segunda-feira, fevereiro 28, 2005

FC Porto- Benfica

Ora bolas...
Dupont

Meio século


Concerto dos 'GNR' na Discoteca Spotlight, na Zona Industrial da Varziela, Vila do Conde, por volta de 1988/89. Entre duas canções, pergunta Rui Reininho:
- De onde é que és, pá?
- Sou de Vila do Conde.
- PEIXEIRO!!
- E, tu, de onde és?
- Sou da Póvoa de Varzim.
- PEIXEIRO!!
Feliz aniversário, morcão!
Dupont

Será???

«O número de presidentes de câmara que exigem luvas para instalar empresas no seu concelho é assustador». Isto foi dito por Saldanha Sanches.
Será mesmo?
(Também disponível aqui)
Dupond

Martin,


com a confiança que resulta de anos e anos de adoração por ti, ouve o que te digo: "Deixa-te de merdas. Não te armes em aviador, a passear pelo céu, como se percebesses alguma coisa disso. Se queres conduzir alguma coisa, enfia-te num submarino e mergulha nos recantos negros da alma humana, onde te orientas como ninguém. Volta ao cabo do medo, reencontra-te com os teus goodfellas, deambula por aquelas mean streets que só tu conheces. Vais ver como o Óscar te cai nas mãos. Isto se achares que a estaueta dourada serve para alguma coisa..."
Dupont

Excelência


Dupont

«Sonhos vencidos»


(Atenção: no texto revela-se o final do filme)
Raios te partam, Clint Eastwood! Porque carga d’água tens de contar histórias destas? E porque diabo é que o fazes tão bem?
Maggie é uma miúda pobre, que se alimenta dos restos de comida do diner onde é empregada de mesa, que não tem televisão, nem nada que seja supérfluo. Tudo na sua vida é dirigido a um objectivo: ser campeã de boxe. Mas a pobre coitada nunca treinou e a sua vida já entrou na terceira década. Um dia, a sua tenacidade faz com que seja aceite na academia de boxe de Frankie, um antigo enfermeiro e treinador de boxeurs, onde também trabalha Eddie, um ex-campeão. Frankie é um tipo com problemas: o negócio nunca lhe corre de feição, o seu melhor candidato a ser campeão abandona-o, já não vê a filha há quase trinta anos e a sua Fé não parece evoluir, apesar de ir à missa todos os dias há mais de duas décadas. Ele não treina mulheres, mas ela não se importa. Fica por lá e acaba por conquistá-lo. Começam os combates, as vitórias sucedem-se, a amizade entre eles solidifica-se, até que chega o combate para disputar o título mundial, perante uma adversária traiçoeira. Um golpe sujo fá-la perder os sentidos. Na queda, bate com a cabeça no banco de descanso e parte as vértebras cervicais.
Em resumo, este é o argumento de “Million Dollar Baby” até aos vinte minutos finais. É o período em que nos entusiasmamos com a perseverança da miúda, com os seus feitos, em como nos apercebemos do efeito substituição da ausente filha dele por ela e do pai dela morto por ele. Esta interligação é subtil, mas está lá: o amor filial e o amor paternal. E só uma vez nos é expressamente referida: "Mo cuishle." It means "my darling. My blood."
Sonhos vencidos/Million Dollar Baby” é um filme que tem o mundo do boxe como cenário. Aliás, que outro desporto metaforizaria tão bem o combate de uma mulher pelo seu sonho, a luta pelo sentido da sua vida?
Quando Maggie fica tetraplégica, ele não a abandona. E quando ela lhe pede que ponha fim ao seu sofrimento, ele recusa, mas acaba por ceder. A uma filha nunca se diz que não.
A verdadeira e literal descida aos infernos de Frankie é o momento sublime do filme. Ele fala com o padre sobre o pedido de Maggie, que o padre, obviamente, lhe aconselha a não fazer, porque, senão, sentir-se-á perdido. No fundo, não só seria perder uma segunda filha, como quase renegar a Deus. A sua vida tornar-se-ia um inferno. Como uma vez um padre, há bastantes anos, me disse, “o inferno não é uma caverna onde as almas ardem ou um local de tortura; o Inferno é o sofrimento do homem pela ausência de Deus”. Frankie, bem sabendo disto, optou por mergulhar de cabeça no Inferno.
Depois de o fazer, nunca mais foi visto. Saí do filme a pensar para onde teria ido. Gostei de imaginar que foi ter com a filha. Mas talvez ainda ande por aí, por estradas e cafés, em busca de um sentido para a vida. Sim, porque este filme não é sobre a eutanásia. É, sim, sobre a vida e o sentido que lhe damos. Maggie esteve por cá pouco tempo, mas como ela própria lhe disse, alcançou imenso. E Eddie, o “grilo-falante” desta história sem pinóquios, confirmou que muita gente passa por esta vida sem a viver realmente. Porque ela não vale pelo tempo que ela demora, mas por aquilo que dela tiramos. Neste sentido, o título português é infeliz.
Hillary Swank, como Maggie, está inultrapassável, mostrando uma curiosa queda para interpretar papéis naturalmente masculinos. Morgan Freeman, a boa consciência, dá mais uma lição de underacting. Clint Eastwood, o realizador-actor que veste a pele de Frankie, assina mais um filme memorável. Homem seco, sem rodeios, conta histórias duras, de gente que sofre uma dor do tamanho da vida. O ano passado foram os gritos de Sean Penn : “My little girl! My little girl!”, nesse rio místico que nos fez transbordar de emoção; este ano, é Frankie quem grita “my little girl”, só que nós não ouvimos. Só que é isso é isso que está na sua voz embargada, nos olhos húmidos que a vêem, nos lábios que dela se despedem. "Mo cuishle".
Eastwood é mesmo assim, faz-nos pensar, faz-nos sentir, faz-nos viver. Se há justiça neste mundo, daqui a umas horas ele vai erguer a estatueta dourada de melhor actor. E eu dava tudo para lhe dar um abraço.
Dupont

PSD-Vila do Conde

Esta semana, o PSD de Vila do Conde vai apresentar novidades. Pelo menos é o que corre no Bompastor...
Dupont

«Nashville», de Josh Rouse


2005 já conta com dois meses. E o melhor disco, até agora, foi "Nashville", de Josh Rouse. Está quase ao nível da excelência do anterior, "1972". Audição obrigatória.
Dupont

domingo, fevereiro 27, 2005

Carling Cup


Mourinho acaba de conquistar o seu primeiro troféu na era pós FC Porto, com o Chelsea a vencer o Liverpool por 2-3, na final da Carling Cup, a taça da Liga. Para deixar a sua marca, conseguiu fazer-se expulsar.
Congrats', old chap!
Dupont

Os «15 minutos de fama» de Touguinha e Touguinhó


A minha mulher não é de Vila do Conde, nem sequer é bem do "Norte"... Uma vez, ao olhar para a lista das trinta freguesias do nosso concelho, sorriu com o alinhamento do curioso trio "Tougues/Touguinha/Touguinhó"... O mesmo aconteceu ao colunista da 'Sábado', Ferreira Fernandes, que já aqui elogíamos, e que se inspirou no nome de duas dessas freguesias para o seu texto "Terras de votos gémeos". A não perder, como qualquer outro do autor. Versão integral aqui.
Dupont

sábado, fevereiro 26, 2005

Marla Olmstead


Este quadro chama-se "Ode to Pollock" e pretende homenagear o pai do drip-painting. Não será o primeiro artista a tentar copiar Jackson Pollock, mas é concerteza o primeiro com ... quatro anos. Exactamente, quatro anos. E já vendeu 300.000 dólares de quadros seus. (BBC - Diário Digital).
Dupont

A não perder

Se a memória mente, essa mentira já faz parte de mim e só lhe posso chamar mentira se como mentira me chamar também. Mas então são tudo mentiras.
"A Solidão da Memória", de João Bénard da Costa, no Público.
Dupont

Um novo Ishiguro


Um dos nossos autores favoritos, o britânico Kazuo Ishiguro, tem uma nova obra, a ser lançada no dia 3 de Março: "Never Let Me Go". O argumento, resumido, anda à volta de três crianças, educadas num colégio idílico, bem no interior do english countryside, onde são verdadeiramente felizes. Anos mais tarde descobrem o porquê da estadia nesse colégio.
Tal como "Quando éramos Irmãos", de que falamos aqui, também em "Never Ler Me Go" parece haver personagens à procura de solucionar o puzzle que é o passado das suas vidas.

The Rise of the Machine

"Jorge Coelho recusa Governo e toma conta do PS". Público.
Dupont

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Tertúlia

Ontem, na "Casa de 3", em frente à belíssima igreja românica de Cedofeita, decorreu uma tertúlia bem animada sobre blogs. A casa já organizou outros, sobre astronomia e filosofia. Aliás, a "tertúlia da Casa de 3" é mensal e de entrada livre.
O convite ao Vilacondense veio do Trenguices e, a nós, coube-nos convidar o CAA, do Blasfémias.
Extraordinários foram os segredos trocados entre os presentes. Completamente impublicáveis, sob pena do "regular funcionamento das instituições democráticas" entrar em crise...
Óptimo jantar, uma noite animada e, como refere o blasfemo, "para repetir".
Dupont

