quinta-feira, junho 30, 2005

ÁGUA A PREÇO DE VINHO

A concessão da exploração das redes de água e saneamento em VC está a dar que falar.
O Director do Terras do AVE, conhecido vilacondense, escreveu em Editorial, na última edição:
O que eu quero mesmo saber é o seguinte: como é possível um júri, com os critérios objectivos do regulamento do concurso, tomar uma decisão tão polémica? E que o executivo socialista a mantenha?
Porque a pergunta merece resposta, esperei que alguém mais habilitado se chegasse, o que não aconteceu.
Aqui vai uma aproximação feita com base em notícias publicadas neste blog e em vários jornais que dispenso de citar.
Primeiro: O JÚRI não era independente pois era constituído por dois dos juízes que iam ditar a sentença na Câmara - Mário Almeida e António Caetano - enquanto Presidente e Vereador, respectivamente.
Vamos supor, apenas como hipótese teórica, que qualquer deles tinha interesse particular que ganhasse o concorrente Indáqua. Enquanto membro do Júri votaria na Indáqua e, enquanto membro da Câmara, votaria também … exacto, votaria também na Indáqua.
Ilustro com a sabedoria popular: Não se deve ser juiz em causa própria.
OS CRITÉRIOS do regulamento do concurso eram objectivos. Aí não há dúvida. Só que, de acordo com as notícias que o seu jornal também publicou, foram introduzidos NOVOS critérios durante a fase de apreciação das propostas.
Vamos supor, apenas como hipótese teórica, que o concorrente melhor classificado para adjudicação da empreitada não era o que interessava a um ou a vários membros do júri. Como não se podiam remover nem o concorrente nem os critérios do concurso, havia que criar novos critérios, critérios adicionais!?
Cá para mim, ainda vamos pagar menos pelo vinho.

Haddock

IMPUNIDADE!

Tenho para mim que um dos maiores problemas do país e fonte de muitos outros, é a impunidade com que muitos portugueses governam as suas vidas.
A começar pelos políticos, muitos são aqueles que prevaricam porque se supõem impunes e imunes à justiça.
No caso dos políticos é gritante o despudor com que arranjam uns expedientes para não se sentarem na casa dos homens - os tribunais.
Será que algo está a mudar?

Haddock

Preso por ter cão, preso por não ter...

"A redução da poluição atmosférica, sobretudo a que é causada por aerossóis, pode aumentar o aquecimento global do planeta, adverte um estudo hoje publicado pela revista "Nature".". No Público.
Dupont

Fénix


Das cinzas das 'Twin Towers' do World Trade Center, irá emergir a 'Freedom Tower'. Uma homenagem à Liberdade, uma bofetada a todos os que a querem destruir.
Dupont

La vanguardia


O Governo espanhol aprovou, hoje, a celebração de casamentos gay. De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento...
Dupont

quarta-feira, junho 29, 2005

Trapalhadas


Depois do blogue O Pai Já Vai ter mostrado o Jornal de Vila do Conde a entrar na sede do Partido Socialista, eis agora um outro blog, o Blogue da Água a mostrar uma coisa bem mais séria. O que vemos nesta imagem e nas outras que lá estão é muito grave. Aliás, do meu ponto de vista, é escandaloso!
Antes de mais, já confirmamos que o vereador António Caetano esteve mesmo na homenagem ao empresário Manuel do Monte. Portanto, as fotos são, aparentemente, verdadeiras.
Mas vamos ao interessante: a presença da jovem estrela de Mário Almeida e seu provável sucessor só pode ser lida como um acto de ingenuidade, a rasar a irresponsabilidade política. Em bom português, uma estupidez.
Vejamos: António Caetano já foi confrontado, em reunião de Câmara, pela oposição, que não achava correcto que tendo ele saído da empresa Monte & Monte para ingressar na Câmara Municipal de Vila do Conde, venha depois a integrar o júri do concurso de privatização das redes de água e saneamento que vai escolher precisamente o consórcio onde estava a Monte & Monte.
Ou seja: com a sua atitude, vem dar força às suspeitas da oposição (ver, aqui, página da reunião de Câmara onde o assunto foi levantado)
Então, depois destas acusações políticas, depois de toda a confusão que esta atribuição está gerar em Vila do Conde, onde dois dos candidatos à Câmara, Santos Cruz e Jorge Marques, já anunciaram que, caso vençam, param o processo, depois do concurso estar a ser alvo de impugnação pela concorrente vencida, António Caetano tem a lata de aparecer numa homenagem ao sócio da empresa a quem ele, como júri, atribuiu a exploração da água e saneamento em Vila do Conde?
Que despudor é este? O que é que se há-de pensar? Que são simples amigos?
Perante isto, não vejo grande saída para António Caetano. Se tiver um pingo de integridade, só tem uma saída e ele sabe-a.
E Mário Almeida, o que irá fazer perante uma borrada destas?
Já agora: o que é que os senhores jornalistas locais irão fazer? Assobiar para o ar como sempre fazem cheios de medo ou vão pegar esta história pelos cornos? E a oposição, vai ficar sentada e, daqui a quinze dias, irá enfiar mais um papelzinho na caixa de correio?

Dupond

Assembleia Municipal

Realizou-se, ontem, mais uma sessão da Assembleia Municipal de Vila do Conde. Poucos assuntos, ainda menos gente do que o habitual. Pelo que me contaram, a única animação proveio do "voto de pesar" pela morte de Álvaro Cunhal. O PSD e o PP alegaram que o que estava em causa não era o homem, mas o político, pelo que como tinham memória iriam votar contra, o que aconteceu. De qualquer forma foi aprovado com votos do PS e da CDU. Quanto ao resto, parece que foi um bocejo...
Dupont

«Pensei que o meu pai era Deus», antologia organizada por Paul Auster

Um dia em Highley

Um dia, quando eu era um jovem contabilista, visitei um cliente que tinha uma quinta, nas proximidades de Highley, no Arizona. Estávamos nós à conversa quando ouvimos uma coisa a arranhar na porta da rede de arame. Diz-me o meu cliente: “Preste atenção”. Foi abrir a porta e, surpresa das surpresas, a “coisa” era um lince americano bastante corpulento. O meu cliente encontrara o lince, ainda bebé, num campo de luzerna e, desde então, o animal fazia parte da família. Mal abriu a porta, o lince correu para a casa de banho, saltou para a sanita e, agachado sobre os rebordos da mesma, fez o seu serviço. Quando terminou, saltou para o chão, ergueu-se sobre as pernas traseiras, estendeu uma das patas da frente e puxou o autoclismo.
Carl Brooksby
Mesa, Arizona
Paul Auster dispensa apresentações. É um dos mais destacados escritores americanos e, verdade seja dita, um dos que mais gosto de ler. “Palácio da Lua”, “Mr. Vertigo”, “Trilogia de Nova Iorque” e o magnífico “Leviathan”, são algumas das obras deste autor que tem um fraquinho por Portugal.
Mas, “Pensei que o meu pai era Deus” não é um livro de sua autoria. A marca de Auster estará lá, quando muito, de forma indirecta. O que aqui temos é uma compilação de depoimentos recolhidos no programa “Weekend All Things Considered” do National Public Radio, uma organização privada não lucrativa, criada em 1970, associando noventa estações de rádio americanas. Surgiu, assim, o “National Story Project”, de que este livro é a compilação de muitas das contribuições dos ouvintes.
E o que é que “Pensei que o meu pai era Deus” nos oferece? São pequenas histórias, presumivelmente verdadeiras e autobiográficas, de episódios do dia-dia de centenas de americanos. A extensão dos textos varia entre a meia-dúzia de linhas e as duas ou três páginas. Paul Auster dividiu a obra em vários capítulos temáticos. No primeiro, encontramos histórias relacionadas com “animais”, seguindo-se “objectos”, “família”, “burlesco”, “desconhecidos”, “guerra”, “amor”, “morte”, “sonhos” e “meditações”.
O mais fascinante de tudo é encontrar esta quantidade enorme de ordinary people partilhando cenas e histórias fantásticas de uma existência em que, aparentemente, nada teriam de interessante. Não é ser arrogante dizê-lo, é uma constatação de facto. Afinal, quantos de nós poderiam sentar-se a uma mesa e narrar uma episódio da sua vida genuinamente interessante? Há quem seja escritor e nunca produza nada de minimamente apelativo durante toda uma vida.
Mas estas pequenas histórias revelam uma outra coisa: o pulsar da América profunda, daquela que vive longe das grandes urbes de Nova Iorque ou Los Angeles, mais precisamente entre elas, onde a vida corre um pouco mais devagar, dando tempo para que seja devidamente apreciada. Isso nota-se logo pela quantidade de experiências religioso-metafísicas descritas. Alguns textos funcionariam, perfeitamente, num qualquer episódio da “Quinta Dimensão/Twilight Zone”... No fundo, é o retrato de uma América conservadora, puritana, arreigada a uma maneira de sentir e de viver muito próprias. Se fosse em Portugal, o epíteto seria “País Real”; por lá, é “Americana”. Como se depreende, a leitura de “Pensei que...” é apaixonante, a todos os níveis. A finalizar, outra história,também escolhida pela sua curta extensão:
Paragens cardíacas

O homem chegou às urgências em paragem cardíaca total. Os paramédicos tentaram a reanimação cardiopulmonar. Tinham-lhe administrado duas doses de drogas – epinefrina, atropina, bicarbonato de sódio. Entubado as vias aéreas superiores durante o transporte. À chegada, verificou-se que estava em fibrilhação ventricular. Mais epinefrina e choques eléctricos. Nenhuma reacção. O homem foi declarado morto: um homem de setenta e um anos que vivia sozinho num parque de caravanas local e que, presumivelmente, fora vítima de um ataque cardíaco fulminante.
Ela chegou às urgências em paragem cardíaca total. Os paramédicos tentaram a reanimação cardiopulmonar. Tinham-lhe administrado duas doses de drogas – epinefrina, atropina, bicarbonato de sódio. Entubado as vias aéreas superiores durante o transporte. À chegada, verificou-se que estava em fibrilhação ventricular. Mais epinefrina e choques eléctricos. Nenhuma reacção. A mulher foi declarada morta: uma mulher de quarenta e dois anos que se deslocara à cidade para o enterro do pai. Ficara na caravana dele, num parque de caravanas local. Sem sabor, nem cheiro – o monóxido de carbono envenenara-a também a ela.

