sexta-feira, dezembro 30, 2005

Para todos os nossos amigos...


Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

Assembleia Municipal

Ontem à noite lá se realizou a primeira Assembleia Municipal "a valer" deste mandato. Curiosos como somos, lá estivemos para apreciar o desenrolar dos trabalhos e o desempenho das várias bancadas.
Os aspectos mais importantes que retivemos foram:
1 - Prometedora entrada do Bloco de Esquerda - Para que pensava que o partido se resumia a Armando Herculano, o aparecimento de Carmen Silva prova que há outros valores seguros a despontar naquela força política. Sendo jovem, Carmen esteve segura em todas as suas tomadas de posição, mostrou estudo dos vários pontos da ordem de trabalhos, e, mesmo que se tenha visto claramente a sua inexperiência parlamentar, soube resistir às provocações da bancada socialista, nunca vacilando e conseguindo sempre "dar-se ao respeito".
2 - Boa prestação global da bancada do PS - O PS esteve globalmente bem, especialmente quando recorreu às intervenções um pouco demagógicas mas correctas na forma do grupo da JS (Bruno Almeida e João Fonseca). A parte mais negativa esteve a cargo de José Manuel Laranja, que saiu da 4ª fila da bancada para fazer uma intervenção despropositada e que até acabou por ser ignorada pela própria Mesa da Assembleia.
3- CDU sem novidades - O registo de intervenção da CDU não mostrou qualquer novidade. O Deputado é o mesmo, continuando a evidênciar a acutilância que lhe conhecemos e a capacidade de ironizar que lhe é bem característica.
4 - PSD com falta de gás - Com as mudanças ocorridas na bancada do PSD notou-se alguma falta de capacidade de combate ao maior partido da oposição. Esteve muito bem ao apresentar uma moção muito crítica para o Governo em relação à situação do nosso Hospital, conseguindo mesmo juntar todos os partidos na sua aprovação. No entanto faltou depois o "golpe de asa" para desmontar a argumentação do PS e de Mário Almeida a propósito do Plano de Actividades e Orçamento.
5 - CDS regular - A prestação do CDS foi regular. A estreante Margarida Salgueiro fez uma boa intervenção inicial, mas depois disso não mais se fez ouvir. Alexandre Raposo continua igual a si próprio, correcto a forma e conteúdo e parecendo ir fazer uma boa dupla com a a sua chefe de bancada.
6 - Péssima actuação da Mesa da Assembleia - Lúcio Ferreira, mesmo estando na Assembleia da República, parece que não aprende como se lidera uma Assembleia e como se deve dignificar aquele orgão. O inicidente com a Deputada do Bloco de Esquerda, que exigiu - e muito bem! - condições de trabalho, nomeadamente uma mesa para poder trabalhar, foi lamentável. Quando viu a Deputada abandonar o seu lugar e colocar-se na mesa dos jornalistas, Lúcio Ferreira assumiu a sua incapacidade perante todos. Depois disso, as interpretações erradas do Regimento, sempre em prejuizo da capacidade de intervenção das oposições não lhe ficam bem. A subserviência em relação ao Presidente da Câmara é cada vez mais ridícula. A forma quezilenta como recebe as intervenções do público, parecendo querer condicionar a intervenção das pessoas revela um conceito atrofiado de liberdade de expressão. Com sinceridade, começa a ser difícil fazer pior...
7 - Arrogância de Mário Almeida - As intervenções de Mário Almeida revelaram uma arrogância que já não se via há algum tempo. Mostrando que a vitória das últimas eleições lhe subiu à cabeça, Mário Almeida utilizou uma linguagem de baixo nível que só o desprestigia a ele. Para além disso, insistiu no resultado conseguido em Outubro como se isso lhe tivesse aberto as portas para o poder total. Mário Almeida parece esquecer-se que a legitimidade democrática de quem é eleito é igual quer seja o partido mais votado quer seja o partido menos votado.Para os que conseguiram aguentar até quase às 2.30h da madrugada esta foi uma boa Assembleia já que mostrou um pouco do que será este mandato. Esperamos para ver o que os próximos "combates" nos trarão...
Dupond

Presente envenenado...

Stephane Peray, Thailand
Dupont

Personalidade e Acontecimento do Ano - Local e Nacional



Personalidade Nacional do Ano – José Mourinho – Após ter guindado o FC Porto ao topo do futebol europeu, com uma taça UEFA e uma Champions League, o treinador português foi para Inglaterra treinar o Chelsea. Num dos campeonatos mais competitivos do Mundo, José Mourinho chegou, viu, venceu e deixou a concorrência a milhas. Isto, logo no primeiro ano.
Mas, muito mais importante do que esses resultados, é a imagem do português José Mourinho. Tradicionalmente visto como desorganizado, pouco instruído, um pouco parolo, predisposto a trabalhos e postos de pouca responsabilidade, o português típico não se enquadra da imagem que Mourinho transmite. Nele, tudo está planeado, organizado, racionalizado. Não há margem para erros ou para invenções. Em suma, ele é a antítese daquilo que se costuma ver num português. Quer isto dizer que o actual treinador do Chelsea fez mais pela imagem de Portugal que os milhões de euros gastos, anualmente, pelo ICEP. E, pelo que se tem visto, não sabemos onde é que Mourinho irá parar…


Acontecimento Nacional do Ano – Maioria absoluta do Partido Socialista – José Sócrates propôs oferecer ao Partido Socialista uma vitória que permitisse ao partido renascer das cinzas de uma oposição fraca e, mais ainda, do escândalo Casa Pia. Conseguiu-o e, pelo caminho, fez um favor ao PSD, arrasando nas urnas o inacreditável Pedro Santana Lopes.
Entretanto, começou uma série de reformas que têm abalado a estabilidade social do país. Umas serão de discutível oportunidade, mas outras só pecam por tardias. O seu futuro depende, claramente, da compreensão do eleitorado quanto a essa necessidade. Para já, perdeu as Autárquicas e poderá perder as Presidenciais. A situação não está fácil, mas é na adversidade que se vêm os grandes homens.


Personalidade Local do Ano – Mário Almeida – Não temos redes de água e saneamento, o trânsito acumula-se nas entradas da cidade, os caminhos estão em mau estado, o programa de habitação social já devia ter terminado em 1999 e ainda está para durar, há um fosso entre a cidade e as freguesias, mas… o que é que isso importa?
Mário Almeida continua a vencer eleições, umas atrás das outras, sempre com maiorias confortáveis. Os vilacondenses confiam nele e habituaram-se à sua maneira muito própria de gerir a Câmara e o concelho. São trinta anos de poder, com tudo de bom e de mau que traz a eternização no poder …


Acontecimento Local do Ano – Centenários – O ‘Círculo Católico de Operários’ e o ‘Clube Fluvial Vilacondense’ celebraram, em 2005, o seu 100º aniversário. Na celebração, o primeiro contou com a presença do Presidente da República, enquanto no segundo marcou presença o Secretário de Estado do Desporto.
São ambas instituições vilacondenses de enorme prestígio, que levantam, bem alto, o nome de Vila do Conde.

A escolha das personalidades e acontecimentos foi democrática, dentro do blog. Assim, os “prémios” locais foram unânimes. Em relação aos nacionais, o Haddock escolheu os incêndios como acontecimento e o Alcazar elegeu António Guterres como personalidade do ano.

Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Olha para o que eu digo....

