A vassoura

"CGD recusou-se a financiar grandes projectos públicos - Financiamento da Ota e do TGV poderá estar na origem da saída de Vítor Martins", diz, hoje, o Diário de Notícias, a propósito da substituição do presidente daquela entidade bancária, conjuntamente com cinco outros administradores. A isto há que somar aquela porta de saída indicada ao ex-ministro das Finanças, Campos e Cunha (ver "Bater com a Ota").
Tudo isto gira, essencialmente, à volta do projectado aeroporto da Ota e da linha de TGV, dois projectos megalómanos do actual Governo. A palvra "megalómano", absolutamente apropriada a projectos desmesurados como estes, indicia já alguma perturbação de racionalidade. O mais grave, é que os acontecimentos na Caixa Geral de Depósitos vêm acentuar, ainda mais, o carácter semi-paranóico de toda esta história. Efectivamente, se bem atentarmos, a construção daqueles equipamentos entrou, já, na fase obsessiva: quem se opuser, é eliminado! Se o Ministro das Finanças não aceita as ordens superiores, fora com ele; se os administradores da CGD não absorvem as instruções do Governo, indica-se-lhes o caminho para casa. Nada pode parar esses grandes desígnios lusos: dotar Portugal de linha de TGV e, Lisboa, de um novo aeroporto.
Não sei qual foi a escola política de José Sócrates. Mas, do pouco que sei de teoria política, este tipo de comportamento é típico de pessoas mal-formadas, com tiques de totalitarismo, e que não aceitam discutir os assuntos que consideram "seus" com mais ninguém, muito menos com quem não partilhe as suas "convicções". E, como todos sabemos, esses "grandes líderes" gostam de ficar imortalizados em pedra e betão...
José Sócrates, renegando o ensinamento do seu homónimo grego, "sabe tudo". Tendo munido o PS de maioria absoluta, faz avançar o país para a aniquilação total, pelos vistos com a ajuda do Espírito Santo...
Se isto é fazer política em democracia, estamos conversados.
Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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