marjane Satrapi, recordámos "Michel Vaillant", aplaudimos "Palestina" de Joe Sacco, mencionámos "The League of Extraordinary Gentlemen" de Alan Moore e Kevin O'Neill e assinalámos o fim da edição nacional da obra-prima manga "Akira", de Katsuhiro Otomo. Referência para o dramático "As Crianças" de Stassen, o actualíssimo "Astérix nos Jogos Olímpicos", de Uderzo-Goscinny, a edição nacional do inacabado "Tintin e o Alph-Art" de Hergé, "Corto Maltese" de Hugo Pratt no "Publico" e brindámos com a "Mafaldinha", de Quino. "In the Shadows of No Towers" de Art Spiegelman mereceu algum destaque, o mesmo acontecendo com "Os Sarcófagos do 6º Continente", Tomo II, de Sente/Jullard, Astérix, João Pistolão e Humpá-pá em reedição.
Na pintura, escrevemos sobre os americanos Norman Rockwell, Grant Wood e Edward Hopper, sobre Salvador Dali, Georges Seurat e três pintores latino-americanos: Fernando Botero, Diego Rivera e Frida Kahlo. E, claro, um destaque muito especial para Paula Rego.
Dupond & Dupont

2004 n'O Vilacondense - «Música»


Começando pela oferta internacional, ainda em Janeiro falámos do eterno Elvis Costello, com "North", dos franceses Air, com "Talkie- Walkie", do lendário John Cale , com "Hobo Sapiens", e de Josh Rouse, com o extraordinário "1972". Mergulhámos no kitsch com o "Greatest Hits" dos ABBA, continuámos por lá com os dançáveis Scissor Sisters e "Scissor Sisters", começámos a emergir com Norah Jones e "Feels Like Home", para alcançármos a redenção com os The Divine Comedy e "Absent Friends". Assinalámos o regresso de Prince com o fraquinho "Musicology", e aplaudímos Bonnie 'Prince' Billy e a compilação "Greatest Palace Music". Caetano Veloso também regressou, com um dos seus piores registos, "A Foreign Sound". Lucinda Williams com "World without tears", Magnetic Fields com "i", Tim Booth com "Bone" e, especialmente, Morrissey com "You are the Quarry" foram alguns dos regressos que saudámos. O disco do ex-Smiths é, inclusivé, o nosso Disco do Ano. Novas sonoridades trouxeram os excelentes Wilco através de "A Ghost is Born" e os noruegueses Kings of Convenience com o muito acústico "Riot on an empty street". Depois do verão ressurgiram duas pérolas: Perry Blake com "Songs for Someone" e The Blue Nile com "High", o segundo finalista para "Disco do Ano". Os 10.000 Maniacs não ressuscitaram, mas a editora apostou numa recomendável compilação: "Campfire Songs". Bjork desiludiu com "Medulla", um disco de sons e não de música.... Em Outubro, apareceram pesos-pesados: Nick Cave e "Abattoir Blues/The Lyre of Orpheus", Tom Waits com "Real Gone", REM com "Around the Sun", Elvis Costello, pela segunda vez, com "The Delivery Man", k.d.lang homenageando o seu país com "Hymns of the 49th Parallel", Leonard Cohen com "Dear Heather", os mega -rockers U2 ensinando "How to dismantle an atomic bomb" e os negros Depeche Mode trouxeram "Remixes '81-'04". Das novas bandas, registo para os Franz Ferdinand com "Franz Ferdinand", os magníficos Interpol "Antics", os suaves Keane com "Hopes and Fears" e, especialmente, vindos de Las Vegas, os Killers com "Hot Fuss", a nossa terceira escolha para o pódium de "disco do ano".


Cá pela antiga Lusitânia aplaudímos Gomo e o seu "Best of", os Sloppy Joe com "Flic Flac Circus", os vilacondenses Plaza com "Meeting Point" e Clã com "Rosa Carne". A memória dos Silence 4 "Ao Vivo no Coliseu dos Recreios" (em DVD) foi igualmente alvo de referência. Mas o Disco do Ano Nacional foi Rodrigo Leão e o sublime "Cinema".
Dupond & Dupont

2004 n'O Vilacondense - «Filmes»


Sobre Cinema, o nosso primeiro post foi sobre mais uma tentativa de Tom Cruise para alcançar o Óscar, "O Último Samurai", actor que voltaria ao nosso encontro em "Colateral". Avançámos, em seguida, para dois filmes extraordinários: "Mystic River" e "Lost in Translation" que consideramos, agora, o nosso Filme do Ano. Fria foi a recepção a "Cold Mountain", ao barroco "A Liga de Cavalheiros Extraordinários", ao ridículo "Van Helsing" e aos xaroposos "Wimbledon-Encontro Perfeito" e "Alguém tem de ceder". Claramente acima da média estiveram o extenuante "21 Gramas", o drama de época "Rapariga com o Brinco de Pérola", o belíssimo "Má Educação", o exuberante "Kill Bill", o inteligente "Spartan", o estilista "Sky Captain e o Mundo de Amanhã" e os simbólicos "Terminal de Aeroporto" e "Mulheres Perfeitas". Um outro grande filme deste ano foi "A Vila". A criançada teve excelentes propostas, com "Shrek 2", "Gangue dos Tubarões" e, principalmente, "Os Super-Heróis".
O "cinema em casa" teve mereceu alguma atenção, especialmente no que ao Cinema Clássico diz respeito. Recordámos um dos filmes da nossa vida, "O Caçador", e obras imortais como "Casablanca" (mais aqui e aqui), "As Vinhas da Ira" e "Apocalypse Now Redux". Não esquecemos o primeiro "Shrek", discutimos "John Q" e fomos até aos locais de filmagem de "Vertigo"
A colecção Clássicos-Público tem merecido grande atenção, com posts de "O Mundo a seus Pés", "As Duas Feras", "Os Dominadores", "King Kong", "Suspeita", Sylvia Scarlett", "Cega Paixão", "Forte Apache", "Os Filhos da Noite", "A Pantera", "Vidas Inquietas".
Dupond & Dupont

terça-feira, dezembro 28, 2004

Tsunami


Não há palavras...
Podem não acreditar, mas, na noite em que precedeu a tragédia, estive a ver "O Dia Depois de Amanhã", uma fita sobre catástrofes climatéricas. O filme é fraco, mas os efeitos especiais são state-of-the-art, especialmente o tsunami que afoga Nova Iorque...
Informação, mapas e imagens animadas, aqui, na Wikipedia. Mais imagens aqui. Mais informação e links em "WorldChanging", especialmente aqui. Compilação de blogs aqui.
Tudo isto graças ao Boing Boing.
Dupont

