quarta-feira, agosto 31, 2005

Obrigado, José Veiga, meu grande portista!...

"Simão Sabrosa foi dispensado do estágio da selecção nacional durante a manhã desta terça-feira. A dispensa estará relacionada com a possibilidade de o extremo e capitão «encarnado» trocar o Benfica pelo Liverpool". TSF.
Dupont

NÃO. NUNCA. JAMAIS. EM TEMPO ALGUM!


"Está fora de causa a minha participação na vida partidária ou no exercício de cargos políticos"
"BASTA"
"Seria um erro brutal"
Haddock

SIM, NÃO TALVEZ...


Ainda bem que
«Não há donos da República»
nem
"homens providenciais de direita ou de esquerda».

"Porque senão, senão... Estava aqui eu para os combater".
Haddock

Desportos radicais


O nosso leitor PM está a tornar-se um verdadeiro fornecedor de foto-notícias. Agora detectou esta situação perigosíssima, com miúdos a brincarem na estrutura existente na Praça D. João II. A situação não é nova, mas o perigo mantém-se.
Dupont

Manuel Alegre


Dupont

Também, qualquer dia vinha um incêndio e...

"Câmara compra terreno protegido para instalar zona empresarial". O Primeiro de Janeiro.
Dupont

Problema: ser mulher

Há um país onde um homem pode escapar a uma acusação de violação se casar com a vítima, desde que ela tenha mais de 12 anos. Neste país, ter sexo com uma menor só é crime se a rapariga provar que não agiu de forma provocatória. Lá, em certas comunidades, é aceite a prática dos pais desflorarem as filhas.
Neste país, o corpo de uma rapariga com treze ou catorze anos, ou de uma mãe ou estudante, pode ser encontrado violado, assassinado, decapitado e mutilado, atado com arame farpado, junto à berma de uma estrada. Os corpos aparecem à média de dois por dia: 312 nos cinco primeiros meses deste ano, a adicionar às 1.500 que foram violadas, torturadas e assassinadas nos últimos quatro anos.

Li este extracto a algumas mulheres. Além da óbvia estupefacção, todas afirmaram que o país “devia ser em África”. Na verdade, trata-se da Guatemala. O artigo, “Beasts of Prey”, de onde traduzi, livremente, o excerto, saiu no “The Sunday Times Magazine” e a sua leitura constitui um embate, sem pára-choques, num mundo que há muito julgávamos saudavelmente extinto.
A explicação para o sucedido não é clara, já que se cruzam fontes históricas, sócio-políticas e, claro, económicas. O tratamento desumano das mulheres parece remontar ao tempo dos Maias, quando as mulheres eram o bode expiatório de conflitos armados.
Tudo parecia esquecido, mas houve uma ressurreição por via da guerra civil que massacrou o país nas últimas décadas do século XX, onde chegou a registar-se “o arrancar de fetos da barriga das mães e sua exibição, pendurados em árvores”… Depois, o nível de pobreza ajuda, e muito, ao despertar da violência, com gangs e polícia a partilharem o lado bom e o lado mau da barricada. Aliás, as forças de segurança limitam-se a investigar 10% de todos os homicídios de mulheres, apesar da insistência dos familiares. Isto porque a polícia parece usar estes homicídios como justificação para atacar os gangs, numa estratégia paradoxal. No fundo, o grande argumento é que “a violência contra as mulheres é usada para aterrorizar a população”. Aliás, qualquer mulher que aparece morta é rotulada de “prostituta” pelas autoridades, quando a esmagadora maioria não tem qualquer relação com o mercado do sexo. Aos familiares é sempre dito qualquer coisa como “fugiu com o namorado”…


O drama das mulheres guatemaltecas é assombroso e quase impossível de ser combatido. Padres e activistas que levantaram a voz para denunciar não só os homicídios como os maus tratos e foram imediatamente assassinados. Em 1998, um bispo comunicou que 93% dos homicídios no país eram obra da polícia, das forças paramilitares e das forças armadas. Foi morto à porta de casa. Entretanto, o general Efrian Rios Montt, acusado de actos de genocídio, concorreu às presidenciais. Por tudo isto, a Amnistia Internacional considera a Guatemala “a corporate mafia state”. No final, as mulheres são o fim da cadeia de poder, o elemento dispensável, a “coisa” que se elimina para descarregar os nervos, ou para prosseguir os interesses. Aliás, a guatemalteca prémio Nobel das Paz, Rigoberta Manchu, já alertou inúmeras vezes para o problema, encontrando apenas a surdez internacional…
Mas deste lado do Atlântico, na vizinha Espanha, num enquadramento diferente, as mulheres continuam vítimas de violência por parte dos maridos. Segundo o Público de ontem, quarenta e uma espanholas já foram assassinadas desde o início do ano, sempre dentro deste contexto. Só em Agosto foram oito. As explicações são várias, mas a mais plausível é que, em tempo de férias, o casal passa mais tempo junto, proximidade que funciona como catalisador da violência: “em tempo de férias a convivência é mais estreita, o que acentua o momento da ruptura, quando há crise”.
A este propósito recordo-me de uma série de julgamentos ocorridos em Barcelos, todos por incesto pai-filha. O próprio julgador aceitou a tese de que haveria algum background social, mas que isso jamais serviria de desculpa. Uma decisão sábia. Custa, efectivamente, a perceber como é que estas situações ocorrem. Bem sei que temos tendência para nos colocarmos na posição desta gente e pensar “como é que isto é possível?”. A verdade é que não o podemos fazer em termos de procura de explicação, mas temos de o fazer na perspectiva de condenação do comportamento. Isto porque tantos anos de civilização trazem, necessariamente, obrigações.
Dupont

Rancho do Monte


Por email, chegou-nos a informação que o Rancho Infantil do Monte vai estar amanhã na SIC. A actuação surgiu a convite daquela estação de TV e vai decorrer no programa "SIC 10 Horas" de Fátima Lopes.
Dupont

terça-feira, agosto 30, 2005

Coisas realmente importantes

O Telejornal (RTP 1) acaba de ser interrompido para um directo a partir do Estádio da Luz: a apresentação de Karagounis, novo reforço do clube que está no 14º lugar da classificação da Supeliga BetandWin... Logo a seguir, minudências: colocação de professores, presidenciais e Manuel Alegre, autárquicas...
Dupont

Se a minha avó tivesse rodas...

"Fim da corrupção colocaria Portugal ao nível da Finlândia". Portugal Diário.
Dupont

Poder Autárquico - 13

"O candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Penafiel, Nelson Correia, classificou ontem a atitude da coligação PSD/PP, àquela edilidade, de “eu quero, posso e mando”. Estas declarações vêm na sequência dos incidentes verificados, na Agrival, em que membros da coligação terão agredido Sónia Teixeira, uma ex-assessora do executivo do PS. Tudo terá acontecido sexta-feira passada quando a ex-assessora visitava a feira. Segundo Nelson Correia, as agressões aconteceram pelo facto de Sónia Teixeira ter aconselhado o filho a não aceitar elementos de campanha que os membros da candidatura do PS lhe estavam a oferecer". O Primeiro de Janeiro.

"A maioria dos panfletos eleitorais enviados pelos correios pela candidata do PS à Junta de Vila Nova da Telha não chegaram ao destino. O problema já motivou uma queixa e a candidatura de Jorge Catarino à Câmara da Maia já enviou uma reclamação ao presidente dos CTT(...)Já nas eleições autárquicas de há quatro anos, em 2001, constatamos que houve extravio de correspondência do Partido Socialista". O Primeiro de Janeiro.
Dupont

Sentido de Oportunidade


O nosso leitor PM, que se está a revelar um verdadeiro vigilante nightwalker, enviou-nos agora a imagem do novo cartaz da JSD. Com imagens do degradado Cine-Neiva, de lixo na ROM e de esgotos não tratados, perguntam "O Prazer de Viver???".
Em cheio. Até parece que leram o post do Haddock...
Dupont

«Desperate Blogger»


Eva Longoria, no MTV Music Awards.
Dupont

Até depois de morto...

Aos mais atentos não terá passado despercebida a enorme entrevista que Pedro Santana Lopes deu, há umas semanas, à "Única" do "Expresso".
A certa altura disse: "1975... No fim do mês entregava o dinheiro todo ao meu pai, que tinha sido saneado, coitado, nunca foi fascista. Era director-geral da Grundig. Foi tudo saneado, desde o contínuo até ele."
Na última edição da revista, na secção cartas, um tal de Figueiredo Ribeiro, ao abrigo do direito de resposta (!!??) vem explicar que "o sr. Aníbal Lopes, pai de Pedro Santana Lopes, nunca foi trabalhador (como director-geral ou com qualquer outra função) da Grundig ou de qualquer empresa do Grupo Grundig. O sr. Aníbal Lopes foi, sim, trabalhador da sociedade Nacional Rádio, SARL, sociedade que, no ano de 1975, representava, para além de outras, a marca Grundig".
Dupont

Rir-se na cara do furacão!


À porta de um talho, Baton Rouge, Louisiana.
Dupont

Semana da Juventude


Até ao dia 3 de Setembro decorre por cá a "Semana da Juventude". Muito desporto, animação, sessões de stand-up comedy, cinema ao ar livre e muito mais. Quanto a bandas de música é que a coisa está fraquinha. Questões de orçamento, certamente. Agora, os Plaza, mais uma vez?... Pronto... são de Vila do Conde, tiveram um dos melhores álbuns nacionais de 2004, ao vivo esgalham bem, mas, sinceramente, começa afaltar paciência para os ver...
Dupont

segunda-feira, agosto 29, 2005

CINE-NEIVA em 21/08/2005

Excelente post Dupont. Para o ilustrar, segue foto da exemplar obra feita no Cine-Neiva-uma bonita casa de espectáculos situada no centro da cidade de Vila do Conde.
Advirto que a foto foi tirada no passado dia 21 de Agosto, pelo que não sei se, entretanto, já foram feitas mais"obras".

