quinta-feira, fevereiro 24, 2005

O povo é quem mais ordena

Luis Paixão Martins, um dos responsáveis pela campanha do PS, explicou à TSF o que esteve por detrás da campanha vencedora. Pelo que conta, "nos estudos de opinião o desemprego apareceu destacado como a grande prioridade, enquanto uma questão como a justiça foi remetida para segundo plano". Já causa surpresa um político aceitar este estado de coisas como forma de chegar ao poder. Mas, mais extraordinário ainda, é a conclusão do ideólogo: "Aliás os portugueses não querem as tão faladas reformas políticas se elas trouxerem instabilidade à sua vida".
Sabendo nós que "reforma" e "mudança" são sucedâneos, então há que temer o pior: um Executivo que irá Governar não para ajudar o povo, mas sim para lhe agradar, com vista à eternização no poder. Tal qual fez António Guterres, com os resultados que todos sabemos.
ADITAMENTO: uma oportuna sugestão do JPM levou-nos a tomar conhecimento deste texto de Francisco José Viegas, sobre o mesmo assunto do post.
Dupont