'L'Equipe' idéal


A equipa de futebol ideal, de 2004, para o jornal francês L'Équipe, seria: Gianluigi Buffon (Juventus & Itália); Cafu (AC Milan & Brasil), Ricardo Carvalho (Chelsea & Portugal), John Terry (Chelsea & Inglaterra), Gianluca Zambrotta (Juventus & Itália); Deco (Barcelona & Portugal), Maniche (Porto & Portugal), Theo Zagorakis (Bologna & Grécia), Ronaldinho (Barcelona & Brasil); Andriy Shevchenko (AC Milan & Ucrânia), Adriano (Inter Milan & Brasil). Treinador: José Mourinho.
Já sabemos que importante, mesmo, para a imprensa nacional é o novo apanha-bolas brasileiro do Sporting ou do Benfica. Mas não faz mal, que a imprensa estrangeira há muito esqueceu quem são esses clubes.
Curioso é o facto de termos seis jogadores a falar português...
Dupont

Agora é a minha vez!!!

Viktor Yanukovych: "Os resultados são uma fraude eleitoral"

Dupont

O Quarto Segredo de Fátima


Em Julho, Mel Gibson esteve em Portugal com o propósito de entregar à Irmã Lúcia, a vidente de Fátima, uma cópia do seu filme "A Paixão de Cristo". Pela mesma notícia ficámos a saber que o realizador/actor australiano pediu à Virgem que o ajudasse a fazer frente às críticas e aos ataques de que o seu filme estava a ser alvo...
Curioso, nunca vi por lá o Manuel de Oliveira, o Fonseca e Costa, o António Pedro de Vasconcelos, o João Botelho, e mais uma mão cheia de incompreendidos realizadores lusos. Mais uma vez, Hollywood a marcar a diferença...
Dupont

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Onda Laranja

Viktor Yushchenko vence na Ucrânia

Dupont

Vila do Conde - PS vs. PSD

Parece que este fim de ano está a trazer alguma animação ao espectro político local. De facto, após meses de algum marasmo, eis que os dois principais partidos políticos se degladeiam em comunicados e intervenções. Veja-se, por exemplo, o que diz o Público.
A próxima Assembleia Municipal, no dia 30, em que vai ser votado o Orçamento, promete...
Entretanto, algumas novidades natalícias: Miguel Paiva foi o escolhido para encabeçar a lista de nomes para deputados que irão ser apresentados pela concelhia local à distrital, no âmbito das próximas eleições legislativas. Não sabemos a reacção de Santos Cruz ou de Carlos Duarte. Por outro lado, de uma conhecida emissora local, chegou-nos um email a confidenciar que José Pedro Pinho, antigo líder da JSD de Vila do Conde, foi demitido das suas funções de director de campanha em Vila do Conde, para as legislativas. Aguardemos confirmações...
Dupont

Fluvial é Campeão Nacional de Natação!!!


O Clube Fluvial Vilacondense sagrou-se Campaeão Nacional de Clubes da 1ª Divisão. Nem mais e sem espinhas. Na imagem, o quarteto vencedor da estafeta 4x200 metros livres, prova em que se decidiu o título. "Parabéns" é pouco, para um feito desta dimensão.
O Fluvial é o Maior!!!!
Informações e classificações aqui. O nosso agradecimento ao webmaster da página do CFV, que nos enviou a notícia.
Dupont

Revista da Opinião Vilacondense

No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro temos:
- Afonso Ferreira, "Natal"
- António José Gonçalves, "Filha Natal"
- Miguel Paiva, "2005 de Esperança"
Antes de mais, um grande abraço de parabéns para o António José Gonçalves, que teve a felicidade de celebrar um duplo natal, uma vez que foi pai da Leonor. Um grande abraço d'O Vilacondense e muitas felicidades.
Quanto a Miguel Paiva e Afonso Ferreira, ambos optaram pelo mesmo tema, ou seja, o novo ano que se avizinha. E não se esqueceram das autárquicas, que terão o seu natal daqui a nove meses...
Dupont

DN:música –Dez mais nacionais e internacionais


Os dez melhores álbuns nacionais para o suplemento de música do Diário de Notícias foram:
  1. Humanos – Humanos
  2. Clã – Rosa Carne
  3. Rodrigo Leão – Cinema
  4. Quinteto Tati – Exílio
  5. The Gift – AM/FM
  6. Aldina Duarte – Apenas o Amor
  7. Gomo – Best of
  8. Wray Gunn – Eclesiastes 1.11
  9. X-Wife – Feeding the machine
  10. Bullet – Torch Songs for Secret Agents


E os “dez mais” de todo o Mundo foram:
  1. Franz Ferdinand – Franz Ferdinand
  2. Morrisey – You are the Quarry
  3. Patti Smith – Trampin’
  4. Kings of Convenience – Riot on an Empty Street
  5. Scissor Sisters – Scissor Sisters
  6. Nancy Sinatra – Nancy Sinatra
  7. The Shins – Chutes too Narrow
  8. David Byrne – Grown Backwards
  9. Kings of Leon – Aha Shake Heartbreak
  10. Fiery Furnaces - Blueberry Boat
Dupont

Natal Puro


Já passou. Ainda bem. Sinto sempre uma melancolia nesta data, que se adensou com a morte de gente que me era, e é, querida. Há lugares vazios, vozes que não se escutam, presentes que ficam por comprar…
Mas também há gente nova. E cada vez mais tenho a certeza de que o Natal é, efectivamente, para as crianças. É assim com as minhas, como foi comigo e com o meu irmão, há uns anos. E esta “gente nova”, por vezes, diz aquilo que gostamos de pensar. Veja-se esta frase de Matilde Sousa Franco, citando um seu neto.
Dupont

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Quadra Festiva


Desde Vila do Conde e para toda a blogosfera, em especial aos nossos leitores e amigos, votos de um Feliz Natal.
Pela primeira vez desde que O Vilacondense nasceu, vamos fazer umas curtas férias. Apenas três ou quatro dias. Depois do Natal cá estaremos, em força.
Dupond & Dupont