Direito à diferença


Como todos sabemos, os nossos vizinhos espanhóis têm, para connosco não só uma diferença horária, como uma diferença de horário. Mais concretamente, eles não se regem pelo mesmo horário do resto da Europa e do Mundo: levantam-se mais tarde, almoçam mais tarde, cenam mais tarde, vão para a cama por volta da meia-noite e estão no local de trabalho mais tempo que o resto dos trabalhadores comunitários.
Esta diferença que não passaria de uma característica do povo espanhol, está revelar-se contraproducente. Na verdade, os níveis de produtividade têm vindo a cair a pique, ao que não será estranho o facto de os espanhóis serem, estatisticamente, os europeus que menos horas dedicam ao sono. Por outro lado, os custos decorrentes dos cada vez mais numerosos acidentes de trabalho e de viação encetaram uma espiral ascendente que não se sabe onde irá parar. Só para se ter uma ideia, em 2003, os acidentes laborais tiveram uma tradução financeira de 13.085 milhões de euros...
Tendo como pano de fundo estas preocupações e o desejo de harmonia de horários com a Europa, nasceu a Fundação Independente, que há pouco editou uma obra marcante: “España en la hora”. O sucesso dos eventos e conferências tem sido total, mas o reflexo prático é quase nenhum. Pior, tem a oposição das organizações femininas, que vêem na pausa a meio do dia uma possibilidade de estarem com os filhos. A seu favor, a Fundação tem as empresas multinacionais que, quando se instalam em Espanha, obrigam os trabalhadores a terem um horário europeu.
Para quem, como eu, pensava que isto era uma tradição secular, a surpresa está no facto de quem não é. Na verdade, está confirmado que até cerca da década de vinte do Séc. XX, os horários espanhóis eram “normais”. Tudo mudou depois da Guerra Civil, muito embora ninguém consiga achar uma explicação precisa.
Acho esta ideia perfeitamente estúpida. A Espanha é dos espanhóis e eles é que sabem o melhor para as suas vidas. Esta história de que temos de nos “normalizar” é mais uma daquelas patranhas que a Europa dita evoluída nos quer vender. Se os países nórdicos, onde não há sol e há frio, acham que o seu modo de vida é exemplar, que fiquem lá com ele. Agora, querer obrigar outro país a ter de se dobrar perante o seu modo de vida não é exemplo, é abuso. Ainda me recordo de quando o Governo de Cavaco Silva teve a infeliz ideia de alterar a hora legal desajustando-a com a solar, para haver sintonia com o horário europeu. Era ver os miúdos a saírem de casa para irem para a escola ainda de noite, num desrespeito total pela nossa maneira de ser.
É que, em primeiro lugar, estão as pessoas e só depois os interesses económicos e outros. Bem sei que países como Portugal e Espanha já são penalizados por causa da periferia, mas um país não é uma empresa.. Depois, convém estabelecer que o problema da dessintonia horária com a Europa não é um prejuízo. É um privilégio pelo qual devemos estar dispostos a pagar. Em terceiro lugar, isto não é uma atitude reaccionário do género “eles que mudem”. Nada disso. É uma atitude democrática de respeito pelas diferenças.
Dupont

O Engenheiro

Em todo o lado há engenheiros que nunca passaram por qualquer faculdade. Em Vila do Conde há vários, bem como por esse país fora. José Sócrates não será exemplo, mas o seu percurso até chegar à licenciatura é bem sinuoso...
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro temos:
- Abel Maia, "Vamos ao Trabalho"
- Fernando Reis, "Abrir a porta à Primavera"
- Sérgio Vinagre, "Sobre a vontade de mudança"
- António José Gonçalves, "Eleições Legislativas - Vencedores e Vencidos"
- Carlos Laranja, "Grande vassourada !!!"
Toda a gente se debruça sobre o resultado das eleições legislativas, o que é natural. No entanto há sempre quem não consiga ter pudor e não consiga escrever uma linha sem ter de adular o patrão (sem aspas), como é o caso do assessor de Mário Almeida, Carlos Laranja:
O prestígio dos dirigentes locais dos diferentes partidos continuam a servir de forte aval (negativo ou positivo) ao voto dos cidadãos. Em Vila do Conde, a credibilidade de Mário Almeida ajudou a uma grande vitória do PS, tal como na Póvoa de Varzim o respeito pelos dirigentes locais do PSD e do CDS-PP, salvou estes partidos. Já na nossa terra, o empenho pessoal de Miguel Paiva, que apelou ao voto no PSD, valeu zero.
Seguindo o habitualmente brilhante raciocínio do escriba, é legítimo concluir que a credibilidade de Mário Almeida prejudicou os socialistas nas eleições em que o PS saiu derrotado. OK, quem sabe, sabe...
Dupont

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Vila do Conde no Governo

Uma das habituais e mais bem colocadas fontes d'O Vilacondense acaba de nos garantir que haverá um Vilacondense a integrar o novo Governo. De acordo com o nosso informador, Mário Almeida tem-se desdobrado em contactos diversos no sentido de garantir que esse militante socialista da secção de Vila do Conde venha a assumir responsabilidades como Secretário de Estado da Administração Local.
O militante pelo qual Mário Almeida está a lutar é bem conhecido e o seu percurso pessoal tem vindo a ser "trabalhado" com muita precisão para poder atingir tais objectivos. Aliás, só assim se compreende a transferência profissional do BPI para a Caixa Geral de Depósitos ocorrida há alguns meses, que, segundo se sabe, foi apadrinhada por um ex-Líder Nacional do PS bem colocado no sector economico-financeiro.
Abrem-se apostas para saber que é este militante.
Dupond

Futuro do PSD está em Vila Verde!

«PSD/Vila Verde congratula-se com pior resultado do PS no Minho (...) Os sociais-democratas vilaverdenses mostraram a sua "satisfação" pelo resultado obtido pelo PSD no concelho, que demonstra "a consolidação do partido e da ideologia social-democrata", dados que ficaram "bem expressos" nas vitórias alcançadas em 53 das 58 freguesias do concelho». O Comércio do Porto.
Dupont

Para um novo conceito de «Noites Académicas»

"Federação Académica do Porto vai gerir health clube em instalações da Católica." No Comércio do Porto.
Dupont

BREAKING NEWS!!!!

"A Comissão Política do Partido Socialista ratificou hoje, por unanimidade e aclamação, o nome do secretário-geral socialista, José Sócrates, para o cargo de primeiro-ministro do próximo Governo". Público.
Dupont

Tudo ao molho e fé em Deus!

"A Ferbar e a Makro garantiram em comunicado que o molho inglês que comercializavam já não está à venda no mercado", na TSF. Molho inglês... Molho inglês... Mas há assim tanto 'molho inglês' na terra do 'cozido à portuguesa'?
Dupont

Et tu, Fidel?

"O presidente venezuelano, Hugo Chávez, aludiu quarta-feira ao triunfo do PS nas eleições legislativas de domingo passado, considerando que os resultados foram uma «derrota do neoliberalismo»". DD.
Dupont

Quem é que desce para apanhar as bolas?


A maluquice que podem ver na imagem foi construída no Dubai, no heliporto do hotel mais luxuoso do Mundo, o Burj-Al-Arab, que deve querer dizer "não sabemos o que fazer ao dinheiro".


Em preparação para o Open do Dubai, André Agassi e Roger Federer foram lá bater umas bolas. Os rapazes parece que gostaram da experiência...


Mas o feito nem sequer é inédito: há um ano, o mesmo hotel tinha pago um milhão de dólares para Tiger Woods realizar uns drives a partir do mesmo local, como campanha para o Dubai Desert Classic...
Custa a acreditar, hem?
Dupont

O povo é quem mais ordena

Luis Paixão Martins, um dos responsáveis pela campanha do PS, explicou à TSF o que esteve por detrás da campanha vencedora. Pelo que conta, "nos estudos de opinião o desemprego apareceu destacado como a grande prioridade, enquanto uma questão como a justiça foi remetida para segundo plano". Já causa surpresa um político aceitar este estado de coisas como forma de chegar ao poder. Mas, mais extraordinário ainda, é a conclusão do ideólogo: "Aliás os portugueses não querem as tão faladas reformas políticas se elas trouxerem instabilidade à sua vida".
Sabendo nós que "reforma" e "mudança" são sucedâneos, então há que temer o pior: um Executivo que irá Governar não para ajudar o povo, mas sim para lhe agradar, com vista à eternização no poder. Tal qual fez António Guterres, com os resultados que todos sabemos.
ADITAMENTO: uma oportuna sugestão do JPM levou-nos a tomar conhecimento deste texto de Francisco José Viegas, sobre o mesmo assunto do post.
Dupont

FC Porto – Inter de Milão


Antes de mais: brrrr… que frrrio! Quanto ao jogo, foi, provavelmente, das exibições mais conseguidas do Porto nesta época, a quilómetros do amontoado de jogadores que a equipa era no tempo de Fernandez.
Já se começou a ver alguma energia, garra e vontade de ganhar o jogo. O Inter veio claramente para defender e tentar a sorte no contra-ataque. Momentos houve em que contei sete jogadores da equipa italiana dentro da área – da ‘pequena’, porque na ‘grande’ estavam lá todos, bastava haver um pontapé de canto…
A esta subida de forma não serão alheios alguns factores: o regresso de alguns titulares clássicos, como Maniche e Nuno Valente; a excelente forma de Vítor Baía; e o trabalho de Couceiro que, aos poucos, lá vai construindo uma equipa. Se conseguirmos jogar assim na Superliga, somos campeões com os olhos fechados.
Dupont

«Lua de Mel»



