sexta-feira, julho 08, 2005

Do comunismo até ao liberalismo – quase...


Nos final dos anos 60, era “bem” invocar um qualquer destes ícones de esquerda: Fidel Castro, Che Guevara e Daniel Cohn-Bendit. Mas, hoje, tudo é diferente. Tem um website próprio e mostra-se desiludido com os seus camaradas pop, especialmente Fidel. Em entrevista ao El Pais, de 3 de Julho (não disponível online), afirma:
“Europa deberia tener una política mucho más coherente contra la dictadura castrista y ante el embargo americano. El embargos es el arma objetiva que sostiene a Castro. A Castro hay que decirle que su dictadura no sólo justifica a los americanos, sino que es una catástrofe para el pueblo cubano. Europa (...) debe poner fin a su connivencia com la dictadura castrista”
Mas «Daniel, O Vermelho» não se fica por aqui:
“En su dia, la definicón de Donald Rumsfeld sobre Vieja Europa y Nueva Europa era difamatoria. Pero tenia algo de certo. (...) la Vieja Europa esta formada por sociedades cansadas, envejecidas. Yo creo que las sociedades dinámicas del Este o del Sur deben implicarse a fondo, hacerse responsables del futuro de Europa”
e, confessa, até, uma aproximação ao liberalismo:
P- [Na campanha pelo “sim” no referendo europeu em que foi das principais caras] los estudiantes le acusaban de traidor, de mentiroso, de pequeno burgués...
R-Gran burgués!
P-... gran burgués, liberal... porque aún se le recuerda como Dany el Rojo, el revolucionario de 68...
R – (...)Hoy hay una nueva dimension del traidor. El traidor en tiempos del estalinismo era un agnte del imperalismo. Hoy, el traidor es agente del beoliberalismo. El horror es el liberalismo”.
Muito gosto eu de ler estas coisas, de idealistas de esquerda sentados num trono quase de direita... E nem sequer será, propriamente, um vira-casacas. Como desabafou um amigo meu, “pertencer sempre ao mesmo partido é sinal de que se mudou muitas vezes de opinião...
Dupont