2004 - Destaques

O Vilacondense inicia, hoje, uma série de posts que mais não pretendem ser que uma resenha de 2004. Para já ficam os destaques políticos. Para a semana, apresentaremos o nosso “Best of” nas áreas culturais, sempre com referência ao que por nós foi abordado no blog.
Dupond & Dupont

2004 - Personalidade Nacional do Ano


Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia - Nunca um português ocupou um cargo de tal dimensão a nível internacional. E isso basta para lhe conferir um lugar único na História lusa.
Dupond & Dupont

2004 - Acontecimento Nacional do Ano


Conquistas Internacionais do F.C. Porto - Numa época em que os reis do futebol são clubes que gerem milhões e milhões de euros, o Porto atingiu o estrelato planetário, feito homérico ímpar em Portugal e raro a nível internacional.
Dupond & Dupont

2004 - Personalidade Local do Ano


Carlos Duarte - Com pezinhos de lã, este político vilacondense conseguiu chegar a Secretário de Estado-Adjunto do Ministro da Agricultura, numa pasta importante para o nosso concelho e a nossa região, alicerçando a sua escalada num reconhecimento de qualidade e competência.
Dupond & Dupont

2004 - Acontecimento Local do Ano


Défice de 70 Milhões de euros da Câmara Municipal - A imagem que existe de Vila do Conde é a de uma espécie de "bela adormecida". Ao longo dos anos a sua gestão reflectia isso mesmo, seja no bom (não havia obras verdadeiramente marcantes), seja no mau (as dívidas também não era significativas). Ao fim de todo este tempo somos surpreendidos com um número brutal, que só pode envergonhar um concelho histórico e orgulhoso como o nosso.
Dupond & Dupont

«Vidas Inquietas»


A colecção Clássicos-Público avança com “Vidas Inquietas/Angel Face”, de Otto Preminger, o homem que assinou um dos meus filmes favoritos: “Anatomia de um Crime”.
Em “Vidas Inquietas” voltamos ao tema da femme fatale, aqui interpretada por Jean Simmons. Por trás de um rosto de anjo esconde-se uma personalidade maquiavélica e determinada. O objectivo é eliminar a madrasta, para que a personagem interpretada por Simmons se torne de herdeira em proprietária. É claro que, para atingir esse objectivo, manipula manhosamente um incauto condutor de ambulâncias, interpretado por Robert Mitchum, que havia salvo a tia aquando da primeira tentativa de assassinato. Mais tarde, são ambos acusados de homicídio, quando se descobre que o carro em que a madrasta e o pai de Simmons viajavam se despistou devido a um acto de sabotagem feito pela dupla Simmons-Mitchum. Vão para julgamento, casam por indicação do advogado, ficam livres, mas Mitchum apercebe-se que está casado com uma louca…
Todo o filme assenta na relação entre os dois principais actores, na manipulação conseguida e na constante “fuga para a frente” encetada pelos personagens. Quer no argumento, quer no próprio tema, há aqui algum paralelismo com “O carteiro toca sempre duas vezes”, outro grande filme noir. E, numa interpretação muito “livre”, sempre podemos dizer que a personagem de Mitchum em “O cabo do Medo”, teve aqui a sua origem… Preminger já mostra a sua mestria em trabalhar com personagens complexas e, como aconteceria no já citado “Anatomia de um Crime”.
Um filme pouco visto e ainda menos referenciado, mas a merecer atenção. Ainda há uns meses passou na RTP2 e poucas menções li, o que é pena.
Dupont

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Encarte

O Governo contratou a distribuição, em forma de encarte nos principais jornais de hoje, de uma pequena revista sobre o Orçamento de Estado para 2005.
Confesso-vos que gostei do que vi. Gostei de saber que em média, cada português paga €3.000,00 em impostos e recebe €3.500,00 em prestações. Para quem está permanentemente a reclamar do Estado não é nada mau, pois não?
Gostei de verificar que a baixa de IRS aprovada vai abranger 98,1% das familias de baixos rendimentos. Gostei de ver que o peso da Despesa Pública no PIB vai diminuir de 48,2% para 46,9%. Gostei de ver que a Despesa Pública corrente, apesar de aumentar nominalmente, diminui em termos reais. Enfim, há vários aspectos positivos que poderiam ser realçados.
Um documento deste tipo é sempre susceptível de críticas, pois apresenta apenas "partes" de um todo muito complexo, que neste caso de chama Orçamento de Estado. No entanto, parece-me correcto que o Governo, numa altura em que é ferozmente atacado relativamente a este documento o queria dar a conhecer às pessoas, municiando-as assim para a discussão pública. Afinal de contas, não me parece sensato que haja quem questione o interesse em conhecer a alocação dos dinheiros públicos resultantes dos nossos impostos, não é?
Dupond

Vacina

O Ministro da Saúde anunciou que o Governo decidiu incluir a vacina contra a Meningite Meningocócica no Programa Nacional de Vacinação. Esta é uma medida de enorme alcance, pois permite aos nossos cidadãos uma poupança significativa na conta de farmácia além de possibilitar às famílias uma maior tranquilidade quanto a uma doença que quando chega, é muitas vezes fatal.
Já agora, será que esta é uma medida que se enquadra nos poderes de um Governo de gestão?
Dupond

TIME Person of The Year


For sticking to his guns (literally and figuratively), for reshaping the rules of politics to fit his ten-gallon-hat leadership style and for persuading a majority of voters that he deserved to be in the White House for another four years

Mais sobre Bush aqui. Também na TIME, a não perder:
Dupont

Blitz - Os dez melhores internacionais


Para o Blitz, os dez melhores álbuns internacionais foram:
  1. Tom Waits - Real Gone
  2. Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
  3. Brian Wilson - Smile
  4. PJ Harvey - Uh Huh Her
  5. Cocorosie - La Maison de Mon Rêve
  6. Devendra Banhart - Rejoicing In The Hands
  7. Morrissey - You Are The Quarry
  8. The Streets - A Grand Don't Come for Free"
  9. Dizzei Rascal - Showtime
  10. Carl Hancock Rux - Apothecary RX
  11. The Blue Nile - High
O 11º entra... porque sim!
Dupont