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Comentários para quê?
Haddock

Uma humilhação para Retorta

Definitivamente, as coisas não estão a correr bem a Mário Almeida. Perdeu, literalmente, a corrida dos cartazes, o Polis e a sua lista à Câmara falam por si e Vila do Conde continua a aparecer nos telejornais pelos piores motivos...
Agora, fez sair da cartola uma ponte em Retorta. Atenção que esta não é a virtual que aparece na propaganda do Polis. É uma outra, que substituirá a pedonal, entre Vila do Conde e aquela freguesia da margem sul. O mais extraordinário de tudo isto é que Mário Almeida não tem nem acordo, nem dinheiro, para a fazer.
Na verdade, começando pelo fim, a Câmara Municipal, como todos sabemos, está tecnicamente falida - pela primeira vez, o Orçamento (2005) não chega para cobrir as dívidas de 2004. E não tem acordo porque, como refere a notícia, "
a factura deverá ser comparticipada a 50 por cento pelo Governo através de um contrato financeiro a estabelecer entre os dois organismos. Esta possibilidade de suporte financeiro pelo Estado está apalavrada entre o autarca e o Ministério das Obras Públicas, mas, embora falte passar a intenção ao papel, a edilidade decidiu abrir o concurso, "pela urgência da situação"
Ou seja, isto tem tanta segurança jurídica e tanta probabilidade de ser feito como... o Cine-Neiva, também apalavrado com o então Ministro da Cultura, Santos Silva, do Governo de António Guterres. Aliás, na altura, Mário Almeida abriu concurso, apareceram dezoito (18) concorrentes e a obra jamais foi adjudicada. Desde 2001, curiosamente, ano de eleições autárquicas...
Mas, o mais grave de tudo isto, é a argumentação: "pela urgência da situação". "Urgência da eleição", queria V.Exª dizer, não é, senhor Presidente?
Então andam os retortenses enfiados em filas de trânsito, há trinta anos, e, só agora, a cinco semanas das eleições, é que V.Exª acha que há urgência em ligar Retorta a Vila do Conde? Acha que os habitantes de Retorta merecem ser tratados como burros? O que é que vai dizer a seguir? Que irá haver água e sanemento em Retorta "pela urgência da situação"?
V.Exª não foi de férias pois não?
Dupont

NÃO MINTA!

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Não vejo o futuro, mas sim um homem do presente e muito, muito do passado.
Os horizontes, se os houvesse, também não seriam novos mas velhos.
E preocupantes como se pode ver pelo céu cinzento, lá ao fundo, por detrás da cabeça do candidato, contras as montanhas. Vem aí tempestade.
VILA DO CONDE. O PRAZER DE VIVER
Com a água-choca a correr pelas ruas;
Com milhares de pessoas sem água ao domicílio;
Com a poluição que todos lançam no rio e no mar, por falta de ETARs;
Com o cheiro a m. 24 horas/dia junto ao rio Onda;
E lado a lado com as dezenas de habitações que se construíram na ROM.
Bem fez o candidato do partido da “mãozinha”: para ter mais prazer de viver, fez casa em Vilar do Pinheiro e guiou os seus esgotos para a Ribeira de Moinhos;
Haddock

O preço da água

Atente-se nesta notícia do Le Monde, que vem traduzida na última edição do "Courrier Internacional", página 9. O que interessa é isto:
"En 2003, la consommation en eau, en augmentation de près de 2 %, a atteint 167 litres d'eau par habitant et par jour, ce qui a occasionné une hausse du prix du m3 de 6 %, soit 86 centimes en moyenne. Toutefois, l'augmentation est inégalement répartie entre les régions.
En Andalousie, où la consommation par jour et par habitant a été de 184 litres, l'eau ne coûte que 79 centimes par m3, et le tarif descend même à 57 centimes en Castille, où la consommation est identique, alors que les habitants des îles Baléares,dont laconsommation n'a été que de 130 litres, ont dû payer 1,42 euro".
Andámos nós, cá por Vila do Conde, a discutir se o preço da água, por metro cúbico, deverá ser 2,34 ou 2,96 euros, quando, em Espanha, por metro cúbico de água consumida, os valores são de 1,42 euros nas Baleares, 0,57 euros em Castela e 0,79 na Andaluzia. Vejam bem: 0,79 euros na Andaluzia, onde a água é um bem tão abundante como, actualmente, um benfiquista feliz em todo o país! E, como se vê no post abaixo, a água não é para apagar os poucos incêndios...
Quando estava a ler a notícia, lembrei-me das palavras do comunista Fernando Reis, a propósito desta história da água, em Vila do Conde: "o negócio do século"! Na mouche!!!
Dupont

Socorro, senhora!


Às vezes, boas intenções dão para o torto. O nosso leitor PM enviou-nos esta fotografia, documentando o fogo que se propagou mesmo por baixo da Capela da Senhora dao Socorro, no fim de semana. Segundo nos informou, ficou a dever-se ao fogo de artifício do Rancho da Praça e, felizmente, não teve consequências de maior.
Dupont

PT


Já ouviram falar de PT? Não, não é Portugal Telecom, nem sequer Partido dos Trabalhadores, mas sim personal trainer.
É a última moda para as meninas-senhoras do Porto e arredores. Talvez o contágio já venha de outras paragens, mas o certo é que, na Invicta, a taxa de propagação é brutal. E o que é um personal trainer? Como o próprio nome indica, trata-se de um treinador pessoal, um professor pessoal de ginástica.
O que me intriga nesta história toda é que, segundo a minha sondagem pessoal entre amigas e mulheres de amigos, todas as que abordaram o assunto têm um "pt" homem e nenhuma mulher. Não sei se é aquela velha história que as leva todas a ter ginecologistas homens: "são mais sensíveis do que as mulhers". Pois, calculo... Mas o mais extraordinário é a conversa. Perante a estupefacção dos presentes - correcção: da minha - comparam os PTs: "o meu é cubano, tens um bíceps assim e assado"; " ai, o meu pt é brasileiro e tem um corpo de estátua grega"; "bem, o meu é português e não tem um graminha de gordura"...
Mas qu'esta merda?
Confesso que se me soltou a língua e só não arranjei uma mão cheia de dramas conjugais porque era hora do restaurante fechar e a conversa não chegou realmente a aquecer. Então mulheres casadas com este tipo de conversa? À frente dos maridos? Que raio é esta história dos ginásios? Sítios de engate barato? Se querem emagrecer que não comam, olha que diabo!
Dupont

Finalmente! Era mesmo disto que os lisboetas precisavam!

"O candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes, propõe a instalação de um sistema de acesso gratuito à Internet sem fios em cinquenta espaços públicos da capital.«Lisboa não pode perder tempo, tem de inovar-se, ser mais moderna», sublinhou Sá Fernandes"-Diário Digital
Dupont

Quando faltar a bateria...


Informações aqui.
Dupont

domingo, agosto 28, 2005

EL nuestro PAIS

A edição de domingo do El Pais apenas exibe duas fotos na capa: uma, sobre a libertação de presos em Abu Ghraib e, outra, sobre os incêndios em Portugal. Leitor assíduo do jornal, há longos anos, não me recordo do nosso país ser assunto de capa, a não ser quando serve de cenário a qualquer evento internacional, do género Euro-2004. Bombardeado, diariamente, por jornais e revistas que apresentam uma visão necessariamente próxima da nossa realidade, gosto de ler aquilo que a imprensa internacional, com uma apreciação mais distante e global (nem sempre isenta ou correcta, vide o caso das prostitutas de Bragança...) dos nossos problemas.


O título é subtilmente demolidor: "Las ilusiones devastadas de Portugal". No interior, o assunto tem direito a editorial e a capa mais duas páginas, tudo a cor, no suplemento Domingo. Está assinado por Margarida Pinto, que não faço ideia se é correspondente ou jornalista do diário. Na dita capa, uma mulher, de preto, chora, agarrada a um cajado, enquanto atrás de si a floresta arde...
O tom do artigo, e até do editorial, é que os fogos são "una metáfora de una cierta impotencia general del pais ante muchos otros problemas estructurales que limitam su crecimento e modernizacion". A grande tónica é posta no (des)ordenamento do território. No editorial, sitetiza-se a questão:
"Los incendios, afortunadamente apagados - en parte gracias a una ejemplar colaboración europeia -, han puesto de forma desgraciada el foco sobre un campo abandonado por los jóvenes, sobre la desintegración acelerada del mundo rural, y sobre la falta de ordenamento territorial."
Isto porque 80% dos portugueses vive perto do mar e 90% da área florestal pertence a 400.o0oo proprietários. Os números comparativos, recorrentes neste tipo de artigo, são claros:
"por cada 1000 hectáreas hay 7 veces más fuegos em Portugal que en España e Italia, 20 vezes más que en Francia e 22 veces más que en Grecia"
22 vezes mais fogos por mil héctares do que a Grécia!! Pelos vistos, não é só no futebol que perdemos para os helénicos...
O El Pais foi, ainda, falar com José Gil, o autor de «Portugal - O Medo de Existir», "otro símbolo del estádio de ánimo del país...", que confirma a nossa depressão colectiva. Para o professor de Filosofia, nos outros países também há incêndios, só que a situação económico-social é melhor, pelo que não entram em depressão...
A apreciação do nosso desempenho económico, das "crises temáticas" (justiça, saúde, etc.) e a descrença total nos políticos ("antes de irse de vacaciones, Sócrates encendió la hoguera final que acabó por castigar su popularidad: elegió a diversos miembros del aparato del Partido Socialista, incluídos amigos personales suyos, para importantes cargos en la administracion de empresas públicas o controladas por el Estado") ocupam o resto do artigo com excepção do último capítulo, "Esperanza". Aí, citam-se o sub-director do Público, Manuel Carvalho, de novo José Gil e o colunista António Costa Pinto para concluir que não estamos mal. O que temos é expectativas frustradas e uma sensibilidade à flor da pele.
Em suma, os 777.000 compradores da edição de domingo do El Pais, mais os outros todos que lêem de borla e ainda aqueles que ouvirão conversas sobre o assunto, certamente concluirão que o que Portugal necessita é de... tapas, cañas e mucha fiesta!
Dupont

sábado, agosto 27, 2005

«Todos somos iguais, mas há uns mais iguais do que outros»