A colecção Clássicos-Público está a chegar ao fim. O lançamento desta semana é já o penúltimo, o que só poderemos lamentar.
Lua de Mel” é uma comédia realizada por Leo McCarey e protagonizada por Cary Grant e Ginger Rogers. Filmada em 1942, em plena II Guerra Mundial, a fita procura fazer humor à custa dos estereótipos germânicos. A acção decorre na Áustria, um ano antes do início da guerra. Rogers é uma caçadora de fortunas que pretende dar o golpe do baú a um barão local, com afinidades nazis. Grant é um repórter que, através dela, tenta obter informações sobre o nobre austríaco. Apesar do barão e da corista se casarem, rapidamente se torna claro que a história só poderia dar em romance entre os dois americanos… Até porque o casal enceta uma viagem por vários países da Europa, sendo que todos eles acabam invadidos pelos alemães, o que faz Rogers olhar para o marido com outros olhos.
Rotulado de comédia romântica, o filme vai um pouco mais longe, uma vez que cruza, também, elementos típicos dos filmes de espionagem e de propaganda política. Na altura foi muito comentada a química que explodia no écran entre os dois actores principais, o que deu origem a uma série de gossip… O humor marca presença, não só através da comédia de enganos, mas também pela ironia com que os símbolos e a ideologia são tratados. Basta recordar os relógios em que os ponteiros são braços da cruz suástica…
A produção do filme foi algo atribulada, especialmente por causa de Cary Grant, que fazia questão em ajudar no esforço de guerra americano. O seu entusiasmo era tal que, já com o filme em rodagem, abandonou a cidadania britânica, tornando-se americano e mudando o seu nome de Archibald Leach para aquele que o tornou famoso. Entretanto, o actor andava atrás de uma milionária herdeira, Barbara Hutton. A imprensa chamava ao casal “Cash & Cary”…
Por esta altura já Grant e Rogers eram famosos. O primeiro tinha interpretado “Bringing up Baby/As Duas Feras”, já aqui abordado, o fabuloso “Only Angels Have Wings/Paraíso Infernal” de Howard Hawks, “The Philadelphia Story/Casamento Escandaloso” de George Cukor, entre muitos outros. Ginger Rogers não lhe ficava atrás, especialmente nos musicais em que fez com Fred Astaire uma das parelhas mais famosas de sempre da história do cinema. O realizador Leo McCarey, que muitos julgam subavaliado, já vinha do tempo do cinema mudo e ainda assinaria obras como “The Bells of St. Mary's” e o inesquecível tearjerkerAn Affair to Remember/O Grande Amor da Minha Vida”, também com Cary Grant.
Dupont

Circuito de Vila do Conde - Anos 80 - 14


No XXV Circuito de Vila do Conde, na classe de 50cc., a vitória coube a Sande e Silva, em Kreidler RS, que realizou uma prova espectacular. Largou do segundo lugar, passou em sexto no final da primeira volta, em terceiro duas voltas depois e assume o comando na oitava, posto que mais não largaria. Em segundo ficou Rui Vieira e, em terceiro, José Pereira.
Dupont

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Papem lá esta!

"Gay marriage is 'evil'", diz João Paulo II. CNN.
Dupont

Lembram-se dos cowboys a rirem-se dos índios?

"Avião vai libertar compostos químicos na atmosfera para fazer chover" sobre Coimbra, Castelo Branco e Évora. Público.
Dupont

Porto Sentido

O nosso quase vizinho LFV, do Cabo Raso, apresenta um post sobre o problema da diminuição populacional na cidade do Porto. Socorre-se do comparativo entre eleitores nas legislativas de 2002 e 2005, para concluir que a cidade perdeu 7.249 eleitores. LFV retira algumas conclusões, legítimas, nomeadamente sobre a eficácia do Programa Porto Vivo. Seria, até, interessante, analisar essa evolução a partir de actos eleitorais anteriores.
Aproveitei a ideia e fui ver o que se passou em alguns dos concelhos circundantes, no mesmo intervalo de tempo.
  • Gondomar: +1894 eleitores
  • Maia: +4597
  • Matosinhos: +3280
  • Póvoa de Varzim: +995
  • Valongo: +2704
  • Vila do Conde: +1101
  • Vila Nova de Gaia: +5940
Não parece haver muitas dúvidas. Enquanto a cidade "capital" perde eleitores, as satélites vão aumentando a sua população. Com o Metro a servir toda a zona envolvente do Porto e com melhores acessibilidades, a Invicta arrisca-se a ficar, cada vez mais, deserta.
Dupont

Luluzinha


Quando era miúdo, antes de saber o que era banda desenhada, já sabia o que era "histórias aos quadradinhos"... Havia aqueles livrinhos, invariavelmente brasileiros, que coloriam os quisoques de jornais. De um lado, os da Disney; do outro, uma imensidão de heróis que pareciam, quase sempre, parentes pobres dos primeiros. Era a Turma da Mónica, o Riquinho, o Pimentinha e, claro, a dupla Luluzinha-Bolinha, "avós" da Mónica e do Cebolinha.
Os anos passam, e a Luluzinha faz hoje 70 anos, como oportunamente nos recorda o Jornal de Notícias. Acredito que irá convidar o Bolinha para o aniversário, apesar dele continuar a dizer que, no seu clube, "menina não entra"...
Dupont

No fio da navalha...


Por vezes, a publicidade estica a corda quase até rebentar... No caso, este anúncio a vidros de segurança que exibe, na rua, milhares de notas de 20 dólares entre duas lâminas do tal vidro, para assim atestar a sua eficácia. O local, em Vancouver, no Canadá, é vigiado por câmaras de segurança durante todo o dia. Mas, descansem os mais impressionáveis, que só a primeira nota de cada pilha é verdadeira. Todas as outras são falsas. Em Portugal, com a quantidade de informação que os larápios costumam exibir, aposto que não demorava uma hora até ser espatifado...
Dupont

PSD em pleno Sahara


O Partido Social Democrata iniciou uma travessia do deserto que não sabe quanto tempo irá durar. Só para se ter uma referência, o PS demorou oito anos para recuperar das duas maiorias absolutas de Cavaco Silva, que foram bem mais absolutas do que as de Sócrates.
Os próximos tempos vão ser férteis em acontecimentos, tomadas de posições, declarações de fidelidade e de indisponibilidade.
Para já, o primeiro passo está dado: Pedro Santana Lopes vai sair, o que é de saudar. Entretanto, apareceram dois “candidatos a candidatos”: Luís Filipe Meneses e Marques Mendes. É pouco, muito pouco, para o partido que, desde o 25 de Abril, mais tempo ocupou a cadeira do poder em Portugal.
Digo mais: é pouco e parcialmente mau. Marques Mendes representa sempre um sector tradicional do PSD, bastante próximo da imagem de um partido não urbano. É verdade que é batalhador como o provou no último congresso; é pragmático, como demonstrou enquanto esteve no Governo; e é um experiente e arguto orador. Já Filipe Meneses representa exactamente tudo aquilo que os eleitores portugueses disseram a Santana Lopes que não gostavam: impreparação técnica, improviso, incoerência de posições e uma postura errante. Além do mais, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia construiu uma imagem não por aquilo que fez, mas com aquilo a que se opõe. A acusação de “sulistas, elitistas e liberais” colou-se à sua imagem como uma lapa. É verdade que fez um excelente trabalho à frente da autarquia fronteira ao Porto, mas a oposição não se cansa de o acusar de despesismo, um pouco como acontece em Vila do Conde, com a diferença de que lá pode não haver dinheiro mas há obra feita.
Não, não chega. O PSD tem obrigação de dar mais e melhor ao país. Mas não com a gente que ainda lá está e dificilmente com a que, até agora, se apresentou. A ver vamos.
Dupont

A ler

Sobre a direita pós-eleitoral:
E, para algo completamente diferente:
Dupont

Lúcio Ferreira

O nome indicado para deputado pelo PS de Vila do Conde, Lúcio Ferreira, anda num verdadeiro delírio. É o 25º da lista do Porto e só tem mais quatro à sua frente. Quer dizer que, se saírem seis, para o Governo ou de regresso à vida privada, eis que o actual presidente da Assembleia Municipal de Vila do Conde passará a deputado. Ou seja, a probabilidade de ir para o Parlamento é elevada. Contaram-me que quem se cruzar com ele não conseguirá ficar indiferente ao brilho nos olhos, ao tamanho do seu sorriso, ao subtil massajar do bigode… Ele até já sabe quanto é que vai ganhar e o tempo que precisa lá estar para obter a reforma, em que dia são as reuniões plenárias e as das comissões. A Lua está em Lisboa, para o nosso ilustre conterrâneo...
Vítor Carvalho, secretário da AM, também anda contente com a perspectiva de ser Presidente da Assembleia Municipal, o terceiro que este areópago terá neste mandato.
Dupont

How low can you go?

Freitas do Amaral ministeriável?
Dupont

terça-feira, fevereiro 22, 2005

«Queeeero seeer, um GNR...»

O JN de hoje noticia mais uma fantástica intervenção da nossa GNR. Fora dos centros urbanos, esta força policial continua a zelar pela segurança dos portugueses e pelo estrito respeito aos bons costumes.
Um estabelecimento de diversão nocturna e dança situado em Ferradosa, freguesia de Vale de Figueira (S.João da Pesqueira), foi alvo, pela meia- noite de anteontem, de uma rusga por parte da GNR. Porém, e para surpresa dos militares, apenas estavam no local alguns homens sentados e a ouvir música. Uma situação estranha para as autoridades, na medida em que a casa (próxima ao rio Douro) é referenciada por dar trabalho a cidadãs brasileiras.
"A ouvir música"; "próxima ao rio Douro". Parece que estou a ver o quadro... Só poetas, bloquistas, diseurs e artistas alternativos (daí, talvez, a confusão com "alternadeiras", digo eu...)
Bem, quem não alinhou em poesias foi a GNR. Imparável, e à falta de brasileiras....
(...) a GNR deteve um brasileiro por permanência irregular no nosso país e notificou mais dois.
Dá-lhe, Reininho:
«Tens 18 anos e a 4ª Classe/És um jovem ambicioso/vem ser um GNR
GNR, eu quero ser/GNR, eu quero ser, GNR/Vem ser um gordo da GNR»
Dupont

Ah, o Poder, esse afrodisíaco...

