terça-feira, maio 31, 2005

FICMVC

O nosso Festival de Curtas-Metragens arranca já no próximo dia 2 de Julho, prolongando-se até ao dia 10. Para já, estão inscritos 2477 filmes, provenientes de 76 países. Os mais representados, segundo o Diário Digital, são a França (358 filmes), Reino Unido (280), Alemanha (226), EUA (179), Brasil (125) e Espanha (113).
Dupont

DÉFICE I


Agora que a poeira está a assentar, começa a ver-se com mais nitidez as medidas que Sócrates e o seu governo querem tomar. Utilizo o termo “querem”, porque vai uma distância muito grande entre o querer e o poder, como acho que se verá mais cedo do que tarde. Aliás, o Ministro do Trabalho, com aquele arzinho “socialista”, já veio dizer que as medidas anunciadas serão agora “negociadas com os sindicatos”. Deu para perceber...
Concordo inteiramente com a redução das regalias injustificadas de que beneficiam os funcionários públicos, especialmente com duas delas: idade de reforma e progressão automática na carreira. De facto, não se compreende como é possível que a idade de reforma seja diferente, consoante se trabalhe na função pública ou no sector privado.
Como também ninguém percebe como é possível que um funcionário público preguiçoso e faltoso progrida da mesma forma que o colega que não falta, que é inteligente e trabalhador. A progressão deve ser feita com base no mérito e não na antiguidade.
Estou curioso para ver a reacção dos 750 mil funcionários públicos. Veremos se o Primeiro Ministro se aguenta.
Discordo totalmente da peregrina ideia anunciada de tornar públicas as declarações de IRS de cada português, como medida de combate à evasão fiscal. Quer-se passar dos 8 para os 80 e pôr os portugueses a bisbilhotar as declarações de rendimentos uns dos outros. Claro que entre o anunciar e o fazer vão outros quinhentos e, entretanto, o Eng. Sócrates perceberá que esta ideia de disponibilizar publicamente os rendimentos de cada um é… excessiva, digamos assim.
O combate à fuga era muito mais útil e mais eficaz se existisse uma base de dados do património de cada português, que permitisse ao fisco, online, perceber quem e quanto se recebe.
A evasão e a fuga ao fisco diminuiriam muito se qualquer português, especialmente os que declaram rendimentos equivalentes ao ordenado mínimo nacional, ao registar o seu Jaguar ou a sua casa de férias no Algarve fosse de imediato confrontado com a sua declaração de IRS.
Mas parece que a consolidação de todos os dados patrimoniais não interessa aos políticos. Vá lá saber-se porquê.
Haddock

Maçonaria


Querem uma boa definição daquilo que representa a Maçonaria? A mais simples que me vem à cabeça é a que resulta do título da notícia do Público de hoje:
"Investigação a Abel Pinheiro causa mal-estar na maçonaria"
Dupond

Atlas do Cinema

A elitista “Cahiers du Cinema” apresentou a sua edição anual sobre o estado do cinema. O império americano continua o seu quase monopólio e, significativamente, esta revista é apresentada em edição bilingue, francês e inglês...
São analisados 35 países, entre os quais Portugal. Os números não diferem muito do ano anterior, mas há indicadores que merecem alguma reflexão. O mais interessante, do meu ponto de vista, prende-se com a produção própria.

    • Alemanha – 22,2% de filmes nacionais – ou 23,8% com as co-produções;
    • Austrália – 5% (16)
    • Áustria – 7% (17)
    • Brasil – 14% (51)
    • Canadá – 4,5% (52)
    • China – 55% (212)
    • Dinamarca – 24% (30)
    • Espanha – 13,4 % (125)
    • Estados Unidos - ? (611)
    • França – 38,4% (167)
    • Hong Kong – 47% (64)
    • Índia - >95% (934)
    • Israel – 13% (23)
    • Itália – 20,5% (96)
    • Japão – 37,5% (+/- 200)
    • México – 5,2% (36)
    • Portugal – 6,5% ou 1,4% para filmes exclusivamente nacionais (14 filmes)
    • Reino Unido – 23,6% (1321 com as coproduções americanas)
    • Rússia – 12,1% (70)
    • Suíça – 4,8% ou 2,7% para filmes exclusivamente nacionais (22)
    • Turquia – 37% (26)

O poderio dos filmes estrangeiros (americanos, portanto...) é, sem dúvida, esmagador. A França e a Itália ainda lutam, com a produção própria a arrecadar percentagens muito interessantes. Destaque claro para a Dinamarca, cujos 30 filmes de produção nacional asseguram um quarto do mercado. Efeito Von Trier? Talvez... Um outro aspecto que sobressai é que países pouco abertos a influências estrangeiras, como a China, a Turquia e a Índia, atingem marcas altíssimas. No caso turco, dos cinco filmes mais vistos, quatro são de produção nacional, com a curiosidade do intrometido ser... “Tróia”! No mesmo sentido, a Alemanha, a Coreia do Sul e a França, conseguem colocar três, ou mais, filmes nos cinco mais vistos de 2004.


O caso português é, obviamente, miserável. Aliás, para o compreender, basta ler o que o autor do texto sobre o cinema luso diz. Francisco Ferreira, do Expresso, acha que José Sócrates é a salvação do cinema português, depois do “le désastre de la stratégie culturelle du pays n’est qu’une conséquence de sa desorientation politique: trois premiers ministres en trois ans”. Pior, na sua opinião, é o facto de o box-office nacional ter consagrado “deux produits anecdotiques et de mauvais goût, financés sans aide de l’Etat: Balas e Bolinhos e Sorte Nula”. Para o escriba, o facto de estes filmes terem chama do 45.000 espectadores é “scandaleux”...
O que Francisco Ferreira diz representa, em absoluto, o pensamento intelectual português: os "bons" filmes ninguém os vê; os "maus" têm sucesso. É curioso que nem sequer passou por aquela cabeça pequenina a relevância do facto dos dois filmes mais vistos não terem qualquer subsídio estatal, o que constitui uma enorme bofetada de luva branca a todos aquelas sumidades cinéfilas que têm de pedir emprestado dinheiro para partilharem com o mundo uma sua visão que só eles compreendem. Aliás, o texto de Francisco Ferreira assenta como uma luva na estética e perfil da “Cahiers du Cinema”, sempre avessa a filmes que levem mais de 20 espectadores por sessão a uma sala...
A política de subsídios, aqui como em outras realidades nacionais, é perfeitamente errada. Desde logo porque o recurso a ela é feito por norma e não por excepção. Os nossos realizadores apenas têm de se candidatar e esperar que tudo corra bem no Ministério. O filme tira uns premiozitos, atribuídos pelos seus pares, neste ou naquele certame e logo o realizador se sente com autoridade para envergar o rótulo de “artista”, com todas as consequentes benesses e adulações. Num artigo sobre o estado do cinema no Mundo, aplaudir alguém que, sem os paternalismos estatais, conseguiu fazer uma fita a render dinheiro e a ser vista pelo público, isso não merece qualquer comentário de encorajamento. Percebe-se porque não. É que se tal acontecesse, a irmandade dos realizadores, actores, críticos e demais fauna cinéfila, estaria em perigo. E há que preservar as aves raras...
Dupont

Jornais: um negócio em crescimento ou em declínio?

