quarta-feira, outubro 19, 2005

Portugal no seu melhor – alínea b)...

Absolutamente delirante esta história contada pelo "da literatura", a que cheguei através do Ma-Schamba, e que nasceu no 'Público':
A estória veio ontem contada no Público, uma página inteira assinada por Idálio Revez. Revertendo a seu favor o preconceito rácico da sociedade portuguesa, uma família cigana teria burlado algumas imobiliárias do Algarve. Como? Deste modo: 1. «uma rapariga loura, de olhos azuis, distinta no trato e na apresentação», contacta um agente imobiliário, junto de quem sinaliza contrato-promessa para aquisição de apartamento em condomínio fechado com piscina; 2. como «sinal», entrega ao referido intermediário quinze mil euros, em notas; 3. dois dias depois, a rapariga regressa, mas, desta vez, «com um bebé ao colo [...] saia comprida e lenço na cabeça»; 4. aparentemente, pretende mostrar o condomínio a outros familiares que vêm com ela; 5. as crianças, vestidas e calçadas, atiram-se «para dentro da piscina, obrigando as restantes pessoas a abandonar o local»; 6. no dia seguinte, «formou-se uma espécie de acampamento junto à piscina»; 7. chamada ao local, a GNR declara-se impotente para dirimir o «conflito de interesses»; 8. um dos cunhados da rapariga declara querer comprar um apartamento, «e pago já»; 9. a imobiliária recusa vender, e a família cigana queixa-se de discriminação; 10. o episódio termina com o pagamento (à rapariga), em dobro, do «sinal», solução que desvincula a imobiliária do contrato-promessa. O estratagema terá sido repetido com idêntico desfecho noutros condomínios. Não sei se isto dá vontade de rir, se de outra coisa. O que me parece é que a imobiliária levou por tabela. Querem ser racistas? Comecem por ser profissionais. Afinal, quem é que aceita quinze mil euros em notas? Quem é...?
Dupont