Sherwin Waldman, M.D.
Highland Park, Illinois
Dupont

As Maravilhas da Europa

A TIME apresenta, na edição desta semana, um trabalho absolutamente notável. Intitula-se “The Wonders of Europe” e propõe quinze locais absolutamente imperdíveis no Velho Continente. Sobre Portugal, nada. O mais próximo de nós é o Parque Nacional de Donãna, na Andaluzia.
Mas a revista norte-americana não se limitou a enviar um jornalista fazer o trabalho. Inovando, convidou gente famosa para o efeito. Assim, o escritor Peter Ackroyd ficou responsável pelo Smithfield Market, em Londres; o ex-tenista Boris Becker apresenta o fabuloso Allianz Arena, em Munique; e Julian Cope (sim, o ex-vocalista dos Teardrop Explodes) dá-nos a conhecer as místicas Ilhas Orkney.
São destinos diferentes, mas incrivelmente belos. As fotografias são deslumbrantes e as propostas irrecusáveis. Uma edição a não perder.
Dupont

«Nosferatu», de FW Murnau


O Internet Archive é um daqueles sites absolutamente maravilhosos. Disponibiliza milhares de ficheiros em imagem, vídeo, som e até texto. Tudo legal e de borla. É, também, o responsável pelo aumento vertiginoso da minha conta de internet...
Hoje, por exemplo, fiz o download de "Nosferatu", a obra-prima do terror, assinada por F.W. Murnau. São quase 900 MB, mas a versão está excelente. O filme é de 1922, pertence ainda à era do "cinema mudo" e mostra uma versão de Drácula estlizado, tirando partido do jogo de luz e sombras proporcionado pelo preto e branco. Indispensável a um cinéfilo, mesmo tratando-se da versão com legendas em inglês.
Dupont

terça-feira, junho 28, 2005

O que é que o Barnabé tem?


Daniel Oliveira abandonou o Barnabé e, perante a ameaça feita por Rui Tavares de seguir o mesmo caminho, Bruno Reis deixou, também, aquele blog.
O que é que tem o Barnabé que é diferente? Nada.
A sucessão de acontecimentos revela os tiques próprios da extrema-esquerda, que, como se vê, não são coutada daquela que é apelidada de mais retrógrada e conservadora, sendo comum à, dita, moderna. Uma e outra revelam desconforto perante o pluralismo e reagem com incómodo à diversidade de opinião.
Diferente é, apenas, a forma de indicar a porta da rua a quem ousa expressar opinião própria.
General Alcazar

Lançamento editorial

Na próxima Sexta-feira, dia 1 de Julho, vai ser dada à estampa um livro singular: "Impressões digitais", de Pedro Brás Marques.
De acordo com o convite que agradecemos, trata-se de uma obra em que o autor reedita alguns dos textos que assinou enquanto colaborador do jornal local "Terras do Ave", entre 1998 e 2005.
Já com saudades dos textos de Pedro Brás Marques, que desde que abandonou a liderança do referido jornal, não voltou a escrever, lá estarei. O livro, que aparece a poucos dias das férias, será um bom acompanhante para as tardes de Verão, já que me permitirá reler algumas das suas prosas, algumas das quais absolutamente inesquecíveis (lembro-me particularmente da que escreveu aquando do nascimento das suas filhas).
Prometendo fazer uma reportagem do evento, parece-me justo deixar uma referência ao simples facto de este livro existir. Numa terra em que a imprensa regional foi tão mal tratada no passado, o trabalho de Pedro Brás Marques à frente do "Terras do Ave" foi uma pedrada no charco, que dignificou aquele orgão noticioso e deixa marca. Se mais não fosse, deixa esta "Impressão Digital".
Dupond

A verdadeira 'Princesa do Povo'


A jovem princesinha que podemos ver na foto, acabou de receber o sacramento do baptismo. Chama-se Leah Isadora, está ao colo do pai, o escritor Ari Behn, enquanto a mãe, a princesa Marta Luísa, se encarrega da sua irmã. Pertencem todos à Casa Real da Noruega e a pequena Leah está em quinto lugar na linha de sucessão.
Mas porquê "Leah Isadora"? É simples: "Isadora" em honra da bailarina que, nos anos 20, morreu estrangulada quando a ponta da écharpe que trazia ao pescoço se enrolou na roda do descapotável em que ela circulava; "Leah", em honra da Princesa Leia da "Guerra das Estrelas".
Pois é, nem a malta do Gato Fedorento se lembraria de melhor...
Quanto à princesinha: que Deus te abenç... Desculpem: que a Força esteja contigo!
Dupont

As diferenças


aqui tínhamos referido o suplemento de Vila do Conde saído no Jornal de Notícias. Agora, a Póvoa de Varzim, a propósito das Festas de S. Pedro, fez sair um semelhante. E não digo "igual" porque as diferenças são substanciais. Vejamos:
  • Número de páginas: Vila do Conde (VC) - 24; Póvoa de Varzim (PV) - 12
  • Número de páginas consagradas às festividades dos santos populares: VC - 2 (8,3%); PV - 6 (50%)
  • Número de páginas com artigos sobre instituições locais: VC - 0; PV - 2
  • Número de páginas da entrevista ao Presidente de Câmara: VC - 2+15 (*) : PV - 1,5
  • Anúncios de empresas de construção civil - VC - 6; PV - 0
  • Anúncios institucionais (excepto Câmara Municipal): VC - 3; PV - 0
(*) Mário Almeida presta declarações sobre todos os temas, ao longo das dezassete páginas em que decorre a "apresentação" do concelho.
Bem, parece que Miguel Paiva acertou na mouche quando denunciou que a Câmara transformou este suplemento em propaganda eleitoral socialista, paga pelo munícipio.
Mas, muito mais importante do que isso, é atentar na diferença de entendimento que ambos os autarcas têm na promoção da sua terra. Mário Almeida, que se diz tão "bairrista", afinal meteu o bairrismo na gaveta e tratou de falar de si, da sua obra feita e, principalmente, por fazer. Deixou 8,6% daquela publicação para o bairrismo. Pelo contrário, Macedo Vieira circunscreveu-se à entrevista e deixou espaço livre para o que realmente é importante: a cidade, suas gentes e tradições.
A Póvoa saiu enobrecida. Vila do Conde, não.
Dupont

Roteiro da esperteza saloia


Sábado, dia 25 de Junho, Estação de Serviço da Galp em Mindelo. Dirijo-me à caixa e pago o Público, o JN, o DN e o Expresso. Procuro uma mesa e começo, logo ali, a fazer a triagem do que interessa e não interessa. O semanário de Pinto Balsemão, esse, vai quase metade para o lixo... Entretanto, reparo que dentro do Expresso vem uma "coisa" auto-intitulada "Roteiro do Ave-Boletim Informativo do Comércio Local - nº6". Vinte páginas de anúncios. "Ena, a malta está cheia de dinheiro e já conseguiu meter isto no meio do Expresso...", pensei. Avanço para o Público, onde, além da insuportável "Xis" vem também o... "Roteiro do Ave". Descubro, pouco depois, que o JN e o DN também incluem o encarte. Estranhando tanto à vontade económico, levanto-me e dirijo-me ao "caixa". Quando lá chego reparo numa resma de "Roteiros..." em cima do balcão.
- Desculpe, mas recebi um encarte destes por cada jornal. Não terá havido engano?
- Não. É mesmo assim. Deixaram aqui um monte deles para nós os despacharmos dentro dos jornais. Nos desportivos também tem...
- Mas pediram aos próprios jornais para fazer isso? - insisti.
- Não é preciso e eles não se iam importar...
Dupont

CDU


Eis que, finalmente, na minha caixa de correio aparece mais qualquer coisa política do que o Boletim Municipal e um ou outro panfleto da oposição. Desta vez chegou a "Folha Informativa" (belo título) da CDU. Não do PCP, mas da Coligação Democrática e Unitária. Eu nem sabia que havia elementos vilacondenses do"Partido Ecologista - Os Verdes", essa misteriosa força política que eu pensava apenas existir na zona de reserva protegida da Assembleia da República...
Adiante. A "Folha" está bem conseguida, apresenta as ideias dos candidatos e o trabalho realizado. Simples e directa. Mas não consegui evitar um sorriso ao ler o último ponto do curriculum de Fernando Reis: "Escreve quinzenalmente no jornal O Primeiro de Janeiro". Já diz o povo, sempre com razão: "quem não tem cão, caça com gato..."
Dupont

segunda-feira, junho 27, 2005

Parabéns

Ao Terras do Nunca e ao Nortadas, que é um bocadinho vilacondense.
Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

Daniel Oliveira

Já o escrevi aqui algumas vezes: o Daniel Oliveira era irritante, coerente, e com um enorme sentido de humor inteligente e subtil. Aliás, é tão dotado que nem sei o que está a fazer num partido de esquerda... A sério! Enfim, paradoxos...
Além do mais, ele era a alma de um dos melhores blogues nacionais, o barnabé, nossa visita diária. Há uns dias desentendeu-se com um outro barnabé, o bruno, e resolveu dizer adeus. Sinceramente, é mais uma página da história blogosfera nacional que se encerra. Há uns tempos, lá para a Idade do Ferro dos blogs, quando partilhava a Coluna Infâme com o Pedro Mexia e o João Pereira Coutinho, o Daniel Oliveira travou-se de razões com este último e o barco lá teve de ir para doca seca e ser desmantelado. Espero, muito sinceramente, que a situação não se repita. Porque o Daniel faz falta neste mundo virtual, assim como o Celso, verdade seja dita, e o barnabé, sem eles, pode ser outra coisa qualquer, mas não é o barnabé que nos habituamos a ler.
Se a decisão for irreverersível, então: boa viagem, Daniel, para onde quer que vás.
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

Três escassos artigos, do suplemento local d'O Primeiro de Janeiro, preenchem a edição desta semana da Revista de Opinião. São eles:
- António José Gonçalves, "Cem dias de Governo"
- Afonso Ferreira, "A noite mais longa"
- Miguel Paiva, " Propaganda desesperada"
António José Gonçalves fala sobre os primeiros cem dias do Governo de José Sócrates. É curioso como este jovem socialista sofre de um endémica alergia a questões locais. Ele lá saberá porquê... Afonso Ferreira, do PP, aborda vários temas. O mais interessante será, porventura, a crítica à marcação a próxima Assembleia Municipal, coincidindo com as festas de S. Pedro. O deputado centrista vê intencionalidade na escolha da data: "A quem interessa este tipo de atitude?". Por fim, o social-democrata Miguel Paiva critica fortemente o suplemento de 24 páginas que saiu no JN no passado dia 23 e a que, então, fizemos referência. Além de acusar o PS de esbanjar dinheiro público nessa acção de propaganda, ainda denuncia que "transforma um documento que deveria falar das tradições sanjoaninas da nossa terra num manifesto eleitoral do Partido Socialista, confundindo assim o interesse público com o interesse particular do seu partido, o que obviamente se lamenta".
Dupont

Será verdade? Deve ser!