Depois de nos termos, aqui, referido à explosão da imprensa gratuita, eis que o Público de ontem nos dá a conhecer dois factos relevantes. O primeiro é que o jornal gratuito francês ’20 Minutes’ é o segundo título mais lido em França, só perdendo para o L’Équipe. O ‘Metro’ segue em sexto. Mais interessante ainda é o facto de o jornal Ter começado a dar lucro, desde Novembro do ano passado...
Uma segunda notícia dá conta das conclusões do Relatório da Associação Mundial de Jornais. O panorama das vendas mundiais de jornais é animador, já que se verificou uma subida de 2,1%, em 2004. No entanto, e na sequência do que já dissemos, no Ocidente a realidade não é animadora: na Europa verifica-se quebra de 1,4% e nos EUA e Austrália a diminuição é de 1%. O crescimento regista-se, isso sim, na Ásia (4,1%), na África (6,0%) e, especialmente, na América do Sul (6,3%). Curiosamente, Portugal, com 376.098 jornais vendidos por dia, teve uma subida de 5,78%.
O fenómeno dos jornais gratuitos foi, igualmente, analisado, até porque já dominam 40% do mercado espanhol, 29% do italiano, 27% do dinamarquês e 25% do português. Assinala-se o facto de o formato broadsheet continuar a perder para o tablóide, que já atingiu os 36% e que o jornal mais vendido em todo o mundo é o japonês Yomiuri Shimbun, com 14.067.000 exemplares por dia.
Dupont

segunda-feira, maio 30, 2005

Histórico

Hoje, todos os quatro bloggers d'O Vilacondense colocaram posts. Nunca tinha acontecido.
Dupont

Fernando Gomes

O nosso conterrâneo Fernando Gomes acaba de ser nomeado, para surpresa e estupefacção sua, administrador da Galp, uma das maiores empresas portuguesas e a maior do sector dos petróleos. Segundo informações divulgadas na imprensa, o salário de Fernando Gomes será de cerca de €15.000,00 mensais, acrescido do direito ao uso de cartão de crédito da empresa, ajudas de custo e prémios anuais.
A nomeação de Fernando Gomes causou grande estranheza no sector, pois trata-se de alguém que não tem quaisquer conhecimentos específicos no sector. Aliás, e segundo divulgou o "Expresso" deste fim de semana, os accionistas italianos da ENI terão ficado bastante desagradados com este facto, tendo-se abstido na votação na Assembleia Geral.
Da nossa parte pensamos que a nomeação é legítima, embora aconteça numa altura politicamente imprópria e seja contestável. Uma das potenciais fontes de contestação vem do lado do próprio PS Vilacondense, que ainda há algum tempo contestava a nomeação de Miguel Paiva para o sector da saúde, argumentando com a falta de experiência deste no sector em causa. Que dirão agora os socialistas locais?
Se analisarmos o curriculum de Fernando Gomes, verifica-se que a sua passagem pelo mundo empresarial se resume à Presidência da Empresa do Metro do Porto entre 1993 e 1999. Além disso, sabemos que teve uma colaboração fugaz no grupo de empresas do falecido Vilacondense José Baptista, imediatamente após a sua saída da liderança do nosso município em 1980. É verdade que além disso, a experiência política acumulada é muito vasta, cobrindo assim esta lacuna curricular.
Em todo este caso, temos certeza: há um socialista do burgo que está já a dar pulos de contente. Chama-se Lúcio Ferreira e com a saída de Fernando Gomes do Parlamento fica cada vez mais perto de ser, finalmente, deputado.
Dupond

"Voyeurismo" fiscal

Ao que parece, o Governo vai tomar duas medidas que considera importantes no combate ao défice, as quais consistem no acesso de qualquer cidadão às declarações de IRS e, também, à listagem das empresas que sejam devedoras ao Fisco. Muito me surpreenderia se, face ao objectivo anunciado, qualquer uma dessas medidas, tivesse mais que um ínfimo significado prático.
Considerando a obscenidade de apenas uma pequena percentagem de empresas apresentar lucros, sem que o Estado, ao longo dos anos, tenha conseguido, pelo menos, atenuar a dimensão da "fuga ao fisco" de forma minimamente aceitável e eficaz, não alcanço como é que tal medida contribuirá para a resolução do problema.
No que respeita à publicidade das declarações de IRS, bem sei que, nalguns países nórdicos, é socialmente bem vista a denúncia de situações de aparente fuga ao Fisco, as quais determinam a respectiva investigação pelas autoridades e a forte penalização dos infractores. A nuance é que, em tais países, a fuga ao fisco é socialmente penalizada, ao contrário do que sucede entre nós, não obstante, felizmente, já não vivermos os tempos em que o não pagamento de impostos era alardeado, com gáudio, pelos próprios. Embora espere que o futuro me desminta, tenho a ideia de que tal medida apenas servirá a bisbilhotice alheia. Descansem os meus amigos, e os outros, que não irei coscuvilhar as respectivas declarações de IRS e, muito menos, denúnciar quem quer que seja, substituindo-me ao Estado nessa sua obrigação premente, designadamente perante os cidadãos cumpridores, de criar mecanismos próprios de combate à evasão fiscal.
General Alcazar

Potaria

No sorteio para a Champions League, o FC Porto ficou colocado no primeiro pote, reservado aos melhores entre os melhores.
No segundo pote não aparece ninguém (*).
No terceiro pote não aparece ninguém.
No quarto lá aparece o Benfica...
(*)Se o Sporting passar a pré-eliminatória, entra para o segundo pote.
Dupont

REVOLUÇÃO

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O governo do Partido Socialista vai retirar 7 (sete) freguesias ao concelho de Vila do Conde: ARCOS, CANIDELO, FERREIRÓ, MOSTEIRÓ, OUTEIRO, PARADA e TOUGUES vão desaparecer do mapa de Vila do Conde.
De acordo com o artigo que esta semana saiu no jornal “Expresso”, o governo, pelo ministro António Costa, pretende fundir todas as freguesias com menos de 1000 habitantes como é o caso destas 7 do Concelho de Vila do Conde, caso único no Grande Porto, de forma a permitir uma melhor gestão de recursos financeiros.
Esta medida governamental vai ser aplicada até final de 2006.
Parece-me uma ideia acertada. Aliás, também gostava de saber porque é que temos tantos concelhos? Não se justifica em Portugal existirem 308 Municípios e 4.251 freguesias.
Estou curioso para ver a reacção do Partido Socialista e do Mário Almeida.
Haddock