Blitz - Os dez melhores nacionais


Para o único semanário português da especialidade, os dez melhores álbuns nacionais foram:
  1. Mão Morta - Nus
  2. Wray Gunn - Eclesiastes 1.11
  3. A Naifa - Canções Subterrâneas
  4. Humanos - Humanos
  5. Clã - Rosa Carne
  6. Da Weasel - Re-Definições
  7. Quinteto Tati - Exílio
  8. Rodigo Leão - Cinema
  9. Plaza - Meeting Point
  10. X-Wife - Feeding the Machine
Uma coisa verdadeiramente extraordinária neste Top Ten: a presença de duas bandas vilacondenses - os Clã e os Plaza. E a Manuela Azevedo ainda aparece nos 'Humanos'. Uma coisa destas é um orgulho, meus senhores! (E os Sloppy Joe, julgo que ligados à vilacondense Mundo de Aventuras, está em 20º!!)
Dupont

terça-feira, dezembro 21, 2004

Défice

O Eurostat informou o Governo Português da sua decisão de não considerar os fundos recolhidos da operação de "leaseback" (quem pretender saber o que significa este palavrão pode clicar aqui), de alguns imóveis do Estado, como receita elegível para efeitos de cálculo de défice público. Fruto dessa decisão, o país voltou, nas últimas horas, a falar do défice, do facto das contas públicas não estarem controladas, do consecutivo recurso a receitas extraordinárias, da falta de coragem para fazer as reformas que Portugal precisa, etc.
Este tipo de discursos são sempre muito interessantes, pois permitem-nos tomar conhecimento da existência de uma panóplia de gente iluminada a quem o país não dá o devido valor e, muito menos, a oportunidade de colocar em prática tão doutas ideias. No entanto, parece-me que é necessário esclarecer que governar, seja o que for, não se faz apenas com discursos ou manifestações de intenção. Governar é muito mais do que isso.
No caso vertente, o estancar do défice do nosso Orçamento de Estado só pode ser efectuado de duas formas: ou intervindo na receita ou intervindo na despesa (Mr. de La Palisse teria dificuldade em expressar-se com tanta eloquência!).
Uma intervenção por parte do Estado tentando ampliar as suas receitas pode ser conseguida com um aumento de impostos ou com um aumento da base tributária. Os impostos já foram aumentados (o IVA, por exemplo), além de já serem bastante pesados em Portugal. A base tributária só aumenta se a economia iniciar uma trajectória de crescimento e/ou se os mecanismos de combate à fraude e evasão fiscais forem mais eficazes. Com a excepção do aumento de impostos, que ninguém defende na actual conjuntura, em que o país precisa de ser competitivo em termos internacionais, só nos restam as duas últimas soluções. Ora, em termos de crescimento económico, a OCDE já anunciou as suas previsões para 2005 e 2006, francamente animadoras. Em termos de combate à fraude e evasão fiscal, o Governo demitido já tinha anunciado um conjunto arrojado de medidas, que inclusivamente causaram forte incómodo aos empresários, já que pareciam extremamente auspiciosas. Portanto, que mais haveria a fazer para aumentar a receita?
Vamos agora à análise da intervenção ao nível da despesa. Nos últimos dois anos o que é que o Governo fez?
  • Congelou os salários da função pública;
  • Ordenou cortes em várias rubricas de todos os Ministérios, sempre com o objectivo de cortar nas despesas de funcionamento;
  • Empreendeu uma reforma no sector da saúde, tentando criar mecanismos de combate ao desperdício e controlar o défice desse sector;
  • Tentou equilibrar a Segurança Social, procurando ajustar o seu nível de despesa com as respectivas receitas.
Mesmo assim, considerando os esforços efectuados em todas estas áreas, além de outras medidas de contenção, o país continua a apresentar um défice que mostra ser estrutural. Perante este cenário, a questão que se coloca é a de que fazer?
Conjunturalmente, os partidos atacam quem está no poder, tentando dizer que são aqueles os responsáveis pelo desastre. É, obviamente, um discurso demagógico e desonesto, pois sabe-se que, em economia, os resultados obtidos hoje são o resultado das políticas dos anos anteriores. Como é lógico, tal discurso só desclassifica quem o profere e nada contribui para uma discussão séria sobre as razões do problema e sobre as soluções para o mesmo.
Assim sendo, só há, duas soluções. Ou assumimos que para nós o défice não é um objectivo económico e Governamos o país em ilusória abundância, ou então fazemos mesmo as reformas necessárias. O problema é que essas reformas são duras. Vejam apenas 4 exemplos de reformas que resolveriam de forma sustentada o défice do Orçamento de Estado:
  • Despedir 1/3 dos funcionários públicos deste país.
  • Substituir a função prestadora do Estado pela de simples provisão em alguns sectores importantes (e pesados em termos de despesa), como é o caso da educação ou da saúde.
  • Permitir um regime mais flexível de contratação de trabalho, dando assim um forte incentivo ao empreendedorismo privado
  • Reformular o sistema de segurança social, ajustando as prestações que assume perante os cidadãos aos respectivos meios de financiamento sustentado.
Como podem ver, aquilo que o país necessita, ou melhor, aquilo que qualquer país necessita (este problema não é apenas Português), é que os problemas sejam encarados com frontalidade e de forma séria. Os discursos conjunturais são bonitos, enchem as folhas de jornal, mas não servem para nada. Rigorosamente nada.
Dupond

Siesta


A homogeneização globalização avança,imparável, arrasando tudo à sua passagem. Segundo esta notícia, a tradicional siesta espanhola está em vias de desaparecer e o próprio ritmo de vida do país corre sérios riscos de sofrer uma profunda alteração.
A razão de ser da mudança prende-se com a crescente presença de multinacionais, com os seus métodos e horários de trabalho aparentemente incompatíveis com os espanhóis. Estes, que já são o pais da Europa com menos tempo de sono, preparam-se para abandonar a siesta, um repouso que os especialistas dizem ser benéfico para o corpo.
Só há uma solução: pedir à UNESCO para considerar a siesta como Património da Humanidade. É que, dentro em breve, ela não passará de uma memória...
Dupont