Em entrevista ao Maisfutebol, Luiz Felipe Scolari, responsável pela selecção principal da Federação Portuguesa de Futebol, afirma que “já devo ter assistido a 10, 12 jogos no Estádio do Dragão”.
Eu, que não falto a nenhum jogo no Dragão, nunca vi por lá aquele senhor e, também, não me lembro de ver anunciada ou, tão pouco, noticiada a sua presença ali.
Uma de duas, ou Scolari efectuou incognitamente aquelas 10 ou 12 visitas ao Dragão ou, em alternativa, não é verdade o que afirmou naquela entrevista.
Fazendo fé que o dito senhor diz a verdade e tendo presente que o Estádio do Dragão é o que tem a maior média de público presente em cada jogo, só posso concluir que Scolari preferiu o único local do Estádio em que podia escapar à vista dos adeptos do FCP e da comunicação social: o espaço reservado aos adeptos da equipa visitante.
Só pode ter sido assim e não surpreende.
Quem não imagina Scolari desesperado perante as defesas do melhor guarda-redes da primeira liga, na opinião dos treinadores dos clubes participantes, divertido com as faixas provocatórias dos adeptos visitantes ou emocionado com os seus cânticos. Compreende-se, agora, a convocatória de suplentes do FCP, em detrimento de titulares: instalado naquele local, Scolari dispôs de uma panorâmica privilegiada do banco de suplentes do FCP e terá ficado maravilhado com as respectivas “movimentações”.
General Alcazar

Dar o nome aos filhos

A descendência do «monstro» renegou o nome paterno. Agora, parece que se chama «embuste» e José Sócrates, pelos vistos, não tem nada a ver com ele. Ainda bem. Assim pode começar do «zero»... É assim, não é? Mas há quem lhe chame «escândalo» e Marques Mendes também não tem nada a ver com isso. Ainda bem. Pode começar a fazer oposição a partir da estaca zero. Ahmmm... é assim, não é?
Dupont

O despudor do arguido

"O candidato independente à Câmara de Amarante, Avelino Ferreira Torres, desafiou o candidato socialista e actual presidente, Armindo Abreu, a esclarecer onde foram gastos os 75 milhões de contos que o concelho recebeu nos últimos 16 anos." No Diário Digital.
Dupont

«Cidade do Pecado»/«Batman - O Início»

Em clara crise de inspiração, Hollywood mergulha no mundo da banda desenhada norte-americana, designada, na Europa, pelo nome genérico de comics. Há umas semanas apareceu “Cidade do Pecado”, baseado na graphic novel de Frank Miller, que co-assina a realização. Agora, das profundezas da caverna dos morcegos, reemerge “Batman”, o Cavaleiro Negro que Bob Kane criou há já algumas décadas. Muito proximamente aparecerá a versão cinematográfica de “O Quarteto Fantástico”, mais um episódio dos “X-Men” e o muito aguardado “Super-Homem”. Resolvi juntar estes dois filmes num único texto, não apenas porque por terem a sua génese na BD, mas porque em ambos o lado negro da alma marca presença.
Em “Sin City” temos uma cidade onde os heróis são marginais sádicos, prostitutas com sentido de moral, violência, sexo, e muito gore. A história subdivide-se em três sub-histórias autónomas com alguns pontos de contacto, correspondendo a três volumes da série “Mulher Fatal”, “A Grande Matança” e “Aquele Sacana Amarelo”, todos já editados, entre nós, pela Devir. A série apareceu em 1991, saída da pena de Frank Miller, rapidamente se tornando em objecto de culto. Contrastando com o universo colorido e moralmente estável dos super-heróis, “Sin City” mostra histórias onde o bem e o mal não são apresentados de forma clara, quer nas motivações, quer na própria concepção das personagens. O ambiente é pesado, próximo de um film noir com tons sádicos e violentos. A alicerçar a diferença para com o mainstream, Miller optou pelo preto-e-branco puro, sem concessões, sequer, ao cinzento… O traço sai duro e cru, tal qual as personagens.
A versão para cinema tentou capturar o ambiente, algo que, em parte, até foi conseguido. À chamada para interpretar os principais canastrões apareceram Mickey Rourke e Bruce Willis, em duas composições brilhantes, especialmente a do primeiro. As mulheres são perfeitas, nas formas e na beleza, com destaque para a sensualíssima Jessica Alba, que voltará, este Verão, aos écrans no já mencionado “Fantastic Four”. O ambiente, ainda mais do que na BD, é claramente inspirado no film noir dos anos 40 e 50. O filme segue quase à risca (diálogos incluídos!) os livros, mas isso fica a dever-se ao facto do próprio Frank Miller participar não só na realização como também no argumento. Visualmente, o filme é espectacular, com cenários fantásticos e movimentos de câmara fabulosos. Robert Rodriguez continua fascinado por uma certa estética de violência e estou em crer que, se lhe tivessem dado rédea solta, teria estragado o filme com os habituais bailados de tiroteios e virtuosismos técnicos perfeitamente desnecessários. Não será pecado deixar de ver “Sin City”, mas, dentro do género constitui uma boa solução entre a versão em papel e a de celulóide.
Batman – O Início” é um filme onde o título diz tudo. Depois dos dois fabulosos episódios inciais, assinados por Tim Burton, as duas entregas seguintes revelaram se- completamente desastradas, muito por culpa do realizador Joel Schumacher, que transformou as personagens, retirando-lhes qualquer profundidade e deixando-se iludir pelos efeitos especiais que tinha ao seu dispor. Desta vez, com Christopher Nolan ao volante, a saga do “Dark Knight” volta a levantar-se. Para isso, optou-se por voltar a contar a história desde o início. Desse modo, voltámos a assistir à ligação de Bruce Wayne com os morcegos e o episódio traumático que foi o assassinato dos seus pais. Em “Batman – O Início” vemos com ele parte para o Oriente, mais exactamente para o Tibete, onde, numa escola com reminiscências budistas, é educado no sentido de combater os seus medos e controlar as suas emoções, além de aprender artes marciais. Zangado com o seu Mestre, pois não concorda com o seu projecto de eliminar o mal do Mundo, Wayne foge, regressa a Gotham e cria “Batman”.
O Homem-Morcego é, provavelmente, uma das mais fascinantes personagens dos comics norte-americanos. Desde logo, porque não tem super-poderes. É apenas um homem, com capacidades físicas desenvolvidos e cuja enorme fortuna lhe permite dispor de uma série de gadgets que o ajudam na luta contra o crime. Mas, ao mesmo tempo, Bruce Wayne é uma personagem que luta contra o seu complexo de culpa, que carrega muita da culpa do Mundo às costas e que parte para a luta na vã esperança de redenção. E esse definição da personagem passa muito bem em “Batman Returns”, especialmente na interpretação de Christian Bale. Aliás, o actor já tem um certo curriculum neste tipo de personagens, basta lembrar “O Império do Sol” ou “American Psycho”.
Mas não se pode esquecer o trabalho, sensível e cuidado, do realizador Christopher Nolan, que havia assinado filmes complexos como “Insomnia” e, especialmente, esse magnífico labirinto mental que dá pelo nome de “Memento”. Aliás, o melhor desta onda de cinema-BD tem beneficiado imenso por estar a ser entregue a realizadores que pouco ou nada tem a ver com o cinema espectáculo: os dois “Homem-Aranha” foram entregues a Sam Raimi que vinha do cinema de terror de baixo orçamento e Ang Lee realizou “Hulk” depois de ter dirigido “Tempestade de Gelo”, “Sense and Sensibility” e “O Tigre e o Dragão”. Desta forma, estes realizadores deslocaram a perspectiva dos filmes que estaria, presumivelmente, localizada nos feitos dos super-heróis e centrou a acção em torno das suas identidades secretas, confrontadas com dramas interiores e, para quem, os poderes acabam por ser não um dom, mas um verdadeiro pesadelo, dando às personagens uma dimensão interior pouco comum e apresentando filmes bastante acima do nível médio das produções de Hollywood.

Infelizmente, “Batman – O Início” não consegue chegar sequer perto das obras-primas de Tim Burton. A fabulosa Gotham City de “Batman Regressa”, claramente inspirada na arquitectura nacional-socialista, desapareceu. Aqui, a inspiração está mais próxima de Blade Runner. Aliás, numa cena em que Batman ataca um polícia corrupto, pendurando-o pelos pés, tudo lembra uma cena semelhante do filme de Ridley Scott: as casas, a barraquinha de comida, a iluminação e os planos de câmara picados. Antes assim do que desatar a inventar parvoíces… Outra falha que se regista é a inesquecível banda sonora de Danny Elfman, aqui entregue a James Newton Howard e ao “Miami Vice” Hans Zimmer. No geral, que saudades do delírio visual e estético de Tim Burton, das suas personagens loucas, das suas referências cruzadas com outros “mundos”, desde a pintura à religião. O próximo episódio parece que terá o Joker como antagonista de Batman. Sempre quero ver quem é que se arrisca a ver-se confrontado com a loucura cabotina de Jack Nicholson. De qualquer forma, Chris Nolan merece um enorme aplauso por ressuscitar Batman e, principalmente, por lhe voltar a dar a dignidade perdida. Como curiosidade, para quem ainda não foi ver o filme, aqui fica um desafio interessante: descobrir qual o antigo líder de um banda de grande sucesso que faz uma “perninha” como actor, na pele de um prisioneiro. Esperei pelos créditos finais para confirmar e era mesmo ele…E não vale andar a procurar na net, pois perde a piada...

