sábado, maio 14, 2005

Revista de Opinião Vilacondense

No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro temos:
- Felicidade Ramos, "O jornalista";
- Arnaldo Carmo Reis, "Elisa Ferraz...não nos faça isso!";
- Miguel Paiva, "Hospital";
- José Cerejo, "Cada vez pior";
- Afonso Ferreira, "Exemplos"; e
- António José Gonçalves, "China – a próxima superpotência".
No Terras do Ave escrevem:
- Gonçalo Taipa Teixeira, "No Bom Pastor";
- R. Cunha Reis, "Dinheiro fácil, vida difícil";
- Fernando Pinheiro, "O País Real";
- Eduardo Alexandre Silva, "Hoje, sinto a tua falta...";
- Miguel Torres, "A Queima das Fitas"; e
- Rui Silva, "Dúvidas e Certezas".
Uma dúzia de textos! É obra!
Sobre questões económicas debruçam-se quatro articulistas: Cunha Reis, fazendo jus à sua costela de esquerda, alerta sobre os riscos do crédito bancário; António José Gonçalves analisa uma problemática que nos é muito querida - a economia chinesa e sua crescente influência; José Cerejo também se preocupa com o novo perigo amarelo, invocando protecção para a produção nacional: "começaram com as ditas «lojas do cêntimo», lojas de vestuário, agora, começam já a comercializar produtos para construção civil. Que lugar ficará reservado para a nossa produção?"; e, por último, Afonso Ferreira disserta sobre o afastamento do nível de desenvolvimento português relativamente à média da União Europeia, mas confiando que é possível superar este estigma.
Sobre política, Fernando Pinheiro elogia Jorge Sampaio e parte para uma relexão sobre o muito que está mal no nosso país, concluindo que convém não esquecer que a Revolução foi feita para o povo e não em nome dele. Miguel Paiva analisa a recente problemática referente ao Hospital, aplaudindo a postura de Santos Cruz. Gonçalo Taipa Teixeira recorda uma figura histórica vilacondense, Orlando Taipa, seu avô proeminente figura cultural, social e política de Vila do Conde. Rui Silva, entre outros assuntos, chama a atenção para o facto curioso de quase todas as trinta Assembleias de Freguesia se realizarem no mesmo dia, à mesma hora... O PIOR da semana volta a ser para o inacreditável Arnaldo Carmos Reis. Não tanto pelo elogi, merecidíssimo, à Drª Elisa Ferraz, mas à intenção subliminar ali contida. Ora vejam: "E como não se pode trocar o comodismo da espera, por uma conversão voluntariamente consumada, óbvio é que eu sou solidário com o nosso líder quando sempre o vi e ouvi, exteriorizar a preciosidade do singular contributo desta autarca, mulher e mãe exemplar, que, do maternal e bondoso timbre, impregna seu justo, correcto e incansável labor, estendendo-o até aos desprotegidos em especial". Por outras palavras: a senhora é fantástica, mas Deus só há um... Como é possível ter coragem de escrever o que este senhor escreve é algo que me ultrapassa.
Registo, também, para três artigos mais intimistas: Felicidade Ramos, sempre acima da média, escreve sobre a experiência que é crescer, alcançar maturidade e a sempre difícil aceitação de que a realidade não é aquilo que dela esperámos e, muito menos, o que dela nos contaram. Solução: fazer um "golpe de rins" e continuar... Miguel Torres regista a sua última Queima das Fitas, hesitando entre memórias fantásticas e cenários de terror: "Não quero saber da decadência, do bafo a cerveja, dos excessos, dos cheiros estranhos. Tanto me faz. Ao fim de cinco anos descubro que a Queima das Fitas é afinal o último dos cartuchos passados com pessoas que aprendi a adorar em meia dezena de anos."
O MELHOR da semana é, na nossa opinião, o artigo do Eduardo "Lápis de Côr" Silva. Está bonito, sentido e honesto. Se o blogue fosse mais assim...
Dupont