«A INFRACÇÃO - O carro que transportava o presidente do Tribunal Constitucional, Artur Maurício, foi apanhado a uma velocidade de 200 quilómetros por hora na auto-estrada do Sul (A2), na passada terça-feira, cerca das 12h00. Segundo noticiou ontem à noite a TVI, a Brigada de Trânsito da GNR detectou a infracção, mas quando o motorista (membro do corpo especial da PSP) do juiz conselheiro recebeu ordens para parar não lhe foi aplicada a coima por excesso de velocidade. A estação televisiva adiantou também que, para além de a multa não ter sido paga no acto da infracção, não foi apreendida a carta de condução do motorista nem solicitados os restantes documentos.(...) Num comunicado enviado à redacção da TVI, o Comando da GNR sustentou que a BT não multou o motorista de Artur Maurício porque o condutor invocou uma "questão de urgência". Carlos Brito alegou que o juiz conselheiro se dirigia para uma reunião agendada para as 15h00». Público
Dupont

Golpe do "génio"...

"Ferreira Torres duplica verbas - Avelino Ferreira Torres, candidato independente à Câmara de Amarante, teria direito, por lei, a um máximo de 112.410 euros para a sua campanha. Apesar disso, foram aprovados dois orçamentos envolvendo o seu nome, que totalizam 224.546 euros: um, proposto pela sigla Amar-Amarante com Ferreira Torres, no valor de 112.177 euros; e outro pela sigla AFT-Amarante com Ferreira Torres, no valor de 112.369 euros. A justificação para o segundo é que se destina a apoiar a candidatura de Eugénia Moura Teixeira à Assembleia Municipal, como se esta não integrasse o grupo Amar-Amarante. No entanto, no site ofícial deste, é Eugénia que surge como cabeça-de-lista do movimento à Assembleia Municipal". Público.
Dupont

Far away so close...

"Quando as pessoas deixam de acreditar em Deus, como costumava dizer Chesterton, não é que não acreditem em nada, acreditam é em tudo. Até nos meios de comunicação".
Umberto Eco, DN

"A coisa mais importante é manter a esperança acesa no coração das pessoas. Quando se tira a esperança de alguém, tudo o que sobra é a violência".
Bill Clinton, Sábado/Veja
Dupont

sexta-feira, agosto 26, 2005

A mudança (2)

A mudança de cartazes operada pela candidatura de Mário Almeida suscita algumas reflexões:
1.- O primeiro cartaz (Prazer de Viver) esteve muito pouco tempo afixado, e mais do que isso, num período de tempo em que a população está pouco desperta para a mensagem política. Assim sendo, esta troca mostra que o próprio PS reconhece que os cartazes eram infelizes, pois ou se baseavam em imagens virtuais (a parte referente ao Polis), ou então em paisagens que nos foram dadas pela natureza e pela história e nas quais a acção da Câmara socialista nada contribuiu (a paisagem rural envolvente à ponte D. Zameiro). Foi por perceber o erro cometido que o PS mudou rapidamente de cartaz.
2.- Este segundo cartaz divulga uma frase enigmática (O futuro com novos horizontes). Quais os novos horizontes do futuro? Aqueles que nos podem ser apresentados por um homem que está no poder há mais de 30 anos e representa, portanto, o passado? Aqueles que vemos na foto que o acompanha? Mas a foto representa a realidade actual da cidade de Vila do Conde, não se percebendo qual a novidade futurista.
3.- Já não é a primeira vez que Mário Almeida aparece em cartazes de campanha em mangas de camisa. Até aí tudo bem, não fosse a imagem visualmente pouco conseguida pela associação da sua figura com a camisa branca. Não sei quem lhe faz aconselhamento, mas que tal trocar a cor da camisa de forma a melhorar o efeito visual?
4.- Ainda quanto à foto do candidato, é notório o esforço em tentar "rejuvenescer" a figura de Mário Almeida. As doses elevadas de maquilhagem são demasiado evidentes, proporcionando um efeito final que não abona em favor do fotografado. Além disso, a própria expressão parece forçada. Bem sabemos que Mário Almeida tem, geralmente, um aspecto grave e sério, dificultando a captação de uma expressão "simpática". O problema é que estas tentativas de lutar contra o lado natural do candidato mostram alguma necessidade de esconder, camuflar ou mesmo mudar algo, coisa que os eleitores não apreciam.
5.- Em eleições anteriores, Mário Almeida nunca avançou com uma campanha de cartazes tão intensa e activa como esta. Geralmente dizia que "não é com cartazes que se ganham eleições" e utilizava esta arma com muita parcimónia e bastante tardiamente. Nestas eleições a mudança de atitude é demasiado visível, mostrando à evidência o respeito e até algum receio pela candidatura de Santos Cruz. Será que se Mário Almeida tivesse indicações de que ganharia as eleições com facilidade estaria a colar tantos cartazes e a muda-los com tanta regularidade?
6.- A mudança de cartazes, pouco dias depois de serem colocados os primeiros, vem deitar por terra algumas críticas vindas do lado socialista ao eventual despesismo da candidatura de Santos Cruz. Pior do que isso, transmite para a população a imagem de que o PS não olha a custos para ganhar as eleições, nem que para isso tenha de mudar de cartazes todas as semanas. Ora, sabendo que iriam trabalhar assim, os socialsitas que criticaram Santos Cruz pelas despesas de campanha deveriam era estar calados. É que agora o efeito das suas palavras é o mesmo de um boomerang lançado por um inexperiente: vem bater-lhe na própria cabeça.
Dupond

A mudança (1)

Mário Almeida já sentiu que os Vilacondenses querem a mudança.
Confrontado com este grave problema, e depois de muito pensar, disse para consigo próprio: "Se eles querem mudança, é mesmo isso que eu lhes vou dar". Vai daí, resolveu começar já ontem a mudar os cartazes que tinha mandado afixar há cerca de 3 semanas.
Depois do "Prazer de viver", chegou "O futuro com novos horizontes". Segundo consta, ainda haverá mais duas vagas de mudança (de cartazes) até ao dia 9 de Outubro, altura em que os Vilacondenses decidirão sobre a verdadeira mudança (de Presidente da Câmara).
Realmente este homem não para de nos surpreender...
Dupond

Paulo Morais

O Urbanismo é, na maioria das Câmaras, a forma mais encapotada e sub-reptícia de transferir bens públicos para a mão de privados. A palavra para isto é «roubo».

Os maiores financiadores das campanhas e dos partidos são os promotores imobiliários e os empreiteiros. Para quê? Para ter contrapartidas.

Os partidos assumiram o papel de representantes das corporações que já funcionavam em Portugal no tempo da ditadura. As estruturas corporativas são hoje muito mais fortes porque têm uma aparente legitimidade democrática.

Os pelouros de Urbanismo das maiores câmaras são o local onde tudo se joga. Fui pressionado por membros do actual e dos anteriores governos, partidos… Pressões de todo o tipo.

A regulamentação jurídica na área do Urbanismo tem origem em duas ou três faculdades de Direito e alguns gabinetes de advogados. Se o objectivo fosse confundir o sistema, não fariam melhor. Quem elabora essa legislação fá-la propositadamente imperceptível para depois passar a vida a dar pareceres sobre a legislação que fez mal.

Nas mais diversas Câmaras do País há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais.

Existe uma preocupante promiscuidade entre diversas forças políticas, dirigentes partidários, famosos escritórios de advogados e certos grupos empresariais.


