DÉFICE II

Agora que Vítor Constâncio saiu da letargia e veio anunciar uma previsão de défice da ordem dos 6.83%, o pior Presidente, salvo melhor opinião, que os portugueses elegeram após o 25 de Abril, veio, solícito, afirmar que o país vivia um período difícil, que o défice era uma coisa muito complicada, enfim, ontem mesmo veio apelar aos portugueses a necessária convergência de esforços para ultrapassar o problema.
Ah! Como? Será que ouvi bem? Então agora já não há vida para além do défice?
Se a lógica não fosse uma batata, eu diria que aqui há gato com rabo de fora. E que esta espécie de trio Odemira está mancomunado para nos dar música.
O que ainda ninguém veio dizer, nem o ilustre presidente-de-todos-os- portugueses-e- militante-socialista, Dr. Jorge Sampaio, foi porque razão ainda não foram chamados a capítulo os ilustres políticos que, após o 25 de Abril, puseram o país nestas condições.
Porque os houve, certamente o Estado português sabe quem são.
Já não digo que o Estado lhes hipotecasse todos os bens, o que mereciam, Mas, pelo menos, que os seus nomes constassem do Quadro de Descrédito Nacional e fossem alvo de uma censura pública, à sua incompetência e ao seu desleixo.
Na. Já não tenho ilusões.
Vivemos num estado de “direito” em que os políticos, todos, governam com os olhos postos… nas eleições futuras. Assim vamos longe.
Haddock

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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