quinta-feira, janeiro 26, 2006

Good jobs!

Da esquerda para a direita,
Ed Catmull, Presidente da Pixar,
Steve Jobs CEO da Pixar Animation Studios Inc.,
Robert Iger CEO da Walt Disney Co. e John Lasseter, vice Presidente da Pixar.

A Disney comprou a Pixar. Para quem não sabe, a segunda é a produtora de algumas das mais recentes obras-primas de animação computorizada, como “Toy Story”, “Vida de Insecto”, “Monstros & Cª”, “Á Procura de Nemo” e “Os Incríveis”, entre outros. Todos estes título foram encomendados pela Disney, que soube conjugar a capacidade técnica da Pixar com o seu know-how comercial para ganhar milhões.
No entanto, a Pixar cansou-se de ver outros recolherem os frutos do seu trabalho e optou por não renovar o contrato com a Disney, o que aconteceu há cerca de um ano. Pediam demasiado dinheiro e a empresa do velho Walt não estava disposta a abrir os cordões à bolsa. O último título seria “Cars”, a ser lançado no próximo Verão.
É claro que o cinema de animação é não só uma enorme tradição da Disney, como um dos seus principais suportes. Com a saída da Pixar, e depois de ter encerrado os seus estúdios de animação, a companhia que tem no Rato Mickey a sua mascote viu-se a braços com um perigoso vazio. Daí que o passo seguinte foi comprar a Pixar, negócio que agora foi anunciado.
No entanto, há aqui um factor, mais propriamente um homem, que ninguém pode descurar: Steve Jobs. Para os mais distraídos, Jobs foi um dos inventores do primeiro computador pessoal, o Apple. Ainda hoje ele é o presidente da Apple, tendo conseguido um nicho de mercado assinalável num mundo quase monopolizado pela dupla PC/Windows. Sempre com a palavra “inovação” na ponta da língua, foi ele o responsável pela revolução na forma de ouvir música, quando lançou o leitor digital ‘ipod’, de que já se venderam milhões.
Ora, com o negócio da compra da Pixar, Steve Jobs vai entrar no Conselho de Administração das empresas Disney, que, entre outras companhias, tem a Buena Vista e a Dimension (filmes de terror para adolescentes), além de distribuir cinema sério como o da independente Miramax. Ora, também sabemos que o último brinquedo a sair da “maçã” de Jobs foi “vídeo ipod”. Ou seja, ao vender a sua empresa de animação, Steve Jobs acaba por oferecer de obter, quase de bandeja, um enorme manancial de produtos de suporte para o seu novo brinquedo.
Já dizia o Tio Patinhas que “dinheiro gera dinheiro”… Mas a principal vantagem, ao nível criativo, é que, agora, a Pixar vai ter uma máquina de dinheiro a suportá-la, o que pode trazer para o cinema de animação horizontes. ainda por explorar.
Dupont