Chegou o Inverno


Senhora da Guia, Vila do Conde

Dupont

Luz de Natal


Em Vila do Conde, como alguns jornais têm referido e o cidadão vilacondense farta-se de comentar, as iluminações permanecem invariáveis há alguns anos. Este fim-de-semana fui tentar fazer umas fotos, mas era tudo tão confrangedoramente igual que me fiquei por esta, na Rua do Lidador.
Curioso é o facto desta rua, apesar de estarmos numa quadra festiva, conservar o encanto de sempre, com pouca luz e muito mistério.
Dupont

segunda-feira, dezembro 20, 2004

O início da descida

Hoje, dia 20 de Dezembro, ou seja, quando faltam 2 meses certos para o dia das eleições legislativas, José Sócrates começou a falar sobre os seus projectos e propostas para o país. Decidiu explicar a sua ideia para resolver o problema dos resíduos perigosos. Continuando a persistir numa ideia que muitos técnicos consideram perigosa para o ambiente, o candidato socialista confirmou que, consigo, a co-incineração daqueles residuos nas cimenteiras de Souselas em Coimbra e do Outão na Parque Natural da Arrábida vai avante.
Com isto, não temos a menor das dúvidas de que José Sócrates começou o seu plano inclinado de descida nas opções de voto dos Portugueses. Ou seja, enquanto estavam em jogo apenas as aparências, o PS liderava confortavelmente. Agora, quando estão a começar as discussões a sério sobre a forma de resolver os problemas é que vamos ver como cada um dos partidos se comporta. Pela amostra, as coisas não parecem ser tão fáceis para os socialistas como estes pensavam.
Dupond

Astronomia e Presentes de Natal


Anda por aí alguma blogosfera preocupada com a órbita de cometas, os anéis de Saturno, as galáxias distantes, os satélites de Júpiter, entre muitos outros corpos e formações celestes. Acho bem. Mas nada bate a pressa e o desespero de um pobre diabo na sua tentativa de ver estrelas...
(Com agradecimento ao Médico Explica Medicina a Intelectuais).
Dupont

Presentes de Natal

Convém não perder os Presentes de Natal do Homem das Neves.
Dupont

Prémios McGuffin 2004

O 'Contra-a-Corrente' já atribuiu os Prémios McGuffin 2004. Há de tudo: blogs, filmes, chocolates, perfumes, papel higiénico...
Dupont

Blogame mucho

A lolita arregaçou as mangas arriscou mudar o layout do 'Blogame mucho' em plena época de confusão natalícia. É preciso coragem!
Está mais bonito, sim senhor. Os nosso parabéns. Um reparo: voltou a esquecer-se da caixa de "comentários"... Talvez para a próxima...
Dupont

domingo, dezembro 19, 2004

Afinal, o vermelho...


Pois é, parece que andei enganado durante muito tempo... Sempre li e sempre aceitei com o curiosidade típica do 'Trivial Pursuit', atribuir a origem do fato vermelho do Pai Natal à côr da Coca-Cola. Parece que não é verdade. Podem ver a resolução detes 'X-File" aqui e aqui (este pelo CL, do Blasfémias).
Dupont

sábado, dezembro 18, 2004

Espírito de Natal


“Toca a vestir, que vamos às compras”… Filas de carros por todo o lado… Filas para os parques de estacionamento do centro comercial… As “ruas” do shopping parecem um formigueiro… Filas para tomar café… Encontrões… Seres humanos migram de loja em loja… Mães berram, aflitas, à procura das crias... Filas para comprar o jornal… Mães gritam com as crias, para que estejam quietas… Filas para pagar… Filas para embrulhar… Encontrões…Filas para o elevador… Filas para pagar o parque… Filas para sair… Filas na ruas…
Casa! Aleluia!
E tu, computadorzinho, estiveste aqui sossegado o dia todo, não foi? Que sorte!... Dás-me um abraço?
Dupont

New Musical Express - os dez melhores

Depois da 'Q' e da 'Uncut', aqui está o top ten de 2004, para o New Musical Express:
  1. Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
  2. The Libertines - The Libertines
  3. The Streets - A Grand Don't Come For A Free
  4. Scissor Sisters - Scissor Sisters
  5. The Futureheads - The Futureheads
  6. Danger Mouse - The Greay Album
  7. Kanye West - The College Dropout
  8. Razorlight - Razorlight
  9. The Radio Dept - Lesser Matters
  10. The Dears - No Cities Left
E um obrigado ao Rui Malheiro.
Dupont

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Un petite histoire...


Estão a ver esta imagem? Recordam-se da escandaleira que foi o assassinato da criança por tropas israelitas? Lembarm-se disso tudo? Então agora dêem um saltinho ao Jaquinzinhos.
Dupont

Prémio Pessoa


O Prémio Pessoa foi, este ano, entregue ao escritor Mário Cláudio. Pseudónimo de Rui Manuel Pinto Barbot Costa, tem uma obra importante, longa, de três décadas, que se desdobra em ficção, poesia e teatro.
Já li algumas coisas dele, nomeadamente 'A Quinta das Virtudes', 'O Pórtico da Glória' e 'Ursamaior'. Este último talvez seja a sua obra mais conhecida, ficcionando sobre aquele assassinato amoroso ocorrido no Porto, nos corredores da Escola Superior de Ciências Biomédicas Abel Salazar, que, julgo, ainda está na memória de todos. Mário Cláudio é um daqueles escritores que dá um relevo e uma importância tremenda à forma. Os seus textos não são de leitura fácil, é necessária uma especial atenção, já que a utilização das palavras é extremamente racionalizada. Aquilo que o escritor quer dizer é, precisamente, o que lá está. Por vezes torna-se um pouco barroco, no sentido em que o texto sai algo trabalhado e rebuscado, o que, nos dias que correm, com os leitores a pedirem obras vertiginosas, se torna ligeiramente anacrónico.
A sua obra mais recente a ser lançada foi "Gémeos", o último lançamento de uma triologia iniciada com "Ursamaior" e que continuada em "Oríon".
Quanto ao prémio, e tendo em conta a dimensão de outros galardoados, porventura terá sido um pouco exagerada.
Entrevistas, prévias ao prémio, aqui, e aqui. Página do Instituto Camões aqui.
Dupont

