terça-feira, fevereiro 15, 2005

Dia dos Namorados – The Day After


Há uns tempos, o professor Larry Summers, da sacrossanta Universidade de Harvard, informou a raça humana que os homens eram mais aptos que as mulheres para áreas como as ciências e a matemática. O barulho que foi...
Agora, Edward Reed, zoologista da Universidade de Toronto, e Philip Vernon e Andrew Johnson, da Universidade Ocidental de Toronto, vieram a público divulgar os resultados de um estudo que lhes permitiu afirmar que o homem pensa mais rápido do que a mulher. Na verdade, dizem eles, a velocidade de transmissão dos impulsos eléctricos entre as células é 4% mais rápida na Macholândia.
Mas, um outro estudo (parece existir um para tudo o que não interessa...) veio defender que gritar com o marido é óptimo para a saúde de uma mulher. Os autores são da revista “Circulation”, da American Heart Association. A amostra foi de duas mil mulheres e o trabalho de campo durou dez anos. As conclusões foram claras: as mulheres que confessaram guardar para si os aborrecimentos – “self-silencing” – tinham um risco de morrer de problemas cardíacos quatro vezes superior às que despejavam o mal estar para cima dos maridos. Em compensação (?), homens com sangue na guelra têm 20% mais probabilidades de ver o seu ritmo cardíaco alterado.
Conclusões:
a) Em relação ao primeiro dos estudos aqui revelados, fica cientificamente comprovado porque é que os homens percebem uma anedota dois segundos antes dela terminar e as mulheres apenas alcançam o entendimento dois segundos após o fim da piada. Isto no caso de lá chegarem, claro está...
b) Já quanto ao segundo estudo, trata-se, sem dúvida, de mais uma conspiração feminina: as mulheres berram com os homens por uma questão de boa saúde, na esperança que nos enervemos e tenhamos um ataque cardíaco, fulminante de preferência. Está explicado, portanto, porque razão a esperança de vida das mulheres é superior à dos homens...
A nossa solução passa por não levantar a voz, mas erguer uma caçadeira e dizer, so-le-tra-da e se-re-na-men-te, “ou bates a bola muito baixinha ou passamos já para Game Over”...
Dupont