Um dia depois de aparecer com cara compungida a referir-se às palavras de Cavaco Silva sobre a possibilidade de ser criada uma Secretaria de Estado para acompanhar as empresas multinacionais instaladas em Portugal, acusando-o de "intromissão nos assuntos do Governo", eis que o candidato do Bloco de Esquerda aparece com uma proposta sobre um assunto em que as competêncvias são... do Governo! ("Francisco Louçã defende criação de defensores públicos" - no Público)
Bem prega Frei Tomás: "Olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço".
Dupond

Parabéns Presidente


(imagem:Afixe)

Pinto da Costa festejou ontem 68 anos de idade, dos quais vinte e três foram dedicados ao Futebol Clube do Porto, enquanto seu Presidente.
Neste período o Futebol Clube do Porto conquistou 41 títulos de futebol, entre os quais duas taças intercontinentais de campeão do mundo de clubes (1987 e 2004), dois títulos de campeão europeu (1987 e 2004), uma taça UEFA (2003), uma supertaça europeia (1987), treze campeonatos nacionais (o décimo quarto está já aí), oito taças de Portugal e treze supertaças nacionais.
Parabéns Presidente e obrigado por ter dedicado tantos anos da sua vida a fazer do Futebol Clube do Porto o maior clube português e um dos maiores do mundo.
General Alcazar

Revista do Ano "O Vilacondense" - 2005 - Livros e Quadros


De todos os livros sobre os quais escrevemos, o destaque deste ano vai para "As Intermitências da Morte" de José Saramago, um livro que comprova a frescura criativa do escritor, num relato inventivo de mais uma situação para-normal...
Na Ficção, "O Cemitério dos Barcos sem Nome", de Arturo Perez-Reverte, revelou-se uma leitura apaixonante, apesar das perigosas aproximações do autor ao universo de Hergé... Muito boa, a descoberta de J.D. Salinger e o seu "À espera no centeio/The Catcher in the Rye". De Dan Brown despachámos "Anjos e Demónios" e "A Conspiração" - o fenómeno está compreendido e não é preciso insistir mais... Saltámos até ao Sri Lanka, com "O "Fantasma de Anil", de Michael Ondtajee e viajamos pela América Profunda em "Pensei que o meu pai era Deus", uma compilação de pequenas histórias, organizada por Paul Auster. Fomos também ao lançamento de "Os Piores Contos dos Irmãos Grimm", de Luís Sepúlveda e Mario Delgado Aparaín, um livro divertidíssimo, algo que poderia ter acontecido em "Um ano em França", de Stephen Clarke, mas que não ocorreu. Finalmente, Umberto Eco apresentou o belíssimo "A Misteriosa Chama da Rainha Loana". Ainda mencionámos "Never Let me Go", de Kazuo Ishiguro e recordámos Júlio Verne.
De autores portugueses, destaque para Francisco José Viegas, que nos convidou para o lançamento de "Longe de Manaus", um livro de que gostámos muitíssimo. A nova literatura portuguesa marcou presença com "Jerusalém", de Francisco M. Tavares. Richard Zimmler não é português, mas é como se fosse... Levou-nos à India, com "Goa ou O Guardião da Aurora". Fomos, também, ao lançamento de "Bilhete de Identidade" de Maria Filomena Mónica.

Na não-ficção, começando pela Fotografia vimos "anonymous", de Robert Flynn Johnson e “Diversidades”, da autoria de José Carlos Matias Serra. O fotojornalismo marcou presença com "140 imagens – 1864-2004" uma edição do 'Diário de Notícias' e "15 anos de fotografias" do jornal 'Público'. De Cinema, fizemos referência a "It’s only a Movie – Alfred Hitchcock: A Personal Biography” de Charlotte Chandler, a "The Stanley Kubrick Archives" e a "Nos Bastidores de Hollywood", de Mário Augusto.
Na Banda Desenhada, menção para Alix e "O Rio de Jade", de Jacques Martin e Rafael Moráles e para "Aïeïa d'Aldaal", o mais recente volume do "Ciclo de Cyann", de Bourgeon. Recordámos a dupla "Modesto & Pompom", de Franquin e "La Guerre d'Alain", de Emmanule Guibert. Registo para o ressurgimento de três séries clássicas. "Príncipe Valente", de Hal Foster, Lucky Luke com "Lucky Luke no Quebeque" e Astérix, com o desastrado "O céu cai-lhe em cima da cabeça", sem esquecer a reedição da "Trilogia Nikopol", de Enki Bilal. Quanto a génios, o algo melancólico Daniel Clowes trouxe-nos "Ice Haven" enquanto Will Eisner nos deixou a sua obra póstuma "A Conspiração - A História Secreta dos Protocolos dos Sábios de Sião"
Quanto a guias, essencialmente gastronómicos, falámos do "Boa cama, Boa mesa", do Expresso e dos Michelin, de 2005 e 2006. Mas também "Viajar com...", sobre José Régio.

Relativamente a Vila do Conde, registo para quatro lançamentos: "A Árvore das Patacas", de João Paulo Meneses, "Impressões Digitais" de Pedro Brás Marques, "Unipower GTS #36537", de Rui Sanhudo e de "Esta Noite Forniquei a Liberdade", de Romeu Cunha Reis.


Quanto a pintura, visitámos a exposição de Augusto Alberto Machado do Amaral no Casino da Póvoa de Varzim, a de Francisco Laranjeira, no Auditório Municipal e a de Frida Kahlo em Santiago de Compostela. E relembrámos Rubens e Henri Rousseau.

Arquivo: 2004
Dupond & Dupont

Revista do Ano "O Vilacondense" - 2005 - Música


Os melhores discos do ano, n'O Vilacondense, foram:
  1. Neil Young- Prairie Wind
  2. Bruce Springsteen - Devils & Dust
  3. Kate Bush - Aerial
  4. Van Morrison - Magic Time
  5. Aimee Mann - The Forgotten Arm
Como se pode ver, as minhas preferências vão, claramente, para songwriters. Nesse sentido, a safra de 2005 foi excelente! Confesso que a escolha do álbum de Neil Young, um trabalho toladado por uma doença potencialmente fatal, terá a ver com alguma conjuntura estritamente pessoal que me levou a desabafar aqui... Mas julgo que, mesmo descontando algum subjectivismo, "Prairie Wind" é um trabalho fantástico. Segue-se um outro disco extraordinário, "Devils & Dust", de Bruce Springsteen - e ainda fomos a Madrid assistir ao concerto... Kate Bush e Van Morrison são paixões antigas que se confirmam a cada álbum que passa. Aimee Man apresentou em 2005 um disco quase conceptual, com excelentes letras, a merecer inteiramente figurar entre os melhores do ano.
Escutámos, ainda, "Nashville", de Josh Rouse, Antony and the Johnsons com "I'm a bird now" e Rufus Wainwright, com "Want Two". Entre os nomes consagrados, Beck voltou com "Guero", os Oasis com "Don't Believe the Truth", os Coldplay com "X&Y", os Depeche Mode com "Play the Angel" e Franz Ferdinand, com "You could have it so much better". Numa onda mais dançável, falámos de duas meias-desilusões, "Hotel", de Moby e "Waiting for the sirens to call", dos New Order, isto para além de "Rush" do sueco Jay-Jay Johanson e "Minimum/Maximum", dos alemães Kraftwerk. Novos/velhos sons vieram da Inglaterra com os Kasabian e "Kasabian", os Kaiser Chefs, com "Employment" e Colder com "Heat". Numa onda diferente, rimo-nos com os Rolling Stones e com os Queen. Devendra Banhart trouxe "Cripple Crow", os Nine Horses, de David Sylvian, apresentaram-se com “Snow Borne Sorrow", Bonnie “Prince” Billie voltou com o registo ao vivo “Summer In The Southeast'” e os Arcade Fire emergiram com "Funeral".

Em compilações e reedições, referência para "12/80s", para "B Sides & Rarities", de Nick Cave & The Bad Seeds, para Bruce Springsteen e a edição especial de "Born to Run", comemorativa do 30º aniversário da edição desse álbum e, finalmente, para o 20º aniversário de "The Queen is Dead", dos The Smiths.

Entre os portugueses, presença solitária dos vilacondenses Clã e o registo "Vivo".

Arquivo: 2004
Dupont

So close, far away...

A notícia vinha no Público (aqui, na íntegra)
Espanhóis trabalham menos anos mas são mais ricos - O segredo está na produtividade superior à portuguesa. Maior qualificação dos patrões e empregados ajuda a explicar as diferenças. (...)