Tripas à moda do Porto


Rui Rio, numa conferância organizada pelo Público e pela Universidade Católica, defendeu a importância da marca "Porto". Rui Moreira, Presidente da Associação Comercial do Porto, perguntou-lhe, então, se não acahava contraditório defender tal posição e desqualificar o fenómeno desportivo.
Rui Rio respondeu: "Não quero falar de futebol até por decoro face ao actual momento. Mas acho que a prática me tem vindo a dar razão. Já tinha ouvido falar no Bernard Tapie e no Gil y Gil..." para concluir que "estas são misturas que não se devem fazer. Tem de haver um esforço de racionalidade na política. E o futebol é tudo menos isso, porque aí só governam as emoções. E não é ao sabor delas que nós, políticos, vamos tomar as nossas decisões".
Pinto da Costa sentiu-se visado e reagiu, lamentando que "haja no Porto alguns imbecis que não sintam que isso [FCP] é importante para a nossa cidade" e que "ao nº dois do PSD responderá o povo português no próximo dia 20 de Fevereiro. Ao sr. Rui Rio enfrentarei eu no próximo acto eleitoral para a autarquia do Porto" (Fontes: JN e Público)
Por muito que me custe estar em desacordo com o meu Presidente Jorge Nuno, subscrevo, em boa parte, a posição do Presidente da Câmara Municipal do Porto. É fundamental que política e futebol estejam devidamente separados, por serem duas realidades distintas, cuja mistura não augura nada de bom, onde perigosos interesses pessoais e materiais se cruzam.
E só não dou razão total por duas simples razões. A primeira prende-se com o facto de não ver necessidade de, defendendo a separação, tenha de existir uma política "de costas voltadas". Eu também acho que Portugal e Espanha devem continuar separados, mas isso não implica que o façam um contra o outro. O contacto e o diálogo é fundamental para uma coexistência profícua.
Por outro lado, invocar o exemplo de dois ex-dirigentes futebolísticos que foram julgados e condenados e compará-los a alguém que ainda é meramente suspeito, é, no mínimo, caluniador...
Dupont

FC Porto - Inter de Milão

Venuto qui!

Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No Terras do Ave temos:
- Inês Ferreira, "No país do faz de conta, o rei vai nu!";
- Romeu Cunha Reis, "Ler é preciso";
- Eduardo Silva, "Universidade em Portugal";
- Rui Silva, "As prendas do Pai Natal"; e
- Pedro Brás Marques, "Postais de Natal".
No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro:
- Fernando Reis, "(Re)escrever o futuro"; e
- Alexandre Raposo, "Mudar e crescer".
Inês Ferreira desanca, literalmente, em Mário Soares, o "criaturo".... Cunha Reis debruça-se, com a sua habitual classe, sobre o eterno problema da falta de leitura o que tem, do meu ponto de vista, alguma coisa a ver com o que o escreve o Eduardo Silva, relativamente à qualidade das universidades. Rui Silva está imbuído de espírito natalício, partilhando o seu espaço com a filha Catarina, num texto cheio de ternura. O Natal é, também, o tema escolhido por Pedro Brás Marques, com uma parte dedicada à frase de Pedro Emanuel "não tive medo de ser feliz".
Fernando Reis aborda a actual crise política perspectivando o tempo que falta até às eleições. Alexandre Raposo aborda quatro temas, sendo que o primeiro é um grande desgosto meu: o fim do circuito automóvel.
Dupont

Novo jornalista!!!!

O Terras do Ave contratou um novo jornalista!!! Atenção ao último parágrafo, senhor provedor!...
Dupont

Mário Almeida europeu

O nosso presidente da Câmara está de parabéns, ao ser reeleito vice-presidente do Conselho de Municípios e Regiões da Europa.
Dupont

Aceitam-se apostas...

A Distrital do Porto do PSD anunciou que os autarcas em exercício de funções não serão candidatos a deputados. Será que a regra se aplica apenas a Presidentes de Câmara ou também a aspirantes ao cargo? Se assim for, isso implicará no caso de Vila do Conde, a escolha entre Santos Cruz ou Miguel Paiva, pelo que a decisão deixará boas pistas sobre a futura escolha autárquica.
Já agora, o que irá passar-se nos outros partidos? Será que Afonso Ferreira conseguirá ocupar um lugar da zona elegível do CDS? Será que Bruno Almeida regressa a S. Bento? Ou será que o PS Vilacondense se limitará a indicar novamente Lúcio Ferreira para um lugar cinzento?
Aguardemos com curiosidade o nome dos felizardos...
ADITAMENTO: o PS também alinha pelo mesmo saudável diapasão.
Dupont

Ainda não está tudo inventado...

Primeiro foram as colunas de opinião compiladas em livro. Depois, seguiu-se a transformação, em livro, de posts de blogs. A última moda, recentemente apresentada, é a transcrição de crónicas televisivas para livro, como aconteceu com Marcelo Rebelo de Sousa e “Professor, Boa Noite”, da autoria de Júlio Magalhães e José Carlos Castro, os dois pivots da TVI.
Até pensei que era engano. Mas não, os autores são mesmo os dois jornalistas que tiveram o hercúleo trabalho de seleccionar as crónicas do professor.
Gente esperta, estes dois. Nem parecem da TVI... Repararam na artimanha? Como eles previram que a malta ia topar a tramóia de aparecer um livro “escrito” por uma pessoa, com dois espertos a assumirem a autoria, do que é que estes dois manhosos se lembraram para justificar o “the name above the title”: fazer uma entrevista ao Professor.
O resultado está aí, mesmo a tempo do Natal. São dezenas de crónicas do Professor Marcelo, fotos do Professor Marcelo, opiniões do Professor Marcelo e uma entrevista ao Professor Marcelo. Autores: Júlio Magalhães e José Carlos Castro.
Dupont

"Uncut" - os dez melhores


Depois da ‘Q’, apresentamos os dez melhores álbuns do ano para a ‘Uncut’, uma revista mais no campo do AOR... São eles:
  1. Brian Wiilson – SMiLE
  2. Wilco – A Ghost is Born
  3. Loretta Lynn – Van Lear Rose
  4. Richmond Fontaine – Post to Wire
  5. Bob Dylan – The Bootleg Series Vol. 6
  6. Mark Lanegan Band – Bubblegum
  7. The Streets – A Grand don’t come for free
  8. Elliot Smith – From a Basement on a Hill
  9. American Music Club – Love Songs for Patriots
  10. Franz Ferdinand – Franz Ferdinand
Dupont

quinta-feira, dezembro 16, 2004

A Madeira é um jardim...

«Interrompido por vários àpartes do presidente do governo, Alberto João Jardim, quando interpelava o vice-presidente do governo, Jacinto Serrão lembrou a Jardim que, na véspera, ouvira em silêncio o seu discurso de duas horas e meia, tão longo que, disse, faria "adormecer rinocerontes". A este comentário reagiu energicamente Jaime Ramos que endereçou ao presidente socialista os epítetos de "rinoceronte", "gatuno" e "burro".
O deputado socialista ripostou advertindo Ramos a não entrar pelo "caminho da zoologia". Depois acusou o líder da bancada social-democrata de chegar a "milionário ao fim de dez anos", quando antes era "vendedor de sifões de retretes". "Onde arranjaste o dinheiro?", questionou.
»
A história completa está no Público. Agora, só para comparação, veja-se o quanto diz o Jornal da Madeira.
Dupont

Olhó balão....