Sejamos francos: o que diz Paulo Morais é novidade para alguém? Todos nós já ouvimos, ou até fomos actores passivos, de histórias pouco recomendáveis com a Câmara A ou a Câmara B. Os célebres apartamentos “recuados”, as participações em sociedades anónimas com acções ao portador oferecidas pelos próprios empresários, as contribuições “obrigatórias” e chantageadas para o clube de futebol da terra, o dinheiro na Suiça ou em off-shores, sinais exteriores de riqueza muito para além do que seria contabilisticamente possível com um mero ordenado de autarca, contrapartidas desonestas e desproporcionadas para a aprovação de projectos, enfim, um sem números de manhas e artimanhas que a nata dos nossos autarcas há muito pratica com total impunidade do mundo judicial. Aliás, muitos parecem ter alguma ligação invisível com esse poder - quem não se lembra de Filipe Menezes ou Ferreira Torres, na televisão, dizerem em alto e bom som que “a mim ninguém me notifica?”. E que dizer dos processos judiciais favoráveis à autarquia que parecem ter patins e os outros, contrários, movidos por lesmas?
Na verdade, não vale a pena falar em partidos. A questão aqui gira à volta das características pessoais dos detentores dos cargos, onde “carácter”, “verticalidade” e “honestidade” são valores completamente ausentes. Não vale a pena dar exemplos, pois estão espelhados nos jornais, em Câmaras do Norte ao Sul, do Litoral ao Interior. Todos parecem saber, todos parecem conhecer, mas nada se faz. O meio é pequeno, os caciques rosnam, as pessoas temem pelas consequências e não vêem outra solução senão ficarem calados.
Há uns tempos Maria José Morgado alertou para a existência de um submundo que geria o País, com especial incidência no futebol e na promiscuidade com as Câmaras. Meses depois, Saldanha Sanches veio acusar as Câmaras Municipais de serem locais de corrupção e de que "o número de presidentes de câmara que exigem luvas para instalar empresas no seu concelho é assustador". O que Paulo Morais vem dizer não é, não pode ser, novidade para ninguém.
O Poder seduz e corrompe, lá dizem os livros. O pior é que a maior parte destes autarcas nunca leu livros e encontrou no poleiro autárquico o pódium que a sua falta de capacidades pessoais e intelectuais nunca lhe permitiria. “Também há «doutores & engenheiros»”, dirão alguns. Concerteza, mas, se repararem bem, esses são em número bem inferior. Não tem só a ver com formação profissional, mas, volto a dizer, com a honestidade com que cada um exerce o cargo. Só que há doping motivacional, motivações extra, que Freud explicaria com clareza...
A solução para isto… é que não há solução. Sempre houve corruptos e sempre haverá. A única coisa que podemos fazer, além da óbvia denúncia, é retirá-los do poder, com o nosso voto. Porque o voto é a arma para a escolha dos melhores a governar e não dos que melhor se governam.
Dupont

Orçamentos Autárquicas 2005 - Vila do Conde

Estas informações constam do site do Tribunal Constitucional. Faltam o orçamento da CDU, mas a culpa não é minha, uma vez que o ficheiro deu "erro" das várias vezes em que o tentei descarregar... As imagens são cópia fiel dos documentos apresentados pelos partidos naquele Tribunal, que, pelos vistos, não tinham que corresponder a qualquer formalismo harmonizador.

Partido Socialista


(Clique para aumentar)
Coligação "Sentir Vila do Conde"

Bloco de Esquerda
Dupont

JVC-Jornais Vitais para a Conquista

"Avelino [Ferreira Torres] não quis deixar em mãos alheias a informação “verdadeira”. Para isso, as gentes da sua candidatura criaram dois jornais para ajudá-lo na tarefa de bem servir os amarantinos: O Clarim do Tâmega e o Ecos do Marão. Neles, Avelino navega como peixe na água. São só boas notícias. (…) Será por estas e por outras que o principal jornal do Marco se chama A Verdade?"
in Visão
Dupont

quinta-feira, agosto 25, 2005

Champions League

FC Porto - Inter de Milão, Glasgow Rangers e Artmedia Bratislava
SL Benfica - Manchester United, Villareal e Lille.
É complicado dizer quem tem o serviço mais facilitado, uma vez que ambas as equipas têm novos técnicos e reforços, estando longe de atingir a velocidade de cruzeiro. De qualquer forma, a experiência do FC Porto é muita e, como é sabido, isso conta e de que maneira. Basta ver que, no ano passado, aquela equipa desnorteada ainda conseguiu atingir uma classificação surpreendente para o nível futebolístico que apresentava.
Dupont

La Famiglia

"O orçamento das autarquias é como o orçamento familiar. Uma família pode gastar mais em Julho, por causa das férias, mas até ao final do ano tem de gastar menos do que aquilo que ganhou!", Fernando Ruas, Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Público.
Dupont

Recurso ao Tribunal anula condenação na Comunicação Social

"Autarca e ex-deputado do PSD absolvidos em Águeda - O caso de peculato e falsificação de documentos que tinha Cruz Silva como uma das figuras principais terminou ontem com a absolvição de todos os arguidos" - Público
Dupont

«Trans-Europe Express»

"Europa bombeira dos fogos em Portugal"
Libération, 22 Agosto

"O chefe do Governo socialista, que alguns criticaram por não ter interrompido as suas férias quando há dez dias o país vivia uma situação comparável, parece querer tomar conta do problema."
Libération, 22 Agosto

"Portugal pede socorro"
Título de primeira página do Jornal do Brasil, 23 Agosto

"José Sócrates, que ontem esteve em Coimbra para observar os danos causados pelos fogos, disse que é hora de apagar os incêndios, e que depois deve-se debater e atacar as causas estruturais. A oposição e várias associações ambientais acusaram-no de fazer declarações vazias e sem sentido, porque o diagnóstico faz-se todos os anos, ainda que ninguém pareça disposto a actuar."
El País, 23 de Agosto

"Há muitos incêndios porque há muitos incendiários soltos." (...) "No que respeita a 2005, arderam [em Espanha] 107.000 hectares de floresta, mais 23 por cento do que no ano anterior, mas menos do que em Portugal, que com uma superfície muito menor perdeu já 135.000 hectares."
Editorial do El País, 23 Agosto

"À rádio Europe 1, o ministro da Administração Interna português pediu a solidariedade das forças europeias de luta contra o fogo e sobretudo a construção de um bombardeiro de água, construído pela Europa para a Europa."
Libération, 23 Agosto

"Bombeiros da Alemanha, França e Espanha viajaram ontem para Portugal para ajudar a conter os 27 incêndios que consumiam a floresta pelo país."
The Guardian, 23 Agosto
Fonte: Público
BBC: fotos enviadas por leitores.
Dupont

“Magic Time” - Van Morrison


O grande mago celta volta a apresentar um trabalho soberbo, talvez o melhor desde o magnífico “Avalon Sunset”, de1989, Van Morrison está mais velho, parece desapontado com o que o rodeia, mas a sua veia musical e poética continua absolutamente genial.
O álbum arranca com “I’m stranded”, onde o músico começa logo por esclarecer a sua posição: “I’m stranded at the edge of the world/It’s a world I don’t know”. Talvez este seu aparente desnorte, que é efectivamente uma revolta para com o actual estado de coisas, o convide a isolar-se. Por isso, quer ser como Greta Garbo: “Tell everyone I’m not at home/Just like Great Garbo/I just want to be alone” ("Just Like Greta").
Para Van Morrison, o mundo está doente, infestado de vulgaridade e superficialidade, sem tempo para parar e pensar. O seu desejo é que esta mediocridade se mantenha afastada, como canta em “Keep Mediocrity Away”: “Well you’re going through the motions and they can’t hear a Word you say (…) Gotta fight everyday to keep mediocrity at bay”. Perante tudo isto, Morrison sente-se enjaulado: “The lion this time again/He’s in the circus in a cage/he’s trying to break out of the frame”.
É claro que esta onde melancólica contagiou, e de que maneira, a criação musical. O músico oferece um registo melancólico, mais ainda do que o habitual, transformando a audição de “Magic Time” um enorme prazer. Aliás, se há coisa que este disco convida é ao relaxamento, com as suas atmosferas bluesy, folk e com um cheirinho a big bands. Ideal para o regresso de férias, portanto.
Ian McCulloch disse um dia que gostava de envelhecer criativamente como Van Morrison. Como todos sabemos, o líder dos “Echo & The Bunnymen” não o conseguiu, mas o seu comentário continua absolutamente correcto: o autor do genial e eterno “Astral Weeks” continua a assinar excelentes álbuns, está atento ao que o rodeia e não perdeu o sentido de humor. Depois de todos os desabafos anteriores, na faixa que encerra o álbum, “Carry on Regardless”, Morrison deixa emergir alguma esperança, de que vale a pena continuar, “in spite of the music business scam/ in spite of all the petty minded little woman and men/when everybody don’t give a damn...”. E o último som que se ouve, mesmo antes de acabar a faixa, é a sua gargalhada – certamente a caminho do pub mais próximo…
Dupont

quarta-feira, agosto 24, 2005

O Poder dos Blogs – Números - Credibilidade

Ontem foi um dia especial n’O Vilacondense: desde que colocámos o Sitemeter, ultrapassámos as 100.000 visitas (170.000 para visualizações). No total, já vamos com 108.404 visitas. A nível nacional continuamos confortavelmente no Top Weblog, com mais de 400 visitas diárias, isto numa altura em que estalou, na blogosfera, uma discussão sobre audiências. Tudo começou no Expresso de sábado, quando Paulo Querido chamou à atenção para a chegada de novos blogs, com grande audiência, como por exemplo o “Aqui é só gatas”, um blog soft-core de fotografias de mulheres. E, heresia das heresias, disse que, provavelmente, o blog mais visitado seria, não o Abrupto, mas o Hollywood, o belíssimo blog do Miguel Lourenço Pereira sobre cinema. Comentário puxa comentário, o certo é que não houve consenso.
Também ontem, no Público, Vital Moreira chamava a atenção para o poder dos Blogs, arriscando afirmar que se tratava, quase, do Quinto Poder. O registo do blogger do Causa-Nossa é algo entusiasmado:
Acessíveis a cada vez maior número de pessoas, à medida que se generalizam os computadores e a Internet, os blogues podem finalmente realizar, a uma escala nunca imaginada, a utopia democrática de permitir aos cidadãos em geral intervir directamente nas assuntos da polis
mas Vital Moreira considera fundamental o papel desta nova realidade e debruça-se sobre o problema do anonimato:
se nuns casos o anonimato constitui uma compreensível protecção do autor, sem a qual as suas informações e advertências não viriam a público, noutros muitos casos o anonimato é apenas a cobertura para patifarias de toda a espécie.
Na realidade, a blogosfera portuguesa está em transformação. Mas dizer isto não quer dizer que ela estivesse parada e começasse, agora, a mover-se. Os blogs caracterizam-se por uma enorme velocidade, as notícias e os comentários aparecem em tempo real, e é natural e positivo que tudo se diversifique. Como liberal que me considero, sempre achei a pluralidade um valor absolutamente inatacável. É claro que lamento o desaparecimento de alguns blogs que constituíam a nata da blogosfera, como o Aviz, o Barnabé e o inultrapassável Jaquinzinhos.
Mas, com a proliferação de blogs e o problema do anonimato, levanta-se uma outra questão: a da credibilidade. É que as audiências não indicam se um dado blog é ou não credível. Pacheco Pereira costuma referir que, à semelhança do que se passa nas publicações científicas, também na blogosfera é a quantidade de citações que um dado blog tem. No fundo, é o reconhecimento pelos pares. Ele bem pode estar descansado, porque tem cerca de 1400, que o atira para um lugar no TOP 80..Mundial!.
Com este critério, mais um, entre tantos outros, e a título de mera curiosidade, recorrendo aos números do Technorati, veja-se o Top "credibilidade” dos blogs vilacondenses (Blog/nº de citações):
O Vilacondense________________199
Ouriço-Cacheiro _______________108
Lápis de Cor __________________83
Blogue do Rio Ave FC___________33
Rotação Difusa ________________27
Vila do Conde Quasi-Diário_______16
Marionetas a Norte _____________16
Green Zone ___________________8
Rei ao Ave ____________________8
O Bom Senso __________________5
Cruzamento de Ideias ____________5
Zé da Vila ____________________3
O Pai Já Bai___________________2
Dupont