Grande parte dos produtos consumidos em Lisboa e no resto do país vêm de Espanha, o maior fornecedor de Portugal (29,3 por cento das importações) e o maior cliente (24,9 por cento das exportações). Os dados do comércio externo espanhol apontam para outra direcção, já que Portugal aparece apenas em oitavo lugar entre os seus fornecedores (3,2 por cento das importações), o primeiro parceiro é a Alemanha. E apenas 9,6 por cento das exportações espanholas se destinam ao seu vizinho peninsular (19,2 por cento são compras de França). E Portugal depende mais da UE em termos de vendas ao exterior (78 por cento) do que a Espanha (70 por cento).(...)

A explicação tem a ver com a produtividade. No sector secundário, em 2004, cada trabalhador luso produziu a preços correntes 20 mil euros, contra os 41,5 mil euros de cada espanhol (45,3 mil euros na UE). No comércio, a produtividade aparente era 18,1 mil euros em Portugal, 26,4 mil euros em Espanha e 32,6 mil euros na UE. Já nos sectores imobiliárias, alugueres e serviços às empresas era de 21,6 mil euros em Portugal, 33,3 mil euros em Espanha e 45,8 mil euros na UE.
É claro que, perante uma panorama destes, a Espanha já se arroga com o direito a estar integrada no G8 (aqui, na íntegra):
A economia espanhola é a que cresce mais rapidamente na zona euro. Segundo dados do Banco Mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha já é o oitavo maior do mundo - maior que o do Canadá ou da Rússia, dois membros do G8. Por isso, a Fundación de Estudios Financieros (FEF, um think tank madrileno) sugere que a Espanha deve reivindicar um lugar no Grupo dos Oito (G8), um "clube" que agrega oito das economias mais industrializadas do mundo.
Dupont

Novo blog vilacondense

A Mary criou um blog temático, que promete: Capas de Culto. Esta ainda não está lá, mas não deve demorar...
Dupont

Pecar por omissão


O fotógrafo que tirou esta foto e outras do género, está com problemas na Justiça. As autoridades chinesas entenderam que, se ele sabia do buraco, deveria ter avisado quem por lá passava, em vez de tirar fotografias. E muito bem, diga-se.
Dupont

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Então diga lá o que é que o senhor pensa


No Público de hoje, o essencial das notícias sobre a pré-campanha são:
Mário Soares classificou declarações [de Cavaco] de "demasiado graves"”.
Jerónimo acusa Cavaco de manter "tiques" de primeiro-ministro” e “o
candidato da direita não está interessado "em vestir a capa" de PR
”.
Alegre diz que adversário quer "governamentalizar" presidência”.
Louça fala de intromissão nos assuntos do Governo”.
No site da candidatura de Mário Soares são dois os artigos relativos a Cavaco:
"Porta-Voz da Candidatura: são muito graves as declarações de Cavaco Silva".
"Cavaco e os momentos difíceis".
No blog, dito, oficioso da candidatura de Mário Soares, os últimos oito (!) post’s são:
Agarrem-no, que ele mata-se”, sobre a entrevista de Cavaco ao JN.
O encoberto”, sobre a entrevista de Cavaco ao JN.
Chicotada psicológica (2)”, sugerindo a vocação de primeiro ministro de Cavaco.
Chicotada psicológica”, sobre a entrevista de Cavaco ao JN.
Cavaco e a função presidencial”, sobre a entrevista de Cavaco ao JN.
Homem de palavra”, sobre a entrevista de Cavaco ao JN.
Vamos lá ver se nos entendemos”, sobre a entrevista de Cavaco ao JN.
Ainda não passou à segunda Volta”, sobre a entrevista de Cavaco ao JN.

Como bem se vê, Cavaco já não é, como tinha sido até ao momento, apenas a figura central da pré-campanha presidencial. Actualmente, a pré-campanha reduz-se a comentários, análises e interpretações de qualquer declaração que seja proferida por Cavaco, por mais inócua que seja e por mais que aquele se demarque das extrapolações efectuadas. Aos adversários, comentadores, analistas e apoiantes dos demais candidatos pouco importa o que estes pensam, o que propõem ou quais são as suas ideias ou, ao menos, a apreciação critica das propostas de Cavaco.
A pré-campanha eleitoral reduz-se e reconduz-se a Cavaco. Deve ser por isso que no debate com Soares, realizada na RTP, o que mais se ouviu da boca deste foi, dirigindo-se a Cavaco, “Diga lá o que é que o senhor pensa”.
General Alcazar

Revista do Ano "O Vilacondense" - 2005 - Cinema e Televisão


Durante 2005 foram vários os filmes que abordámos, aqui, n'O Vilacondense. De entre todos, os três melhores foram:
  1. Colisão (Crash), de Paul Haggis
  2. Sideways, de Alexander Payne
  3. O Fiel Jardineiro (The Constant Gardner), de Fernando Meirelles
São filmes onde, mais do que a interpretação, foi o argumento a mais valia que marcou a diferença. "Colisão" é das histórias mais cruas e brutais que o cinema nos mostrou nos últimos anos. Há momentos de uma intensidade dramática quase insuportável. É um filme que agarra o espectador, abana-o e manda-o para casa completamente atarantado, com a cabeça a ser metralhada por mil e uma interrogações... "Sideways", um projecto quase alternativo, assenta a sua história num produto que nos é muito querido, o vinho. In vino veritas... E, realmente, contém uma das mais belas declarações de amor da história do cinema, embalada num copo de vinho... Finalmente, "O Fiel Jardineiro", baseado no livro homónimo de John Le Carré, a surpresa do ano, um filme soberbo do brasileiro Fernando Meirelles, que nos faz mergulhar, sem protecção, nos problemas da África Negra, ainda hoje a ser explorada pelo homem branco. Pelo meio, mais uma bela história de amor, onde se conclui que a vida não vale a pena se não puder ser vivida ao lado de quem realmente se ama.

Mas houve mais em 2005.
Comelando pelos dramas, destaque, desde logo, para o excelente "Sonhos Vencidos/Million Dollar Baby", de Clint Eastwood. Depois, novamente problemas africanos com "A intérprete/The interpreter", de Sidney Pollack, com Nicole Kidman, que também protagonizou "Birth", de Jonathan Glazer. Muito bom, também, foi o filme sobre os últimos dias de Adolf Hitler, "A Queda - Hitler e o Fim do Terceiro Reich / Der Untergang – Hitler Und Das Ende Des 3. Reichs", de Oliver Hirschbiegel, estreado entre nós com um considerável atraso. Já "Elizabethtown", de Cameron Crowe remeteu-nos para os valores mais profundos da América, algo que também perpassa por "Flores Partidas/Broken Flowers", de Jim Jarmusch.
Pelo reino da aventura e da fantasia tivemos "Reino dos Céus/Kingdom of Heaven", de Ridley Scott e um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos: "Star Wars III- A vingança dos Sith/Revenge of the Sith". Neste ano continuou a verificar-se a migração de personagens de BD para o cinema: "Batman, o Início/Batman, The Beggining", de Christopher Nolan, e "Sin City/Cidade do Pecado", de Roberto Rodriguez, são disso exemplo. Spielberg trouxe-nos "A Guerra dos Mundos/War of the Worlds" e recordámos uma outra obra sua, "O Tubarão". Outra proposta, mais falada fora do que dentro do ecran, foi "O Sr. e a Srª. Smith/Mr & Mrs. Smith", de Doug Liman. Tim Burton também marcou presença, com o delirante "Charlie e a Fábrica de Chocolate/Charlie and the Chocolate Factory". Desilusão em "Hitchicker's Guide to the Galaxy", de Garth Jennings, baseado na obra de Douglas Adams. A terminar o ano, Peter Jackson ofereceu-nos um impressionante "King Kong".
Na vertente infantil, rimo-nos com "Madagáscar", especialmente com os pinguins e adorámos "Wallace & Gromit e a Maldição do Coelhomem/Wallace & Gromit - The Curse of the Wererabbitt", de Nick Parck e Steve Box

Cinema em DVD também foi tema n'O Vilacondense, especialmente as duas belíssimas colecções do Público, a quem dedicámos posts específicas para cada lançamemto. A primeira, "Clássicos Público", tem o índice aqui. A segunda, dedicada a parte da obra de Alfred Hitchcock, está indexada aqui. Pessoalmente foi uma experiência óptima, uma vez que, por um lado, me fez recordar filmes imortais e, por outro, permitiu-me reduzir a escrito muitas das minhas impressões sobre essas obras. Foi também em casa que vimos o filme documentário "Super Size Me", de Morgan Spurlock.