Já ouviram falar em "cluster balooning"? Pois eu também não, até dar com esta página. A ideia parece divertida, tanto para quem está suspenso, lá em cima, como para quem tem uma espingarda e pratica tiro ao alvo, desde cá de baixo...
Dupont

«A Pantera», de Jacques Tourneur


O filme que se segue na série Clássicos-Público é «Cat People», de 1942, realizado por Jacques Tourneur. O argumento roda à volta de uma mulher, Irena (Simone Simon), de ascendência sérvia, ligada ao mundo da moda, e que gosta de passar o tempo junto às jaulas dos grandes felinos, no Jardim Zoológico. É lá que conhece Oliver Reed (Kent Smith) por quem se apaixona e acaba por casar. Acontece que o casamento não é consumado, o que transtorna o marido que a convence a receber tratamento psiquiátrico. A partir daqui tudo se complica: Irena é assediada pelo médico e suspeita de um envolvimento amoroso entre o marido e a secretária (Jane Randoplh). Nada de anormal, não fosse o facto de emoções deste calibre provocassem a transformação de Iena numa pantera…
Na altura, o filme foi um sucesso, motivando o aparecimento de uma sequela, «A Maldição da Pantera», sinal de que a praga das continuações já vem de longe. Mais tarde, em 1982, Paul Schrader haveria de realizar um remake, protagonizado por Nastassia Kinski.
A metáfora que a história nos conta é mais do que evidente, questionando um certo puritanismo relacionado com o medo de abordar questões sexuais. A mulher-pantera simboliza, portanto, quase a personificação do pecado e ambiguidade do comportamento sexual: se ela é eroticamente sugestiva, isso traduz-se numa terrível resposta; mas se nega sexo, levando o parceiro a escolher outras fêmeas, isso conduz, igualmente, a um resultado trágico.
O trabalho visual de Tourneur é excelente, com alguns excessos estilísticos, revelando uma herança directa do expressionismo da década anterior. Uma cena ficou para a história do cinema: aquela, junto à piscina, quando Irena-Pantera espia e ataca a rival que ameaça o seu casamento…
Dupont

Confusão

É o que reina no barnabé, por causa da existência, ou não, das caixas de comentários. Alguns dos barnabés já optaram por os eliminar.
Dupont

O nosso 'Quinto Império' futebolístico


Já alguém se deu conta da quantidade de jogadores lusos espalhados pelo planeta? Vale a pena dar uma vista de olhos. O rol está no Terceiro Anel.
Dupont

quarta-feira, dezembro 15, 2004

«Vertigo»

Há uns dias descobri umas páginas dedicadas a um dos “filmes da minha vida”, «Vertigo», de Alfred Hitchcock. Ao contrário do que é habitual, não se dedicam a compilar informação sobre o filme, faits-divers da filmagem e pequenas histórias relacionadas com a fita. Os seus autores, sem dúvida fãs devotos do filme, fotografaram perspectivas de San Francisco e da Bay Area no mesmo enquadramento em que aparecem em «Vertigo». O resultado é espectacular.


Sempre que me desloquei aos Estados Unidos tentei fazer o mesmo. Tenho fotos tiradas em Nova Iorque, Los Angeles, San Francisco e noutros locais que serviram de cenário a vários filmes. Um dia destes falo sobre isso. No que a «Vertigo» diz respeito, tirei várias: Mission Dolores, Downtown, Castro Street, entre outros lugares imortalizados pelo Mestre. Mostro aqui uma, tirada no local onde Madeleine se atirou para as águas da Baía de San Francisco, junto à Golden Gate. Nem sonham o trabalho que deu o tirar a foto. Em primeiro lugar, o local não é exactamente acessível, até porque toda a gente prefere a vista da ponte no miradouro criado para o efeito, mais junto ao tabuleiro; depois, não era aberto ao público; e, em terceiro lugar, vi-me e desejei-me para explicar a minha intenção ao porteiro, que olhava para mim como quem olha para um maluco. Enfim, saí de lá todo orgulhoso…
Espero um dia voltar San Francisco, com uma cábula na mão e visitar, com calma e método, todos estes lugares sagrados. Talvez com alguma companhia bem mais esclarecida do que eu…
Porque é que faço isto? Não é mania, como me dizem. Nem sequer é a maneira mais próxima de entrar num alinhamento cósmico entre o espectador e a obra, como já vi alguém explicar. É muito mais simples. Neste caso particular, fui lá na vã esperança de ser eu, e não o Jimmie Stewart, a sair das águas com a Kim Novak nos braços. Evidentemente...
Dupont

Coincidências ou talvez não

Leio, no Blogame Mucho, mais um excelente texto do besugo. Desta vez analisa as vicissitudes do poder paternal perante o crescimento do rebento. "(...)mudar a vida custa sempre alguma coisa. Custa,pelo menos, aquilo que deixamos quando nos vamos embora".
E, depois, vejam este texto de Eça, no Arcabuz. Um pérola de ironia e sarcasmo.
Pode parecer que não estão relacionados. Mas eu acho que sim.
Dupont

Coisas realmente importantes... (continuação)


Não, não é dejá vu... Recordam-se deste post? Na altura, um comentador explicou, assim, a razão de ser de semelhante “notícia”: "Está-se mesmo a ver que foram as mulheres dos presidentes de junta de Mindelo e Modivas que partiram a loiça quando souberam que a pindérica de Vila Chã tinha ido. Isto de Primeiras-Damas é o que dá."
Com a insistência do 'Jornal de Vila do Conde' na notícia, apenas se pode concluir que, realmente, aquelas duas mulheres devem ser mesmo terríveis!...
Dupont

