sexta-feira, maio 13, 2005

Uma insuportável teimosia


Diz "O Primeiro de Janeiro"que "uma vez mais, as praias de Vila do Conde não têm bandeiras azuis, o galardão que representa um símbolo de qualidade ambiental atribuído anualmente pela Comissão Europeia da Bandeira Azul às praias que se candidatam e que cumpram um conjunto de critérios. À semelhança do ano passado, a câmara não concorreu as suas praias as este galardão, por não concordar com os seus critérios. A Bandeira Azul classifica as praias em vários aspectos, como a qualidade da água, a limpeza do areal, os acessos, os meios de salvamento e assistência, entre outros".
A insistência de Mário Almeida em não candidatar as nossas praias ao galardão que qualquer português sabe ser sinónimo de qualidade das praias, já ultrapassa toda e qualquer razoabilidade. Ano após ano, a posição de Mário Almeida ameaça tornar-se ridícula. Diz o Presidente da Câmara que não concorda com os critérios de atribuição das "Bandeiras Azuis". Tudo bem, então porque é que existem milhares de Câmaras, por toda a Europa, que concordam com eles? E porque é que municípios há que lutam pela melhorias das suas praias e fazem publicidade ao facto delas serem detentoras do galardão? Será que estão todos errados?
E, depois, o que é esta mania da "discordância dos critérios"?
Vêm as conclusões do Tribunal de Contas e Mário Almeida discorda dos critérios!
Vêm as conclusões do Tribunal Constitucional e Mário Almeida discorda dos critérios!
Vem a Associação Bandeira Azul da Europa e Mário Almeida discorda dos critérios!
A conclusão é muito simples: o nosso presidente da Câmara só aceita os critérios quando a aplicação deles lhe é favorável. Esquece-se é que vivemos em democracia, onde todos nos regemos pelas mesmas regras e não na quinta pensada por Orwell, onde "uns eram mais iguais do que outros".
Dupont