Relativamente a televisão, falámos de "CSI: Las Vegas/Miami/ New York", da série lésbica "The L Word" e do documentário de Michael Palin, "À Volta do Mundo em 80 Dias".

Arquivo: 2004
Dupont

2005 no El Pais

Os temas, as personagens, as anedotas. Pode votar-se. Tudo em animação flash. Excelente. Aqui.
Dupont

Actas das Assembleias Municipais e Reuniões de Câmara

Durante 2005, o Vilacondense disponibilizou as actas das Assembleias Municipais, o que dava uma enorme trabalheira.... Agora, já não é necessário fazê-lo, uma vez que, finalmente, a Câmara Municipal de Vila do Conde já as disponibiliza online, juntamente com as das Reuniões de Câmara. Mas, como não há bela sem senão, as actas do orgão deliberativo só estão disponibilizadas até Junho de 2005, enquanto as do executivo remontam a 15 de Setembro. Ou seja, não há nada após as eleições... Uma situação a rever.
Entretanto, amanhã, 29 de Dezembro, realiza-se mais uma sessão ordinária da Assembleia Municipal, cujo prato forte será o debate sobre as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2006. Podemos, desde já, adiantar que o Orçamento Municipal sofreu uma queda de 2005 para 2006 no valor de 10 milhões de euros, passando de 75 para 65 milhões de euros. A tão badalada ponte de Retorta está inscrita com... 50.000 euros!
Dupont

«Restaurante S. Roque»

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O Restaurante S: Roque, um dos melhores de Vila do Conde, deixou de estar disponível à hora do almoço. A partir de ontem, terça-feira, quem quiser saborear os magníficos filetes de pescada superiormente preparados pela Dª Mariazinha - o nosso provedor é um fã...- ou o excelente cabrito assado, só o poderá fazer à hora do jantar.
Desde que fizeram obras na zona circundante ao restaurante, limitando enormemente o estacionamento, que a casa aberta por António Silva há mais de trinta anos se ressentia de uma baixa na clientela. Os proprietários tudo tentaram para que a situação se invertesse, e ainda depositaram alguma esperança na promessa da Câmara Municipal de unir a Rua do Lidador ao jardim da Praça José Régio por escada rolante, mas os dias, os meses e os anos foram passando e as circunstâncias não se alteraram. Pelo menos duas vezes, neste ano, almocei lá completamente sozinho...
Esperemos que a situação se inverta, porque Vila do Conde ficaria claramente a perder com o desaparecimento do S. Roque.
Dupont

Uma boa ideia

"O Ministério da Justiça anunciou, esta terça-feira, ter já disponível e a funcionar o registo de domínio na Internet.pt [grátis] para todas as empresa constituídas na hora". Diário Digital.
Dupont

O que é que as mulheres pensam durante 'aquilo'?

Está aqui a resposta.
Dupont

Revista de Opinião Vilacondense

No quinzenário 'Terras do Ave', escrevem:
- Rui Silva, "É Natal";
- Romeu Cunha Reis, "Os bárbaros de novo"
- Luís Soares/Nuno Miguel Santos, "125,2 por cento";
- Fernando Pinheiro, "O Natal do Pedro";
- Miguel Torres, "“A Todos Um Bom Natal” - Subsídios para a interpretação sócio-etnográfica: Uma contribuição."
A natalícia inspirou a maior parte dos cronistas. Assim, o director do jornal, Rui Silva, aborda o efeito que teve, em si, a entrevista ao Pe. Joaquim Ferreira e recorda o impacto que a palavra "próspero" tinha sobre si, na sua infância. Fernando Pinheiro assina um artigo bastante discutível. Na opinião do cronista, um miúdo que gosta dos brinquedos contemporâneos apenas julga ser feliz. Na verdade, a chave da felicidade - que Fernando Pinheiro conhece... - são imagens bucólicas, campestres e comportamentos típicos de há meio século. Até aposto que, daqui a cinquenta anos, o "seu" Pedro poderá escrever um artigo igualzinho, lamentando os miúdos que, então, não sabem as delícias que é jogar num Gameboy... Romeu Cunha Reis assina um artigo violentíssimo, contra a política dos EUA em geral e da CIA e NATO em particular. Não sei porquê, mas sempre que vejo um comunista a disparar forte e feio sobre os EUA dá-me vontade de ser retrógado e perguntar-lhe se ele, antes de 1989, também era capaz de dizer a mesma coisa sobre a URSS, o KGB e o Pacto de Varsóvia... Não era por mais nada, era só por coerência...
Quanto aos bloggers, Miguel Torres, em mais um texto cheio de humor, disserta sobre as virtualidades dessa música natalícia, autrêntica praga desta quadra: "A Todos um Bom Natal", do imortal Coro de Santa Marta de Oeiras. Já a dupla Luís Soares/Nuno Miguel Santos aborda um problema que atinge, de forma crescente, as famílias portuguesas: o endividamento, que ronda já os 125% do seu rendimento...
Dupont

terça-feira, dezembro 27, 2005

«A Year in the Merde/Um ano em França» de Stephen Clarke

Num sentido aparentemente oposto ao do irritante “politicamente correcto”, tem surgido uma série de livros que brincam com as idiossincrasias de determinados povos. Recordo, por exemplo, Bill Bryson e as suas “Crónicas de uma pequena ilha”, em que se diverte com os ingleses…
Em “A Year in the Merde” acompanhamos Paul West, um jovem britânico que vai para França lançar uma cadeia de “tea rooms”, a partir de uma empresa de carne de vaca… O choque atinge-o mais forte do que ele pensava: a libertinagem das francesas, o beijo na cara quando se cumprimentam, os modos à mesa e a própria alimentação, os métodos de trabalho, enfim, a Paul tudo o admira e perante tudo se escandaliza.
O registo, como é óbvio, tem um pendor humorístico, se bem que, por vezes, não se consiga ver bem onde é que ele estará… Para um português, alguma das coisas que mais perturbam Paul são perfeitamente comuns, mas outras, há que o reconhecer, estão muito bem observadas. Registo, especialmente, este excerto de um diálogo do seu patrão, sobre a irritação do nosso herói perante a passividade – para não dizer outra coisa… - do trabalhador francês (pag. 33):
«Tens imensa piada. Um trabalhador está a ir um pouco devagar, e tu despede-lo. Aqui não é assim que as coisas se passam. Eles chamam o ‘inspecteur du travial’, o inspector do trabalho, e queixam-se, depois tens de pagar uma indemnização ou o sindicato entra em greve e é a ‘merde générale’.»
O livro está dividido em doze capítulos, correspondendo aos meses de um ano. A escrita é corrida, sem tempo para descrições ou divagações. Arriscando uma imagem, será algo como “literatura light de viagens”… Em comparação com o já citado Bill Bryson, Stephen Clarke está a milhas. A sua escrita carece de um humor inteligente e, essencialmente, falta-lhe a cultura que o americano possui e que é essencial para que o cocktail resulte.
“Um ano em França” é um livro que se recomenda apenas a quem não tiver mais nada para ler…
Dupont

Presente de Natal - I


Neste Natal, o General Alcazar excedeu-se: ofereceu-me a "Autobiografia" do Vítor Baía. Com assinatura e dedicatória. Morram de inveja!...
Dupont

Presente de Natal - II


Carolina Salgado, "polémica noiva de Pinto da Costa", resolveu descascar-se para a "flash!". Não só de roupa, mas também de espírito. Na verdade, a futura primeira dama confessa "eu em criança sonhava com Pinto da Costa". Terá sido, efectivamente, o Pai Natal a realizar o desejo, já que confessou: "o meu Pai Natal é Pinto da Costa"
O Vilacondense não sabe se, de tão exposta que esteve neste seu trabalho, a noiva do Presidente apanhou alguma constipação, nomeadamente quando entrou pelo mar dentro para tirar uma foto... Mas há uma coisa que sabemos: ao revelar a sua idade, Carolina Salgado proporcionou um Natal muito feliz a milhares de trintonas e quarentonas portuguesas...
Dupont