Fama que ultrapassa fronteiras

Hoje recebi um e-mail de um amigo da Argentina com o seguinte texto:
"Bueno j... te saludo desde aqui espero esten todos bien ya que por las noticias que nos llegan de su pais por los incendios que estan sufriendo son muy feas para nosotros ,lo que quiero que me cuentes si estan serca del lugar donde son los incendios.
bueno no me quiero poner mal por esto ni ponerlos peor a ustedes ya que estaran pasando por un mal momento en su pais .
Te pido j... dentro de lo que me puedas contar escribime quiero estar seguro de que estan todos bien nuestros amigos alli ,te cuento que este domingo nos juntamos con el club a comer asado y para passear un poco.
Tu amigo
M."

Dupond

«Around the World in 80 days»


Com as férias a terminar, guardei uns momentos para ver a série de documentários “Around the World in 80 Days/A Volta ao Mundo em 80 Dias”. Não sei se passou na televisão, mas a revista "Volta ao Mundo" e o "Diário de Notícias" disponibilizaram aos seus leitores uma versão legendada. São sete episódios que relatam a viagem de Michael Palin à volta do Globo, procurando seguir as pisadas de Philleas Fogg, o aventureiro que Júlio Verne tornou protagonista do seu romance “A Volta ao Mundo em 80 Dias”. O fiel Passpartout é, aqui, o cameraman…É claro que quase 120 anos depois da viagem imaginária de Fogg muita coisa mudou, mas Palin propôs-se fazê-la sem recurso ao avião. O resultado foi fantástico.
A série já não é nova, datando de 1989, tendo a viagem ocorrido no ano anterior. Mas isso, curiosamente, só se nota nos países do Primeiro Mundo. No resto fica-se com a sensação de que o tempo parou. Aliás, em algumas situações, Palin comenta isso mesmo, que se Fogg tivesse realizado efectivamente a sua viagem teria utilizado meios de transporte e equipamentos iguais aos que ele, agora, estava a utilizar.
Para quem não está a reconhecer o nome “Michael Palin” convém recordar que ele é um dos elementos dos absolutamente geniais Monthy Python. Outros recordar-se-ão dele do filme “Um Peixe Chamado Wanda”, onde estava mudo todo o tempo o que não o impedia de ser um tresloucado defensor dos animais. Pois a escolha de alguém com o perfil de Palin acabou por tornar-se no maior trunfo da série. O actor agora apresentador não entra em palhaçadas e oferece um registo honesto do que é ser viajante, muito longe da imagem de turista que habitualmente conhecemos – e somos…Os choques culturais, que normalmente nos causam incómodo e repulsa, são tratados com uma enorme e desconcertante bonomia. Palin teve situações complicadas, como quando dormiu ao relento durante sete dias, entre o Dubai e Bombaim, num barco inclassificável de mercadorias, onde partilhou a ração da tripulação indiana (arroz com gorgulhos…) e onde se sentiu mal. Ou como assistiu à morte de uma cobra para lhe ser servida e que, mesmo após ter sido decapitada e lhe retirada a pele, ainda se mexia vigorosamente! Ou, até, o mais horrível dos sofrimentos, vê-lo a beber Mateus Rosé a bordo de um barco jugoslavo… Mas safou-se sempre com uma classe tipicamente britância. Michael Palin explora superiormente o lado humano nos encontros que vai tendo, acabando por revelar-se um verdadeiro cidadão do Mundo, tal qual este outro. Além do mais, prova que um misto de boa-disposição e boa vontade, polvilhado com muito fair-play, é a chave para uma pessoa de fazer entender em qualquer parte do Mundo. E ainda lhe sobra tempo para se rir de si mesmo e fazer algum humor físico, à la Monthy Python.
Este é o tipo de DVD que, com toda a certeza, irei rever, mais dia, menos dia. Não será para aprender nada, mas para desfrutar de umas horas agradabilíssimas, recordando, confesso, o que gostava de ter sido eu a fazer…
Um conselho: tomei conhecimento desta série através do conselho de um amigo. Ela está à venda na Amazon, por cerca de 17 euros. No entanto, para quem puder alargar um pouco os cordões à bolsa, aconselho a “The Michael Palin Collection”, onde além de “Around the World in 80 Days”, terá ainda outros documentários protagonizados pelo actor-apresentador: “Pole to Pole”, em que ele viaja de um pólo ao outro; “Sahara”; “Full Circle”, “Himalaya”, “Great Railway Journeys” e “Michael Palin's Hemingway Adventure”. É um pouco mais cara, cerva de 100 euros, mas vale bem a pena o esforço. Imprescindível.
Dupont

Guerra aos incêndios


Esta imagem saiu ontem na capa do Público. É da autoria de Steven Governo/Associated Press. O plano picado, os aviões ligeiramente desalinhados, o contraste das cores, uma beleza cinematográfica, uma composição que evoca, efectivamente, uma situação de guerra - que é o que se trata. Spielberg não fez melhor em "Sempre".
Dupont

terça-feira, agosto 23, 2005

Armstrong

O jornal francês L'Equipe apresenta hoje uma notícia bombástica: Armstrong (que nunca teve nenhum controlo de doping positivo ao longo da sua carreira) afinal tomou substâncias dopantes na Volta a França de 1999, a primeira da série de 7 que concluiu este ano.



A minha primeira reacção foi a de ver nesta notícia a revelação do tradicional chauvinismo francês, bem conhecido de todos. Na verdade, o feito de Armstrong veio deixar para segundo plano homens como o francês Bernard Hinault, que figurava no topo dos ilustres da maior prova do ciclismo mundial com as suas 5 vitórias. Ora, o aparecimento de alguém, ainda para mais americano, que ultrapasse esse feito é algo com que os franceses nunca lidaram bem.
Apesar deste pensamento, lá fui ler a notícia. Afinal de que se trata? Em concreto, o que está em causa são um conjunto de amostras de urina recolhidas durante a Volta a França de 1999, que depois de terem sido conservadas em frio, foram analisadas em 2004, recorrendo a um conjunto de técnicas que naquela época não estavam disponíveis. Segundo a investigação do L'Equipe, esses testes revelaram a presença de EPO, substância que aumenta artificialmente os glóbulos vermelhos no sangue e facilita a oxigenação no sangue.
Estes factos apresentados pelo jornal francês têm contudo algumas fragilidades:
- As 6 amostras de Armostrong constavam de um conjunto de outras, todas elas anónimas. O L'Equipe afirma conseguir provar que as 6 que apresentam EPO são de Armstrong, facto que não se compreende como é possível.
- De acordo com as regras do controlo anti-doping, todos os atletas tem direito a uma contra-analise, que permita despistar possíveis erros técnicos no processamento laboratorial. No caso desta investigação do L'Equipe, essa contra-analise é materialmente impossível, dada a metodologia seguida e o tempo decorrido.
- O L'Equipe explica que só com os métodos de analise utilizados a partir dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 é que se tornou possível detectar aquela substância. Ora, mesmo que Armstrong fosse culpado em 1999, como explicar que tenha ganho em 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005, altura em que já se poderia "fugir"?
Perante estas fragilidades, Lance Armstrong já respondeu ao L'Equipe no seu site pessoal. Numa curta declaração, Armstrong acaba com uma clara expressão de inocência: "I will simply restate what I have said many times: I have never taken performance enhancing drugs" .
Dupond

Leis Eleitorais!