Non! Ou a vã glória de estar contra…


O referendo sobre a Constituição Europeia, realizado em França, deu a vitória ao «não». Foi menos expressiva do que aquilo que se pensava, mas a consequência é insofismável: o barco europeu acertou no iceberg.
Julgo que há dois pontos de vista a ter em conta: um sobre o processo, outro sobre o resultado.
No primeiro caso, há que recordar que o processo é recente. A primeira discussão ocorreu no início dos anos 90, ficou adormecido, tendo sido acordado, no virar de século, por Joschka Fischler e, quase imediatamente, por Jacques Chirac. A ideia era a de fazer uma reforma profunda das instituições europeias. Consequentemente, em 2001, no Conselho Europeu de Laeken, dá-se início ao processo de revisão dos tratados, com o fito “aproximar a Europa dos cidadãos”. E vai ser entre Fevereiro de 2002 e Julho de 2003 que uma comissão presidida por Valérie Giscard d’Estaing irá dar forma um texto a que virá a ser dado o nome de “Constituição”. A sua aprovação terá de ser feita por todos e cada um dos estados membros, por referendo ou pela via parlamentar. Este é, em traços muito largos, a história do documento, entretanto já referendado por seis dos vinte e cinco países que compõe a União Europeia.
Relativamente ao conteúdo, a Constituição consagra muita coisa que já damos por adquirida: respeito pela liberdade religiosa, de consciência e de pensamento (arts. I-52 e II-70);os valores da democracia (I-2; preâmbulo da II Parte); prevalência de uma economia social de mercado (I-3), prometendo o combate à exclusão social e promovendo a justiça e protecção social, mantendo-se e desenvolvendo-se a livre circulação (I-4, III-133, III-137, III-151). Até aqui, cabe perguntar o que é que está de errado, se a maioria dos países, se não todos, advoga tais princípios? A questão está em que muita gente acha este texto redutor e supérfluo. Por outro lado, nas questões como a repartição de competências, vislumbra-se um abrir a porta a perigos “externos”, como aconteceria com a entrada da Turquia, em virtude da dimensão populacional desta. O tal equilíbrio de forças é, igualmente, argumento para se discutir fortemente a necessidade e extensão da nova figura do “Presidente da União Europeia”.
No site da BBC, explica-se a composição dos votantes: "Polls suggested that most "No"-voters are left of centre. One poll found that 75% of respondents who described themselves as working class, said they would vote "No". Farmers are also mostly sceptical. Employers, elderly voters and graduates were thought to be the categories most likely to vote "Yes".
Quase que se dispensam comentários, não é?
Em suma, o que me parece é que, por um lado, a Europa está a andar depressa demais. Apesar de muitos temas serem pacíficos, a verdade é que “os vinte e cinco” ainda olham por cima do ombro uns para os outros. Ou seja, a eventualidade de uma mudança é vista com clara desconfiança. Por isso, só me parece possível uma leitura: o projecto europeu ainda não amadureceu e, como tal, um documento como a Constituição Europeia, é quase a mesma coisa do que construir um edifício em que o construtor fez o rés-do-chão e saltou para o segundo andar, esquecendo-se de assegurar a fiabilidade do primeiro… Como atrás referi, o projecto é demasiado novo. Quinze anos de discussão, não contínua, de um documento desta dimensão parece-me pouco tempo. Aliás, o desinteresse da população francesa, aliada a queixas de muita informação e pouca explicação, poderão ajudar a explicar o que se passou por terras gaulesas.
Daí que o resultado não espante. Há medos que ainda subsistem e há desconhecimento das matérias. E temos, então, que num país com a tradição democrática da França, se confundam conceitos, se vote contra princípios inabaláveis da nossa sociedade, porque se está contra mais burocratas, se está contra a entrada de países ameaçadores, se está a favor dos que dizem “mais Europa não”.
Por mim, votaria sim. Não tenho grandes dúvidas. O projecto de construção europeu é uma viagem sem retorno, sob pena de a Europa se afundar, com efeitos a repercutirem-se por décadas. Os EUA e o Japão continuam a navegar a grande vapor e, olhando para trás, ao longe, vislumbra-se já um barco “amarelo” que navega ao quádruplo da velocidade daqueles dois.
Entretanto, a Europa está parada, à espera de qualquer coisa. De vento? Ou de reboque?… Aliás, como sempre aconteceu quando entrou em conflitos autofágicos…
Dupont

domingo, maio 29, 2005

Taça de Portugal


Sem surpresa, o Vitória de Setúbal venceu naturalmente a Taça de Portugal. Parabéns aos sadinos.
Dupont

Oui? Non?


Catedral de Santiago de Compostela, junto ao túmulo do Apóstolo.
Dupont

Parabéns


Ao Jaquinzinhos. Indesculpavelmente atrasados.
Alcazar, Dupond, Dupond e Haddock

sexta-feira, maio 27, 2005

Revista de Opinião Vilacondense

- Miguel Paiva: "Os primeiros 2000"
- Arnaldo Carmo Reis: "Proteger a cultura"
- Afonso Ferreira: "Vai ser desta"
- Carlos Laranja: "Uma das tarefas fundamentais para os democratas"
Miguel Paiva fala no jantar de apresentação da candidatura de Santos Cruz (Conseguiu juntar 2000, diz ele) e mostra-se muito confiante na vitória: "Como me disse alguém muito habituado a este tipo de acontecimentos, respirava-se um ar de vitória naquela sala. ...Como se viu no passado sábado, há em Vila do Conde um claro sentimento de mudança. Santos Cruz mostrou que ela é possível e que Vila do Conde tem muito a ganhar com ele na liderança do município".
Arnaldo C. Reis fala de qualquer coisa, mas não consigo descortinar o quê. Talvez alguém consiga...
Afonso Ferreira (o melhor) vai na linha de Miguel Paiva e fala do jantar de apresentação da candidatura de Santos Cruz: "...tratou-se do maior jantar alguma vez realizado pela oposição ...e, ainda por cima, com a presença dos respectivos líderes dr. Luís Marques Mendes e dr. José Ribeiro e Castro!Mas se isso já é muito significativo, creio que o apoio entusiástico dos presentes, onde se incluíam empresários e “independentes” tidos como próximos do ainda presidente da câmara, entre os quais destaco, pela sua coragem e força, o sr. António Maciel apresentado como cabeça-de-lista à Junta de Freguesia de Vila do Conde, apoio esse que, associado à força das ideias do professor Santos Cruz, foi a verdadeira chave do sucesso daquele grande jantar". Discorre ainda sobre o défice (inteligentemente) e sobre a escolha de António Guterres para o ACNUR.
Carlos Laranja (o pior artigo) fala com azedume do M. Vinagre, acusando este de falar com azedume de Mário Almeida quando diz: “os socialistas locais têm vivido à sombra do poder pessoal de um homem, alimentado por um populismo muito próprio e «sacos cheios» de promessas por cumprir...” Vá lá, entendam-se rapazes!
Haddock

MAIS OBRAS PRIMAS

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Palavras para quê?
Vila do Conde, Portugal.
Haddock

A MAIS BELA DE TODAS

CORPO DE DEUS
VILA DO CONDE , PORTUGAL
A MAIS BELA CIDADE

Vejam e desejem:




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Lindo:


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Sem comentários:

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Haddock

quarta-feira, maio 25, 2005

Quem tem Co não tem medo


"Vamos ser campeões na próxima época e (...) o FC Porto jogará um futebol atarente e técnico." (Co Adriaanse)
General Alcazar

Corpo de Deus


É já amanhã a celebração do Corpo de Deus, com a procissão que percorrerá algumas das ruas da nossa cidade. A particularidade está no facto de essas ruas estarem cobertas com maravilhosos tapetes de flores.
A quem não conhece esta lindíssima iniciativa, aconselhámos a visita à nossa cidade, na manhã do dia 25. Irão ver um espectáculo que jamais esquecerão. Na noite de 24 para 25, decorre a elaboração dos tapetes, outro momento verdadeiramente memorável. São milhões e milhões de pétalas de flores, formando padrões, mosaicos, brasões, e quadros alegóricos relacionados com a celebração e com a nossa cidade. Bem sei que é um vilacondense a dizer isto, mas podem acreditar: trata-se de um espectáculo belíssimo e impressionante!
Para mais informações, pode consultar-se o site: Tapete de Flores.
Dupont