"O Bloco de Esquerda reavalia sistema de rotação de deputados no Parlamento (...) será menor". No Público.
Dupont

Legislativas vs Autárquicas - Vila do Conde

Embalado pelo resultado de Domingo passado, Mário Almeida, a falar na varanda da sede do PS na Praça dos Artistas, lançou, a plenos pulmões, um arrojado desafio aos apoiantes do PS:
"queremos repetir a vitória desta noite [a das legislativas] em Outubro próximo nas autárquicas e pretendemos ganhar nas 30 freguesias do concelho".
O gesto de Mário Almeida pode ser enquadrado numa vontade de aproveitamento dos resultados conseguidos por José Sócrates, tentando fazer com que os mesmos venham a influenciar as eleições autárquicas. Fazê-lo naquele cenário é inteligente. Além de aproveitar o entusiasmo da militância, lança, desde já, a noção de que, apesar da vitória conseguida, já há trabalho para o dia seguinte.
A questão que, agora, importa colocar é a seguinte: será que Mário Almeida tem condições de concretizar o seu desejo?
A forma como o povo se tem vindo a expressar nos últimos actos eleitorais diz-nos que é necessária prudência. A cada acto eleitoral que passa, a fidelidade do eleitorado a pessoas ou a partidos diminui. É muito ténue a fronteira entre a genialidade e a bestialidade de uma critura política. Se quiserem, basta ver o exemplo de Santana Lopes, que tendo ganho a CM de Lisboa de forma surpreendente, acaba completamente destroçado pelo mesmo povo, apenas 3 anos depois.
Assim sendo, Mário Almeida terá de pensar que em termos autarquicos há, em Vila do Conde, vários tipos de votantes:
  • Os que são do PS (à volta dos 40%);
  • Os que são de Mário Almeida, fruto das relações criadas pela sua liderança aos mais variados níveis (à volta dos 10% nas últimas eleições autárquicas);
  • Os do PSD (à volta dos 30%);
  • Os dos outros partidos (à volta dos 10% nas últimas autárquicas);
  • Os que não são de ninguém (à volta de 10% nas últimas autárquicas).
Nas eleições de 2001, Mário Almeida conseguiu juntar o seu peso pessoal à base firme de 40% que o PS vale sempre em Vila do Conde, arrastando, ainda, uma pequena margem dos eleitores "de ninguém". O PSD conseguiu acrescentar à sua votação os 2 ou 3% que o CDS vale, captando ainda a maioria dos votos dos eleitores flutuantes. Foi por isso que chegou aos 40%.
Voltando à nossa pergunta, poderemos dizer que a resposta está exactamente aqui, ou seja, na actual distribuição das peças deste xadrêz. Não se prevendo alterações quanto ao valor de cada um dos partidos isoladamente, a vitória do actual Presidente da Câmara/Candidato Socialista ficará dependente dos aspectos que menciono de seguida:
  • Será que Mário Almeida continua a valer os mesmos 10%?
  • Qual a fatia de votos que Mário Almeida conseguirá captar de entre os eleitores flutuantes?
Hoje, ainda a quente e sem saber que respostas tem a oposição, é difícil responder. Mas estamos atentos e vamos acompanhar a evolução política vilacondense com o interesse que ela merece.
Dupond

Guillermo Cabrera Infante (1929-2005)


Morreu o escritor cubano Guillermo Cabrera Infante, com 75 anos, em Londres, onde vivia. Um dos maiores nomes da literatura hispano-americana, Cabrera Infante foi, igualmente, um dos maiores opositores do regime de Fidel Castro. Esteve ao seu lado aquando da tomada de poder, mas, pouco depois, abandonaria Cuba para não mais voltar.
Tem dezenas de obras publicadas. A primeira a grajear-lhe fama foi "Três Tristes Tigres". Outros foram "O Livro das Cidades" e "Mea Cuba", o único que dele possuo, mas que nunca li. Venceu inúmeros prémios, entre os quais o Cervantes e o União Latina.
Ah! Não tinha paciência para Saramago...
Dupont

Público

O Público Online mudou de cara. Está melhor. Mas, como diz o Eduardo, "lo he visto antes".
Dupont

Conversa com Sampaio

O Presidente da República, Jorge Sampaio, inicia, hoje, as habituais consultas aos diversos partidos com representação parlamentar.
Concerteza que vai dizer a José Sócrates que lá por ter maioria absoluta, isso não o impede a ele, Sampaio, de dissolver a Assembleia da República se assim o entender.
Dupont

U2


Está confirmado: os irlandeses tocam em Alvalade, no dia 14 de Agosto. Adorava poder revê-los pela terceira vez!
Dupont

«Uma agulha em palheiro»/«À espera no centeio»


Por vezes, há livros que estão arrumados na biblioteca e, durante anos, namoriscam quase diariamente connosco: “então, quando é que me vais ler?”, dizem. “Um dia destes”, respondo. “The Catcher in the Rye” é um desses casos. Esteve anos e anos enclausurado na letra “s”, de “Salinger, JD”. A semana passada libertei-o. Curiosamente, não o fiz nessa versão, mas sim numa nova, intitulada “A espera no Centeio”, da .....
The Catcher in the Rye” é daqueles obras que já se ouviu falar tanto dela que até parece que já se leu sem lhe ter posto a vista em cima. O livro é citado abundantemente, no cinema e na literatura e não deve haver escritor americano da segunda metade do século XX que não o mencione como influência. E, depois, claro, houve aquela ligação à morte de John Lennon. John Hinckley, quando assassinou o mais genial dos quatro Beatles, querendo impressionar Jodie Foster, tinha no bolso “The Catcher in the Rye”. Por isso, foi com curiosidade que me atirei ao mais famoso livro da curta bibliografia de JD Salinger.
A acção tem como protagonista um jovem, ainda menor, e narra cerca de dois dias da sua vida, precisamente os que se seguiram à sua expulsão do colégio onde estava matriculado. Depois de algumas conversas com os amigos, parte para a vizinha cidade de Nova Iorque, onde deambula por hotéis, bares, antigas paixões, a família e amigos. É só isto. Não há mais nada. Durante esse período nada de relevante acontece. Onde está, então, o tão propalado fascínio do livro, que faz com que 250.000 americanos, todos os anos, saiam de uma livraria com “The Catcher in the Rye” na mão? A resposta é bastante simples: na aparente honestidade da visão do mundo de Holden que ele próprio nos narra. A percepção e o entendimento que ele faz da sua existência é, essencialmente, desinteressante, uma vez que comenta e critica coisas absolutamente banais. Mas não seremos todos assim? Não nos irrita o modo como um nosso conhecido nos saúda ou a mania de sorver o café da colega de escritório? Pois Holden tem centenas destes reparos, destas irritações, que ele odeia…
Com efeito, o protagonista pronuncia-se sobre tudo e sobre todos os que lhe aparecem pela frente. E fá-lo de uma forma directa, sem grande profundidade, tal qual o fazem os adolescentes. É capaz de amar e odiar algo numa pessoa ou, até mesmo, essa pessoa, apenas no espaço de um minuto. Deseja ter relações sexuais mas, no último minuto, arrepende-se. Quer agredir um colega mas, quando este o ataca e o imobiliza, entra num processo de auto-justificação, afirmando ser pacifista... Analisa o meio que o envolve com um cinismo profundo, dizendo mal de tudo, naquela atitude teenager de achar que recorrer ao ‘não’ é uma forma de afirmação, enquanto usar o ‘sim’ indicia fraqueza. Revela desprezo pelos mais velhos que com ele se cruzam e vê a realidade sempre com ironia e gozo. O sarcasmo, aliás, parece ser a grande arma de defesa. A sua aparente segurança esconde, na verdade, uma enorme insegurança que ele procura disfarçar mentindo, inventando e considerando-se superior aos demais. Aliás, quando as coisas não estão sob o seu controlo, o protagonista “descarrega” abrindo e fechando uma torneira ou acendendo fósforos.
No fundo, Holden encontra-se numa encruzilhada. Ainda não é adulto, não gosta do que vê no mundo dos adultos e sabe que vai perder a pureza da infância. Daí a sua preocupação com a irmãzinha, com os palavrões escritos na escola desta, com o destino dos patos do lago durante o Inverno. Aliás, em sonhos, Holden fantasia ser o protector das crianças que brincam junto ao precipício, esperando-as escondido no centeio.
Assim, “The Catcher in the Rye” acaba por ser um livro iniciático, revelador da enorme transformação que é entrar na idade adulta. Talvez o livro ganhe outra dimensão se lido nessa fase turbulenta da vida. Hoje, a caminho dos quarenta, torna-se um retrato curioso de uma etapa de crescimento que já foi e que não volta. Aliás, se tivesse um livro que me marcou, nesse tempo, teria de falar em “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham. Talvez porque tinha respostas mais adaptadas às minhas dúvidas...
Dupont

Circuito de Vila do Conde - Anos 80 - 13


No XXV Circuito da Costa Verde, na prova do Agrupamento A1, para o Campeonato Nacional de Velocidade, o vencedor foi Carlos Barata, aqui a curvar em grande estilo. A pole position havia pertencido ao virtual Campeão Nacional, Edgar Fortes, que abandonaria à 7ª volta, muito embora ainda lhe tivesse dado tempo para ficar com a volta mais rápida. Em segundo ficou Nelson Cruz (Simca Rallye 3) e, em terceiro, Pinto Coelho (Talbot Rallye 2).
Dupont

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Sandra Dee (1942-2005)


Morreu a actriz Sandra Dee, talvez a melhor concretização do conceito de "american blonde". Foi uma das primeiras teen queens, completamente adorada pelo público adolescente norte-americano. Com a contraparte masculina, Troy Donahue, tornou-se ídolo de uma juventude que dava os primeiros passos na pop culture. A sua imagem de beleza angélica e pura fez escola ao ponto de, em 'Grease', a experiente Rizzo (Stockard Chenning) ironizar com essa imagem:
Look at me, I'm Sandra Dee, lousy with virginity
Won't go to bed till I'm legally wed, I can't, I'm Sandra Dee!
Dupont

Uns curtidos...