Presente de Natal - III

Segundo uma firma da Califórnia, estes foram os presentes de Natal mais estranhos, distribuídos pelas empresas aos seus clientes: cobras vivas, pedras, guarda-chuvas partidos, velas com cheiro a borracha queimada, abelhas, um canhão, martelos pneumáticos, almofadas, casas de briquedo para o jardim, casacos de laboratório e pombos.
Dupont

Burquini

Não é piada, nem montagem. Aqui.
Dupont

Revista do Ano

Amanhã, O Vilacondense começará a apresentar a sua Revista do Ano que culminará, na sexta-feira, com a escolha das personalidades e acontecimentos do ano, a nível local e nacional. Entretanto, fiquem com as belíssimas escolhas do Almocreve das Petas: blogs, música, livros e alfarrabistas.
Dupont

Os dez mais - DNmais

Para o suplemento musical do Diário de Notícias, os melhores discos de 2005 foram, no âmbito internacional:

  1. Arcade Fire – Funeral
  2. Antony and the Johnsons - I’m a bird now
  3. Rufus Wainwright - Want Two
  4. Sufjan Stevens - Illinoise
  5. LCD Soundsystem - LCD Soundsystem
  6. Patrick Wolf - Wind in the Wires
  7. Sigur Rós - Takk
  8. Fiery Furnaces - EP
  9. Animal Colective - Feels
  10. Franz Ferdinand - You could have it so much better
Ao nível interno:
  1. Bernardo Sassetti - Alice
  2. Mafalda Arnauth - Diário
  3. Katia Guerreiro - Tudo ou Nada
  4. Clã - Vivo
  5. Mariza - Transparente
  6. Cristina Branco - Ulisses
  7. David Fonseca - Our Hearts WIll Beat as One
  8. Rocky Marsiano - The Pyramid Sessions
  9. Mesa - Vitamina
  10. Blind Zero - The Night Before a New Day
Dupont

sexta-feira, dezembro 23, 2005

A tradição já não é o que era


(imagem de abençoado autor, cuja identidade desconheço)

Feliz Natal ... azul e branco.
General Alcazar

Feliz Natal!


Alcazar, Dupond, Dupont e Haddock

Revista de Opinião Vilacondense

No suplemento de Vila do Conde d'O Primeiro de Janeiro escrevem:
- Miguel Paiva, "Uma ponte de 50 mil euros"
- António José Gonçalves, "O Natal não é igual para todos..."
- Afonso Ferreira, "Natal"
António José Gonçalves e Afonso Ferreira estão imbuídos de espírito natalício e os seus escritos reflectem isso. Já Miguel Paiva vem recordar a promessa socialista da Ponte de Retorta. E fá-lo porque foi ler o Plano de Actividades a Câmara Municipal e só lá encontrou € 50.000,00 destinados à dita travessia. Daí a sua conclusão:
"Esta estratégia de ir constantemente adiando as soluções dos velhos problemas é uma táctica que o actual poder socialista tem utilizado vezes sem conta. Tem sido assim com o saneamento básico, com o abastecimento de água, com a recuperação do Cine Teatro Neiva, tudo obras que continuam adiadas. No entanto, como puderam ver, são obras que foram prometidas nas eleições de 1997, nas de 2001 e mais recentemente nas de Outubro de 2005"
Dupont

Paf! Paf!


Dupont

Casa da Calçada, em Amarante


A noite passada fui até Amarante, jantar na Casa da Calçada, um dos raros restaurantes portugueses com uma estrela no Guia Michelin. O espaço é belíssimo, a vista sobre a zona antiga da cidade, mangnificamente iluminada, é feérica.
O restaurante, intergrado na unidade hoteleira que lhe dá o nome, apresenta uma decoração clássica, sóbria, com predominância para o bordeaux e o ocre. A sala não é grande, podendo acolher um pouco mais de seis dezenas de comensais.
Experimentou-se, de entrada, 'fatias finas de presunto com gelado' e 'creme de verduras com enchidos'. Excelentes, os dois. Nos pratos principais, passeou-se pelo 'envolvido de pescada', pela' coxa de capão' e uma sugestão extra-menu, a 'posta mirandesa' que veio fatiada. Muito bons os pratos de carne e excelente o de peixe.
Nas sobremesas, destaque absoluto para o 'pão-de-ló recheado' e a merecer atenção o 'bolinho de chocolate quente com gelado de frutos silvestres'.
A carta de vinhos indicavam-se cerca de oitenta tintos e três dezenas de brancos, cobrindo todas as regiões, mas sem nada de extraordinário. Serviço atencioso, sem ser incomodativo.
A "Casa da Calçada" é um restaurante que orgulha Amarante. No entanto, comparando-o com outros estabelecimentos do género, comparando-o ao nível de ambiente, apresentação, criatividade e confecção com outros "estrelas" do Michelin que conheço, sinceramente, este fica um pouco aquém. De qualquer forma, justifica mais algumas visitas, até para solidificar a opinião.
Dupont

A descoberta da pólvora

"Researchers at the Peninsula Medical School at Exeter University in the west of England, surfed the internet and combed medical databases to study a range of hangover cures from the humble aspirin to fructose, artichokes and even prickly pears, but found no silver bullet.
Their conclusions were sobering. "The most effective way to avoid the symptoms of alcohol-induced hangover," they wrote in the British Medical Journal "is to practise abstinence or moderation". Sydney Morning Herald.
Dupont

A Oeste nada de novo...

"As necessidades líquidas de financiamento das Administrações Públicas agravaram-se 54,2% nos primeiros 10 meses deste ano, para os 7,38 mil milhões de euros, indica o boletim estatístico do Banco de Portugal divulgado esta quinta-feira." Diário Digital.
Dupont

"Bolas!..."


"Jeremy Majorowicz thought something was wrong when he saw a dog [na imagem] sitting on railroad tracks for at least two hours. But he didn't realize how wrong until he and several other men determined that the gray and white husky had been literally frozen to the ties in below zero weather." No SFGate.
Dupont

Toda a nudez será... recompensada


"«O Crime do Padre Amaro», realizado por Carlos Coelho da Silva, já é o segundo filme português mais visto de sempre em salas de cinema. De acordo com os dados divulgados quinta-feira pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), a película foi vista por 266.488 espectadores até 14 de Dezembro". Diário Digital.
Dupont

Os dez mais - Les Inrockuptibles


  1. Arcade Fire – Funeral
  2. Sufjan Stevens - Illinoise
  3. Gorillaz - Demon Days
  4. Franz Ferdinand - You could have it so much better
  5. LCD Soundsystem - LCD Soundsystem
  6. Bloc Party - Silent Alarm
  7. Antony and the Johnsons - I’m a bird now
  8. Camille - Le Fil
  9. Kanye West - Late Registration
  10. Queens of the Stone Age - Lullabies to Paralyze
Dupont

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Eu bem sei o que eles me diziam de si...

Durante um Conselho Europeu acontecem muitas coisas interessantes. Para além das famosas discussões de dossiers protagonizadas pelos Comissários e pelos vários Chefe de Estado e Governo, há sempre momentos para pequenas pausas (coffee breaks), durante as quais os mais altos responsáveis de todos países da União Europeia “metem” conversa uns com os outros. Tendo conseguido o acesso a um desses diálogos, reproduzimos hoje, em primeiro mão, a conversa que se estabeleceu entre um antigo Primeiro de Portugal com um seu homólogo, que por sinal era amigo do Maior de Portugal.


Um determinado Primeiro de Portugal – Então, tudo bem consigo?

Um Primeiro de Outro país e amigo do Maior de Portugal
– Está tudo óptimo, pá. Sabe como é, ontem a noite correu-me muito bem! Está a perceber o que quero dizer...


Um determinado Primeiro de Portugal – Sim, eu percebo. Na verdade eu fiquei agradavelmente surpreendido com a sua habilidade negocial e na forma como conseguiu convencer o Comissário da Economia e Finanças a atender à especificidade dos problemas do sector mineiro do seu país a e conceder-lhe um período de transição mais alargado. Realmente foi excelente.