Jornais à borla


Ontem, no Porto, no meio da rua, entregaram-me um jornal. Chamava-se 'Destak',e pude verificar que sai todos os dias úteis e é, efectivamente, gratuito. Oferece 16 páginas, metade das quais de publicidade. Ao nível dos conteúdos, tudo se resume a notícias curtas, de leitura rápida. Ao contrário dos colegas com circulação paga, o Destak dá pouco relevo à política, apostando no desporto e em temas de sociedade/entretenimento. A ideia é criar um produto que seja lido numa viagem de metro ou de autocarro. A qualidade global é aceitável, embora fique claro que os jornalistas, se o são, nem precisam de se levantar da cadeira para fazerem reportagem ou investigação: um computador ligado à net é, certamente, o bastante. Paradoxal é o facto de apesar de ser um jornal de “lê-e-deita fora”, dispor de um website onde se pode fazer o download da edição em PDF!...
Os jornais gratuitos são uma realidade emergente e, parece-me, temível. Só para se ter uma ideia, o mais famoso de todos chama-se 'Metro' e já sai em 56 países, apenas dez curtos anos depois de ter nascido, na Suécia. O '20 Minutes', noruguês, nasceu em 1999, sai em 20 cidades europeias e tira 5 milhões de exemplares. Entretanto, por toda a Europa, a circulação de jornais diários pagos continua em queda. Entre 1999 e 2003 caíram 2,3% na França, 6,2% na Holanda e 8,1% na Alemanha. Afinal, quem é que quer pagar por um jornal se pode ter outro de graça? Mesmo os tablóides sofrem com a concorrência: o britânico The Sun baixou a circulação em 40.000 exemplares perante a fuga de leitores para esta nova realidade. Em Espanha, o ’20 Minutos’ apresenta-se em nove cidades e já é um dos títulos com maior circulação no país vizinho.
Os detractores acham que a competição é saudável, mas os jornais ‘sérios’ não desaparecerão nunca. Para Jo Groebel, presidente do Instituto Europeu para os Media, citado pela TIME, “estes jornais são editorialmente neutros”, por óbvias razões de mercado. Assim, salta aos olhos a sua “falta de personalidade”.
Mas há, também, quem veja nisto algo de positivo, uma vez que muita gente que não leria jornais, passa, agora, a fazê-lo, como é o caso de estudantes e imigrantes.
E, as coisas podem mudar noutra direcção. Por exemplo, a Metro International tem, nos seus quadros, cerca de 400 jornalistas, que asseguram 50% dos conteúdos, uma clara melhoria se atendermos que, aquando da sua fundação, o jornal era feito com 80% de feeds das agências noticiosas. E, no caso da '20 Minutos', a percentagem é de 20 a 30%...
Estou certo que esta nova realidade irá ter um crescimento cada vez maior. Mesmo ao nível local, poderá ser um campo a explorar, caso se arranjem contratos publicitários suficientes. Veja-se o caso do suplemento de Vila do Conde d’«O Primeiro de Janeiro», recheado de publicidade e oferecido em quiosques, cafés e, até, nos supermercados. E, através de um efeito bola de neve, poderá ser que os jornais pagos se sintam na obrigação ou necessidade de apresentarem melhores e mais originais conteúdos. Se assim for, todos ficam a ganhar.
Dupont

Listen carefully! I shall say this only once!

A minha paixão são os refugiados! Perceberam?

Dupont

Obrigado, Tony


Dupont

Fado


Foge às tuas responsabilidades, reza e serás recompensado.
Dupont

Chamem o Jaime Neves!!!!


Via Almocreve das Petas.
Dupont

terça-feira, maio 24, 2005

Constâncio


Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal desde Fevereiro de 2000, tem permanecido no exercício dessas funções, incólume às últimas mudanças de Governo. Apesar de Constâncio ser socialista - creio mesmo que permanece militante do P.S. - Durão Barroso manteve-o no cargo, quando assumiu a chefia do Governo, e Santana Lopes fez o mesmo.
Fizeram mal a si próprios e foi mau para o país.
Após a tomada de posse de Barroso, Constâncio efectuou, a pedido daquele, uma auditoria às contas públicas para determinar o buraco deixado por Guterres quando fugiu do “pântano”. Depois disso foram longos anos de intervenções esporádicas de Constâncio, que não mereceram particular atenção pública. Ainda em Janeiro passado Constâncio afirmava um défice público rondando os 5%, o que, descontando as receitas extraordinárias, era coisa que, aparentemente, não preocupava por aí além economistas e políticos. Vivemos, pois, estes anos, na crença de que “há vida para além do défice”.
De repente, nova auditoria e a situação apresentada é alarmante, anunciando-se um défice de 6,83%.
Como se não bastasse a divergência entre o agora anunciado e a referida versão de Janeiro passado, Constâncio agiu determinado pelas necessidades estratégicas do Governo de Sócrates. Preparando o país para as más notícias, foi revelando aos poucos a dimensão do défice, sem a quantificar, dando tempo a que Jorge Coelho fosse apregoando as culpas do anterior Governo e anunciando o tempo de vacas magras e chegando, mesmo, o ponto de permitir a Sócrates anunciar, internamente, ao seu partido as medidas que, apenas depois, torna públicas.
Constâncio tinha obrigação de, ao longo destes anos, ter dado o devido ênfase ao montante real do défice, em lugar de se “esconder”, protegendo o apetecível lugar de governador do Banco de Portugal e, como agora se constata, os anteriores Governos não deviam ter tomado por conveniente o seu silêncio cúmplice.
General Alcazar

INQUÉRITO

O Miguel Ângelo, do Sublinhado e Corrosivo, passou-me o testemunho do famoso inquérito que vai entretendo a blogosfera. Só agora lhe posso satisfazer o pedido. Aqui vai:
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

O Vermelho e o Preto” de Stendhall, por cautela: “Quem deixar a sua amante, arrisca-se a ser enganado duas ou três vezes por dia”;
Por sentimento, uma vez que: “O amor feito de raciocínio tem realmente mais espírito que o amor verdadeiro, mas é feito apenas de instantes de entusiasmo; conhece-se excessivamente, julga-se sem cessar; longe de desencaminhar o pensamento, é construído à força de pensamentos
E, last but not the least, porque se não podes ser o personagem principal de uma boa história de amor, sê a história.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?

Sim. Há muitos anos. Daniel Boone e Tarzan. Lembras-te?
Qual foi o último livro que compraste?

Coração das Trevas” do Josef Conrad
Qual o último livro que leste?

"Imprimatur", de Monaldi & Sorti. Uma oferta de uma boa amiga. Um registo histórico muito erudito. Gostei da trama que se desenvolve numa atmosfera quase irrespirável, na qual se movem, entre outras espécies, os corpisanteiros Ugonio e o Ciacconio. Para que seja “mor benefice que melefice e mais pai que parricida”, tente responder a esta adivinha do Tiracorda: “um campo branco, uma semente negra, cinco semeiam e dois governam”.
Que livros estás a ler?