O Bloco de Esquerda (bloggers amigos incluídos) anda numa roda viva. Até parece que ganharam as eleições. Aliás, o delírio é tal que ainda não se aperceberam que 94,33 % dos eleitores nacionais acha-os incapazes de merecer a sua confiança... Isto é que é auto-estima!...
Dupont

Direita, volver

A direita sai de rastos desta eleição. E só tem a si própria para se culpar.
A grande lição a tirar destas eleições, algo que certamente se confirmará daqui a uns tempos com José Sócrates, é a inaptidão dos políticos demagogos para estarem à frente de lugares de responsabilidade.
Guterres era homem de verbo fácil e foi essa sua verborreia que o levou à perdição. “A Educação é a minha paixão!”, lembram-se? Santana Lopes, dissemo-lo aqui vezes sem conta, ainda conseguia ser mais apurado. Desde a miserável tomada de posse, com o saltar das páginas do discurso, até às mil e uma tomada de posições retratadas no dia a seguir, o efémero Primeiro-Ministro que agora nos deixa prova como a impreparação, a auto-confiança e o improviso são características letais na política moderna.
Os eleitores, por muitos Big Brothers e Quintas das Celebridades que vejam, ainda vão conseguindo distinguir o trigo do joio. E se gostavam de ver Pedro Santana Lopes como “Príncipe das Revistas do Povo”, já não acharam piada quando ele se resolveu levar a sério e passar a “Rei das Contas do Povo”. Esse povo pode não perceber nada de política, mas intui quem está lá para servir e quem para lá foi para servir-se. Os compadrios, o governar aos solavancos, com timings absurdos e resultados catastróficos, trabalhando para os títulos das notícias e nunca para o corpo do texto.
E o que é que pode acontecer? Se Santana Lopes permanecer no poder, se o PSD voltar a confiar nele, o PS agradece até porque o partido laranja corre o risco de implosão: as autárquicas já se vislumbram no horizonte e a onda rosa vai lá chegar com efeitos devastadores sobre as fortificações do PSD.
O PSD, como partido essencial da democracia portuguesa, só tem uma saída. Limpar a casa. Varrer os que traem os princípios do partido. Como nas florestas, onde um incêndio efectivamente destrói as árvores que há décadas lá se encontravam, mas também permite que as sementes enfiadas na terra possam germinar, num ciclo de renovação.
Dupont

O fim dos sonhos


Ontem, José Sócrates denunciava o fim do mito de que, em Portugal, apenas a direita seria capaz de alcançar uma maioria absoluta. Mas houve mais: o Santo Graal da ‘Maioria, Governo, Presidente’ já foi encontrado. E não pelo PSD.
Dupont (Foto: O Comércio do Porto)

Entre o melhor e o pior

O PS conseguiu o seu melhor e pior resultados concelhios em Castelo Branco: 64,7% na Covilhã e 17,4% em Vila de Rei. Já o PSD bateu no fundo em Portel, distrito de Évora, com 7,7% e subiu ao topo em Alvaiázere, Leiria, com 64,5%.
A melhor votação do Bloco de Esquerda foi no Entroncamento: 12,8%. Fenomenal!
Dupont

domingo, fevereiro 20, 2005

José Sócrates, the Spiderman


"Esta vitória traz responsabilidade" - José Sócrates.
"With great power comes great responsibility" - Peter Parker aka Spiderman.
Dupont

José Sócrates

Discurso de circunstância... Está bem.
Não há dúvida: a voz dos derrotados é mais interessante. Sim, confesso, sou um bocadinho sádico...
Dupont

PSD


Esta noite...
Dupont

Déja vu

Estou com a mesma sensação de agonia de quando o Fernandez estava à frente do FC Porto...
Dupont

Santana Lopes

Querem ver que PSL não vai embora?
Dupont

Paulo Portas

Acaba de anunciar a sua saída. Quatro objectivos, quatro falhanços. Porta de saída. Fê-lo emocionado, mas com honra. Gostei.
Dupont

Santana Lopes

Ainda não apresentou a demissão... Irra!
Dupont

Vila do Conde - Resultados Finais


Algumas notas:
- Números reflectem tendência nacional.
- Mário Almeida "vale" sempre mais do que o PS.
- PP aguenta bem.
- BE sobe muito, apesar de ser quase inexistente em Vila do Conde.
- CDU continua muito mal.
- Quem são os 42 do POUS?
Dupond & Dupont

Está a demorar...

Santana ainda não apresentou a demissão.
Dupont

Mário Soares

Está confirmado. Passou, definitivamente, à história.
Dupont

A aposta perfeita - PS

Os números de Sócrates para a Sàbado. Já aqui tínhamos referido. Repetindo:
  • PS-50%
  • PSD-29,5%
  • CDU-7,8%
  • PP-5,8
  • BE-4,9
  • Outros-2,0%
Dupont

A aposta ganha - CDU

"A CDU pode afirmar-se como a terceira força política nacional" - Jerónimo de Sousa.
Dupont

A aposta meia ganha - BE

"O nosso objectivo é duplicar o número de deputados e impedir a maioria absoluta do PS" - Francisco Louça.
Dupont

A aposta perdida - PP

"Vamos ficar acima dos 10%"-Paulo Portas.
Dupont

A aposta completamente perdida - PSD

"Vamos ganhar com maioria absoluta"-Pedro Santana Lopes.
Dupont

Vila do Conde (dados a confirmar)

PS-27 freguesias
PSD-3 freguesias (Arcos, Outeiro e Rio Mau)
Dupond

Mudam-se os tempos....


Dupont

Já está na estrada!!!!!!!


Dupont

Efeito nulo

Alguns factos inócuos na vitória PS:
  • Processo Casa Pia;
  • Boatos;
  • Freeport.
Dupont

PORTUGAL


Dupont

Mourinho...

Foi eliminado da Taça de Ingleterra. Lá se vai o sonho dos quatro títulos.
Dupont

Sentido de Humor

Está a passar "The Perfect Storm". Alguém, na RTP, tem um enorme sentido de humor...
Dupont

Participação eleitoral

Pelo que me vou apercebendo, a participação popular nestas eleições está a ser superior à de anteriores actos eleitorais. Atendendo às circunstâncias, só podem ser apontadas duas possíveis explicações:
- Confirmar o firme voto de protesto contra o Governo e corresponder ao pedido de maioria absoluta efectuado pelo Partido Socialista;
- Fazer frente às sondagens e a alguma sobranceria do PS (como o gesto absurdo de Mário Soares poucos segundos depois de exercer o seu direito de voto) que fizeram crer, em certa altura, que as eleições já estavam ganhas.
Gostava mais que fosse uma das hipóteses, mas a razão diz-me que talvez seja a outra.
Só faltam 100 minutos para fecharem as urnas...
Dupond

Eleições

Já votei. O Presidente da Junta, muito bem disposto, comentava que havia uma afluência superior "ao costume". A ver vamos.
Dupont

sábado, fevereiro 19, 2005

Circuito de Vila do Conde - Anos 80 - 12


Na prova a que já nos referímos em post anterior sobre o Circuito de Vila do Conde (11), a grande novidade foi a estreia do Renault 5 Turbo em provas automobilísticas nacionais. Ao volante esteve Artur Navalho, que tinha o 3º melhor tempo nos treinos. Desistiu à 8ª volta, com a embraiagem partida. Mesmo assim, ainda ficou com a terceira volta mais rápida.
Dupont

Not very smart!


A Nestle, empresa proprietária da marca 'Smarties', decidiu abandonar o formato que caracterizava a embalagem daquelas grajeias de chocolate desde 1937. Vão passar a ser vendidos numa embalagem hexagonal.
Como se pode ver pelos comentários à notícia no site da BBC, os ingleses não estão a gostar nada da ideia. Nem eu. No tempo em que no cinema ainda havia intervalo, era certo e sabido que eu começava a segunda parte do filme a degustar 'Smarties'. E, depois, dava para brincar com a embalagem, nomeadamente com a tampa, o que bem podia salvar um mau filme.
Bem, se fizerem uma coisa dessas passo a comprar Pintarolas...
Dupont

Mau ganhar


No Blog Anti Bloco de Esquerda ou Citizens United.
Dupont

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Ooops!

O João Paulo Meneses chama a atenção para uma mesma sondagem, pedida por dois jornais (Jornal de Negócios e Correio da Manhã, mas publicada em ambos com resultados diferentes. Fantástico!
Dupont

Lição de História

Na 'Sábado', numa edição que é um fartote de comentários, Nuno Rogeiro assina a sua habitual crónica, onde faz uma comparação com as eleições de 1982. Na sua opinião estas são muitos semlhantes. Os partidos "grandes" estão iguais. A única diferença é o BE. Por isso, conclui: «O PRD "é" o BE». Louçã e Eanes, separados à nascença?
Dupont

A «sondagem» de José Sócrates

Na revista 'Sábado', a convite de Miguel Esteves Cardoso, José Sócrates escreveu, numa folha do hotel onde decorria a entrevista, os números que lhe parecem os mais acertados para Domingo à noite. A saber:
  • PS-50%
  • PSD-29,5%
  • CDU-7,8%
  • PP-5,8
  • BE-4,9
  • Outros-2,0%
Dupont

Desculpe?

«Ele é mandão. Amua. Faz birra. Mas só depois de ter aberto todos os flancos». Miguel Esteves Cardoso sobre José Sócrates. Na Sábado.
Dupont

A feira de Barcelos já não tem a dimensão de outrora...

«Somos Os 'Máiores' Carago» - um popular para o líder dos Populares. Público.
Dupont

Se os outros têm a Irmã Lúcia...

"Santa Catarina Abençoou Sócrates". No Público.
Dupont

Bem visto!

