quarta-feira, junho 01, 2005

DÉFICE II

Quando Durão Barroso disse no Parlamento que o país estava de “tanga” e se aprovou um orçamento de combate ao défice, não faltaram vozes a criticá-lo. O próprio Presidente da República veio dizer que havia “vida para além do défice” desvalorizando, desde logo, esse combate.
Agora que Vítor Constâncio saiu da letargia e veio anunciar uma previsão de défice da ordem dos 6.83%, o pior Presidente, salvo melhor opinião, que os portugueses elegeram após o 25 de Abril, veio, solícito, afirmar que o país vivia um período difícil, que o défice era uma coisa muito complicada, enfim, ontem mesmo veio apelar aos portugueses a necessária convergência de esforços para ultrapassar o problema.
Ah! Como? Será que ouvi bem? Então agora já não há vida para além do défice?
Se a lógica não fosse uma batata, eu diria que aqui há gato com rabo de fora. E que esta espécie de trio Odemira está mancomunado para nos dar música.
O que ainda ninguém veio dizer, nem o ilustre presidente-de-todos-os- portugueses-e- militante-socialista, Dr. Jorge Sampaio, foi porque razão ainda não foram chamados a capítulo os ilustres políticos que, após o 25 de Abril, puseram o país nestas condições.
Porque os houve, certamente o Estado português sabe quem são.
Já não digo que o Estado lhes hipotecasse todos os bens, o que mereciam, Mas, pelo menos, que os seus nomes constassem do Quadro de Descrédito Nacional e fossem alvo de uma censura pública, à sua incompetência e ao seu desleixo.
Na. Já não tenho ilusões.

Vivemos num estado de “direito” em que os políticos, todos, governam com os olhos postos… nas eleições futuras. Assim vamos longe.
Haddock