Releio as minhas notas sobre a obra de Karl R. Popper, releio Tintim e vou iniciar o “Coração das Trevas”.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

Oh diabo. Mesmo deserta?
Levaria “As Memórias de Adriano” da Marguerite Yourcenar; “As Cruzadas Vistas Pelos Árabes” do Amin Maalouf; “O Príncipe” de Maquiavel; “Memorial do Convento” do Saramago e, dadas as circunstâncias, “Cem Anos de Solidão” do G. Garcia Marquez. A ordem não é importante.
Claro que, estando mesmo, mesmo sozinho, levaria algumas revistas. Daquelas que líamos na puberdade. Você sabe…
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Passo-o apenas à Bianca. Porque enquanto testemunha, não canta.
Haddock

Vá lá, não se riam...

O Melhor Treinador da Superliga Galp Energia 2004/2005

Dupont

Co Adriaanse


Não te esqueceste do chicote, pois não?
Dupont

Vale e Azevedo revisited

"A Ordem dos Advogados instaurou um processo disciplinar ao último bastonário da instituição na sequência de algumas declarações de José Miguel Júdice ao «Jornal de Negócios»." Na TSF.
Dupont

Ena, ena...

Os nossos amigos do Futeblog Total conhecem bem Vila do Conde e até gostam do Villageois. Aliás, parece que não perdem uma festa bileira...
Dupont

O melhor da Premier League e não só

O 'Sunday Times' escolheu o melhor e o pior da Premier League e do futebol europeu. Aqui ficam algumas dessas escolhas.


  • Equipa ideal: Cech (Chelsea), Paulo Ferreira (Chelsea), Terry (Chelsea), Carragher (Liverpool), Heize (M. United), Cole (Chelsea), Makelele (Chelsea), Lampard (Chelsea), Robben (Chelsea), Henry (Arsenal)e Defoe (Tottenham).
  • Melhor treinador: José Mourinho – gastar uma fortuna não assegura sucesso, como o Manchester United, o Newcastle e o Liverpool podem atestar.
  • Treinador mais antipático: Alex Ferguson
  • Entrevistas mais aborrecidas: Sven Goran Eriksson – acordem-me quando acabar…
  • Melhor jogador: Frank Lampard – marcou mais vindo do meio campo do que a maioria dos avançados.
  • Jogador que mais melhorou: Joe Cole – forçando a necessidade de disciplina defensiva, José Mourinho transformou-o num vencedor, do dia para a noite.

Melhor cântico - dos fans do Norwich para os do Chelsea: “we’ve got a drunken cook, you’ve got a Russian crook”.
  • Cântico mais engraçado: fans do Bretford, homenageando o médio Scott B Fitzgerald e o avançado Scott P: “Two Scott Fitzgeralds, there’s only two Scott Fitzgeralds
  • Comportamento mais curioso: Paul Evans, do Nottingham Fores, nas palavras de Chris Morgan, do Sheffield United: “Ele estava a morder-me o mamilo, como um cachorro a chupar uma meia…
  • Melhor resposta: a de Joe Kinnear, ex-treinador do Nottingham Forest, para Gary Megson, treinador que o substituiu e o acusou de ser a causa da despromoção da equipa: “Ele está lá há cinco meses, se a equipa não já não prestava quando ele lá chegou, o que é que ele lá andou a fazer nestes cinco meses?
  • Prémio Greg Louganis: Andrew Johnson, do Crystal Palace – marcou 11 das 13 grandes penalidades que favoreceram a sua equipa. Nove delas foram ‘sacadas’ por ele próprio. O clube com mais grandes penalidades a seguir ao Palace apenas contabilizou seis a seu favor…
  • O maior dorminhoco: Frank Lampard, do Chelsea – a sua casa foi assaltada, levaram aparelhos de música, computador, ecrans de plasma a os automóveis e ele não acordou!
  • O fim de carreira menos digno: Des Walker, do Nottingham Forrest – Às 19.30 de 17 de Maio foi homenageado publicamente pelo fim da sua carreira futebolística; às 5.30 da manhã de 18 de Maio foi preso por embriaguez e desordem pública.

Modelo do ano: José Mourinho – conseguiu que o seu sobretudo fosse vendido por £22.000, £ 7.000 acima do seu próprio lance…
  • Prémio Jogador azarado: Cuddicini, guarda-redes suplente de Petr Cech, no Chelsea.
  • Prémio “visonário”: para o Presidente do Everton, por, na pré-época, ter afirmado “Wayne Rooney não será vendido”.
  • Comentários racistas do ano: para o comentador da ITV, Ron Atkinson: “não percebo como é que os chineses têm tantos filhos, se as mulheres chinesas são tão feias…”; para o seleccionador espanhol Luiz Aragonês – “Thierry Henry is a black shit”.
Dupont

Como mel na sopa


Parece que anda por aí uma nova moda: comer sopa. É verdade, nos centros comerciais, ao lado dos restaurantes habituais aparece, agora, o das sopas. A primeira vez que reparei nisso foi na zona de restauração do El Corte Inglês de Lisboa. Depois, começaram a espalhar-se. Agora, são uma constante. No Dolce Vita, lá está uma.
O mais curioso de tudo é que o El Pais de domingo dedica uma notícia ao assunto. Portugal raramente é referenciado no diário espanhol, mas, desta vez, tem direito a meia página!
Pelos vistos somos “adictos a la sopa”. A McDonald’s até fez um estudo e concluiu que somos o primeiro país da Europa e o terceiro no Mundo no consumo de caldo… Daí que a firma americana tenha optado por servir sopa nos seus restaurantes. Pelos vistos acertou, uma vez que as estimativas foram mais do que ultrapassadas pelos pedidos. É claro que esta versão nacional de fast-food é aplaudida por nutricionistas e quejandos, uma vez que é bastante mais saudáveis do que a dieta de hambúrgueres e pizzas.
Só posso dizer uma coisa: vou experimentar...
Dupont

A César o que é de César


Senhor pastor, já comprou o "Church 7.0, sistema para administração de Igrejas, versão para igrejas tradicionais agora com NOVA VERSÃO! Sistema Líder de Mercado há mais de 8 anos!".
Não perca, antes que perca o rebanho...
Dupont

Inquérito sobre consumo de água em Mindelo

Os Amigos de Mindelo realizaram um inquérito a cem mindelenses sobre o consumo de água. As respostas estão aqui. Algumas conclusões:
  • 99% da população diz-se consciencializada mas na prática apenas 17% possui torneiras de baixo caudal ou com mecanismos de poupança de água e apenas 30%possui autoclismos de baixo consumo.
  • Embora a maioria da população prefira o duche ao banho de imersão (este último gasta mais água) 45% das pessoas não fecham a água enquanto se ensaboam.
  • Metade das pessoas admitiu ainda que não desliga a torneira enquanto esfrega os dentes.
  • Como boa notícia temos que 40% da população tem sistemas de aproveitamento de água da chuva.
  • Os Mindelenses estão divididos quanto a tarifas mais altas para maiores consumo de água, mas a maioria (55%) afirma que o preço por litro deve ser mais alto para quem gasta mais.
Dupont

segunda-feira, maio 23, 2005

O arranque das autárquicas em Vila do Conde


A campanha para as autárquicas arrancou, em Vila do Conde. No mesmo dia, a coligação "Sentir Vila do Conde", composta pelo PSD e pelo CDS abriu o jogo em três frentes, tudo no mesmo dia.