«Tudo indica que nenhum partido terá a maioria absoluta nestas eleições. Se assim for, que explicação dará o Presidente da República aos portugueses, ao ter trocado uma solução governativa que garantia um apoio maioritário e estável por uma solução governativa mais frágil, nas actuais circunstâncias do País?» Duarte Lima, no DN.
Dupont

Pecadilho

Na Terça-Feira falámos das "Trapalhadas" do director de campanha de Tony Blair e do estudo que revela que as mulheres ganham saúde berrando com os maridos.
Bem sabemos que «elogio em boca própria é vitupério», mas não podemos esconder o sorriso quando vemos hoje, Sexta, o Diário Digital fazer disso manchete e a Sábado ocupar duas páginas com o primeiro dos temas. É que mesmo as nossas fontes já tinham divulgado as notícias, respectivamente, há dois e dez dias. As notícias correm lentas nesta sociedade de informação...
Dupond & Dupont

Sondagem Exclusiva «O Vilacondense»

O Vilacondense realizou uma sondagem sobre as eleições legislativas de Domingo.
  • PS - 41 a 43%
  • PSD - 31 a 33%
  • CDU - 6 a 9%
  • PP - 6 a 9%
  • BE - 4 a 7%
Ficha Técnica - Universo: dois detectives; modo de contacto: um telefonema; metodologia científica: o bitaite; método de trabalho: perfeito; fiabilidade: total (então, já não se confia na polícia???); Aviso: não é permitida a divulgação da mesma sem o pagamento de avultadas royalties. (Rói-te de inveja, Pedro Magalhães...)
Dupond & Dupont

Circuito de Vila do Conde - Anos 80 - 11

Na prova do Campeonato Regional de Iniciados (Gr. 2 a 5), realizada no XXV Circuito de Vila do Conde, a vitória coube a Pedro Faria num carro que fez história... nos rallyes: Fiat 131 Abarth. Tinha a segunda posição na grelha de partida, atrás do Porsche 930 Turbo de Carlos Sá, mas, no final da corrida, as posições inverter-se-iam.
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No Terras do Ave temos:
- Rui Silva, "Decidimos no Domingo";
- Romeu Cunha Reis, "Democracia de sofá";
- Miguel Torres, "Uma crónica inovadora"
- Eduardo Silva, "Homem neutro"
- Fernando Pereira, "O canto da sereia"
No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro podemos ler:
- Miguel Paiva, "Quer que eles voltem?"
- Arnaldo Fonseca, "Demita-se senhor doutor!..."
- António José Gonçalves, "Abstenção - a vitória anunciada"
- Alexandre Raposo, "Imposição de um voto"
- Afonso Ferreira "Utilidades II"
Ena, tanta gente a falar sobre as eleições: Cunha Reis, Fernando Pereira, Miguel Paiva, António José Gonçalves, Alexandre Raposo e Afonso Ferreira, todos abordam as eleições de Domingo.
Miguel Torres e Eduardo Silva também abordam a questão, mas de forma bem mais subtil: o primeiro ironizando sobre o conceito de "novidade" nesta acto eleitoral e, o segundo, dissertando sobre até onde se pode ser neutral.
Arnaldo Fonseca passou para o papel a sua posição de pedir a demissão de Miguel Paiva. Ainda não percebemos a sanha persecutória do autarca de Modivas. Porque é que insiste em pedir a demissão de um mero vogal da ARS-Norte e não de todo o Conselho de Administração? Será que vai acabar depois do dia 20? Ah, pois o tal vogal é do PSD de Vila do Conde. Muito subtil, senhor Presidente da Junta. Aliás, já aqui tínhamos percebido.
Rui Silva levanta uma questão interessante e extremamente significativa da vivência democrática vilacondense. Nos cortejos de Carnaval é costume ironizar-se os políticos locais. Nem Alberto João Jardim escapa no Funchal. Então, porque carga de água, nestes trinta anos de poder socialista nunca se viu um único quadro humorístico sobre a Câmara, ou Mário Almeida, nos cortejo de Carnaval vilacondenses? E motivos não faltavam... Pois, é que se tal acontecesse, lá se ia o subsídio camarário da irreverente associação...
Dupont

O «Inimigo Público» vilacondense


O que é que pensam? Vila do Conde é uma terra evoluída. Até tem o seu próprio "Inimgo Público". Só que, ao contrário daquele jornal que traz o Público como suplemento, este aqui tem um toque de génio: é para ser levado a sério. Chama-se 'Jornal de Vila do Conde', funciona como orgão de informação(!?) local do PS, é completamente anónimo, mas não resistimos a, de vez em quando, fazer-lhe aqui a merecida homenagem pelos momentos de alegria e diversão que nos proporciona. Como este, da edição de 17 de Fevereiro de 2005.
Dupont

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Mensagem subliminar

Esta, de Paulo Portas. Para quem?
Dupont

E não é que eles voltam mesmo todos?

"Ferro Rodrigues entra na campanha". TSF.
Dupont

José George Bush Sócrates

"Santana faz lembrar ministro da Informação do Iraque", diz José Sócrates. TSF.
Dupont

A Linda Blair deu-lhes a volta à cabeça...

"Universidade do Vaticano lança curso de exorcismo". DD.
Dupont

Só o nome já assusta!

"Negroponte nomeado director dos serviços de informação" dos EUA. DD.
Dupont

Agente Mulder

"Santana insiste que há «acordo secreto» entre PS e BE". TSF.
Dupont

Quem fala assim deve ser padre....

«Errar é humano, mentir conscientemente é feio e o doutor Louçã está a transformar-se numa espécie de apóstolo da mentira», Bagão Félix, in DD.
Dupont

O predestinado?


A malta do PSD não pára de nos surpreender. Esta chegou-nos via email. Vejam lá se a silhueta de Santana Lopes, desde o queixo até ao cotovelo, não parece desenhar o contorno do mapa de Portugal?
Dupont

Educação, essa paixão ingrata


Parece que a Educação é uma área com grandes problemas pelos lados da Velha Albion, uma país que, com o aproximar das eleições, começa a rever o que está bem e o que está mal. Não me estou a referir ao C & C – Carlos & Camila, mas sim ao problema escolar que, pelo que me tenho apercebido, é gravíssimo.
Facto assente é que as escolas públicas não funcionam, muito embora o Governo injecte dinheiro em quantidades assustadoras: 885 milhões de libras foi o pé-de-meia que Blair dedicou ao caso. Os resultados foram quase nulos. E digo ‘quase’ porque, a atentar nos números divulgados, houve casos em que a situação piorou.
Mas vamos a números, uma coisa que aterroriza pais e políticos. Segundo David Bell, Inspector Chefe das Escolas em Inglaterra, 40% dos alunos no secondary, isto é, milhão e meio, não recebem uma educação condigna. Cerca de um quarto das escolas tem um desempenho satisfatório ou pouco satisfatório. Desde 2001, cerca de 10.000 escolas foram avaliadas, das quais 10% têm um classificação mínima. Os níveis de desempenho nunca foram tão baixos desde que Blair ocupa Downing Street apesar da “high priority new Labour promised to give to education and the huge sums it has thrown at it”, refere Minette Marrin, no Sunday Times. Onde é que eu já ouvi isto?...
A colunista recorda a palavra “scandal” referida pelo Primeiro-Ministro quando se descobriu que, no país, uma em cada quatro crianças sai da primária sem sabe ler e contar correctamente. A taxa de absentismo aproxima-se dos 40%. Pior, cerca de 60% dos adolescentes abandonam a escola sem obterem um ‘C’ em matemática e inglês. Por isso, a nota de passagem continua a descer: em 2002 era 49/100, em 2004 foi 41/100.
Entretanto, o universo empresarial deita as mãos à cabeça, nem tanto pela falta de conhecimentos do candidato encartado para o cargo, mas porque se vê forçado a ter de pagar aulas de leitura e escrita... A somar a tudo isto, o aumento da violência tem sofrido um aumento dramático com ameaças físicas e insultos a professores como nunca se havia registado.


A situação inglesa, dramática não só pelos standards locais, não traz novidade. Bem sabemos que nos Estados Unidos, em Inglaterra, em Espanha e em Portugal, para citar alguns exemplos, parece que o sistema de ensino faliu nos seus princípios e metas. Metodologias inadequadas, professores tarefeiros e sem qualquer vocação pedagógica e, principalmente, pais desinteressados, são elementos de um cocktail explosivo. E que, a continuar assim, irá mesmo explodir. É que não há ‘educar em casa’ e ‘educar na escola’. Há ‘educar’, ponto final. E esta acção terá de ser colectiva. O que é que adianta estar um pai a ‘educar’ um filho se os exemplos que ele vê na escola indicam que a opção por um comportamento oposto não acarreta qualquer sanção?
Não vejo outra solução que não seja endurecer os métodos e fazer crer que a dificuldade faz parte do processo de aprendizagem. É preciso esforço e dedicação para se chegar a algum lado e não ficar a sonhar em ser concorrente do ‘Ídolos’. É que até estes têm de suar... E quando falo em endurecer não estou cá com metáforas: o que quero dizer mesmo é castigar. Castigo físico dado pelos pais perante comportamentos abusivos? Porque não? Que eu saiba, nunca fizeram mal a ninguém. O meu pai deu-me algumas lambadas e não deixei de gostar dele por isso. Muito pelo contrário – por dentro, bem sabia que ele tinha razão e que estava a agir como pai e como o homem de referência que eu queria que ele fosse.
Diferente será, obviamente, nas escolas. Se o castigo físico está fora de questão, terá de haver "recompensa" adequada para o mau comportamento. A suspensão e a expulsão de nada valem, só pioram. Há que lhes retirar aquilo que mais desejam: o tempo livre. A questão é que, nestes tempos modernos, de psicólogos para tudo e autoridade para nada, só há direitos e nenhuns deveres. Crianças e jovens, manhosos, sabem muito bem do regime de impunidade que os adultos lhe ofereceram de mão beijada, sem eles terem pedido rigorosamente nada. Os adultos, pais e professores, interessados na sua carreira e nos seus sonhos por cumprir, anseiam é pelo cheque ao fim do mês, cumprindo os serviços educativos mínimos e esperando que o último a sair apague a luz.
Todos abusam. Até quando?
Dupont

Circuito de Vila do Conde - Anos 80 - 10


Avançamos, agora, para a segunda prova realizada em 1981: o XXV Ciruito de Vila do Conde, entre 29 e 30 de Agosto.
Na imagem, a arriscada travagem para a curva da Praia Azul. A prova é o Agrupamento A2 (Gr. 1 acima de 1300 cc.), que tinha o Escort RS 2000 de Fernando Gaspar na pole position. Na corrida, a vitória acabou por sorrir a Jorge Tenreiro num Triumph Dolomite Sprint, seguido de Pêquêpê, em Opel Commodore GSE e Gaspar, em terceiro.
Dupont

«A Caravana Perdida»