Estava eu no dentista à espera de vez para ser consultado.
Em lendo o Público, pelas maiores, fui ouvindo a conversa do lado que passados dez minutos já não estava ao lado mas em todo o consultório.
E a discussão, que foi no que se tornou a conversa, era sobre água, ou melhor, a falta dela.
Dizia um colega de espera que tinha afundado o poço e já não tinha água, outro que já não tinha água no furo e que utilizava a dos vizinhos e outro dizia que na casa dele não faltava água, que agora, com esta seca, é que sabia dar o verdadeiro valor da ligação à água da companhia.
Um punha culpas à seca e outro aos incêndios e outro ainda aos consumos excessivos, aos lavradores e ao clima…
Tira boi, tira vaca, já o S. Pedro tinha ouvido das boas e diz uma senhora que também esperava vez:
- Então, queixam-se de todos menos da Câmara. Quando falta água em Lisboa ou no Porto, as pessoas vêm para a televisão queixar-se da Câmara. Neste concelho, ninguém levanta a voz à Câmara, todos se queixam do tempo e da seca.
Virando-se, para a recepcionista: Ó menina, alguma vez houve falta de água neste consultório?
Resposta negativa.
Pois não, disse, a água vem do rio Cávado e chega às torneiras de muitos milhares de pessoas.
Como é que me vêm falar no tempo, na seca e no calor?
Na minha casa há água. E aqui na Vila há água em todas as casas. Portanto, se não têm água nas vossas casas não culpem a natureza.
Culpem a Câmara que tinha obrigação de levar a água às vossas casas e ainda não o fez. Quando os esgotos que passam na rua vos entrarem em casa venham dizer que é da enchurrada! Lorpas.
Hum, pois, sim, mas... A discussão, qual balão furado, acabou como começou… lentamente.
Assenti com a cabeça e pensei cá com os meus botões: a seca é má para todos os vilacondenses excepto para a campanha do Professor Santos Cruz.
À medida que a água diminui na torneira, crescem as hipóteses do Professor.
E pensei então em duas novas Leis Eleitorais:
A viabilidade eleitoral de Mário Almeida
1 - É directamente proporcional à quantidade de água que pinga das torneiras dos vilacondenses.
2 – E inversamente proporcional ao caudal do esgoto que escorre pelas ruas e valetas do concelho.

Afinal, se o povo não tem água, de quem é a culpa?
Haddock

Aniversário


Do BlogameMucho. Este ano, pela segunda vez... Eles divertem-se...
Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

Uma lufada de ar fresco


Saúdo também com afecto a juventude aqui presente que fala em português. Espero, meus caros jovens, que vivais sempre como amigos de Jesus, para experimentar a verdadeira alegria de ser filhos de Deus e comunicá-la a todos, especialmente aos vossos semelhantes, especialmente os que se encontram em maiores dificuldades.
Bento XVI, Colónia, 21 de Agosto.
(...) Mas a Bento XVI posso já agradecer a alegria de ter conseguido que esta juventude não se sinta só. Por ter ajudado a recuperar o sentido de festa que é inerente à própria fé. Um milhão estava em Colónia. Muitos outros milhões ficaram por aí. A Igreja pode continuar a ser merecidamente criticada, mas é com inexplicável orgulho que a vemos não abdicar da liderança no combate pelas boas causas. Nas suas redes - como reconheceu o Papa em Colónia - há peixes bons e peixes maus. Cristo já avisara os do seu tempo, que nos seus campos e até ao fim dos tempos Deus deixaria crescer, a par e passo, o trigo e o joio.
Há um novo fogo de esperança que abrasou a gélida e velha Europa. Talvez possamos todos aprender com este milhão de jovens que é possível salvar o mundo em que vivemos. (...)
Graça Franco, Público, 22 de Agosto.
Sempre desconfiei destas enormes aglomerações de gente com um propósito comum. Cheira-me sempre a catárse colectiva. Mas a verdade é que fiquei estupefacto com o que vi. A festa-celebração de Colónia foi algo de magnífico e extraordinário, numa Europa onde apenas estamos habituados a ver este tipo de manifestação juvenil em festivais de música. O que os fez para ali convergir é, sem dúvida, uma enorme bofetada em todos os que ignoram o poder de Deus.
E a melhor prova disso foi o silêncio, sepulcral, que a nossa comunidade bem-pensante, desde a blogosfera aos jornais, consagrou ao assunto. Portugal ainda tem muito que caminhar se quer exorcizar-se do seu complexo de esquerda. Até mesmo os opinion-makers ditos de direita.
Dupont

Pago para ver!


"Valentim Loureiro deverá ser expulso do PSD em Setembro". Diário Digital.
Dupont

As motivações da Juventude Socialista vilacondense

"Chegou o momento de cumprirmos com afinco o nosso papel", dizem os jovens socialistas vilacondenses. E qual é esse papel? "Neste último mês e meio, até às eleições, temos que ser nós a trabalhar. Temos que ser nós a passar a mensagem do projecto socislista", diz o líder local, João Fonseca, em carta enviada aos militantes.
Por mim tudo bem. Só que, pegando na contabilidade temporal do presidente da JS, gostava de saber para que é que serve esta força política partidária nos restante três anos, dez meses e quinze dias em que não está "a cumprir o seu papel"?...
Via O Pai Já bai, um blogue que melhora a olhos vistos e onde está uma cópia da carta.
Dupont

Então o Benfica já não foi campeão????

"Portugal é o país com a menor taxa de felicidade entre os 15 países que formavam a União Europeia". Diário Digital.
Dupont

«Charlie e a Fábrica de Chocolate»

Tim Burton volta a assinar uma obra magistral. É incrível como é que, num mundo conservador e avesso a grandes aventuras estéticas, ele consegue impor a sua visão quase louca e..vencer!
Willy Wonka é o proprietário da maior fábrica de chocolates do Mundo. Vivendo completamente sozinho há quinze anos, resolve colocar cinco bilhetes dourados dentro dos milhões de barras de chocolate que produz. Quem as encontrar terá como prémio uma visita à misteriosa fábrica. Nas imediações da empresa vive uma família paupérrima, composta por quatro avós, os pais e um neto, Charlie, que sonha, noite e dia, com entrar nas instalações da fábrica. O concurso vai decorrendo, os concorrentes vão aparecendo, até chegarmos ao quinto, precisamente Charlie. Acompanhados por um familiar, entram na fábrica, tendo como guia o misterioso Willy Wonka. A partir dali é quase como um passeio por uma disneylandia, com guloseimas e divertimentos em fartura. Mas não só. Também há provas para cada um dos pequenos concorrentes, que acabam castigados pelos seus “pecados”: gula, egoísmo, soberba e inveja. Todos menos Charlie, claro.
O filme inicia-se com um gag tradicional de Burton, que é brincar com o logo da Warner, para depois o espectador ser absolutamente maravilhado com um genérico animado sobre a produção das barras de chocolate. Tudo sincronizado com a habitual música de Daany Elfman, a evocar atmosferas fantásticas. Simplesmente magnífico. Mas o grande deliro visual é o interior da própria fábrica, onde tudo é colorido e visualmente estarrecedor. Desde a cascata e o rio de chocolate (verdadeiro, por obséquio da Nestlé!...) às árvores de açúcar, passando pelas fabulosas salas de experiências, tudo é comestível mas, mais importante, forma um universo estético muito próprio, com a marca registada de Tim Burton.
Apesar de ser uma história para crianças, com uma mensagem clara sobre os malefícios de um comportamento infantil não regulado pelos pais, o realizador, no entanto, não se limita a ficar por aí nas relações parentais-filiais, expondo, igualmente o problema dos pais supervigilantes, que não permitem que os filhos cresçam saudavelmente. A solução passa por um ambiente familiar equilibrado, que é o único valor que a família de Charlie tem, pois vive de forma miserável. Mas não é esse o mais importante de todos os valores?


O filme é o remake de um outro de 1971, com Gene Wilder, mas que nunca vimos, pelo que não podemos fazer qualquer comparação. Mas um filme de Burton nunca é igual a mais nada, pelo que “Charlie e a Fábrica de Chocolate” aguentará qualquer comparação, até mesmo com Michael Jackson… Sim, porque Willy Wonka, com a sua roupa estranha, com os seus modos esquisitos, com a sua cor de pele incomum, vivendo sozinho numa ‘fábrica-parque de diversão’ e demonstrando um comportamento infantilóide, faz lembrar, efectivamente, o ex-Rei da Pop. Ainda para mais quando o actor que interpreta Wonka é Johnny Depp, cujo filme anterior foi “Finding Neverland”, precisamente o nome do rancho de Jackson…
Depp está cabotino quanto baste, mas podia ser ainda mais que não lhe ficaria mal. Os restantes actores acompanham, mas a estrela da companhia é, sem dúvida, Tim Burton, que além de inventar os fabulosos cenários tem ainda tempo para montar sequências de homenagem a Hitchcock, Stanley Kubrick e Busby Berkeley.
O único senão do filme, do meu ponto de vista, é o ritmo da acção, que nunca chega, efectivamente a levantar voo. Talvez tenha sido deliberado, proporcionando ao espectador maior oportunidade para se deliciar com o cenário… O certo é que, ao intervalo, lá fui recuperar um hábito de infância: ir ao bar comprar uma tablete de chocolate…
Dupont

Rio Ave FC addicted

O nosso provedor, João Paulo Meneses, aka "Sócio 2259", está de volta à blogosfera desportiva, tendo ingressado no "Rei ao Ave". A julgar pela primeira jornada, o seu regresso trouxe sorte!
Dupont

segunda-feira, agosto 22, 2005

«Como eu vos percebo, amigos bombeiros! Na savana africana, o calor também era terrível..»

"O primeiro-ministro aproveitou a oportunidade para elogiar o trabalho dos bombeiros portugueses num «fim-de-semana terrível» de incêndios". TSF.
Dupont

Durante o safari por Pampilhosa da Serra...

...José Sócrates assegurou que «todos os instrumentos à disposição do Governo serão accionados para podermos ajudar nas operações para recompor a situação, em termos das operações económicas afectadas das famílias, mas também dos concelhos». TSF.
Dupont

«Até agora, tinham sido apenas umas fogueiritas»

"Ontem (sábado), pela primeira vez, tivemos um número anómalo de fogos não circunscritos que nos levou a accionar os mecanismos de auxílio internacional", António Costa, Ministro da Administração Interna.
Dupont

A frase

"O senhor não devia gastar dinheiro no combate aos fogos, mas sim na prevenção" - popular dirigindo-se a José Sócrates, no Telejornal das 20.00 horas de ontem.
Dupont

A Oeste nada de novo...

