terça-feira, dezembro 13, 2005

E vão três...

O director do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, Euclides Dâmaso, abriu o livro, em declarações que evocam, claramente, as de Paulo Morais e de Maria José Morgado:
"em Portugal está por fazer o estudo sobre as relações entre a corrupção, que foi alastrando, progressivamente, ao longo dos trinta anos de regime democrático, e a actual situação de crise financeira ou de recessão

Euclides Dâmaso coloca à cabeça das áreas críticas do fenómeno, a área da adjudicação de obras públicas e da aquisição de bens e serviços pela administração central e autárquica, que, observa, «constitui, como em muitos outros países, a grande (mas não exclusiva) fonte de financiamento dos partidos políticos e das respectivas actividades», concretamente de campanha eleitoral.
A este propósito, salientou que, «não raras vezes, os orçamentos iniciais são subvalorizados, adoptando-se a estratégia de engrossar os réditos (rendimentos) à custa de “trabalhos a mais” de duvidoso fundamento». «É corrente», disse, «a ideia de que as empreitadas de obras públicas atingem valores entre 30% e 50% superiores aos da adjudicação».

«a quantidade e, sobretudo, a qualidade dos materiais empregues são objecto de traficância entre o fisca- lizador e o adjudicatário da obra».
Para o director do DIAP de Coimbra, «a má qualidade do piso das estradas (onde se chegou já a apurar o custo de “poupança” por cada centímetro a menos de betuminoso por quilómetro) e a rápida degradação de muitos edifícios públicos são exemplos dessa matéria»".
Isto e mais fuga aos impstos, empresários, médicos, "engenheiros" das escolas de condução, etc. No Diário de Coimbra, ou aqui. Via Blasfémias.
Dupont