A proposta desta semana da colecção Clássicos-Público é um dos filmes favoritos de um dos nossos mais venerados realizadores: John Ford. Aliás, foi o seu western favorito, “the closest to being what I had wanted to achieve” (in “A Pictorial History of the Western”, de Michael Parkinson e Clyde Jeavons)
Curiosamente, é um filme onde a acção é escassa, tal qual o argumento. Um grupo de mormones, cujo líder é interpretado por Ward Bond, contrata dois comerciantes de gado (Bem Johnson e Harry Carey Jr.) para servirem de guia à sua caravana, na busca da “Terra Prometida” que, para esta comunidade, fica no estado norte-americano do Utah, onde Ford filmou “A Caravana Perdida”.
O filme vale para maravilhosa fotografia que nos mostra paisagens deslumbrantes, mesmo tendo sido filmado em preto e branco. Ao contrário do que se poderia pensar, o caminho para o paraíso terrestre não implica ter de atravessar um purgatório ou sofrimento físico, antes pode ser belo e encantador. É essa uma das mensagens fulcrais do filme. Por outro lado, o facto de estarmos perante uma “caravana de paz” demonstra o quão sensível isso pode ser para quem a não conhece. Os mórmones acolhem no seu seio um grupo de bandidos e até os índios, em vez de os atacarem, mostram-se compreensivos pela demanda daquele povo.
Este filme mostra melhor do que qualquer outro o fascínio de John Ford pelo Oeste. A sempre citada frase “Eu sou John Ford, faço westerns” ganha aqui uma dimensão quase poética tal a contemplação e admiração do realizador pelo deserto e pela aventura destes outros pioneiros que em meados do século XIX partiram à procura da felicidade. Aliás, esta abordagem de uma “viagem para Oeste” é recorrente na obra de Ford, desde o regresso as raízes irlandesas de quem caminhou para Poente (O Homem Tranquilo), à fuga da miséria e da fome (As Vinhas da Ira) e os inúmeros westerns que acompanharam o evoluir da linha de fronteira, sempre, sempre, para Oeste. Mas, em “A Caravana Perdida” o realizador inverte a habitual forma da conquista pela força, optando pelo avanço conciliador e harmonioso com o mundo circundante. Porque a América também se conquistou sem ser a ferro e fogo. E com música, sim, porque o que não falta em “A Caravana Perdida” são as canções tradicionais, interpretadas pelos “The Sons of Pioneers”.
Outro elemento que poderá ajudar a ver este filme como um projecto pessoalíssimo de John Ford é o facto de ele ter ido buscar uma série de estrelas de segundo plano, aquilo a que se chama “character actors” que já integravam, de pleno direito, a “Gente de Ford” como lhe chama João Bénard da Costa. E por falar em “família”, em “A Caravana Perdida”, John Ford levou a ideia à letra: ele realizou e inventou a história; o irmão Francis foi actor; o filho Patrick co-assinou o argumento; e a filha Bárbara foi assistente de montagem...
Ward Bond, o wagonmaster, teve aqui o papel que lhe abriu as portas para o estrelato. Com efeito, o seu desempenho foi de tal forma feliz que, um par de anos volvidos, protagonizou Wagon Trail, uma série de televisão que obteve um sucesso tremendo nos EUA. Joanne Dru, Ben Johnson e Harrey Carey Jr estão à altura dos papéis, até porque, como já dissemos, eram conhecidos de John Ford.
O aplauso crítico foi, e é, enorme. Só para se ter uma ideia, no catálogo da Cinemateca lançada aquando de um ciclo dedicado a Ford, há exactamente 20 anos, João Bénard da Costa chega a comparar planos de “Wagonmaster” com telas do século XVII, para justificar a existência de arquétipos por parte do realizador na sua obra. O nosso mais extraordinário amante de cinema haveria de escrever, em “As Folhas da Cinemateca” dedicada ao realizador, que “em Ford, o bom e o belo necessariamente coincidem. A este cinema, a este filme, se pode chamar um acto de purificação
Dupont

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

«Mostra lá a tua, então!...»

"Precisamos de políticos de alta qualificação". Jorge Sampaio, na TSF.
Dupont

Vendedor de banha da cobra

Francisco Louçã apareceu ontem no debate dos candidatos às eleições de Domingo com um "trunfo" para tramar Santana Lopes: a história da isenção de imposto dada ao Banco Totta. Esclarecida que está a situação, fica-se com a impressão de que a diferença entre Francsico Louçã e um vendedor da banha da cobra é muito pequena...
Dupond

Em busca do milagre

"Paulo Portas na Missa Privada por Irmã Lúcia de Jesus". No Público.
Dupont

Jerónimo aproxima-se de Sócrates

"Não tenho verdades absolutas, não sei tudo, sou o que sou". No Público.
Dupont

A pergunta é sobre o debate, não é sobre a Casa da Música, pá!!!

"Já tinha poucas dívidas em quem ia votar, mas hoje (ontem à noite) ficou tudo mais claro.". Pedro Burmester, no Público.
Dupont

Ó pá, a pergunta é sobre o debate e não sobre a Casa da Música!!!

"Já tinha poucas dívidas em quem ia votar, mas hoje (ontem à noite) ficou tudo mais claro.". Pedro Burmester, no Público.
Dupont

Circuito de Vila do Conde - Anos 80 - 09


Edgar Fortes, piloto nascido cá em Vila do Conde, lidera a corrida do Agrupamento A1 (gr. 1 até 1300 cc) do Circuito da Costa Verde de 1981. A pole position não era sua, mas de Carlos Barata. Ambos conduziam o Talbot Rallye 3, mas Fortes viria a sagrar-se vencedor da prova, depois de uma corrida intensa, que viria a terminar com menos de dois segundos de diferença entre os dois rivais.
Com esta vitória, Edgar Fortes sagrou-se Campeão Nacional deste agrupamento. Anos mais tarde deixaria o volate e torner-se-ia navegador de Joaquim Moutinho quando este se tornou piloto de rallyes.
Dupont

«Saturday Night in Sodom» (Para Maiores de 18)

Os Queen foram a banda mais azeiteira que atravessou o firmamento do Rock. Já o disse aqui algumas vezes. Mas, também é verdade, tinham um dos frontman mais carismáticos de sempre, o tipo de personagem que conseguia pôr 90.000 pessoas a fazer o que lhe passava pela cabeça e conseguia-o...
Musicalmente, nunca fizeram falta nenhuma, por isso, ainda bem que acabaram. Isto pensava eu... É que na última Uncut fala-se de vários regressos (Suede, Gang of Four, The House of Love...) com o grande destaque a ir para a ressurreição dos... Queen. É verdade! Conseguiram arranjar um desgraçado para substituir o insubstituível Freddie Mercury. Chama-se Paul Rodgers e vai ter um trabalho impossível. Sim, porque ninguém consegue clonar a ambiguidade sexual, o kitsch, a arrogância, o mau gosto de Freddie Mercury y sus muchachos. Assim como ninguém irá conseguir repetir as lendárias festas que a banda dava - provavelmente, a única área em que os Queen não tinham rival, precisamente pelo facto de terem o melhor partyman da História...


A Uncut deste mês dá este inacreditável exemplo, de que apresentamos um resumo. Sentem-se e respirem fundo:
Halloween, 1978 – Freddie Mercury lembra-se de transformar a festa de lançamento do álbum Jazz num acontecimento inesquecível: “fuck the cost, darlings, let us live a little”. Orçamento: £200.000. Local: Hotel Fairmont, em Nova Orleães. Convidados: cerca de meio milhar, entre estrelas de rock e de cinema, amigos e “loyal journalists”. Mantimentos: ostras, lagostas, o melhor caviar do Mundo, tudo com muito álcool.
Freddie pediu que lhe trouxessem pessoas de rua, “to liven things up”. Apresentaram-lhe um homem que arrancava as cabeças das galinhas à dentada e uma mulher que aceitava o pagamento de $100.000,00 para se auto-decapitar com uma moto-serra...
Atente-se na descrição da festa: quem entrava no hotel era imediatamente saudado por um grupo de anões hermafroditas que ofereciam cocaína em tabuleiros devidamente atados às cabeças. Tinha sido importada directamente da Bolívia e a sua qualidade fora pessoalmente verificada por Freddie Mercury.
Fortalecidos por “lines of marching powder as long and as thick as your grandemother’s arm”, os convidados tinham um menu de diversões exóticas à sua escolha. As salas do hotel estavam transformadas em labirintos, fazendo lembrar os pântanos da Louisiana, por onde surgiam mágicos, guerreiros zulus, contorcionistas, engolidores de fogo, drag-queens e strippers transexuais. As bebidas eram servidas por empregados e empregadas totalmente nus; estas pediam, educadamente, que as gorjetas não fossem colocadas no tabuleiro mas numa sua qualquer cavidade corporal. Do tecto, pendiam gaiolas em bambu, onde prisioneiros nus se divertiam. Modelos sem roupa, de ambos os sexos, fingiam lutar, imergidos em poças de fígado de porco cru. Mulheres gordíssimas, de Samoa, estavam sentadas um pouco por todo o lado, fumando cigarros por todos os seus orifícios. Quem fosse à casa de banho tinha direito a um serviço oral, fornecido por prostitutos ou prostitutas, à escolha. “Os hotéis oferecem serviço de quartos, nós oferecemos serviço de lábios”, comentou Freddie Mercury, a propósito desta festa que ficou conhecida por “Saturday Night in Sodom”.
Um ano depois, os Queen procuraram repetir a dose, em Nova Iorque, no Hotel Concorde. A orgia demorou cinco dias. As estrelas foram transexuais que praticavam sexo oral neles próprios e mulheres que convidavam enormes serpentes a conhecer o interior do seu corpo... Infelizmente para eles, não conseguiram repetir a loucura de Nova Orleães.
Quando tocava à decadência, os Queen não tinham concorrência.
Dupont

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Sócrates

Com a prestação de hoje, Sócrates não vence nenhum debate e pode muito bem ter perdido, definitivamente, a maioria absoluta.
Dupont