A primeira foi a entrevista do candidato, Santos Cruz, a 'O Comércio do Porto', que pode ser lida aqui.

Depois, o happening. Ontem, em Vila do Conde, não se falava noutra coisa: a festa de apresentação do candidato à Câmara Municipal de Vila do Conde foi de arromba!
  • A começar, um pavilhão cheio com 1500 pessoas, algo nunca visto. Depois, havia um enorme écran, onde eram projectadas imagens recolhidas através de um sistema interno de televisão.
  • A presença dos líderes nacionais do PSD e do PP, Marques Mendes e Ribeiro e Castro, foi muito aplaudida, numa clara aposta em Vila do Conde. Mais políticos marcaram presença como o vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais, ex-secretários de Estado como Carlos Duarte e Diogo Feyo, entre outros. Uma referência especial para o representante do ayuntamiento de El Ferrol, município há muito irmanado com Vila do Conde e cujo vice-presidente não só discursou como trouxe oferendas para Marques Mendes, Ribeiro e Castro e uma especial para Santos Cruz.
  • A surpresa da noite foi a apresentação do candidato à Junta de Freguesia de Vila do Conde, António Maciel, um caxineiro ligado ao mar.
  • Foram muito notadas as presenças de empresários conotados como sendo "próximos" de Mário Almeida, como Dias Ferreira e Artur Azevedo.
  • A produção do espectáculo esteve a cargo de uma empresa especializada neste tipo de eventos, falando-se num cu$to da ordem dos milhares de euros. No final, houve fogo de artifício, no interior do pavilhão!!!... Aliás, segundo constava, para o próprio catering foi contratada, igualmente, uma empresa do sectoir que forneceu tudo, incluindo as cadeiras.
Ou seja, os tempos dos jantares na sede do Rancho do Monte e das carrinhas a ir buscar cadeiras aos centro paroquiais parece que acabou... Chegou o profissionalismo!

Como se não bastasse, em terceiro lugar, Vila do Conde acordou com a cara de Santos Cruz espalhada pela cidade, numa mão cheia de outdoors. Entretanto, a sede do PSD desapareceu, escondida por uma fota XXL do candidato...

Agora, há que esperar pela resposta do PS....
Dupont (Imagem: O Comércio do Porto)

Rio Ave

A época futebolística que agora acaba foi muito positiva para o nosso Rio Ave. Suportado num dos mais baixos orçamentos da Superliga, a nossa equipa conseguiu fazer uma época tranquila, garantindo muito cedo o objectivo de não descer de divisão. Alem disso, conseguiu impor respeito aos chamados clubes "grandes", com destaque para a derrota que impôs ao Campeão Benfica em Vila do Conde.
Os 47 pontos conseguidos permitiram que o Rio Ave alcançasse a 8º posição, classificação que não sendo a melhor de sempre supera as melhores expectativas. Deve também realçar-se que fomos das poucas, senão mesmo a única equipa que não alinhou nas experiências desesperadas das "compras de Natal". Ao invés disso, o Rio Ave ainda conseguiu vender no decorrer da época dois dos seus melhores jogadores, garantindo assim um importante suplemento financeiro para os cofres do clube.
Por isso é justo endereçar, nesta altura, os parabéns à equipa, nomeadamente ao seu treinador Carlos Brito. Como se viu com aquilo que aconteceu noutras equipas que perderam treinadores carismáticos, os bons resultados devem-se muito à capacidade do líder do grupo de trabalho. É verdade que os dirigentes são importantes. É verdade que os jogadores são muito importantes. Mas se não há um treinador à altura, não há equipa nenhuma que consiga alcançar os seus objectivos.
Parabéns Carlos Brito. Parabéns Ro Ave.
Dupond

domingo, maio 22, 2005

Superliga - Rescaldo


Positivo: uma supertaça Cândido de Oliveira, uma Taça Intercontinental.
Negativo: segundo lugar na Superliga, oitavos de final da Liga dos Campeões, um resultado desastrado na Taça de Portugal e um futebol perfeitamente indigno de um clube que ostentou, durante esta época, os títulos que lhe granjearam glória em todo o planeta: Campeão Europeu e Campeão do Mundo.
Dupont

Roda da Sorte


Então, é assim:
- Se o FC Porto vencer o campeonato, é o equivalente a sair o euromilhões.
- Se perdermos, tornamos a apostar no próximo sorteio...
Dupont

sábado, maio 21, 2005

«Modelo finlandês»? Quero é o «norueguês»!...

"Beber uma grade de cerveja em 24 horas, ter relações sexuais com 17 pessoas em outros tantos dias ou beijar um colega do mesmo sexo são três das praxes por que passam os liceais noruegueses duas semanas antes dos exames finais. As festas duraram de 1 a 17 de Maio e atiraram para uma selva de bacanais 30 mil finalistas do mais desenvolvido país do mundo". Na Sábado.
Dupont

La Dolce Vita

Hoje, pela manhã, fui ao NorteShopping. Arranjar um lugar para estacionar foi facílimo. Tomei o pequeno almoço, sentado, no FNACcafé e não encontrei filas nas caixas. Nos centro comercial circulava-se sem problemas. Ah, como é boa a Dolce Vita...
Dupont

sexta-feira, maio 20, 2005

Pornogestão!

"A indústria de conteúdos pornográficos decidiu penetrar com força nos canais de marketing que tiram partido do avanço tecnológico e da interactividade para responder ao apetite da procura". No DD.
Dupont

OS filhos DE DEUS

Naquele tempo, quando Deus criou o mundo, Disse:

Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi. (Génesis 1: 11).

E Deus Criou o montado de sobro.



Também Criou os animais. E, ao sexto dia Resolveu Criar o Homem.

Criou e, desde logo, Advertiu que as ervas daninhas e as árvores sem fruto deveriam ser cortadas:

E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar. (Lucas 13: 9)

Deus Mandou e assim fez Nobre Guedes: Foram 2600 abaixo


Oh! Ditoso povo, Afortunada Pátria!
Estais contra Deus ou contra Nobre?
Haddock

«Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith»

Já está. Fechou-se o ciclo de uma das mais fantásticas sagas da história do cinema. Quase três décadas, seis filmes, dezenas de personagens e uma verdadeira legião de fãs fazem de Star Wars um objecto de culto, multigeracional.
Não deixa de ser curioso o facto de, quando alguém se refere à saga dos Jedi, começar por dizer onde e quando é que viu o primeiro filme, agora rebaptizado: "Episódio IV: Uma Nova Esperança". Por acaso também me lembro: foi no Estúdio Santa Clara, na Póvoa de Varzim, onde também vi os outros dois episódios… Agora vi “A Vingança dos Sith” no AMC, em Vila Nova de Gaia, porque as salas deste complexo são as melhores do país. Os ecrans são enormes, as cadeiras confortáveis e o sistema de som é irrepreensível. E digo isto porque se há um tipo de filmes que deve ser visto num cinema e, ainda mais, num grande écran, são os filmes de ficção científica. Por outro lado, serve também para apurar a evolução tecnológica que o cinema sofreu, desde a produção à projecção, nestas três últimas décadas..