FC Porto vence, Ricardo dá o habitual frango, o Benfica tropeça e já está dois pontos atrás do absolutamente brilhante Rio Ave.
Dupont

O Erro


Nestas férias (sim, passei quase quinze dias fora do país, sem internet, mas parece que ninguém se apercebeu...) fui a alguns museus. Num deles vi este mapa, com um erro clamoroso do cartógrafo. Vejam lá se descobrem. É facílimo!
Dupont

«Longe de Manaus», de Francisco José Viegas

Depois de aqui termos abordado a apresentação de “Longe de Manaus”, chegou a altura de falarmos do livro, no momento em que Francisco José Viegas pôs fim a um dos melhores blogues nacionais, o Aviz.


Tal como em outros policiais de Francisco José Viegas, a personagem principal é Jaime Ramos, o inspector da Polícia Judiciária do Porto, desta vez secundado não por Filipe Castanheira, mas sim por Isaltino de Jesus, um filho dos subúrbios do Porto. Aliás, a acção inicia-se com a procura de identidade de um corpo encontrado num apartamento próximo da rotunda de Santo Ovídeo. É o primeiro de uma série de assassinatos interligados a um passado comum que Jaime Ramos irá desvendar, entre a memória de África e uma viagem ao Brasil, mais propriamente a Manaus.
Ao contrário dos policiais clássicos, em que a acção se pauta, quase sempre, pela lógica "whoddunit?", Francisco José Viegas opta por massajar a vertente psicológica das personagens principais, com destaque, claro, para Jaime Ramos. Há quem defenda que se trata do seu alter-ego. Não conheço o Francisco para o poder confirmar, mas há elementos bastantes para, pelo menos, encontrar algumas simetrias. Desde logo a abençoada preferência clubística, passando, ainda, pela maneira de vestir casual (o ultra-clássico blaser de bombazina - Pag 54), e, claro está, por uma visão da vida algo melancólica, independente e extremamente racional.
Um escritor e um detective partilham uma certa inclinação para a psicanálise, no sentido de que ambos se socorrem de elementos objectivos para conseguirem construir toda a riqueza subjectiva das personagens. Em “Longe de Manaus”, tal como já acontecia em anteriores aventuras de Jaime Ramos, ficámos a conhecer quase tão bem o sujeito como o objecto da investigação, o que nos faz partilhar, ainda mais, a viagem com o protagonista. Veja-se, a título de mero exemplo, a descrição da “estagiária de advocacia”, na pág 163.
Por outro lado, a confirmar tal tese, temos que as reflexões e os desabafos de Jaime Ramos são gémeos daqueles que ouvimos ao Francisco, ao longo dos anos, nas conferências, nos seus programas de televisão e nos textos que connosco foi partilhando. O desabafo de um Portugal sujo e caótico, cheio de lugares-comuns, como o que se encontra, por exemplo, na página 41, prova bem isso. Mas é também aqui que o autor demonstra um sentido de humor e um fair-play notáveis, ao reconhecer que ele próprio, Jaime Ramos, também padece desses males (Pag 46), como qualquer português:

JR “(…) A mulher de trinta anos de Balzac teria hoje quarenta (…)
Rosa- “Quando é que leste Balzac?
JR –“Nunca li, mas toda a gente sabe como é”…
No mesmo sentido, somo por vezes derrotados por um manancial de citações que nos levam a chegar mais perto da conclusão que talvez seja mesmo verdade a tal tese do alter-ego. Tome-se, por exemplo, o descrito nas páginas 106 e 107, um verdadeiro guia para a visita ideal (de quem?...) a Veneza, Florença e Paris, em que o Francisco nos deslumbra com referências gastronómicas a cinematográficas, passando por monumentos, museus, cheiros e recantos. Aliás, o autor deixa escapar inúmeras vezes a sua faceta de gourmet (e gourmand…), chegando a partilhar uma receita culinária com os leitores! (Arroz de bacalhau, pag 198)



O Francisco, todos o sabemos, é um apaixonado pelo Brasil. Em «Longe de Manaus» não é apenas o país-continente que serve de cenário à intriga. O autor vai bem mais longe, conseguindo através da escrita o que a realidade dificilmente lhe proporcionaria (e que ele, estamos em crer, também não quereria…): ser brasileiro. Na verdade, durante os capítulos em que a acção decorre exclusivamente no Brasil e tudo se passa entre personagens locais, o narrador veste a pele de um escriba local, com todas as mudanças formais daí decorrentes. E a escolha de Manaus como um dos locais da intriga não terá sido fortuita. Esta cidade, construída no centro da selva, filha da loucura dos homens, desde a sua fundação até Herzog, é a metáfora perfeita para aqueles comportamentos que rasgam o quotidiano de cada um e ali ficam como marca indelével de um momento que podia ter sido extraordinário, mas que acabou em desgraça. Um pouco como a motivação de um criminoso ocasional, um ser ordinário, com uma vida ordinária, mas que um acontecimento invulgar, como a ressurreição da memória de um passado julgado esquecido, pode provocar comportamentos extraordinários. Manaus chegou para simbolizar a vitória do homem perante a Natureza, um propósito que, logo à partida, assim lá estivessem mentes atentas, era condição de uma existência dramática.
Já próximo do final, mais exactamente no capítulo 72, Jaime Ramos tem um longo desabafo para com Isaltino, sobre o sentido da sua vida, sobre o sentido da Vida. São três belíssimas páginas que merecem ser lidas em voz alta. Foi o que fiz, à minha mulher. Estávamos na praia e só quando terminei é que me apercebi que as pessoas que nos rodeavam haviam ficado igualmente maravilhadas… Um excerto:

(…) Também nunca te falei dos meus demónios. Os homens duros não são sempre
duros. Há um momento de repouso tal como existe a melancolia a meio da batalha. Um momento de perdição tal como existe a crueldade do tempo que passa por nós e nos deixa velhos, cada vez mais velhos (…)

Numa apreciação mais geral, há uma faceta do Francisco que me apraz particularmente. Ele fala da Rotunda de Santo Ovídeo e do Rio de Janeiro, de Angola e de Amarante, de autores, escritores, pintores e cineastas, de lugares e de pessoas com a naturalidade de quem os conhece e nunca com o reverência ou, pior, com a snobeira com que a maior parte dos nossos escritores nos brindam. Para Francisco José Viegas, cidadão do Mundo, todos os lugares são igualmente dignos.
Para quem nunca foi muito amante de policiais, este é o segundo Verão onde repito o tema. O ano passado foi a descoberta de Robert Wilson, primeiro com “O Cego de Sevilha” e, depois, com “Último Acto em Lisboa” e “Companhia de Estranhos”. Este ano aconteceu a confirmação de Jaime Ram…, desculpem, de Francisco José Viegas.
Dupont

domingo, agosto 21, 2005

Chelsea-Arsenal


Há um ano assistíamos à vitória do Chelsea sobre o Manchester United, na primeira jornada da Premiership. Hoje, fomos espectadores do embate entre os dois maiores clubes de Londres. Tudo o que então dissemos é perfeitamente válido. O resultado foi o mesmo, tal como o desempenho da equipa de José Mourinho: defesa de betão, ataques rápidos e determinados e uma consistência de jogo que faz desesperar qualquer adepto de outra equipa - especialmente os das portuguesas...
Ah, já me esquecia: Mourinho continua o maior sortudo do Mundo - um golo daqueles, frente a uma equipa como o Arsenal, não está ao alcance da sorte de qualquer um...
Dupont

sábado, agosto 20, 2005

Guia do Futebol Português


Quando parecia impossível, o Terceiro Anel ultrapassou-se e apresentou "O Guia do Futebol Português". Trata-se de um trabalho absolutamente notável, pela dimensão e quantidade de informação, e, especialmente, pela elevada qualidade global do projecto.
Muitos parabéns à equipa do segundo melhor blogue nacional de desporto (depois do Blogue do Rio Ave, claro...)
Dupont

O mundo ao contrário

Há uns dias passou na TVI. Hoje vi na SIC. As televisões correm para Retorta para registar o lamento dos habitantes locais por não terem água pública nas torneiras.
O País espanta-se por, a escassos quilómetros da segunda cidade do país, no quinto ano do Séc XXI, se registarem situações terceiro-mundistas destas. Pelos vistos, a julgar pelos resultados eleitorais dos últimos trinta anos, os vilacondenses não.
Dupont

O 100º Inimigo Público

O "Inimigo Público", aquele jornal que traz o "Público" em suplemento, assinalou ontem a sua centésima edição. Olhado, a princípio, com desconfiança, acabou por conquistar um espaço próprio e único. Entretanto, já criou descendência, como "O Inevitável", na "Única", do "Expresso".
Da edição de ontem: "Roberto Leal tem um drama na família - a mulher anda desconfiada de que o filho deles é gay, porque no outro dia chegou a casa e a apanhou o miúdo vestido com as roupas do pai".
Dupont

sexta-feira, agosto 19, 2005

Feira Gastronomia



Vai ser inaugurada hoje, às 18 horas, a 7ª edição da Feira de Gastronomia de Vila do Conde.
O certame que irá decorrer até ao dia 28 deste mês, nos jardins da Avenida Júlio Graça, dedica este ano particular atenção às receitas para acompanhar com vinho verde, fazendo a promoção do livro «Sabores de Hoje» com sugestões de vinho verde do chefe Hélio Loureiro.
A VII Feira de Gastronomia de Vila do Conde conta com a presença de oito restaurantes representativos das várias regiões do país, quatro petisqueiras e mais de 60 stands de produtos gastronómicos.

in Rádio Linear
Dupond

Liga Betadine

Procurando resolver o imbróglio em que se meteu o Major Valentim Loureiro com o patrocínio supostamente imegal da corretora de apostas on-line BetandWin.com e as difulculdades vislumbradas pelo Dupont para os nossos adeptos de futebol pronunciarem o nome do referido patrocinador, deixo aqui uma alternativa bem mais interessante:
Por não chamar à nossa liga de futebol a Liga Betadine?



