quarta-feira, março 02, 2005

Mário Almeida, o Democrata

«"um disparate" a ideia de um referendo, o qual, para ser executado, tem de obedecer a requisitos legais e a questão da privatização da água não "deve ser colocada nesses termos"»
É esta a opinião de Mário Almeida sobre a democraticidade que uma decisão com a dimensão da contratualização da construção e exploração da rede de água no concelho de Vila do Conde.
Este senhor está há três décadas no poder e só conseguiu, pasme-se, dotar 30% do seu concelho com tais equipamentos. Conseguiu, até ao ano passado, construir solidamente um passivo camarário de 70 milhões de euros, para um orçamento pouco maior. Não será preciso fazer um desenho para ver o porquê da sofreguidão de Mário Almeida por escolher rapidamente um concorrente que anuncia lucros de 330 milhões de euros no fim do exercício... É que este dinheirinho dá muito jeito a uma Câmara com as contas no vermelho... Por isso, nem hesitou: "esta decisão é da competência da Câmara"
Por outro lado, na decisão de escolha da candidatura vencedora, o júri por si liderado não escolheu o consórcio que apresentou, objectivamente, a proposta economicamente mais vantajosa, nomeadamente quanto à tarifa média a pagar e à taxa de crescimento da mesma, como refere O Comércio do Porto. Esse consórcio vencedor reclama, veja-se lá, lucros ao fim do primeiro ano de exploração, o que a ser verdade, é o "negócio da China" que o Público, há uns dias, bem denunciava.

Para finalizar, comparem-se estes títulos:
- JN: "PSD queria referendo à privatização das águas"
- Público: "PSD quer referendo em Vila do Conde"
- O Comércio do Porto: "PSD quer referendar concessão da água em Vila do Conde".
Diz-me o que escreves e eu digo-te a côr da tua roupa...
Dupont