Ao longo dos anos, “A Guerra das Estrelas” transformou-se não só no símbolo de uma nova geração de cineastas e da introdução maciça de efeitos especiais, como se transformou num dos mais importantes ícones da pop culture. Ninguém quer saber como é que toda a gente, animal ou humanóide, respira o mesmo ar onde quer que esteja, ou como é que se ouvem explosões no espaço se não há atmosfera. Nada disso interessa. O que está em cima da mesa é só uma coisa: aventura. Assim, ajudada por um brutal merchandising, por citações e referências um pouco por todo o lado, a saga acabou por tomar de assalto Hollywood, para, logo depois, conquistar o Mundo.
Rios e rios de tinta já se escreveram sobre estes filmes, procurando escalpelizar o porquê deste fascínio: é a luta entre o Bem e o Mal, é um drama familiar de dimensões universais, é o regresso da grande aventura, enfim, todos os rótulos já serviram a esta enorme tela da autoria de George Lucas.
A verdade é que os dois episódios iniciais, que precederam “A Vingança dos Sith”, deixaram muito a desejar. Lucas ficou encandeado com os efeitos especiais e esqueceu-se do argumento. Neste terceiro tomo, felizmente, redime-se.


Curiosamente, este episódio revelou-se um filme triste… Surpreendentemente triste. Por fim, o lado negro assume o comando, Darth Vader ganha forma tal como o conhecemos e os Jedi são quase erradicados. Mas, para além disso, temos alguém que mata por amor e um outro alguém que morre por falta de amor. Estou em crer que nenhum seguidor da saga Star Wars algum dia imaginou que o que fez Anakin Skywalker transformar-se em Lord Vader foi… o Amor. Mas é isso que vemos em “A Vingança dos Sith”. Aqui não há contemplações: cabeças rolam, literalmente, pelo chão, há crianças assassinadas, membros decepados e, mais importante, há raiva e ódio nos olhos de Anakin Skywalker. A sua travessia para o dark side não acontece porque o deseje, mas porque ele não vê outra solução para salvar Padame, a mulher que ama. Aliás, a montagem paralela entre, por um lado, o nascimento dos gémeos Leia e Luke e a morte da sua mãe, e o (re)nascimento de Darth Vader, meio-homem meio-máquina, é o grande momento deste filme. O grito final, de dor, ao saber da morte de Padame, é o sinal claro que Anakin Skywalker havia morrido, definitivamente.
Mas Lucas não se esquece do espectáculo. Os cenários continuam sumptuosos, as batalhas espaciais estão melhores do que nunca e os efeitos especiais são de uma perfeição inacreditável. A cena inicial, uma vertiginosa luta entre rebeldes e a República é absolutamente espectacular. Aliás, se houve coisa que George Lucas sempre soube dar ao público foi espectáculo, não só neste saga, como também em Indiana Jones, um personagem que teve a sua co-autoria.
Mas, se assim é em relação ao impacto visual, já o mesmo não se pode dizer relativamente à direcção de actores. Hayden Christensen até passa, mas Ewan McGregor é um desastre. O sentido de humor, as wise-cracks e maior parte dos diálogos são uma lástima, roçando o ridículo. Excelente está Nathalie Portman. E belíssima, também.
O realizador-produtor finalizou esta história fantástica da melhor maneira, assinando o que será, porventura, o melhor filme de toda a saga. Aliás, prova evidente de que o realizador quis fazer algo mais do que a habitual space opera é a enxurrada de citações visuais que o filme vai buscar, desde Apocalipse Now aos filmes de espadachins, sem esquecer o incontornável Blade Runner. George Lucas está, portanto, de parabéns. A Força está com ele.

ADITAMENTO : a não perder - "Darth Vader", por rui a., no Blasfémias.
Dupont

'X' marks the spot

A edição desta semana da TIME oferece a capa e dez páginas inteiras à nova X-Box, da Microsoft. Uma dezena de páginas a falar sobre uma máquina de jogos que está longe de ser líder de mercado, mostrando jogos, fait-divers de produção e um sem número de histórias e curiosidades.
Eu compreendo que a a TIME Warner seja proprietária do maior forncedor de internet dos EUA, a AOL. Mas, francamente, ver uma revista destas a publicar um mega dossier, sob o título de "tecnologia" mostra bem até que ponto vai o cruzamento de interesses na comunicação social.
Dupont

Explicação à borla....


Preocupado com o estado de espírito de muitos portugueses, o nosso leitor Armindo Paulo, um habitué destas coisas, enviou-nos esta foto, na tentativa de explicar a certas pessoas como é que se ergue a taça UEFA no próprio estádio do clube de que se é adepto- "Então é assim: põe- se as mãos aqui e..."
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No sulpemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro temos:
- Sérgio Vinagre, "Porque é que o prof. Santos Cruz vai ganhar?"
- Inês Ferreira, "O Povo é quem mais ordena!"
- Fernando Reis, " Águas de consumição..."
- Alexandre Raposo, "Ponto a Ponto" e
- Abel Maia, "Casa de S. Sebastião"
Sérgio Vinagre está cheio de força, não demonstrando qualquer receio de continuar a escrever, mesmo depois de as coisas não terem corrido lá muito bem num processo que Mário Almeida lhe moveu. Desanca forte e feio nos socialistas locais e no seu líder, para concluir que Santos Cruz irá ganhar. Já dizia o outro: a linha que separa a loucura da coragem é muito ténue... Alexandre Raposo refere-se igualmente ao jantar- comício de Santos Cruz, embora se debruce sobre a estratégia do PS para a divulgação do déficit e o caso dos sobreiros que envolveu dirigentes do seu partido. A pintora Inês Ferreira alinha pelo mesmo diapasão, embora de forma bem mais subtil.
Fernando Reis assina o MELHOR DA SEMANA, esmiuçando o problema da água, mas na vertente da poluição que alguns rios do concelho sofrem, pela intervenção negligente de empresas poluídoras. E aconselha:
(...)determinadas autarquias insistem em ver na água um produto secundarizado pela noção do lucro, insistindo em alhear-se das responsabilidades próprias, perante o que consideram ser o “fardo” dos encargos ou a baixa rentabilidade. Neste último caso, porém, a melhor punição faz-se nas urnas. As “autárquicas” até estão à porta...
Finalmente, Abel Maia, vem falar de obras da Câmara Municipal, em especial essa "obra de Santa Engrácia" que é a recuperação da Casa de S: Sebastião...
Dupont