Entre a Esquerda e a Direita


Foi confuso, mas, confesso, diverti-me. É impossível fazer uma análise detalhada, mas a impressão geral é que achei a prestação de Paulo Portas a melhor de todas, apenas pecando por uma intervenção de encerramento pouco sentida e convincente. Trouxe gráficos e foi deixando cair os nomes dos eventuais ministros. Muito bem.
Louçã esteve razoável, mas pareceu algo indeciso entre o estilo acintoso que o caracteriza quando vê uma câmara de televisão e um outro, novo, mais sereno, mais “de Estado”. Brilhou com o trunfo do negócio bancário. Sócrates também esteve bem, embora parecesse, por vezes, algo perdido no meio da discussão. Não foi capaz de apresentar nada de surpreendente, limitando-se a não colocar o pé em ramo verde. Santana Lopes, na sua pele de wildboy, sentiu-se como peixe na água, intrometendo-se nas intervenções dos adversários, algo que estes não ousaram. E aquela do pacto secreto PS/BE foi bem metida, como prova o facto de Louçã e Sócrates não terem conseguido desenvencilhar-se dela…
Melhor momento: “antes de mais”, diz Francisco Louçã, “quero apresentar os desejos de melhoras a Jerónimo de Sousa…”. Hilariante, até porque Santana foi atrás!
Dupont (Foto: Blasfémias)

Encadeados

Grande confusão, hoje, no Centro de Saúde de Modivas. Pelos vistos, um médico que lá trabalha concorreu a outros centros de saúde, tendo sido colocado na sua primeira escolha, Póvoa de Varzim. A população, nos "tradicionais" movimentos espontâneos , fechou o Centro de Saúde a cadeado.
Mário Almeida Arnaldo Fonseca, presidente da Junta de Modivas veio até pedir a demissão de Miguel Paiva, o vilacondense vogal no Conselho de Administração da ARS-Norte e também presidente da concelhia local do PSD. Seria mais lógico pedir a demissão do Presidente da ARS, mas, assim Mário Almeida Arnaldo Fonseca não estaria a ajudar o PS local.
Dupont

Complexo de Direita

A Direita portuguesa sempre teve um problema no relacionamento com a juventude. Não sei se é o não tão lendário complexo de inferioridade intelectual perante a esquerda ou outra razão qualquer. O que é certo é que PSD e PP apenas se relacionam com os jovens pela via das juventudes partidárias. A esquerda, bem mais habilmente, patrocina e aplaude iniciativas culturais e sociais tendo os jovens como target preferencial.
Vem isto a propósito de um inquérito que o Blitz fez às cinco principais forças políticas, sobre política cultural (IVA, download de ficheiros, papel do Estado...) e algumas questões sociais que preocupam os jovens (droga, aborto, casamento...). O PSD respondeu que não tinha tempo e o PP confirmou que responderia mas não o enviou nada.
Fizeram mal. Primeiro, pela clara falta de colaboração e, até, de educação. Depois, porque desperdiçaram a oportunidade de falar para milhares de jovens e centenas de milhares de pessoas. Basta ver que o jornal tem uma tiragem de 20.000 exemplares. Nos liceus, cada número é lido por vários alunos – digamos 6 ou 7 – o que dá um universo de 120.000/140.000 jovens, que depois conversam sobre estas coisas. Se foram para casa e contarem aos pais, já temos quase um universo potencial de 300.000 pessoas a opinar sobre o assunto... Freitas do Amaral perdeu as eleições por 45.000 votos, lembram-se?
Dupont

Propaganda política vilacondense

Ontem e hoje aterraram na minha caixa de correio alguns panfletos partidários, mas de âmbito local. CDU, PS e PSD fizeram uma abordagem mais próxima, mais personalizada ao eleitoral, o que é de saudar.
Um primeiro comentário prende-se com o facto de CDU e PSD terem optado por mostrar a cara dos seus candidatos a deputados pelo círculo do Porto. Por exemplo, o PSD dá rosto e voz a Miguel Paiva. O PS não confiou no seu deputado, Lúcio Ferreira, tendo "escolhido", já adivinharam, Mário Almeida.
Curioso é o facto dos dois maiores partidos terem optado por ilustrar o respectivo panfleto com as obras que os Governos PS e PSD trouxeram para Vila do Conde. O PS apresenta quatro obras (ambiente, reabilitação do Centro Histórico, Abastecimento de água e Polis) de Sócrates enquanto o PSD arrola nove (A7, Colégio Santa Clara, Centros de Saúde de Malta e Vila do Conde, obras no Hospital, Metro do Porto, quartel da GNR, Escola Secundária Afonso Sanches e Polis). O Programa Polis está “repetido”: um porque escolheu Vila do Conde (PS) outro porque deu as verbas (PSD)...
Sintomático é o facto de, cada vez mais, as obras fundamentais em Vila do Conde dependerem do Poder Central e não da iniciativa local. A isto não será alheio o facto, claro está, de a Câmara estar profundamente endividada.
Finalmente, uma pérola - há sempre uma, graças a Deus... Escreve Mário Almeida:
“Se é inquestionável que Vila do Conde regista um contínuo e sustentado
progresso, com José Sócrates veremos ultrapassados os impasses na concretização de compromissos governatamentais como o novo Hospital, a esquadra da PSP, os quartéis da GNR nas Freguesias, a reabilitação do Cine-Teatro Neiva e as Piscinas junto às escolas EB 2,3 do Concelho.”
Fantástico. Ficamos, assim, a saber que o Governo de José Sócrates irá cumprir as promessas que o governo de António Guterres, onde José Sócrates era Ministro, não cumpriu.
Dupont

Dia dos Namorados – The Day After


Há uns tempos, o professor Larry Summers, da sacrossanta Universidade de Harvard, informou a raça humana que os homens eram mais aptos que as mulheres para áreas como as ciências e a matemática. O barulho que foi...
Agora, Edward Reed, zoologista da Universidade de Toronto, e Philip Vernon e Andrew Johnson, da Universidade Ocidental de Toronto, vieram a público divulgar os resultados de um estudo que lhes permitiu afirmar que o homem pensa mais rápido do que a mulher. Na verdade, dizem eles, a velocidade de transmissão dos impulsos eléctricos entre as células é 4% mais rápida na Macholândia.
Mas, um outro estudo (parece existir um para tudo o que não interessa...) veio defender que gritar com o marido é óptimo para a saúde de uma mulher. Os autores são da revista “Circulation”, da American Heart Association. A amostra foi de duas mil mulheres e o trabalho de campo durou dez anos. As conclusões foram claras: as mulheres que confessaram guardar para si os aborrecimentos – “self-silencing” – tinham um risco de morrer de problemas cardíacos quatro vezes superior às que despejavam o mal estar para cima dos maridos. Em compensação (?), homens com sangue na guelra têm 20% mais probabilidades de ver o seu ritmo cardíaco alterado.
Conclusões:
a) Em relação ao primeiro dos estudos aqui revelados, fica cientificamente comprovado porque é que os homens percebem uma anedota dois segundos antes dela terminar e as mulheres apenas alcançam o entendimento dois segundos após o fim da piada. Isto no caso de lá chegarem, claro está...
b) Já quanto ao segundo estudo, trata-se, sem dúvida, de mais uma conspiração feminina: as mulheres berram com os homens por uma questão de boa saúde, na esperança que nos enervemos e tenhamos um ataque cardíaco, fulminante de preferência. Está explicado, portanto, porque razão a esperança de vida das mulheres é superior à dos homens...
A nossa solução passa por não levantar a voz, mas erguer uma caçadeira e dizer, so-le-tra-da e se-re-na-men-te, “ou bates a bola muito baixinha ou passamos já para Game Over”...
Dupont

Circuito de Vila do Conde - Anos 80 - 08


Continuando no Circuito da Costa Verde, de 1981, referência para o Campeonato Regional de Iniciados. No Agrupamento B (Grupos 2 a 5) o vencedor foi João Vilar, em Mg Midget, seguido de Artur Navalho em Datsun 240Z e de Carlos Sá em Porsche 930.
Dupont

Trapalhadas


Não, não vou falar de Santana Lopes, mas de Tony Blair. Então não é que a frase “Britain forward not back”, escolhida pelo Labour para a sua campanha, deu polémica?.
Pois... Acontece que essa expressão foi usada por ... Bill Clinton, no episódio em que entrou na famosa série criada por Matt Groening. O ex-presidente aparece numa debate e diz: “My fellow americans, we must move forward, not backward, upward not forward, and always twirling, twirling, twirling towards freedom”.
Mas os problemas não acabaram com o pedido de desculpas, por desconhecimento. A 'Plain English Society' veio acusar o Partido Trabalhista de não saber inglês. O correcto seria: “Britain forwards, not backwards”.
Fica-se, até, na dúvida se o responsável pela campanha não estará feito com a oposição... Para piorar, alguém reparou que o cartaz em que dois políticos da oposição eram retratados como porcos voadores mostrava anti-semitismo, pois os retratados eram judeus, o que fez cair acusações de anti-judaísmo sobre o Labour.
O nome do artista é Alan Milburn, e deve ter andado na mesma escola de Santana Lopes.
Mas há um facto que convém olhar com alguma atenção: o recurso ataque pessoal. Lá, como cá, a campanha eleitoral vai pesada. O Times assinala a mudança de método, titulando “Forget Blair’s babes, it’s the return of the heavy mob”, para mostrar como os tempos do ‘politicamente correcto’ acabaram. Por exemplo, há cartazes locais do Labour com a cara dos adversários e a frase “tenham medo, tenham muito medo”, uma referência cinéfila...
No entanto, os custos parecem estar a elevar-se, especialmente perante o eleitorado feminino, que não aprova esta campanha de “renaissance of the macho”: segundo as sondagens, 60% estão contra Blair. Mas, o mais fantástico é que o Governo de “smiling Tony” produziu uma série de medidas, algumas tipicamente socialistas, a pensar nelas: salário mínimo, enormes gastos na educação, uma estratégia sobre cuidados infantis e um compromisso para acabar com a pobreza infantil. Pelos vistos, de nada valeu...
Dupont