terça-feira, maio 03, 2005

Assembleia Municipal – IV – Câmara com dívida de 75 milhões de euros

Para lá da discussão sobre a limitação de mandatos, o grande tema em destaque foi a análise das Contas e do Relatório de Actividades da Câmara Municipal. O PS apresentou números que toda a oposição contestou. Albano Loureiro, do PSD, procurou demonstrar que a taxa de execução orçamental era um engôdo, uma vez que não se referia ao Orçamento votado para 2004, mas sim à última actualização, das muitas que a autarquia fez. Se realmente se tivesse em conta esse critério, a taxa de execução seria bem mais baixa. O CDS, por Afonso Ferreira, alertou para o problema do desinvestimento, enquanto Fernando Reis, da CDU, acusou o relatório de ser demagógico, do descontrolo da dívida e, puxando pelos seus galões de sindicalista, não esqueceu o problema do desemprego. Pelo PS. Jorge Laranja suportou, naturalmente, o Relatório, afirmando que muita obra foi feita, que o investimento era certo e que os activos eram muito superiores ao passivo.
Mais tarde, recorrendo a uma notícia do Jornal de Notícias, o PSD afirmou que cada vilacondense “devia” mais de 1000 euros, por força do passivo de 75.000.000 de euros da autarquia e dos quase 75.000 munícipes. (Mais 5.000.000 do que no ano passado, conforme aqui referímos na altura). Comparando com Maia, Matosinhos, Gaia, Póvoa de Varzim e Porto, Vila do Conde é a única em que a barreira dos 1000 euros/habitante é ultrapassada. Mário Almeida aceita a dívida, mas considera que estão incluídos subsídios a fundo perdido e os empréstimos contraídos para construção de habitação social.
Dupont