quinta-feira, maio 19, 2005

Crónica de uma morte anunciada - II

Eram 13 horas e, pontual, como sempre, lá estava o Dupont aguardando a minha chegada. Num instante – que ele não é de vagares – estávamos sentados à mesa atacando o leitão. Já mais compostos, e por falar em leitão, só então começámos a perspectivar o jogo do leão.
Para mim o Sporting não era uma equipa em que pudesse confiar, capaz de num ápice passar do oito ao oitenta. Já o CSKA era uma equipa perigosa no contra-ataque, à qual o F.C.P. tinha ganho ainda recentemente. Centrada, assim, a conversa, passámos a recordar os magníficos e deliciosos momentos de Sevilha e de Gelsenkirchen.
Segue a viagem e num dos muitos pontos de obras ominipresentes na A1, o trânsito fazia-se de forma compacta e vagarosamente, quando um miúdo, sentado no banco de trás do carro que circulava ao lado, resolveu exibir-nos uma adereço do SLB. “Levou” logo com o cartão de sócio do F.C.P. colado no vidro e só lhe restou, envergonhado, encolher-se.
Chegados ao estádio, foi tempo de dar uma volta completa pelo seu exterior para que o Dupont, que nunca cedeu aos meus reiterados convites para lá ir ver o F.C.P. jogar, o conhecesse. Ele constatou logo que, tal como lho tinha assegurado, o Dragão é incomparávelmente superior.
Já devidamente sentado, olho em volta e só havia adeptos do Sporting. O vizinho lamentava a inclusão do Rogério e augurava o naufrágio. A coisa até começou a correr bem para os da casa, muito consistentes e com um Rochemback surpreendente, não só a pautar o jogo, mas também a anular Daniel Carvalho, o melhor jogador de um CSKA inofensivo. Apareceu, então, o golo do Sporting e eu, obviamente, trato de enfiar as mãos nos bolsos, protegendo-me dos contactos físicos que, à minha volta, efusivamente aconteciam.
Uma vez por outra, quase me senti em casa, quando ouvi a Juve Leo entoar cânticos dos Super Dragões, como é o caso aquele: “… queremos esta vitória, conquista-a por nós …”.
Um minuto para o intervalo e Vagner Love, isolado, falha escandalosamente um golo feito.
Eu e o vizinho saltámos ao mesmo tempo.
Segunda parte e … bom, aquilo foi cruel. Bola no poste do CSKA e golo na jogada imediata, transformam o “quase” 2-2 no 3-1.
Recebo uma mensagem no telemóvel: “Só eu sei porque estou tão contente” e logo depois outra: “Hoje há festa no Kremlin”.
O míudo, sentado na fila abaixo, chora. O pai consola-o dizendo-lhe que se é assim não voltam juntos ao futebol. Tive pena. Lamentei não ter comigo uma ficha de inscrição de sócio do F.C.P. para oferecer ao Cláudio, grantindo-lhe um futuro cheio de momentos de felicidade. O vizinho também teve pena e elucidou o miúdo: “Para o ano há mais”. Aquilo já era demais. Era sádico. Então o vizinho dizia ao miúdo que para o ano haveria mais do mesmo?!.
Já não valia a pena continuar por ali – os jogadores do CSKA tinham regressado aos balneários – e lá fomos para o carro.
A viagem de regresso foi feita a ouvir o animado fórum da Antena 1. Lembro-me daquele diálogo:
- “Boa noite. Está no ar. Pode dar-nos a sua opinião.”.
- “Boa noite. Muito obrigado. O senhor está bem disposto.”.
- “Estou sim.”.
- “Eu também. Estou mesmo muito bem disposto”.
General Alcazar

"As finais fizeram-se para serem ganhas” (José Mourinho)


Estádio Olímpico, Sevilha, 2003
Arena auf Schalke, Gelsenkirchen, 2004

Alvalade, Lisboa, 2005

«Só eu sei porque não fico em casa»...
General Alcazar

Crónica de uma morte anunciada

- Pai, pai, um jogador não precisa de ser forte. O Liedson é magrinho e é o maior, não é pai?” - gritava o Cláudio com a sabedoria dos seus dez anos.
- Claro, filho.
- O Liedson vai marcar dois golos, não achas, pai?
- Concerteza.
- E vamos ganhar a Taça, não vamos pai?
- Claro, é para isso que aqui estamos. Agora, deixa ouvir a constituição das equipas.

- …
- O Rogério de início? De início? Nós nunca ganhámos quando o Rogério joga de início! Lá está o Peseiro a inventar…


É claro que o Cláudio, trajado a rigor, queria lá saber quem é que jogava Importante era que o Sporting ganhasse. Por isso, mesmo à minha frente, não se calava a puxar pela sua equipa. Mas o pai já tinha confirmado o que o destino havia reservado para os leões. Aliás, um sportinguista racional já teria estado atento aos sinais esotéricos emanados, primeiro, da Luz, quatro dias antes, e, depois, com a lesão do artilheiro Pinilla. O karma negativo estava a renascer no Sporting, mas ninguém o queria ver.
Na primeira parte, a equipa da casa comandou claramente o jogo. Rochemback foi grande, estava em todo o lado e não me lembro de ter feito um passe ou um centro errado. E até Rogério pareceu querer rir-se do Destino temido pelo pai do Cláudio, apontando um golo…
Ao intervalo, o miúdo e o pai imitaram milhares de adeptos, anunciando que hoje a taça é nossa, no Domingo o campeonato vai para o Porto… “Por mim, era excelente”, pensei.
Mas a segunda parte trouxe nuvens negras, de trovoada. E lá veio o primeiro trovão, o segundo e o terceiro. O Cláudio não aguentou as lágrimas e desatou a chorar, inconsolável. O pai abraçou-o e disse-lhe que “era só futebol”.
Pois era, mas a mim pareceu-me mais qualquer coisa. Talvez por estar numa posição de espectador objectivo, quase sem envolvimento emocional, pude constatar o quão diferente é a reacção dos sportinguistas perante a adversidade, quando comparada com a dos portistas, no Dragão. Comentando o facto com ele, o General disparou “Não ligues, já estão habituados”. Não sei se será esse o caso. Mas a verdade é que desceu, ali, uma onda de conformação que nunca tinha visto. Uma coisa destas, no estádio do FC Porto, e esta época foram bastantes, dava direito a uma indignação tal que os jogadores, em campo, a haveriam de sentir. Ali não vi nada disso. Mesmo depois do apito final, não notei o ambiente pesado que se sente, no Dragão, onde ninguém quer falar e todos mergulham os olhos no chão, querendo dali desaparecer num abrir e fechar de olhos… Não estou a dizer que os sportinguistas são “menos” adeptos do que os outros. Mas que ali há matéria de estudo, disso não duvido.
Dupont

Rápidas

  • Graças ao Alcazar, esta foi a minha terceira presença consecutiva em finais europeias. Vamos lá ver se a contagem continua...
  • O resultado é demasiado pesado para aquilo que o Sporting fez.
  • O Ricardo já é contestado pelos adeptos. O Peseiro ainda mais.
  • O estádio do Sporting é feio por fora mas, por dentro, tem algum encanto.
  • As claques dos leões são fracas e sem imaginação ou originalidade.
  • As adeptas sportinguistas são as mais giras de todos os clubes portugueses.
  • As russas não ficam atrás...
  • Os sportinguistas não dizem palavrões. Assobiam e dizem "Irra!".
  • Vi, pelo menos, meia dúzia de adeptos do FC Porto trajados a rigor. Do Benfica não vi nenhum.
  • Assinalei quatro adeptos do Celtic de Glasgow, devidamente equipados.
  • Muitos adeptos vieram do Norte, a julgar pelo movimento nas áreas de abastecimento.
  • O FC Porto continua a ser a única equipa portuguesa com uma vitória na Taça UEFA.
  • O FC Porto foi a única equipa portuguesa que, esta época, não perdeu com o CSKA de Moscovo.
e, last but not the least,
  • - Quando é que irei conseguir circular na A1 sem obras?
Dupont