Sempre é mais fácil de pronunciar, tratando-se de um produto que é best seller na sua área. Além disso, havendo tantas feridas no futebol, talvez se consiga contrinuir para uma melhor cicatrização.
Dupond

Contrastes Norte-Sul


É um novo assalto do betão ao Algarve. Há mais de cem mil apartamentos e moradias que já têm projectos aprovados e que devem ser construídos nos próximos três a cinco anos, confirmou ao DN fonte do turismo da região.
Voos Paris-Bragança enchem aviões da Aerocondor - in Público.
Apesar do sucesso das ligações, a Aerocondor não garante a sua continuidade a partir do dia 18 de Setembro. O director comercial, Fernando Lopes, adiantou que estão previstos voos no período do Natal e passagem de ano e na Páscoa. "Estamos a pensar no próximo Verão realizar três voos semanais, mas a regularidade da linha ao longo de todo o ano ainda não a podemos assegurar", admitiu. Estas reservas prendem-se com a falta certificação definitiva do Aeródromo de Bragança.
Dupont

Nem o Macedo Vieira!!!

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Dupont

«Homo lusitanus» ou a explicação de uma carreira de sucesso

Entrou para a Faculdade de Letras em 1941, obtendo diploma exactamente dez anos depois, em Histórico-Filosóficas. Em 1957 licenciou-se em Direito.
Chegou a Presidente da República...
Dupont (Fonte : "Sábado", nº 67, de 12/8)

Liga BetandWin.com


Pelo Blasfémias fiquei a saber que acabou a «Superliga Galp Energia», talvez por ser uma contradição nos termos, dada a quantidade de futebolistas que se arrastavam pelos relvados... Agora e durante quatro anos vamos ter a «Liga BetandWin». Aposta e ganha...
Estou mesmo a ver o típico tuga de estádio, o tal que veste o fato-de-treino para ir ao café ler "A Bola", a dizer para os amigos: hoje vou ver um jogo da «Liga betandeuinpontocome»...
Dupont

Um encanto...



Passando os olhos por uma paixão antiga, a centenária "Science & Vie", reparei numa pequena notícia sobre o aumento que o barco de cruzeiros "Enchantment of the Seas" sofreu nos estaleiros Keppel Verolme, de Roterdão.
Com o aditamento, o barco passou de 279 metros para 301 e de 975 cabines para 1.126.
A intervenção decorreu em Junho e a revista espantava-se por ter demorado um mês, quando esta operação demoraria, normalmente, três. Eu, humildamente, fico-me pelo espanto de semelhante coisa ser, de todo, possível...
(Mais fotos aqui)
Dupont

Novo blog


O Kafka saltou da nossa caixa de comentários para a blogosfera, com o "Antivilacondense". Até pensei que tinha alguma coisa contra nós. Afinal, não. Escolheu para imagem de abertura uma evocação de "A Metamorfose", o meu livro favorito do seu homónimo checo, que relata o pesadelo de Gregor Samsa ao assistir à sua transformação num insecto. Quem quiser ler a versão inglesa pode fazer o download aqui.
Trata-se de um blog onde a vida política vilacondense é analisada de forma satírica. E todos sabemos como o sentido de humor é sinal indicador da presença de inteligência. Já está nos nossos favoritos.
Dupont

quinta-feira, agosto 18, 2005

Marginal preocupa políticos

A requalificação da marginal Vila do Conde/Póvoa, obra incluída no programa Polis ameaça tornar-se na maior dor de cabeça de Mário Almeida para estas eleições. Os sinais do descontentamento popular são evidentes.
aqui apresentamos alguns dos mais graves problemas, correspondendo assim a um pedido de um leitor nosso, que nos enviou as fotos que os ilustram. Talvez alertado pela nossa chamada de atenção, o Presidente da Câmara, Mário Almeida, acompanhado pelos Vereadores Abel Maia, António Caetano e José Manuel Laranja estiveram ontem nos exactos locais mencionadas na reportagem (especialmente os referidos nas fotos 1,2 e 3)




Entretanto, também o candidato da Coligação PSD/CDS, Santos Cruz se mostra preocupado com aquela obra. Nas palavras que escreveu no seu site de candidatura, "os esgotos na praia são uma aberração, para além de não existirem acessos condignos ao areal". "As pessoas arriscam-se a cair, pois têm que andar de pedra em pedra para chegarem à praia", comentou o candidato da oposição, depois de uma visita que fez ao local.
Cá para nós, Mário Almeida ainda se vai arrepender de ter feito a obra, tal o volume de críticas à mesma, que cresce a cada dia que passa.
Dupond

Viva o Verão!


Dupond

CARO MÁRIO



1 – De si não esperava outra coisa que não a verdade. E a verdade é a confirmação do que há muito se sabe e eu também disse: Há uns portugueses especiais, diferentes de mim e de muitos outros milhões, que, apenas por terem um carteira profissional específica (farmacêutico), podem deter empresas altamente rentáveis – as farmácias.
São 3. 000, apenas. Pois, mas porque é que eu não hei-de poder ter uma farmácia? Apenas porque não sou farmacêutico.
Mas também não sou dentista e posso ter uma clínica dentária.
Nem sou professor e posso ter uma sala de explicações ou uma escola.
Nem sou açougueiro e posso ter um talho.
Enfim, Mário, acho que não é preciso continuar…

2 – A liberalização de preços não é sinónima de baixa de preços. Pois não, veja-se os combustíveis. Mas é sinónima de preços diferentes em estações de serviço diferentes. Ou, se quiser e voltando ao assunto, de medicamentos iguais com preços diferentes se vendidos em farmácias ou em hipermercados/estações de serviço.
E mais competitivos serão os preços há medida que se for pondo cobro aos autênticos monopólios e cartéis que existem em tantos sectores: transportes, farmácias, combustíveis, registos e notariado, enfim… Era preciso começar por algum lado.
Você tem razão. Há muitas diferenças entre o litoral e o interior. As assimetrias regionais são um dos maiores crimes dos políticos portugueses do pós 25 de Abril. Como há outros crimes que serão pagos por nós e pelos nossos filhos.
É. Talvez um destes dias possamos almoçar e trocar algumas opiniões.
Haddock

Más notícias

Continuando a onda de más notícias sobre Vila do Conde, a SIC apresentou ontem no Jornal da Tarde uma reportagem no "Bairro da Professora", em Retorta, no qual se denunciava a falta de abastecimento domiciliário de água aos seus habitantes. A revolta das pessoas que intervieram era evidente.
Já várias vezes temos alertado para essa chaga do concelho de Vila do Conde, que é a falta de uma rede de distribuição de água que sirva o concelho. Infelizmente, não tem havido capacidade por parte do actual Presidente da Câmara para resolver o problema.
Por isso mesmo, espera-se que, com ou sem privatização, este problema acabe de vez para os Vilacondenses. Claro, e que não tenhamos de pagar pela água a preço de ouro, como parece estar para acontecer...
Dupond

Clubes falidos

O Alverca e o Felgueiras são dois clubes de futebol profissional que apresentam uma situação financeira extremamente débil. Em consequência disso, ficaram ambos de fora das competições profissionais da Liga de Futebol, descendo assim às II Divisão B.
Para ocupar os lugares vagos a Liga de Clubes já convidou o Gondomar e o Chaves, clubes que, tudo indica, conseguirão reunir as condições necessárias à sua inscrição.
Entretanto, o Rio Ave foi o último clube da Super Liga a reunir as condições de inscrição de novos jogadores, tendo, para o efeito, entregue nos cofres da Tesouraria de Finanças de Vila do Conde um cheque "gordo" na passada semana. Ao que se sabe, a verba em causa terá sido conseguida à custa de um empréstimo bancário que o clube contraiu junto de uma instituição de crédito.
Estes exemplos mostram que o futebol português vive claramente acima das suas possibilidades. Gasta-se muito mais do que aquilo que produz. Nos casos do Alverca e do Felgueiras já não houve capacidade de "inventar" dinheiro. Pelo caminho que as coisas levam, não temos dúvidas que estes exemplos se repetirão.
Dupond

quarta-feira, agosto 17, 2005

ALELUIA!


Durante anos, quase desde que o mundo é mundo, os cidadãos têm sido explorados pelas farmácias e pela indústria da saúde e do medicamento. O que levou a que as farmácias sejam altamente rentáveis e muito cobiçadas.
Daqui a um mês vai ser possível adquirir medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias.
O Mário acha mal.

Da parte que me toca e ao contrário do Dupond, não só não acho perigoso como acho que é útil e, mais tarde ou mais cedo, inevitável.
É que o indecente e inconstitucional, digo eu, monopólio que os farmacêuticos detêm sobre as farmácias e a venda de medicamentos tem de acabar. Se não a bem, que seja a mal.
E tudo o que se fizer para aliviar o cidadão do elevado custo dos medicamentos e para acabar com esse monopólio são boas notícias.
Haddock

Ainda a dispensa de medicamentos...


Por cá o assunto está a dar muito que falar. Nos Estados Unidos, a polémica já está na dispensa de medicamentos sem qualquer intervenção humana, ou seja, a aquisição de medicamentos em máquinas automáticas.
Lá como cá há vozes que defendem os avanços e outras que alertam para os perigos inerentes. A nós, parece-nos que este é um assunto de muito interesse para as empresas do sector farmaceutico e de pouco interesse para a nossa saúde. Era bom que uma coisa fosse sinónima da outra...
Dupond