A terminar, deixo aqui um desenho original do Batman, feito por um dos seus principais desenhadores actuais, Liam Sharp, no Salão BD da Amadora, há cinco anos. Não está à venda…
Dupont

Acta da Sessão da Assembleia Municipal de 28 de Abril

«O Vilacondense» continua a apresentar as actas da Assembleia Municipal, já que a nossa autarquia, vá lá saber-se porquê, não o faz.... Depois das de 30 de Dezembro de 2004 e 28 de Fevereiro de 2005, apresentamos, hoje, a de 28 de Abril. (Paginas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10).
No Período de Antes da Ordem do Dia, o CDS-PP começou por apresentar uma moção congratulando-se com a aplicação do princípio de renovação, aplicável aos titulares de cargos políticos, que foi chumbada; o tal voto de congratulação do PSD pela iniciativa do PS e de José Sócrates em limitar os mandatos, que acabou chumbada pelo próprio PS; um voto de congratulação pelo 25 de Abril e outro de pesar pela morte de João Paulo II, ambos aprovados por unanimidade.
Por curiosidade, a propósito da acta, compare-se como esta traduz a intervenção de Mário Almeida e a transcrição que, então, aqui apresentámos.
Quanto ao Período da Ordem do Dia, a votação do Relatório de Gestão e Contas ocupou a maior parte do tempo.
Arquivo:
- Acta da Sessão da AM de 28 de Fevereiro de 2005
- Acta da Sessão da AM de 30 de Dezembro de 2004.

sábado, junho 25, 2005

Descarrilhamento

As sondagens do Expresso continuam a mostrar surpresas. Veja-se as intenções de voto para as autárquicas, em Lisboa
  • Carmona Rodrigues - 40,9% (36,4% sem distribuição de indecisos)
  • Manuel Maria Carrilho - 33,3% (29,6%)
  • Rúben Carvalho - 8,8% (7,8%)
  • José Sá Fernandes - 8,5% (7,7%)
  • Maria José Nogueira Pinto - 4,6% (4,1%)
Já em Amarante prevê-se desgraça: com distribuição de indecisos, Avelino Ferreira Torres já tem 43,3%, com o socialista Armindo Abreu a aparecer com 35,7%, seguido do candidato do PSD, Luís Ramos, com 11,1%.
Dupont

Erro Capital

Luís Osório assumiu a direcção do diário "A Capital" após a aquisição do título pelos espanhóis da Prensa Ibérica. REmodelou o jornal, acabaou com o espectro do passado, eliminou o logotipo de décadas, enfim, fez aquilo que qualquer director gostaria: fazer um jornal ao seu gosto.
Próximo do Bloco de Esquerda, Luís Osório introduziu uma perspectiva editorial consentânea com as suas ideias, o que foi saudado por muita da inteligentsia lusa... de esquerda. Eis senão quando chega a notícia de que ele vai deixar a direcção d'A Capital.
A razão avançada é que há "diferentes entendimentos sobre a política editorial do jornal". No entanto, julgo que uma análise mais «terra a terra» explicará muita coisa. É que, num ano, a tiragem passou de 5697 exemplares vendidos em 2003 para 3614, em 2004.
No fundo, mais uma versão do complexo de esquerda: nós temos qualidade, o produto é bom, o povo é que burro. Já agora, o patrão também. Lucro? Que é isso?
Dupont

Temos de ter cuidado para não traumatizar as criancinhas....

"A prova está de acordo com o programa, respeita as informações quanto à estrutura e ao peso dos temas e é resolúvel no tempo que lhe é destinado. Contudo, apresenta algumas questões que apelam a uma grande capacidade de interpretações e de raciocínios, o que poderá ter consequências negativas nos resultados dos alunos com mais dificuldades em temas como geometria, trigonometria e probabilidades. A existência de duas alíneas que apelam ao mesmo tipo de raciocínio sobre o mesmo conteúdo, (...), poderão tornar a prova pouco acessível a alunos que apenas querem concluir o ensino secundário"
Comentário da Associação de Professores de Matemática ao exame de 2005 da respectiva disciplina- JN, 22 de Junho.
Dupont

quinta-feira, junho 23, 2005

O Princípio dos Vasos Comunicantes

Ao ler, hoje, a edição do "Jornal de Vila do Conde" fiquei estarrecido: nem uma única foto do Eng. Mário Almeida. Lá se vai a média de 6,1 fotos/edição, acumulada durante 17 longos aninhos...
Só que esta constatação foi sol de pouca dura. É que, logo a seguir, dei de caras com um suplemento de 24 páginas, sobre as festas de S. João em Vila do Conde, no Jornal de Notícias. Isto é, bem vistas as coisas, propriamente sobre as festas sãojoaninas são... duas páginas, isto é, nem 10%. O resto é o " Jornal de Vila do Conde" em formato "Jornal de Notícias", numa versão próxima daquela que gostosamente (como o JVC gosta de dizer...) ouvíamos da boca do Ministro da Propaganda Iraquiano: obras quase feitas por todo o lado, sanemanto quase feito, habitação social quase terminada, e, mais importante do que tudo, fiquei a saber que a obra emblemática de Mário Almeida para este mandato que agora termina é .... o Centro da Memória/Solar de S. Sebastião.
Ó senhor Presidente, parece que V. Exª está a precisar de uma reconversão no seu "Centro de Memória". Então, o grande emblema deste mandato não eram... as freguesias? O que é feito do "Mandato das Freguesias", anunciado por todo o lado? (Esqueceu-se, não foi? Deixe, lá, tome Sargenor que vai ver como isso passa...)
Dupont

Prémio poveiro para um vilacondense


A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, no Dia da Cidade, homenageou cidadãos e instituições da cidade: com a medalha de Cidadão poveiro, Énio da Conceição Ramalho e Joaquim Caldeira, e com a de Reconhecimento Poveiro, Manuel Gomes do Monte (Monte & Monte, SA), Núcleo de Escutas Cego do Maio e a Escola Secundária Eça de Queirós.
Ora, a representar o estabelecimento de ensino esteve o vilacondense Eduardo Lemos, presidente do Conselho Executivo que se mostrou orgulhoso "pelos professores, alunos e funcionários da Escola Secundária Eça de Queiroz. Acho que durante 100 anos, a escola serviu o bem comum, a população poveira e esta homenagem é ajustada".
Eduardo Lemos, o primeiro do lado direito, na foto, está de parabéns, pois então...
Dupont (Foto: A Voz da Póvoa)

Sem comentários!

"'Menstruating' boy stuns doctors".
Dupont

Kraftwerk


Os alemães Kraftwerk já andam por estas coisas da música já lá vão três décadas. A sua música continua tão fresca como dantes, provando, se tal fosse preciso, que o som da banda está anos, senão décadas à frente do resto da maralha.
No rescaldo da tournée mundial que também os trouxe a Portugal, apresentam, agora, o registo desse “Tour du Monde”, denominado “Minimum/Maximum”. Estão lá todos os seus grandes êxitos, desde “The Model” até “Radioactivity”, passando por “Autobahn”, “Trans Europe Express” e “Pocket Calculator”.
Com o passar dos anos, e principalmente com a emergência de uma série de bandas de rock electrónico nos anos 80, o som dos Kraftwerk tornou-se menos esotérico e mais comum. O recurso a samplers, bem como a ‘beeps’ e ‘bops’ já é tão comum que o efeito surpresa dilui-se. Hoje, parecem uma série de músicas que já ouvimos em qualquer lugar. Até num elevador, como diria o John Cage… Por outro lado, a estética cibernética-informática-tecnológica expandiu-se de tal forma que já não ilude ninguém… Mas recordo-me quando ouvir Kraftwerk era sinal de erudição musical, muito embora, no fundo, poucos percebessem alguma coisa daquilo. Era quase como as audições ainda imaturas do “Dark Side of The Moon”…
O álbum que apresentam está despojado de qualquer experimentalismo, o que é fatal para uma banda com o perfil e o sentido estético dos Kraftwerk. É que se querem manter-se na vanguarda, terão (teriam?) de continuar a apresentar música para daqui a vinte anos. O que não acontece, e é pena.
Nota para o facto de apresentarem versões ao vivo registadas em locais bem apropriados. Por exemplo, “Tour de France” foi gravado em Paris, “Autobahn” em Berlin e “Dentaku” em Tóquio. Talvez o DVD seja melhorzinho…
Dupont

Memória

A do besugo. A do Ricardo.
Dupont

Cine-inquérito

O besugo deixou-me, em testamento, um dos alegres questionários da blogosfera. As respostas que dei são o mais contemporâneas possível.
1. (Alguns) melhores filmes dos últimos anos: "Lost in Translation", "Mystic River", "Million Dollar Baby", "Sideways".
2. Filme da vida: "O Padrinho"
3. Actores com pujança: Al Pacino, Jack Nicholson, Clint Eastwood, Kevin Spacey, Johnny Depp e Sean Penn,
4. Actrizes de mão cheia: De mão, não sei… Com mamas pequenas: Nicole Kidman para loira/ruiva; Helle Berry para… enfim; com mamas regulares: Charlize Theron para loira, Mónica Belluci para morena; com mamas grandes: Angelina Jolie para morena e Uma Thurman para loira. “Lusitania corner”: Alexandra Lencastre.
5. O meu musical: "Cats", no Winter Garden, em Nova Iorque.
6. Realizadores com R grande: Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Pedro Almodovar, Peter Jackson, Clint Eastwood, Ridley Scott, Mike Leigh
7. Passo este testemunho: Ao MacGuffin, ao Gabriel e ao Mário.
Dupont

Greve sanjoanina

"STCP em greve a partir das 13:00 horas de quinta-feira até 07.00 de Sexta". DD.
Dupont

As Sandálias do Pescador


Para encomendar: aqui.
Dupont

Supremo kitsch


Uma página com capas de LPs de música de filmes "made in Bollywood". Uma delícia...
Dupont

quarta-feira, junho 22, 2005

Ganda' Google!

