Robert Wise

Com 91 anos morreu o realizador Robert Wise. Desde muito cedo ligado à indústria de cinema, como editor, saltou para a direcção com " A Maldição da Pantera", continuação do célebre "Cat People" de Jacques Tourneur.
Além de obras secundárias, realizou em 1951 um dos meus filmes de ficação científica preferidos: "O Dia em que a Terra parou", em que se conta a história de um robot que descende de um disco voador, anunciando à Humanidade que, ou se entende e vive em Paz, ou o planeta será destruído, pelo perigo que isso poderá provocar no Universo... Voltaria, anos mais tarde, a esta temática com "Star Trek: O Filme", o primeiro de uma série que se prolongou por várias sequels.
Mas Robert Wise conquistou a imortalidade com dois filmes que "toda a gente já viu": "West Side Story/Amor sem Barreiras" e "The Sound of Music/Música no Coração". Ambos os filmes lhe trouxeram o Óscar para a melhor filme e melhor realização, que dividiu com Jerome Robbins, no filme com a música de Leonard Bernstein. No total, foram sete as nomeações.
Era um realizador polivalente, mexendo-se bem em musicais, filmes de terror ou dramas. Nunca atingiu aquela aura reservada a ícones como Hitchcock, Ford ou Hawks, talvez por ser conservador. Mas a sua morte simboliza mais uma cortina que se fecha sobre a Hollywwod clássica. Por exemplo, ele era a última pessoa ainda viva que tinha trabalhado em "Citizen Kane/O Mundo a seus pés", de Orson Welles... O que quer dizer muito. Dele e do seu fim.
Dupont

por Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

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