sexta-feira, fevereiro 11, 2005

«O Estudo da Nação»


Para o último Blitz, Ana Markl e Luís Guerra resolveram entrevistar Manuel João Vieira, aqui na sua qualidade de comentador político. Como se calcula, o discurso está cheio de pormenores reveladores da profunda reflexão que o líder dos Ena Pá 2000 tem sobre o mundo que o rodeia:
  • «Até agora não se tem assistido a qualquer debate de ideias, mas a um combate de boxe entre manetas»
  • «Estou indeciso entre o voto em branco e não ir votar»
  • «Gostei da táctica do dr. Santana Sousa Lopes, que inventou coisas – e eu compreendo onde é que ele quer chegar. Eu podia dizer isto: «sou contra violar, matar e degolar 300 freiras e gostava que o meu adversário dissesse a mesma coisa, porque não me parece que seja essa a sua intenção» (...)»
  • «Todo aquele imaginário que liga o Jerónimo de Sousa a um passado operário é mentira. Na verdade, é um andróide manufacturado no Japão pelos chineses e que tem como objectivo aquilo que os chineses têm: dominar o mundo. Começam nas lojas dos 300 e vão acabar por dominar a nossa vida.»
  • «Para que é que a gente precisa de um paraíso natural? Nunca ouvi coisa mais estúpida.»
  • «A minha proposta, nada demagógica, era os portugueses deixarem de pagar impostos e pedir aos espanhóis para pagarem impostos por nós. Se Portugal tiver a bomba atómica isso será mais fácil.»
  • «As pessoas estão a levar com areia nos olhos com os paneleiros e o aborto.»
  • [Onde é que se deviam colocar os professores?] «Talvez no meio da auto-estrada para se fazer umas gincanas»
  • [Como é que engendraria um Golpe de Estado?] «Começava pelas ilhas desertas, um sítio estratégico porque dominávamos os coelhos, fazíamos uma churrascada e podíamos dizer que aquele território seria uma zona libertada da humanidade não havendo lá nenhuma humanidade a não ser as nossas tropas.»
  • «Não sinto a falta de um político em particular embora simpatize com o Rei D. Carlos I, que chegava aqui, de iate, e dizia: “cá estamos outra vez na parvónia”...»
Eu cá acho piada ao Manuel João. É meio louco, diz atoardas com a sensibilidade e ao ritmo de um martelo pneumático. E já me pediu a assinatura para uma candidatura sua qualquer. Assinei logo.
Dupont