O Google está cada vez melhor. Vão lá, escrevam "brasileiro estúpido" e optem logo pela primeira proposta. Infalível, este motor de busca.
Dupont

O que um gajo tem de dizer para salvar o emprego!

"Big Brother has 'biblical values'. Reality TV show Big Brother is a Christian parable for our times, the chief executive of Channel 4 has said. (...) He identified those values shown by Big Brother contestants as "honesty, integrity, constancy and kindness.". BBC.
Dupont

Subsídios à moda da esquerda - versão 34.587

"The government's flagship tax credit system has been severely criticised in two new reports. The system, designed to benefit working parents on low income, has been subject to "completely unacceptable" errors, Citizens Advice (CAB) has said. One-third of recipients have been overpaid and then pushed into poverty when they have to repay it, it said.". BBC.
Dupont

O acerto de Damásio

"António Damásio vence Prémio Príncipe das Astúrias". TSF.
Dupont

Parabéns

Ao Blogouve-se. Dois anos a surfar. Vá em frente, senhor Provedor.
Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

Bons conselhos


"Tens de encontrar uma boa mulher, nem muito esperta, nem muito burra. Nem muito velha, nem muito nova. Uma que cozinhe e limpe" (Saddam Hussein, na GQ).
Este homem não merece toda a credibilidade, pelo que os seus conselhos devem ser cuidadosamente considerados.
É sabido que a mulher ideal, além de ter as qualidades apontadas por Saddam, tem de ser muito burra e muito rica.
General Alcazar

The times they are a-changin’


Segundo um daqueles “estudos” que nós tanto adoramos, divulgado pelo Professor Jonathan Gershuny, do Instituto de Pesquisa Social e Económica da Universidade de Essex, o tempo despendido por um homem em actividades relacionadas com o lar é de 146 minutos diários. São quase duas horas e meia, por amor de Deus!
O mais sério é que um estudo semelhante, realizado em 1961, apurava uns, já excessivos, 83 minutos. É claro que, neste montante, se acumulam as compras, as idas à escola com as crianças, limpeza, administração da casa, etc. Curiosamente, a nova moda de ser “pai-galinha” quase nem tem expressão: 16 minutos diários.
A explicação para o fenómeno reside num dado muito simples: o trabalho feminino, imperdoavelmente, teve um decréscimo na quantidade e, certamente, também na qualidade: de 303 minutos, em 1961, baixou para 277, em 2004.
Isto, claro, está tudo programado e controlado por nós, homens. Na verdade, assim, as mulheres têm mais tempo para se mostrarem apresentáveis ao marido, quando ele chega a casa, e não exibindo um avental com nódoas e a cheirar a fritos... É que nós, cansados de um esgotante dia de trabalho, queremos apreciar uma paisagem verde, fresca e viçosa e não um postal da Cova da Moura ou do Bairro S. João de Deus... Por outro lado, chegamos a casa esgotados de trabalhar, necessitando urgentemente dos obrigatórios chinelos e da retemperadora cervejinha, mas servida com elegância e um mínimo de “nível”.... Deste modo, com o marido a ocupar-se ligeiramente das crianças, elas ficam com algum tempo não só para se abonecarem, como para cozinharem alguma coisa decente e não estarem sempre a recorrer, vergonhosamente, aos serviços do chef Microondas....
Dupont

Da Justiça

Dois artigos interessantes retirados do mundo da Justiça. O primeiro é de Alan Dershowitz, um dos mais famosos advogados norte-americanos, que já defendeu estrelas como Mike Tyson, John Lennon, Claus von Bulow e Mia Farrow. Em artigo publicado no The Sunday Times, ele explica o funcionamento do Tribunal de júri americano, traçando algumas diferenças para com o sistema existente na Grã-Bretanha. Até nisto se vê a diferença de concepções de liberdade que pode haver entre dois países com princípios jurídicos semelhantes. Por outro lado, explica a situação de "pau de dois gumes" que é um famoso estar a ser julgado.
Depois, mais uma mergulho na Justiça portuguesa, com um caso apresentado pelo advogado Teixeira da Mota, no Público, em que desabafa: «Da decisão, a parte propriamente decisória, que representa um "esforço" intelectual e trabalho "criativo" por parte do juiz conselheiro Pamplona de Oliveira, ocupa 1 (uma) página. Quer saber quanto tempo levou o referido juiz conselheiro a elaborar esta, a todos os título, notável página jurisprudencial ? 27 (vinte sete) meses e mais uns dias!!!».
Dupont

Humor britânico

"He has taken more positions than the kamasutra" – Iain Duncan Smith, do Partido Conservador, sobre as posições de Tony Blair relativamente à Europa.
Dupont

terça-feira, junho 21, 2005

!!! FICO CHATEADO!!!

Mão amiga fez-me chegar, via mail, uma reflexão socrática sobre assuntos candentes: professores, greves, exames.
Dada a actualidade e a pertinência da reflexão, aqui vai, transcrita na íntegra:
OS PROFESSORES são pai e mãe substitutos, educadores, psicólogos, amigos, amas secas, bombos da festa, alvo de agressões físicas e morais …
Dão aulas; fazem, vigiam e corrigem testes, trabalhos e exames; vão às reuniões de avaliação; até limpam salas, TUDO AO MESMO TEMPO…E cara alegre!!!
Lançam termos, fazem reapreciação de provas durante o mês de Agosto quando deveriam estar legalmente de férias; fazem matrículas em substituição dos Serviços Administrativos.
Enfim, cumprem serviços mínimos por providencial despacho da Ministra de Educação e têm processos disciplinares por fazerem greve…
Cumprem os programas doa a quem doer, dão aulas de apoio e de preparação para exame sem receber um tostão a mais, modelam os alunos, arrancam sucesso escolar, são enxovalhados na praça pública por fazedores de opinião, não recebem aumentos há anos, vêem as suas carreiras congeladas, a progressão adiada, os anos de serviço dilatados...

Pagam a factura da crise e resolvem o problema do “deficit”.

E… NÃO LHES PODEMOS IR AO C…, PORQUE LHES DÓI???

!!!FICO CHATEADO.. COM CERTEZA QUE FICO CHATEADO.!!


Haddock

HABEMOS PAPAM!


Aqueles que, na Póvoa, conhecem (e não serão muitos) o Professor Miguel Rocha Pereira não acreditam no que lêem nem no que ouvem…
Como é possível o professor candidatar-se a presidente da autarquia poveira? Perguntam.
Um teórico; um homem de conversa, de dizer e não de fazer; um homem que não distingue uma porca de um parafuso.
É o cúmulo do riso, dizem.
Ó professor. Sabe quais são as freguesias da Póvoa de Varzim? Desafiam.
Sou um homem do 25 de Abril e de esquerda. Por isso …Ah! Hum! Hem!
Fiquei mais descansado com a explicação que o professor Miguel deu ao Póvoa Semanário sobre o objectivo da sua (pseudo) candidatura:
Consideramos que Silva Garcia representa uma boa candidatura para a Póvoa de Varzim, mas não queremos com isso dizer que possa vir a haver qualquer tipo de
acordo entre o BE e o PS”.
Nãooooo. Nem pensar. Que ideia.
Ou seja, mais um problema para Macedo Vieira: O Bloco não só não conta para o totobola, como também não divide votos e, ainda por cima, vai apoiar o Garcia.
Que mais irá acontecer?
Haddock

Porto sem carros

Isto agora pegou moda: taxar as entradas nas cidades e proibir a circulação de carros. É curioso: sempre achei que a poluição automóvel devia ser combatida mais na sede de produção do veículo do que na perspectiva do utilizador. É que o veículo polui sempre, quer o cidadão queira, quer não queira. Não é o mesmo que outras infracções, dependentes da vontade do condutor.Daí que o ónus deveria incidir, principalmente, na dupla construtores-gasolineiras. Mas é claro que é muito mais fácil taxar o cidadão do que essas empresas.
Vai daí e eis que a Universidade Fernando Pessoa propõe que o Porto deixe de ter carros ao fim-de-semana e que a entrada no centro urbano passe a ser taxada, à semana. Corajosa e lógica revelava-se esta medida se o impedimento de circulação fosse à semana, pois é aí que o grosso da poluição ocorre. Mas, claro que não... Por outro lado, sem carros, os portuenses circulariam em transportes colectivos. Como o Metro ainda não chega a todo o lado, seriam, provavelmente, os STCP a dar conta do recado.
Conclusão: a poluição combate-se pondo as pessoas a pagar - seja nos STCP, seja nas portagens. Este dinheiro vai ser todo aplicadinho na melhoria das condições, de vida e do meio ambiente, da cidade. Claro que vai...
Dupont

Miguel Cadilhe e o Expresso

Todos se recordam do título do Expresso de 28 de Maio: «Cadilhe acusa: Cavaco é o pai do ‘monstro’». Dois dias depois, o mesmo Expresso, na sua edição online, publicava um pequeno artigo de Miguel Cadilhe onde ele dizia, claramente, “Não me revejo no título de primeira página do Expresso de Sábado. O título não cumpre o espírito do meu texto e do meu texto não se retira aquele título (...)”. Depois de explicar, com mapa de valores, a evolução das despesas de pessoal em percentagem do PIB – 9,9% em 1980, 10% em 1985, 11,8% em 1990, 13,6% em 1995 e 15% em 2000, - bem como o número de funcionários – que atingiu o pico em 2003, Cadilhe termina reafirmando que “em sítio algum, não disse, não escrevi, não falei nunca do «monstro» nem do «pai do monstro».
É curioso como a mentira fez uma barulheira danada e a reposição da verdade produz um curioso silêncio. Aliás, desta vez, o semanário escondeu o artigo na página 15, ao lado da elegia fúnebre de Eugénio de Andrade, assinada por José Cutileiro, ambos os artigos pousados em meia página de publicidade dos CTT... Só à segunda leitura é que me apercebi dele...
Dupont

EUA tentam rebentar com os chineses

A China poderá ter 200 milhões de obesos em apenas dez anos, anunciou a agência noticiosa oficial”. A razão é o consumo da chamada fast-food. No Público.
Dupont

The Fight Club


Este paralelipípedo que está na imagem é sabão e foi vendido por US $18.000. É que se trata, nem mais nem menos, do que a gordura de Silvio Berlusconi, retirada numa lipoaspiração. Aargh!.
Dupont

segunda-feira, junho 20, 2005

Ei, malta, cheguei agora e já falo sobre tudo!