Um Primeiro de outro país e amigo do Maior de Portugal – Não é nada disso, homem. Isso já estava tudo cozinhado com o Presidente da Comissão há mais de uma semana. Estou mesmo é a falar do que aconteceu a seguir. À noite mesmo, percebe o que quero dizer... (está última frase é acompanhada de um piscar de olhos)

Um determinado Primeiro de Portugal – Ah! Com que então também viu a entrevista do Presidente do FED ontem à noite na CNN quando chegou ao Hotel! Realmente eu também vi e fiquei muito entusiasmado com as perspectivas que ele lançou para os próximos meses da economia americana. Mais do que isso, aquela notícia da diminuição em 50 pontos base da taxa de juro vai ajudar-nos imenso. Acredito mesmo que nos vai permitir, se conjugada com uma política expansionista em igual sentido, conseguir aumentos do crescimento da economia a um ritmo bem mais rápido nos próximos trimestres.

Um Primeiro de outro país e amigo do Maior de Portugal – Pois, pois... Olhe, parece que aqueles croissants com queijo estão uma delícia. Vou ali buscar um e já volto.


Dupond

É fartar, vilanagem!

Câmaras de Lisboa e do Porto lesadas, Benfica, Sporting e FC Porto favorecidos

O EURO 2004 "custou ao Estado 1035 milhões de euros. Só os dez estádios edificados ou remodelados para tal efeito levaram 384,2 milhões. Na conta final, entram estacionamentos, acessibilidades, outras infra-estrutruras associadas, bem como os apoios que as autarquias atribuíram aos clubes. No caso de Lisboa, não foi possível ainda apurar o montante desses apoios - que incluem terrenos para postos de abastecimento de combustíveis, para exploração directa ou por terceiros". (...)

"A câmara [do Porto]deu aos portistas terrenos, nomeadamente para o novo estádio, cujo valor total é de 88,3 milhões de euros. Segundo as contas feitas pelo tribunal, "o valor de alguns dos terrenos entregues pelo município ao FCP foi subavaliado para quase um terço do seu valor comercial" - porque o plano partiu de um valor-base por metro quadrado de 299,28 euros, ao passo que para o TC tal valor seria de 773,14 euros. Conclusão: de acordo com a auditoria, devido à "subvalorização significativa" desses terrenos, a Câmara do Porto concedeu "desmesurado apoio imobiliário ao FCP, proveniente do património público autárquico". (...)

"A auditoria realizada pelo Tribunal de Contas mostra que os estádios Municipal de Braga e Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, são os que custaram mais ao Estado, isto entre os recintos públicos: 49 por cento dos 504,8 milhões desses encargos públicos." (...)

"Os encargos que o Estado teve com os estádios privados (FCPorto/Dragão, Boavista/Bessa, Sporting/Alvalade e Benfica/Luz), incluindo respectivos estacionamentos, totalizou 236,1 milhões de euros, sem contar, note-se, com os apoios indirectos atribuídos pelas Câmaras Municipais de Lisboa e do Porto". Público.

E, last but not the least, a média dos desvios entre a previsão e o custo final, nos estádios públicos, cifrou-se em 230,84%.


I love this country!...
Dupont (Tabela: Blasfémias)

Nada como ser Durão...

Após insistência dos americanos...

Dupont

Sondagens

Pedro Magalhães, no Margens de Erro, analisa as várias sondagens sobre as presidenciais e apresenta a "poll of polls":

Dupont

Tão importantes que eles são...

"O debate entre Cavaco Silva e Mário Soares foi o terceiro programa mais visto na televisão, na terça-feira, e o quarto mais visto da série de 10 debates. Duas novelas da TVI assumiram a liderança dos programas mais vistos no dia de ontem.(...)

O frente-a-frente entre Cavaco Silva e Mário Soares foi apenas o quarto mais visto da série de dez debates realizados, com apenas 1,381 milhões de telespectadores a assistir ao "duelo"
. TSF.
Dupont

«Aerial», de Kate Bush


Doze anos após “The Red Shoes”, eis que Kate Bush regressa ao mundo da música. E fá-lo com um excelente álbum.
‘Aerial’ divide-se em dois discos: A sea of Honey e A Sky of Honey. Os discos são esteticamente diferentes. No primeiro voltámos a encontra a Kate Bush experimentalista, recorrendo a vocalizações pouco comuns no universo rock-pop. Quem mais poderia escrever um refrão como “3,141592653589793238462643383279”? Mas é isso mesmo que ela canta em “Pi”, a letra grega que também dá nome à expressão matemática. Ou então, cantar soberbamente a expressão “Washing Machine” como se fosse a coisa mais poética do Mundo, como Kate Bush faz em “Mrs Bartolozzi”.
No segundo disco, “A Sky of Honey”, tudo mudo. O registo é mais clássico, mais pop, com orquestrações e arranjos irrepreensíveis. O trabalho de estúdio foi enorme, algo que ressalta na audição deste disco.
O tom geral do disco - com uma apresentação magnífica, diga-se – é de uma enorme serenidade. A sua audição convida a viajar por espaços calmos e florestas encantadas. No segundo disco, os sons abundam, especialmente os de pássaros a chilrear ou o de crianças a falar. Kate Bush aproxima-se, perigosamente, do vazio new age, mas, felizmente, não chega a cair.
“Aerial” aparece, em 2005, mesmo ao fechar do pano. E duvido que pudesse haver encerramento musical mais belo do que este.
Dupont

Belmiro apoia!...

"Soares quer mais diálogo entre Continente e regiões autónomas", no Diário Digital.
Dupont

Mão de Deus...


Será que o Benfica não consegue ganhar um jogo sem a ajuda do árbitro? É que já começa a dar nas vistas, que Diabo!
Dupont

Candidato-Viagra

"Jerónimo apela a que ninguém baixe a bandeira", título do Público
Dupont

Chamem o Garcia Pereira!...

Segundo a Reuters, na Alemanha, certas firmas despedem o funcionário logo que ele pronuncie o segundo lamento sobre o seu trabalho...
Bem, se fosse por cá, o país parava....
Dupont

Prémios Lumiére


A convite do Miguel Lourenço Pereira, O Vilacondense integra o júri dos Prémios Lumiére 2006.
Proximamente daremos conta do nosso sentido de voto
Dupont

Dez mais de 2005 – “New Musical Express”


  1. Bloc Party - Silent Alarm
  2. Arcade Fire – Funeral
  3. Franz Ferdinand - You could have it so much better
  4. Antony & the Johnsons - I’m a bird now
  5. Kaiser Chefs - Employment
  6. White Stripes - Get Behind Me, Satan
  7. Sufjan Stevens - Illinoise
  8. Kanye West - Late Registration
  9. Babyshambles - Down in Albion
  10. Gorillaz - Demon Days
Dupont

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Descansa em paz



Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
Que engole sub-venitis em voz alta;
Pingados gatarrões, gente da malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou vida folgada, e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro”.

Haddock

Esclarecedor


Ontem aconteceu o debate mais esperado deste ano e já abordado aqui pelo Dupont. Esperava-se um debate de gigantes, mas só compareceu um.
Soares esteve noutra... numa espécie de conversa sobre um jogo de futebol que acabara há minutos. Por isso, muitos portugueses que estavam cépticos (até tu Dupont) ficaram com as ideias mais claras. Ainda bem que o debate serviu para esclarecer.
A minha impressão foi esta:

Cavaco
Contido e disciplinado no debate, nos temas e questões colocados. Mostrou respeito pelo seu opositor e uma adequação às funções de PR.
Mais educado e polido no trato: passou uma boa parte do debate a falar das suas ideias para Portugal e do que se podia fazer para nos retirar da crise, tratando com respeito e cortesia o seu adversário.
Mais equilibrado, sereno e realista: não disse uma única palavra agressiva contra Soares, mostrou o que o separava de Soares, mostrou que o respeitava pelo passado e pelo presente, chegando a elogiar algumas das suas acções políticas. Teve a postura de um grande senhor.
As caneladas que recebeu de Soares ajudaram a fixar esta imagem: um homem sereno e firme que não cede e que não se enerva com as bicadas de um candidato mais fraco. Soares foi para Cavaco uma mosca em dia de calor.