terça-feira, dezembro 14, 2004

«As Lágrimas da Girafa», de Alexander McCall Smith


Há uns meses falámos, aqui, de “A Agência Nº1 de Mulheres Detectives”, de Alexander McCall Smith, o primeiro de uma nova série não propriamente policial, mas partilhando a intriga com o esse género de literatura.
Este segundo volume é melhor do que o primeiro, o que até chega a ser natural. No volume inicial tivemos de conhecer as personagens, a sua personalidade, o meio em que se moviam, os seus gostos, as suas atitudes, a montagem do “negócio”, ou seja, uma série de elementos que perturbavam o fluir da narrativa. É claro que semelhante conclusão apenas pode ser alcançada por quem tiver lido “A Agência Nº1…” e só depois “As Lágrimas da Girafa”.
Agora, a agência está a funcionar, Mma Ramotswe prepara-se para o casamento, promove a secretária a detective-assistente, e começa a analisar, com outros olhos, as mudanças que se operam no Mundo.
Desta vez, só tem um grande mistério para resolver: encontrar um jovem americano desaparecido no Kalahari há uma década. A mãe, viúva, quer fechar este capítulo e, apesar de aconselhada pelo seu livro-guia a não aceitar trabalhos desta índole, o certo é que a gorducha detective aceita. A investigação vai alternando capítulos com a organização da sua vida particular, nomeadamente a casa para onde o casal irá morar, a escolha do anel de brilhantes, a aceitação de dois órfãos para com eles viver e um sem número de problemas do dia-a-dia.
Ainda mais do que da primeira vez, McCall Smith esmera-se no retrato físico e humano de uma África onde os seres humanos se tratam por “irmãos”, onde “se um tem fome, todos têm fome” e em que uma mulher deve esmerar-se por fazer o marido feliz, especialmente vigiando se ele anda bem nutrido e satisfeito… O continente está em profunda mudança, os hábitos “dos brancos” vão sendo assimilados e o choque cultural é inevitável. Daí que nada melhor do que uma detective para os identificar e relatar…
Temos então uma mãe branca, apaixonada pelo calor e fraternidade africanas (terra da qual ela só assimilara imagens de animais selvagens e paisagens exóticas… ) à procura do seu rebento. Aliás, já tinha sido este fascínio pelos valores e mentalidade africanas que fizera o seu filho ingressar numa colónia hippie, de onde desaparecera. Ou seja, enquanto os jovens locais “ouvem música alto” e procuram “valores da América”, os americanos parecem seguir no sentido oposto.
A dualidade marca presença assídua neste livro. Além da social, mais óbvia, há outra, mais de carácter pessoal, que passa pela aceitação da perda do rebento por parte da branca, e chegada de dois filhos ao lar da detective. Mas, este esmiuçar dos opostos, atinge a sua plenitude no momento em que, resolvido um caso menor, a detective e sua assistente debatem sobre o se deveriam contar toda a verdade ao cliente, já que esta só lhe traria infortúnios em toda a linha. Este dilema, o que um fim moral justificará, ou não, meios imorais, percorre toda a acção do livro, chegando inclusive ao momento do clímax, em Mma Ramotswe mente para forçar o interlocutor a contar-lhe a verdade.
É claro que há, aqui, uma leitura bastante mais vasta: será que a chegada a África do homem branco e das suas ideias, um facto moralmente aceitável, implica a destruição de todo o habitat do povo africano e a criação de um novo?
O livro é curto, não chega às duzentas páginas, lê-se de um fôlego e situa-se no ponto de equilíbrio entre o registo popular e o mais rebuscado. Cabe ao leitor escolher a profundidade que quer dar à sua leitura, mas dela sairá, asseguro, satisfeito. Se a Editorial Presença continuar com esta série, o Vilacondense voltará às aventuras da única mulher detective do Botsuana.
Dupont

Brinquedos antigos


Quem gostar de brinquedos antigos, não perca esta página sobre a marca Corgi Toys. Uma delícia. Adorava encontrar uma sobre brinquedos antigos portugueses, como aqueles, feitos em madeira, que me compravam nas romarias minhotas.
Dupont

segunda-feira, dezembro 13, 2004

As dúvidas dos empresários



Um dos elementos da "instabilidade" gerada à volta do Governo de Santana Lopes veio do lado dos empresários. O país tem falado muito disso, parecendo aos olhos do comum dos cidadãos que o simples facto de um Governo de direita ser duramente criticado pelos empresários (geralmente tidos como apoiantes desse quadrante político) é a prova decisiva da sua incompetência.
Procurando ajudar a perceber o porquê da ira dos empresários contra o Governo de Santana Lopes, O Vilacondense remete directamente para as palavras do líder da contestação pública. O texto de Pedro Ferraz da Costa na página do Forum para a Ccompetitividade é elucidativo. Mais do que tudo, os senhores empresários estão preocupados com as medidas que o Governo pretendia aplicar na política de combate à fraude e evasão fiscal.
Como se pode ver, afinal não era tanto o país que estava no cerne das preocupações dos empresários, mas sim as medidas que visam a transparência fiscal. Ou seja, os seus próprios interesses. Será isto "boa moeda"?
Dupond

Women on Waves

Brilhante como sempre, o Jaquinzinhos dá algumas sugestões para as próximas lutas da "corajosa" organização holandesa que há alguns meses esteve em Portugal.
A coragem é uma palavra bonita de usar, mas difícil de demonstrar.
Dupond

Pormenores que contam…


- CNN: “The winner is unofficially regarded as the world's best club team
- UEFA: “a victory which completed Porto's wonderful year.”
- The Press Association: “Porto on top of the world
- El Mundo Deportivo: “El conjunto luso, campeón de la Champions League, consigue de esta forma y por segunda vez el título más prestigioso de clubes a nivel internacional.
Dupont

"Q" - Os dez melhores

A revista musical britânica “Q”, provavelmente a mais conhecida entre nós, já apresentou os discos que elegeu como os melhores. São cinquenta, mas nós apresentamos apenas os dez mais. São eles:
  1. The Streets – A Grand Don’t Come for Free
  2. Keane – Hopes and fears [Banda do Ano 2004]
  3. Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
  4. U2 – How to Dismantle an Atomic Bomb
  5. Razorlight – Up All Night
  6. The Libertines - The Libertines
  7. Nick Cave & The Bad Seeds – Abattoir Blues/The Lyre of Orpheus
  8. The Killers – Hot Fuse
  9. Mylo – Destroy Rock & Roll
  10. Interpol – Antics
Dupont

"Q" - A "boca"


Várias foram as citações do mundo Pop-Rock a merecerem destaque na "Q". Não houve escolhas da parte da revista, mas nós optamos por esta, de Bono, durante o congresso do Partido Trabalhista:

“Desculpem-me se pareço um pouco nervoso. Não estou habituado a aparecer perante multidões com menos de 80.000 pessoas….”

Dupont