«Armando Herculano apresentou-se ontem como cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Vila do Conde, numa cerimónia onde teceu duras críticas à gestão "esgotada" do PS que governa aquele município desde as primeiras eleições livres. O candidato imputou à autarquia "a responsabilidade" da dimensão dos recentes incêndios na Reserva Ornitológica do Mindelo (ROM), dado que esta, disse, "nunca fez nada" para promover a limpeza do espaço e, "durante trinta anos, tem empatado" a criação de um estatuto jurídico de protecção da ROM, sobre a qual, denunciou, "pairam interesses imobiliários".
Herculano prometeu que, caso seja eleito vereador, não aprovará "nada que não tenha sido discutido publicamente". Deu como exemplo o projecto comercial Nassica - "financiador do Rio Ave, cujo presidente da assembleia geral é o presidente da câmara, Mário Almeida -, para a qual foi necessária a desanexação de uma vasta área da Reserva Agrícola Nacional, sem que, até agora, tivesse sido realizado um Estudo de Impacte Ambiental.
"A maioria PS tem tiques autoritários", acrescentou Teixeira Lopes (deputado e candidato à Câmara do Porto), que, recordando a militância activa de Armando Herculano na Comissão de Utentes da Linha da Póvoa, definiu-o como "a dor de cabeça do comissão executiva do Metro do Porto, uma empresa que está nas mãos do PS e do PSD e faz favores e fretes" a estes partidos. Finalmente, Francisco Louçã apelidou de "projecto selvagem de uma brutalidade sem nome" a privatização do sistema municipal de água e saneamento já aprovado pela Câmara de Vila do Conde». Público, 20/6/2005.
Grande Armando Herculano! Três anos e meio a tratar de assuntos do Metro e seis meses a falar de temas 'ao metro'.... Então, só agora, a privatização da água é uma brutalidade? E o Nassica está a ser construído sem Estudo de Impacto Ambiental? E na ROM há interesses imobiliários? Fantástico, Armando, você lembra-se de cada coisa!... Os vilacondenses andaram todos a dormir durante este tempo, não foi? Ainda bem que você existe, cheio de adrenalina geriátrica, para nos vir iluminar o caminho. Bem Haja!
Daaahhh!!!!
Dupont

Quatro funerais

"Por honestidade, por amor de Deus ou dos homens, porque não era esse o seu negócio, Lúcia, Gonçalves e Cunhal morreram pobres. Ou antes, sem posses materiais. Como Salazar. Os portugueses gostam. Já Champallimaud morreu rico, mau sinal. Mas redimiu-se com a fundação. A sua alma será salva. Se, para além dos seus indiscutíveis talentos, estas quatro pessoas tivessem sido democratas, se pelo menos tivessem amado a liberdade, a de todos e não apenas a deles e dos seus amigos, os últimos cinquenta anos de história teriam sido diferentes. E Portugal era hoje um país melhor".
António Barreto, no Público. Versão integral aqui.
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No «Terras do Ave» temos:
- Romeu Cunha Reis, "2. O pentatlo ultramoderno."
- Luís Soares e Nuno Miguel Santos, "Sim!"
- Fernando Pinheiro, "O regresso do Frei Tomás"
- Miguel Torres, "Vinte anos de Europa"
- Rui Silva, "Águas turbulentas" e
- José Eduardo Lemos, "Que culpa tem o povo?"
Já no suplemento de Vila do Conde d'«O Primeiro de Janeiro» temos:
- Sérgio Vinagre, "Umas coisas que eu sei sobre o corpo";
- Fernando Reis, "Até sempre";
- Alexandre Raposo, "O arrastar dos tempos"; e
- Abel Maia, "Citações e tensões...".
Cunha Reis assina um artigo positivamente brilhante, analisando a postura que se deve ter perante o desporto, desde o nível de entrega pessoal à variedade das modalidades. É o Melhor da Semana. Os dois bloggers d'«O Bom Senso» afirmam-se a favor da encalhada Constituição Europeia, enquanto Miguel Torres faz uma análise dos vinte anos de permanência de Portugal na Europa comunitária. Fernando Pinheiro mergulha no passado, procurando encontrar uma linha condutora comportamental desde os governos de António Guterres até ao de José Sócrates. Ao nível local, o director do jornal, Rui Silva, pronuncia-se sobre a adjudicação da concessão de água à Indáqua, enquanto o seu conterrâneo Eduardo Lemos alerta para o estado das bermas na freguesia de Guilhabreu.
Sérgio Vinagre avança para uma viagem ao interior, físico, do ser humano, maravilhado que está com o nosso corpo. Alexandre Raposo mostra-se incapaz de se "calar contra quem defendeu e defende regimes totalitários, sejam eles de que espécie for!". O que só podemos aplaudir. Daí que seja incompreensível, a não ser para um não democrata e um não amante da liberdade, o que Fernando Reis verte no seu artigo, ao elogiar os grandes defensores da implementação em Portugal de uma ditadura de esquerda, Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal. Como não pode deixar de ser, este é o Pior da Semana. Ou seja, dois comunistas a receberem os dois prémios, o que não deixa de ser curioso. Finalmente, o artigo de Abel Maia: um puro exercício de tentar "armar barraca em tenda alheia". Por outras palavras, tenta fazer com que se comece a falar de Miguel Paiva e Santos Cruz da mesma maneira que Vila do Conde inteira se refere a ele e a António Caetano: que este último é que é o número dois na Câmara. Infelizmente, mais uma vez, a cópia é inferior ao original...
Dupont

A Árvore das Patacas - II

Macau continua a ser terreno fértil para argumentos. João Paulo Meneses que o diga... Agora, já poderá arriscar um segundo volume:
"Alberto Costa, ministro da Justiça, teve uma conversa “imprópria” com um juiz quando dirigia o Gabinete dos Assuntos de Justiça de Macau. O caso remonta a 1988 e o referido magistrado era José Manuel Celeiro, o juiz de instrução do caso Emaudio/TDM (Televisão de Macau). A história é recordada no blogue Incursões e levou o advogado José António Barreiros a abandonar o PS." No Correio da Manhã.
Dupont

domingo, junho 19, 2005

Tiago Monteiro


Na senda de Joaquim Moutinho, vencedor-surpresa do Rallye de Portugal de 1986, eis Tiago Monteiro, terceiro qualificado surpresa no Grande Prémio dos EUA. Parabéns ao portuense e parabéns para a Jordan por saber escolher a melhor marca de pneus...
Dupont

sábado, junho 18, 2005

Mário Almeida nunca falha!


No site da Radio Linear vem esta notícia, que não é um mergulho no passado, pois está datada de "17 de Junho de 2005". Ficamos, assim, a saber que o nosso Presidente da Câmara, dotado da sua já lendária infalibilidade, foi a Lisboa falar com o único Ministro da Saúde que, na sua opinião, garantiria o Hospital para Vila do Conde... Força, senhor Presidente!
Dupont

E ainda só passaram três meses...


Foto: Público
Dupont

"Eu sei que parece, mas olhem que não é?"


A secção "Política" d'O Comércio do Porto de ontem trazia uma notícia com o seguinte título:


Ao longo do texto, é perceptível uma permanente necessidade da jornalista em causa de falar do cariz "apartidário" do repasto. No entanto, a cada passo tropeçamos com referências politico-partidárias. O cúmulo dessa necessidade pavloviana é atingido pelo próprio líder do grupo organizador, quando afirma:
"Este jantar não tem intuitos políticos. A prova disso é que integram a comissão executiva da homenagem três social-democratas".
Este comportamento faz-me lembrar aquela da mulher, que quando se vê descoberta pelo marido com o amante na cama, diz de forma imediata e quase reflexa:
- Oh querido, isto não é nada daquilo que tu pensas!
Aquilo que vai acontecer no dia 1 de Julho, não é nada do que parece, pois não? Claro que não, Sr. Pinto. É que além disso, como V. Exa. bem sabe, nós até somos todos anjinhos...
Dupond

Rio e a luz ao fundo do túnel

Sondagem 'Expresso' para a Câmara do Porto:
  • Rui Rio - 39,3% (44,2% com ponderação de indecisos)
  • Francisco Assis - 33,2% (37,3%)
  • Rui Sá - 9% (10,1%)
  • Teixeira Lopes - 4,3% (4,8%)
Dupont

Uma facada em Almeida

O Público apresenta hoje uma notícia que diz o seguinte
"Macedo Vieira anunciou ontem, na cerimónia de apresentação da sua quarta recandidatura à presidência da Câmara da Póvoa de Varzim, que pretende completar a rede de recolha e tratamento de esgotos, mas sem "privatizar" esse sistema municipal e o da água.

"Procuraremos ser um dos raros municípios a não concessionar essa gestão, tendo por isso de manter uma política de verdade dos preços dos serviços, sabendo que estamos a assumir hoje um custo que, parecendo elevado, será em breve um dos mais baixos da região", disse Vieira, que vê outra vantagem nesta opção: "Permite-nos aumentar os activos do município e a qualquer momento, se necessário, aliená-los a verbas mais altas para relançamento de novos investimentos".
Para bom entendedor, estas palavras de Macedo Vieira são mais do que suficientes. Elas representam, de forma clara, uma manifestação de distânciamento em relação às trapalhadas que Mário Almeida tem vindo a protagonizar em relação à concessão da água e do saneamento.
Dupond

Escola Alberto João e demais subtilezas



José Maria Carrilho, hoje, no Expresso:
  • "Carmona é sonso e indigente"
  • "Os jornalistas são débeis mentais e não se interessam pelo essencial"
  • "[Sócrates] ao designar-me para candidato a Lisboa provou isenção, falta de preconceito e confiança"
  • "Comigo os promotores imobiliários vão ter uma vida mais fácil"
Dupont

Felicidades


Este rapazinho casou hoje. Os nossos votos de muitas felicidades.
Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

sexta-feira, junho 17, 2005

Trapalhices

Vou-me embora, para qualquer lado, enquanto é tempo, que eu nunca mais na vida consigo que o slb seja bicampeão.

