sexta-feira, dezembro 02, 2005

Pelos jornais...

No DN, João Miguel Tavares acha que o crucifixo faz parte de nós:
"Mais do que propaganda católica, o crucifixo faz parte da nossa identidade e é uma chave para compreender os últimos 21 séculos de História. Não tem a ver com fé. Não tem a ver com Deus. Tem a ver connosco."
A mim, sinceramente, não me causa qualquer impressão a retirada dos crucifixos. O que me irrita é ver o país a discutir estas notas de rodapé e esquecer o miserável estado da Saúde e da Justiça, o caos ambiental, os déficits que não param de subir, etc., etc...
Vasco Pulido Valente aproveita para dar mais uma estocada no "mito PCP" e, pelo meio, recupera Clara Pinto Correia, em "Volta Princesa".
Finalmente, o indispensável Miguel Sousa Tavares vê regressar fantasmas do passado, com a amplitude das gravações de escutas telefónicas, e do uso perverso que é feito das transcrições:
"Mas apenas porque eu, pelo meu lado, suspeito que o que era fatal que acontecesse qualquer dia está a acontecer: as escutas tornaram-se também um instrumento político nas mãos das corporações judiciais. Escutam-se não apenas os suspeitos de crimes, mas também os políticos que podem contrariar as posições e interesses dos magistrados, os jornalistas que os podem comprometer, os fazedores de opinião que os possam contradizer. Se dúvidas houvesse, o recente episódio em que escutas telefónicas feitas a dirigentes do PS e do PP, e cujo tema era a demissão do procurador-geral da República, foram feitas, prosseguidas, transcritas, arquivadas em processo (como se de crime se tratasse!), e posteriormente enviadas para publicação num jornal, são a prova cabal do uso da devassa telefónica como arma de chantagem política."
Dupont