Soares
Menos contido e mais desbragado: interrompeu várias vezes o debate e esteve constantemente a dar caneladas em Cavaco, sem nunca o ter abalado ou, sequer, enervado.
Algumas faltas de cortesia e até de educação sendo as mais flagrantes a referência aquilo que alguns amigos lhe teriam dito sobre Cavaco e o tratamento de Cavaco quase sempre por “ele”. Muito feio.
Passou uma boa parte do debate a dizer que mais adiante falaria das suas ideias e a puxar Cavaco para a discussão sobre o passado. Mais grave, tentou distorcer a realidade dizendo que o país não se desenvolveu com Cavaco. Pelo contrário, a verdade é que foi com Cavaco que o país mais evoluiu após o 25 de Abril.
Completamente desequilibrado e absurdo: Cavaco não tem conversa, não tem formação política, não é social-democrata, não tem cultura, a sua eleição seria um risco para o país… Enfim foram tantas e tão inverosímeis as suas pinceladas no retrato de Cavaco que ninguém o podia ter levado a sério. Lamentável.
Soares foi um garnisé quando se esperava uma águia.
Não fui surpreendido
Haddock

Elogio da excelência


"O canal televisivo Eurosport elegeu os melhores golos do ano no futebol europeu. O golo de trivela do dragão Quaresma frente ao Rio Ave foi o grande vencedor. A segunda posição coube a outro golo azul e branco: o de Hugo Almeida, em Milão, frente ao Inter". No Diário Digital.
Dupont

Um post perfeito

Soares e a Cultura

Soares faz sempre questão de se mostrar como um homem culto e de apresentar Cavaco Silva como um mero contabilista. No entanto, as ideias de Soares dificilmente podem ser consideradas as ideias de um homem culto. Um homem culto deveria ser capaz de produzir um pensamento organizado e fundamentado a partir da informação dispersa de que dispõe. Ou pelo menos, deveria ser capaz de identificar as questões relevantes a partir da informação disponível evitando dizer demasiadas asneiras. Mas Soares não é capaz de fazer isso a propósito dos temas que lhe são mais queridos, sejam eles os Estado Unidos, os Oceanos ou a Globalização.
Sobre os Estados Unidos, tem um pensamento que mais não é do que uma reacção pavloviana ao grande capital e ao imperialismo ianque típica da esquerda. Demonstra desconhecer as peculiaridades da política americana, caindo demasiadas vezes no lugar comum e no provincianismo. É totalmente incapaz de perceber o fenómeno das religiões protestantes nos Estados Unidos chegando mesmo a ser ofensivo quando mete tudo no saco do fundamentalismo religioso.
Os Oceanos são para Soares uma bandeira política sem qualquer conteúdo substantivo. Soares não parece ter nenhum interesse pelos aspectos estratégicos, científicos, ambientais ou políticos dos Oceanos. Só mostra interesse pelos Oceanos enquanto bandeira politicamente correcta legitimadora da sua persona política. Preocupa-se com os oceanos como se poderia preocupar com a igualdade de género ou com o lince da Serra da Malcata. Os destalhes não interessam, o que interessa é que esteja na moda e fique bem.
Sobre a Globalização, Soares não tem qualquer pensamento próprio. O que diz não resultou de qualquer esforço intelectual. O que diz é o que qualquer jovem inconsciente sem a experiência nem a biblioteca de Soares poderia dizer. Soares é incapaz de perceber que a Globalização é um processo que não é controlável por uma autoridade central e que por isso está para além da política. E também não percebe que a Globalização favorece precisamente aqueles que ele quer proteger da Globalização.
Soares, como muito boa esquerda, usa a cultura como arma de arremesso político. Mas quem o faz não precisa de ser culto. Alguma falta de modéstia costuma ser suficiente. De resto, falta a Soares aquilo que falta a muitos que se auto-intitulam cultos. Falta-lhe cultura suficiente para perceber porque é que quem é verdadeiramente culto não precisa de se auto-intitular como tal.

João Miranda, no Blasfémias,
escrito às 4.42 da manhã...
(O sublinhado é nosso)
Dupont

Creacionistas perderam


Em Outubro, no post "A Teoria do Desenho Inteligente", abordámos o conflito que se passava no Tribunal de Harrisburg e que opunha partidários do creacionismo aos evolucionistas.
Agora, a CNN vem informar que, no caso a que fazíamos referência, os primeiros perderam e que o Tribunal decidiu que «"Intelligent design" cannot be mentioned in biology classes in a Pennsylvania public school district».
Ainda bem. Resta esperar que o caso faça escola.
Dupont

Soares-Cavaco


Não sei se o embate de titãs que opôs Mário Soares a Cavaco Silva definiu os contornos de cada uma das candidaturas ou se esclareceu o sentido de votos dos indecisos. Uma coisa posso afiançar: retirou-me as nuvens que ainda pairavam sob o meu sentido de voto. Agora, posso dizê-lo, com grande margem de segurança, irei votar em Cavaco Silva. O que ontem vi não foi o debate que estava à espera.
Deparei-me com um Mário Soares que não tem outra motivação senão a de derrotar Cavaco Silva. O ex-Presidente da República vive eleitoralmente como nemesis do Professor de Economia. E, como lhe faltam argumentos concretos e válidos para atacar o seu opositor, opta pelo ataque pessoal. Anotei: “ele não tem formação”, “ele não sabe História de Portugal”, “ele não tem formação política”, “ele tem vergonha do seu partido”, “ele, como professor de economia, não é nada de especial”. Depois, aproximando-se do desvario total, chegou ao ponto de dizer que a culpa da crise era exclusivamente dos Governos de direita. O país inteiro, socialistas incluídos, deve ter dado uma enorme gargalhada. Não me recordo de uma só intervenção de Soares que não tenha pronunciado, pelo menos, a palavra “Cavaco” – até na intervenção final.
Mário Soares é exactamente aquilo que nos habituámos a caricaturar nos velhotes: teimosos, obsessivos, intolerantes, repetitivos, presos ao passado. Não conseguiu passar uma ideia do que entende sobre a Presidência, tão ocupado esteve a repetir clichés e lugares comuns, que até se esqueceu de que os portugueses que o escutavam estariam bem mais interessados sobre o futuro do que estar a recordar o passado.
Cavaco Silva, pelo seu lado, demonstrou um sentido de Estado que faltou, claramente, ao seu opositor. Mostrou muito melhor preparação, foi hábil (quase manhoso…) ao citar políticos e pensadores de esquerda, como Tony Blair ou a dupla de constitucionalistas Gomes Canotilho/Vital Moreira. No pouco espaço de manobra que lhe foi concedido, conseguiu mostrar algumas ideias do que pretende fazer, desenvolveu temas que até lhe foram sugeridos pelo opositor – como o da “globalização – e raramente se deixou seduzir pelo tipo de debate onde Mário Soares se sente bem: na guerrilha de palavras. Aí, Cavaco Silva racionalizou e não perdeu tempo, deixando no ar que os ataques de Mário Soares, muitos deles pessoais, não o iriam perturbar no desígnio maior que é a Presidência da República.
Temos homem!
Dupont

«Blitz» – dez mais de 2005

O único jornal musical nacional, etc e tal, apresentou as suas escolhas relativamente ao melhor que 2005 ofereceu em termos musicais.
O Vilacondense está mesmo um pouco a leste do que acontece em Portugal. Olho para as vinte escolhas e só ouvi um quarto delas e só possuímos um álbum, precismanete o dos Clã. Por outro lado, não deixa de ser curioso o facto de a maior parte destas propostas serem difíceis de encontrar nos pontos de venda mais comuns, o que é de lamentar. Finalmente, registo para o facto de, entre os dez primeiros, só três ostentarem um título em português europeu. Então, nas escolhas nacionais, temos:

1 - Old Jerusalem – Twice the Humbling Sun
2 - Kubik – Metamorphosia
3 - Bernardo Sasseti Trio2 – Ascent
4 - Carlos Bica – Single
4 - Sara Tavares – Balancê
4 – Factor Activo – Em directo do fim do mundo
7 – David Fonseca – Our hearts will beat as one
8 - Clã - Vivo
9 – D3Ö – 7HBT
10 – Danae – Condição de Louco
Relativamente às escolhas internacionais:


1 – Arcade Fire – Funeral
2 – LCD Soundsystem - LCD Soundsystem
3 – Gorillaz – Demon Days
4 – Franz Ferdinand – You could have it so much better
5 – Animal Collective – Feels
6 – Antony and the Johnsons – I’m a bird now
7 – Devendra Banhart – Cripple Crow
8 – Kanye West – Late Registration
9 – Amabou & Miriam – Dimanche a Bamako
9 – Beck – Guero
Dupont

Trauma comunista

Segundo a Reuters, um cidadão húngaro, da cidade de Szombathely, apresentou queixa na polícia contra uma loja de discos que exibia, na decoração da montra, estrelas demasiado parecidas com as do antigo Partido Comunista...
Dupont

Um país em suspenso!