31 de Maio: "O meu destino é regressar (…) tenho a mulher, a família, e outros problemas pessoais, de agenda. (…) Não foi fácil. Não foi fácil convencer a minha mulher e a minha família, então o meu destino é regressar" (Giovanni Trapattoni).
17 de Junho: "Trap é o novo treinador do Estugarda até 2007, de acordo com uma notícia veiculada pelo site oficial da Bundesliga” (maisfutebol).

General Alcazar

«O verdadeiro desenvolvimento»

Miguel Sousa Tavares dispara, hoje, sobre vários campos. Começa em Vasco gonçalves, passa por Álvaro Cunhal, navega até à Madeira e volta ao Continente, onde atravessa Marco de Canavezes e Felgueiras. A certo ponto da viagem, referindo-se à coutada de Avelino Ferreira Torres, diz:
(...)não sabia, e devo à Alexandra Lucas Coelho ter ficado a sabê-lo, que 22 anos de Avelino e nove milhões de contos de dívidas acumuladas tinham deixado o Marco com os piores índices nacionais de escolaridade, saneamento básico e abastecimento de água - aquilo por que se mede o verdadeiro desenvolvimento.
Meu caro Miguel, faça-me um favor: passe por Vila do Conde. Peço-lhe! E explique isso a certas pessoas. É que há quem diga que nós somos "um exemplo de desenvolvimento"...
Dupont

Certidão de Óbito

Vasco Pulido Valente, no Público, hoje:
Portugal não se respeita

Parece que Álvaro Cunhal foi uma figura "importante, "central", "ímpar" do século XX português. Muito bem. Estaline não foi uma figura "importante", "central", "ímpar" do século XX? Parece que Álvaro Cunhal foi "determinado" e "coerente". Hitler não foi? Parece que Álvaro Cunhal era "desinteressado", "dedicado" e "espartano". Salazar não era? Parece que Álvaro Cunhal era "inteligente". Hitler e Salazar não eram? Parece que Álvaro Cunhal sofreu a prisão e o exílio. Lenine e Estaline não sofreram? As virtudes pessoais de Álvaro Cunhal não estão em causa, como não estão as de Hitler, de Estaline, de Lenine ou de Salazar. O que está em causa é o uso que ele fez dessas virtudes, nomeadamente o de promover e defender a vida inteira um regime abjecto e assassino. Álvaro Cunhal nunca por um instante estremeceu com os 20 milhões de mortos, que apuradamente custou o comunismo soviético, nem com a escravidão e o genocídio dos povos do império, nem sequer com a miséria indesculpável e visível do "sol da terra". Para ele, o "ideal", a religião leninista e estalinista, justificava tudo.
Dizem também que o "grande resistente" Álvaro Cunhal contribuiu decisivamente para o "25 de Abril" e a democracia portuguesa. Pese embora à tradição romântica da oposição, a resistência comunista, como a outra, em nada contribuiu para o fim da ditadura. A ditadura morreu em parte por si própria e em parte por efeito directo da guerra de África. Em França, a descolonização trouxe De Gaulle; aqui, desgraçadamente, o MFA. Só depois, como é clássico, Álvaro Cunhal aproveitou o vácuo do poder para a "sua" revolução. Com isso, ia provocando uma guerra civil e arrasou a economia (o que ainda hoje nos custa caro). Por causa do PREC, o país perdeu, pelo menos, 15 anos. Nenhum democrata lhe tem de agradecer coisa nenhuma.
Toda a gente sabe, ou devia saber, isto. O extraordinário é que as televisões tratassem a morte de Cunhal como a de um benemérito da pátria. E o impensável é que o sr. Presidente da República, o sr. presidente da Assembleia da República, o sr. primeiro-ministro e dezenas de "notáveis" resolvessem homenagear Cunhal, em nome do Estado democrático, que ele sempre odiou e sempre se esforçou por destruir e perverter. A originalidade indígena, desta vez, passou os limites da decência. Obviamente, Portugal não se respeita.
Dupont

Morreu Corino de Andrade

O médico que descobriu a paramiloidose, vulgo "doença dos pezinhos", faleceu ontem, com 99 anos. A doença, com forte implantação em Vila do Conde e na Póvoa de Varzim, recebeu um enorme impulso por força do trabalho deste investigador.
Notícia do 'Público' aqui, com relato da descoberta e comunicado do Ministério da Ciência.
Dupont

Reforma da Justiça

«O Conselho Superior da Magistratura abriu um processo de averiguações ao juiz presidente do círculo judicial de Mirandela, Felizberto dos Santos, por o seu nome ter sido referenciado entre os clientes de uma casa de alterne. O porta-voz daquele organismo, Antero Luís, confirmou a existência do processo, dando conta de que o magistrado seria cliente com privilégios de uma casa de alterne de Mirandela. E o magistrado admitiu já ter lá estado "duas vezes"». DN.
Este também se meteu em modernices...
Dupont

A crise autárquica, afinal, é uma ilusão

O Afixe alertou para esta notícia saída no JN que revela, nem mais nem menos, de que as Câmaras Municipais dão lucro. Exactamente: lucro. E não estamos a falar de uma "imensa minoria". Nada disso. 78% delas apresentam resultados positivos.
"De acordo com o documento, os custos representam, em média, 89,2% dos proveitos, pelo que as câmaras têm, em média, 10,8% de lucro. A nível global, os impostos e as taxas são a maior fonte de receitas cerca de 42% dos proveitos vem por esta via, seguindo-se as transferências e subsídios correntes (38,9%). Comparando a tipologia dos municípios, verifica-se que os de maior dimensão são os que apresentam menores resultados económicos, fruto de uma estrutura de custos mais pesada, que atinge 90,8% dos proveitos (9,2% de lucro).
Globalmente, a maior fatia do que sai dos cofres das autarquias vai para despesas com pessoal (36,9%). Aqui, novamente os municípios de pequena e média dimensão levam a melhor - os custos com pessoal nas grandes autarquias é superior à media e representam 41,5% do total.
E Vila do Conde? A atender aos últimos números estamos nos 22% que não dão lucro. Aliás, em teoria, se pegassem no orçamento e o usassem apenas para pagar as dívidas da Câmara Municipal, o dinheiro não chegava...
É triste, mas é o que temos...
Dupont

«Vatchicâno»


Dois médicos brasileiros, Gilson Barreto e Marcelo de Oliveira, apresentaram uma teoria segundo a qual Miguel Ângelo escondeu verdadeiras lições de anatomia nas pinturas da Capela Sistina. Mais pormenores aqui.
Dupont

Um clássico...


De um lado, besugo; do outro, Mac Guffin:
- MacGuffin - Bola para cá;
- Besugo - Bola para lá;
- MacGuffin - Bola para cá;
- Besugo - Bola para lá;
- MacGuffin - Bola para cá;
- Besugo - Bola para lá;
Estou a adorar. Fazem o favor de continuar...
Dupont

Aniversário


O Aviz fez dois anos. Parabéns ao Francisco, a quem deixamos uma coisa doce...
Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

quinta-feira, junho 16, 2005

Cunhal morreu, mas a superioridade intelectual de esquerda ficou...

"TRIBULAÇÕES DE UM IGNORANTE - Que viu a notícia de última hora no Público «Norton de Matos apresentado por uma época no Setúbal» e que se convenceu, na sua absoluta ignorância, que era do velho general republicano que se falava. Não percebia o título, mas enfim há muitas notícias de que não se percebe o título. Até pensei que era uma peça de teatro.E depois sai-me um treinador de futebol de uma coisa chamada Vitória de Setúbal…" - JPP, no Abrupto.
Dupont

Já não vale a pena conquistá-la...

"Más de un tercio de la superficie de España está desertificada". El Mundo.
Dupont

Adivinha - 01


Bela foto, hem? Já agora, alguém adivinha quem são os dois retratados?
Dupont

Adivinha - 02

O Público apresentou um dossier sobre a ideia do Ministro António Costa de fundir freguesias com poucos eleitores. A mais pequena, nesse critério, é São Bento de Ana Loura, em Estremoz. Por lá, dizem que fica "no fim do Mundo". Será?
É que, na mesma notícia, diz-se que mesmo sendo a mais pequena freguesia "apesar de tudo, dispõe de saneamento básico, de abastecimento de água, está electrificada e quase toda a gente usa telemóvel".
É que se o fim do Mundo é assim, então onde é que fica Vila do Conde?
Dupont

Festa de Aniversário

«É como lhe estou a dizer, pá. Eu até nem queria, que não gosto de ser homenageado,
mas os gajos todos insistiram, pá! O que é que eu havia de fazer?»

"O Movimento associativo de Vila do Conde vai homenagear Mário Almeida na passagem do 25º aniversário na presidência da câmara municipal. Uma comissão constituida por algumas colectividades pretende levar a efeito uma jornada de reconhecimento ao autarca pelo trabalho desenvolvido à frente do município". Rádio Linear.
Dupont

quarta-feira, junho 15, 2005

WORLD RECORD!!!!


