sábado, julho 02, 2005

Revista de Opinião Vilacondense

No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro temos:
- José Cerejo, "S. João de 2005 a noitada"
- Felicidade Ramos, "Os sonhos"
- Sérgio Vinagre, "Perdizes brancas e políticos"
- Fernando Reis, "Mais rápido que... a própria sombra!"
- Alexandre Raposo, "Radiografia"
- Abel Maia, "Não vale tudo"
No Terras do Ave escreveram:
- Cristina Neves, "Andulo Online";
- Luís Soares, Nuno Miguel Santos, "Um Racismo Hipócrita";
- Fernando Pinheiro, "Salazar e Cunhal";
- Miguel Torres, "A Estratégia de Lisboa";
- (autor desconhecido) - "O método Al Capone"
- Rui Silva, "Modéstia à parte".
Muita gente a escrever, mas, infelizmente, muito pouco sobre Vila do Conde. Sérgio Vinagre faz uma comparação entre animais em vias de extinção e os políticos, numa indirecta a esquerda emergente das últimas legislativas. Felicidade Ramos continua a brilhar com as suas reflexões e a coleccionar títulos de O Melhor da Semana. Desta vez, a jornalista navega nessa fronteira complicada que separa o nosso lado físico do espiritual, para concluir, não simplisticamente, que o segundo é o motor do primeiro. Excelente.
José Cerejo mostra-se algo desiludido com a noite de S. João enquanto Alexandre Raposo, além de assuntos de carácter nacional, explica o que significa "transparência" para a coligação de direita que concorre à Câmara Municipal.
Abel Maia continua o ping-pong com Miguel Paiva. Como este acusou a Câmara de ter gasto dinheiro num suplemento do JN que acusou de ser campanha política, Abel Maia vem esclareder que a "câmara municipal e muitas empresas colaboraram com esta iniciativa jornalística, promovendo o nosso concelho". Na minha opinião, isto é um caso claro de termos "a emenda pior que o soneto". Não só confirma que a Câmara pagou alguma coisa, como ainda revela que o suplemento ficou pago pelos anúncios das empresas. Na verdade, como a maior parte são empreiteiros, mais valia ter ficado calado... Ou será preciso fazer um desenho?
No Terras do Ave, Rui Silva aborda a aparição pública de gente ligada ao jornal: Margarida Salgueiro, Romeu Cunha Reis e Pedro Brás Marques. Cristina Neves apresenta uma crónica pouco comum, descrevendo uma viagem em Angola, inserida na acção humanitária que lá prossegue. Quanto aos bloggers, Luís Soares e Nuno Miguel Santos, d'O Bom Senso, criticam a atitude presidencial de visitar o bairro da Cova da Moira, enquanto Miguel Torres, do Ouriço Cacheiro, mergulha no passado, analisando o estado actual da "Estratégia de Lisboa". Fernando Pinheiro analisa, comparativamente, Salazar e Álvaro Cunhal, na repartição clássica fascismo/comunismo.
Para o fim, propositadamente, deixei o artigo de Fernando Reis, o Mais Importante da Semana. O deputado da CDU vem, publicamente, falar de uma coisa que há muito se fala mas que ninguém, até agora, havia levantado a voz publicamente: as alucinantes reuniões do nosso Executivo Camarário. Algumas, como a desta semana, nem cinco minutos demoram. Realmente, alguma coisa de estranho lá se passa. Aliás, o absurdo é tal que as declarações de voto, quando existem, não são feitas na sessão. Vão ambas as bancadas para casa e enviam, posteriormente, por email ou fazem chegar à Secretária a respectiva tomada de posição num papel. Não sabia desta, pois não, Fernando Reis? Particularidades da democracia made in Vila do Conde...
Dupont