segunda-feira, julho 04, 2005

Impressões Digitais

Como prometido, aqui ficam as minhas impressões em formato digital sobre a apresentação do livro "Impressões Digitais" de Pedro Brás Marques.
GOSTEI
- Do livro - Apesar de já ter lido praticamente todas as prosas quando estas foram publicadas no jornal, a sua re-leitura transforma-se rapidamente num exercício estimulante. A distância do tempo permite-nos explorar novas visões sobre as ideias expressas. Além disso, é impressionante - embora causador de inquietude em alguns casos - verificar a contemporaneidade de alguns textos. Bom, não podemos esquecer de outro aspecto importante, que é o custo do livro. Os € 10,00 são bem acessíveis.
- Da intervenção de Paulo Castro Rangel - Assumindo a sua situação de amigo pessoal de Pedro Brás Marques, o reputado constitucionalista demonstrou rigor na forma como dissecou o livro de "ponta a ponta". Realçou 5 aspectos marcantes da obra, dos quais destaco a elegância do português e uma afirmação identitária do autor e da sua mundividência que se encontra espraiada por todas os textos. Há tempos ouvi o jornalista Carlos Magno considerar que Paulo Castro Rangel é uma das mais brilhantes cabeças portuguesas. É verdade.
- Das pessoas que vi - Em Vila do Conde, é difícil que um evento deste género junte pessoas tão diferentes. Naquele dia, estiveram reunidos, à volta de Pedro Brás Marques, políticos de todos os quadrantes, além de gente ligada à cultura e ao movimento associativo Vilacondense. Nomes como o da Vereadora Elisa Ferraz, Rogério Torres, Jorge Laranja, Santos Cruz, Miguel Paiva, Fernando Reis, Armando Herculano, Monteiro dos Santos entre outros são a prova de uma abrangência rara em Vila do Conde.
- Da Porto de honra - Não só pelo Porto, mas especialmente pelos bolinhos. Uma delicia!
NÃO GOSTEI
- Da modéstia do autor - Pedro Brás Marques mostrou-se extremamente modesto ao escolher um local demasiado acanhado para receber tanta gente. Na sala deveriam caber cerca de 60 ou 70 pessoas. As que por lá passaram deverão ter ultrapassado as 150. Foi pena não ter havido espaço condigno para acolher a todos com outro conforto.
Em Vila do Conde é muito raro haver manifestações por parte da sociedade civil com verdadeiro impacte. Obrigado ao Pedro Brás Marques e à Cooperativa Terras do Ave por nos terem proporcionado aquele belo momento de cidadania.
Dupond