Ontem caiu o Record Mundial dos 100 metros em Atletismo. O autor da proeza foi o Jamaicano Asafa Powel, que correu o hectómetro em 9,77 segundos, retirando assim 1 centésimo à anterior marca, detida pelo americano Tim Montgomery.
A prova decorreu ontem no Estádio Olímpico de Atenas, e contou com a presença do "nosso" Francis Obikwelu, que não foi além da quarta posição, com 10,04 segundos.
"It feels great to be the fastest man of the world", foram as palavras do emocionado velocista poucos instantes após conseguir aquele feito.
Dupond

Orçamentos


António Guterres, que assume hoje o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, já foi avisando que o orçamento da organização - quase mil milhões de dólares anuais - será sempre insuficiente.
Conhecendo-se a hilariante capacidade do ex-Primeiro Ministro para fazer contas – “Portanto … portanto … são … é só fazer as contas!” - e a sua inaptidão para gerir dificuldades orçamentais, ainda o veremos refugiado do pântano.
General Alcazar

Pesos Pesados


Duas das bandas mais relevantes da cena pop-rock britânica e mundial apresentaram, quase em simultâneo, os seus mais recentes trabalhos. Para os Coldplay, “X&Y” é o seu terceiro trabalho enquanto os Oásis atingem o dobro dos originais com “Don’t believe the thuth”.
A banda de Chris Martin apresenta um trabalho que surpreende. Desde logo porque se fica com a sensação que convidaram The Edge, dos U2, para ocupar o lugar de guitarrista. Na verdade, momentos há em quem mais parece que estamos a ouvir a banda irlandesa do que outra qualquer, como acontece em “Square One”, “White Shadows” ou “Hardest Party”. O melhor exemplo desta inspiração é o tema “Low”, onde um leitor distraído é capaz de jurar que esteve a ouvir “New Year’s Day”…Seja como for, a maior parte das composições revelam uma banda com enorme autoconfiança, apresentando um belo punhado de composições. O tom melancólico de outros discos mantém-se, alternando com verdadeiros hinos de estádio, como o “White Shadows” e o primeiro single, o fabuloso “Speed of Sound”. As letras continuam a girar à volta das fraquezas, da necessidade de afirmação, pessoal e amorosa: “under the surface trying to break through/decifering the codes in you/I need compas,draw me a map”, suplica Chris Martin em “Square One” ou, então, pergunta, em “Speed of Sound”: “How long before I get in?/Before it starts, before I begin?/How long before you decide?/Before I know what it feels like?/Where to, where do I go?”.
Não há propriamente um grande avanço ao nível de composição, se exceptuarmos um approach claro ao som dos U2 de há quase duas décadas. Talvez a presença de Brian Eno explique alguma coisa…
Já o disco dos Oasis representa uma clara melhoria em relação ao trabalho anterior. A banda não gravita tanto em redor dos irmãos Gallagher, mostrando-se aberta a outras influências. Exemplo disso é o facto de todos os elementos da banda assinarem composições. O som continua fortíssimo, com as guitarras sempre na dianteira, como acontece logo no tema de abertura, “Turn up the sun”. Depois há uma claro “piscar de olhos” aos Rolling Stones, com “Mucky Fingers”. Logo depois, a primeira grande canção de “Don’t believe the truth”, “Lyla”, um tema com ressonâncias indie, mas bem esgalhado por Noel, com o filho de Ringo Starr, Zak Starkey na bateria. Outro tema a merecer grande atenção é “The importance of being Idle” onde as influências dos Kinks e até dos Stranglers são evidentes. À medida que se avança na audição do álbum, as músicas tornam-se mais “fáceis”, até terminarmos com “Let there be love”, um daqueles temas suaves que irá fazer maravilhas nas noites de Verão…
Confesso que comprei este álbum com certo receio, já que a veia criativa dos Oasis já dava sinais de estar esgotada há algum tempo. E, quando ouvi pela primeira vez, a sensação confirmou-se. Mas, com sucessivas audições, o álbum começou a revelar-se e não tenho qualquer problema em afirmar que se trata de um dos grandes álbuns de 2005.
Dupont

Mais uma maravilha vilacondense



O blogue vilacondense "Ó Pai já Bai" resolveu documentar fotograficamente uma das cenas mais hilariantes de Vila do Conde. Trata-se do transporte do "Jornal de Vila do Conde", desde a gráfica até à sede do Partido Socialista.
aqui nos referímos a esta publicação, orgão oficioso do Partido Socialista. No entanto, para quem não sabe, não se trata de um qualquer boletim partidário, mas antes de um semanário que recebe benesses do Estado, como o porte-pago. No entanto, todas as semanas, ele é dobrado na sede concelhia do PS de Vila do Conde. Nas imagens, pode ver-se o jornal a ser descarregado da carrinha da gráfica e a ser transportado para o interior do edifício. Não está visível, mas aquele primeiro andar ostenta bandeira e emblemas do partido.
O mais curioso disto é que tudo é feito às claras, num despudor completo. Aliás, o próprio jornal já confessou, várias vezes, que sim, que é verdade ser dobrado na sede do PS e que não vê mal nenhum nisso. Mais: até há pouco tempo, e se calhar ainda é assim, o JVC tinha como um dos locais de cobrança de assinaturas o "Largo dos Artistas, 15, 1º andar", ou seja, a mencionada sede partidária. Como se tal não bastasse, a última Assembleia Geral da Cooperativa Edições Linear, CRL, proprietária do referido jornal e da rádio homónima, foi marcada para... adivinhem, a morada da sede do PS.
Digam lá, leitores de fora de Vila do Conde, têm ou não inveja do nosso concelho, hem?
Dupont

Pagamentos autárquicos

O Comércio do Porto apresentou os resultados da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN) sobre o tempo de pagamento das autarquias aos empreiteiros.
A Câmara de Vila do Conde ainda demora um bocadinho mais do que a média, já que qualquer empreiteiro só verá o dinheiro 8,5 meses depois de a autarquia ter recebido a factura. Em V.N. Gaia, Menezes só paga um ano e dois meses depois. Mas, na Póvoa, a autarquia liquida as dívidas em pouco mais de seis meses. No entanto, no Grande Porto, a palma vai para Matosinhos.
A média está em 8,3 meses. O Continente-Hipermercados, sempre tão acusado de tudo e mais alguma coisa no que se refere a prazos de pagamento, costuma liquidiar as suas dívidas em 180 dias, ou seja, seis meses. Mas o Estado não é pessoa de bem e, portanto, só paga quando lhe apetece...
Dupont

terça-feira, junho 14, 2005

Salgueiros II

Cuidado, Dupond, que os exageros são perigosos.
Aqui há dias, estava eu descansado, quando a minha mulher me contou uma história que, por vontade dela, seria de ir às lágrimas. Que uma amiga era sócia do Salgueiros. Que o Salgueiros não tinha dinheiro. Que um familiar da amiga tentava angariar sócios para o Salgueiros. Que essa era uma das poucas formas de o Salgueiros obter receitas.
Por essa altura, já eu estava farto de ouvir “Salgueiros” e relembrava um jogo, contra o dito, ainda no velho estádio das Antas, ao qual, com a ajuda de Deus, cheguei, convenientemente, uns dez minutos atrasado …
Foi, então, que, nesse exacto momento (e não podia ter sido em pior altura), ela me pergunta: “Não queres ser sócio do Salgueiros? É só para ajudar.”.
Ajudar!?! Ajudar!?! Não acreditei no que ouvia. O resto da história é fácil de adivinhar …

Lembrei-me destes acontecimentos a propósito do post do Dupond.
No fim de contas, sempre difíceis de fazer, concluo que não me aborrece a circunstância de “O Salgueiros se ter sagrado, pela 11ª vez consecutiva, Campeão Nacional de Polo Aquático.”. Trata-se de uma modalidade menor, na qual, por isso, o FCP não compete. Até aqui tudo bem. Agora concluir o post com um “grito” de “Força Salgueiros” …
Então, Dupond? O que é que se passa contigo?
Lembra-te que, como Bobby Robson referiu, os adeptos do Porto são como os do Liverpool, só gostam do seu clube e de mais nenhum (talvez com o Rio Ave como única excepção, por razões que se poderão compreender).
General Alcazar

Póvoa Online

Pelo Trenguices descobrimos um novo blogue poveiras, o Povoaonline, do Tony Vieira. Carradas de humor. Excerto:
«Costa Rei, o antigo capitão do porto de pesca da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, actualmente ligado ao Centro de Estudos do PS Póvoa, onde estudam aquilo que já está estudado, ou seja, nada, encontra-se há cerca de três semanas a trabalhar com a Câmara de Vila do Conde.
Ao que o povoaonline apurou Costa Rei desempenha o cargo de assessor do presidente da Câmara para os assuntos do mar, como por exemplo, a melhor época para a apanha da sardinha, se o mexilhão está bom para comer, se a pescada é de boa qualidade, enfim uma tarefa gigantesca.
Costa Rei era aquele mesmo que, semanalmente no nosso rival e amigo Póvoa À Semana, escrevia uns artigos que ninguém lia, mas todos apreciavam porque terminava sempre com a expressão: “Pensem nisso”.
Foi esta expressão que chamou a atenção de Mário T-Rex Almeida, Presidente da autarquia vilacondense: “Achei esta expressão muito filosófica e denotei imediatamente que havia ali um rapaz a precisar de tacho urgentemente. Então perguntei-lhe directamente: “De que partido és, pá?” Ao que ele respondeu: sou do partido do mar, que agora é o Socialista. Não digas mais nada meu filho, estás escolhido». (...)
Dupont

PETITE HONTE!

A Agência para a Sociedade do Conhecimento publicou o Relatório Final de Avaliação da presença na Internet das câmaras municipais portuguesas em 2003.
O estudo teve como objectivo aferir a maturidade da presença destas instituições na Internet e foi realizado durante o terceiro trimestre de 2003.
A Câmara de Vila do Conde ficou mal vista em todas as variáveis consideradas:
Primeiro, o seu site tinha um erro no endereço: Deram erro no endereço os web sites da Câmara Municipal de …Vila do Conde (http://www.cm-viladoconde.pt) [11-12].
Depois, fico envergonhado, a Câmara de Vila do Conde ficou abaixo do Muito Insuficiente em todos os itens avaliados:
  • Sem web site: Câmara Municipal de Vila do Conde [63]
  • Sem Formulários: Câmara Municipal de Vila do Conde [73]
  • Sem Formulários Online: Câmara Municipal de Vila do Conde [85]


Por ter uma fraquíssima presença na Internet, Vila do Conde nem sequer aparece no Ranking da presença na Internet das câmaras municipais portuguesas em 2003.
Ou melhor, aparece no conjunto das câmaras sem qualquer presença na Internet.
Ao contrário, as Câmaras nossas vizinhas aparecem nas posições
14 - Vila Nova de Famalicão (341,635 pontos)
17 - Maia (337,110 pontos)
27 - Matosinhos (262,710 pontos)
71 - Santo Tirso (120,210 pontos)
189 - Póvoa de Varzim (13,110 pontos)
Embora a Câmara da Póvoa de Varzim, no conjunto dos vizinhos, seja o concelho que aparece pior classificado, tem honras de “1ª página” porque a fachadado edifício foi utilizada como ilustração do Relatório.
Haddock