É o Canadá! Hoje, o Supremo Tribunal de Justiça vai deliberar sobre uma questão importantíssima: se os clubes para swingers são, ou não, legais!
Dupont

Propaganda da CIA em banda desenhada


O recurso à imagem como forma de propaganda é tão antiga como o Homem. O uso de cartoons e de personagens de banda desenhada também não são novidade, com a excepção de que, quase sempre, serviam para consumo interno. Agora, deparei-me com esta página que apresenta um pequeno livro, de traço marcadamente comic. A autoria pertence à CIA e foi usado na invasão de Granada, em 1984. Não é muito extenso, apenas meia dúzia de páginas, mas é uma autêntica pérola de propaganda.
Dupont

Espírito de Natal

Nos EUA, um casal foi preso por retirar cerca de 10.000 dólares da conta bancária aberta em nome de um miúdo. Nada de extraordinário, não fosse o caso daquele dinheiro resultar de doações em favor desse jovem, que sofre de cancro no pulmão e necessita de uma operação, e o casal ser constituído pelos seus... avós.
Dupont

terça-feira, dezembro 20, 2005

Sporting/Rio Ave (Sporttv) Versus Soares/Cavaco(RTP)


Cinco razões para optar pela Sporttv:
- O desfecho é mais imprevisível;
- A probabilidade de empate é mais reduzida;
- Será, seguramente, mais emocionante;
- Provavelmente terá maior influência nas “contas finais”;
- Nenhum dos intervenientes é vermelho.
General Alcazar

Elas não gostam de homens …

(no DN)

... E suspeito que nenhum homem goste delas.
General Alcazar

Corgo pro quo...

O encerramento da Fábrica de Confecções Corgo, em Azurara, promete dar que falar. Senão, compare-se as declarações do actual advogado da empresa, o poveiro Gil Remédios, ao Jornal de Notícias,
O advogado da empresa, Gil Remédios, explicou que, durante os três últimos anos de gerência da direcção anterior, houve suspeitas de enriquecimento ilícito, pela apresentação de facturas de compra de bens pessoais com dinheiros da Corgo. A última direcção apresentou uma queixa-crime contra a anterior, liderada por Olívia Loureiro, "que deveria ter solicitado a insolvência, por se encontrar com um passivo superior ao activo, o que não aconteceu, demonstrando uma atitude negligente ou de ocultação", considerou o advogado. "A acção visa a obtenção de uma indemnização por todos os prejuízos de dívidas causadas e decorrentes da má gestão, pelo que o tribunal já decretou o arresto dos bens a Olívia Loureiro".
.... com as que constam da última edição do Jornal de Vila do Conde, especialmente no último parágrafo:

O regresso da "anterior Direcção"? Para assegurar o quê?
Dupont

«L Word»



“L” é a letra inicial de “love”, de “Los Angeles” e, principalmente, de “lesbianismo”, o tema central desta série que passa, entre nós, no canal por cabo Fox, e que tive a oportunidade de ver em DVD.
Tudo se passa no ambiente sofisticado e decadente de Los Angeles, sendo que de todas as principais personagens femininas apenas uma se diz straight. A série vive à volta das inimizades entre as leading ladies e os mundo que as rodeia, cujo cordão umbilical é, aparentemente, o sexo. Pelos que “L Word” mostra, as lésbicas só pensam nisso. Alguém entra na cafetaria e todas se põe a comentar os dotes da recém-chegada. Mulheres casadas, do que parecem gostar é de sexo com outras mulheres. Os empregos de moda, e na moda, estão todos tomados por lésbicas. Enfim, se por acaso a série retratar alguma coisa fielmente, então Los Angeles deve ser um inferno para homens normais e um paraíso para gays
O problema principal de “L Word” é precisamente esse, o de focar quase tudo na vivência sexual das suas personagens. No emprego, em casa, no café, parecem não ter a cabeça ocupada com mais nada. Ora, por muito que se goste de ver duas mulheres enroladas – e eu, pecador me confesso – o certo é que as cenas softcore e a nudez abundante que a série exibe não são suficientes.
Ao longo desta primeira época abordaram-se alguns itens clássicos do relacionamento gay, como o assumir a opção, a vontade de ter filhos num casamento lésbico, o “adultério” quase constante, o trauma masculino de ver a companheira trocá-lo por outra, a superioridade moral do gay, entre outras. Até há um homem assumidamente lésbico, que, claro, vai para a cama com elas… Mas tudo é feito sem rasgos narrativos, com as coisas a acontecerem mais porque a série tem de ir para qualquer lado do que por opção voluntária. Os diálogos são fracos, pouco imaginativos, e recorrem ao calão para expressar emoções, por clara falta de habilidade argumentativa.
As actrizes são pouco conhecidas, com excepção de duas, por acaso irmãs na série: Jennifer Beals, que todos se recordarão de “Flashdance”, e Pam Grier, a actriz negra dos tempos do blaxploitation, recuperada por Quentin Tarantino, em “Jackie Brown”.
"L Word" granjeou algum sucesso, estando no ar a terceira série, sempre aplaudida, principalmente entre a comunidade gay que a acolheu como um exemplo de inserção dos homossexuais na sociedade.
Dois comentários finais: o primeiro, para a banda sonora, por onde passaram nomes como NeilYoung, Leonard Cohen, Portishead, entre alguns outros, quase sempre de qualidade inatacável. Depois, para a tradicional portuguese connection – no início de um dos episódios, assistimos a uma cena em que Cristo sodomiza Maria Madalena, uma cena anunciada em rodapé como sendo filmada em Lisboa…
Dupont

Mojo


Para a 'Mojo', estes foram os dez melhores álbuns de 2005:
1. Anthony & the Johnsons - I Am a Bird Now
2. Arcade Fire - Funeral
3. Kate Bush - Aerial
4. Bruce Springsteen - Devils & Dust
5. My Morning Jacket - Z
6. Ry Cooder - Chavez Ravine
7. The Magic Numbers - The Magic Numbers
8. Malcolm Middleton - Into the Woods
9. Amadou & Mariam - Dimanche a Bamako
10. Richard Hawley - Coles Corner
Dupont

Gostos não se discutem

Um dos nossos cromos de estimação, o Presidente do Irão Mahmoud Ahmadinejad, resolveu fazer uma pausa nos ataques a Israel. Não, não foi para descansar, mas sim para vilipendiar a música ocidental, obviamente por ser "indecente". Entre os intérpretes atingidos estão George Michael e os Eagles, o que quererá dizer que Ahmadinejad não estará assim tão errado...
A CNN considera que o país está a voltar aos tempos de intolerência do Ayatollah Kohmeini. No cinema, as coisas vão pelo mesmo caminho, uma vez que os filmes promovem "poderes arrogantes"...
Dupont

«Prometo que os impostos não irão subir»...

«Farei o que puder, dentro do quadro das minhas responsabilidades também governativas, para fazer campanha pelo dr.Mário Soares", José Sócrates, Diário Digital.
Dupont

Triste sina a do eduquês


Haddock